17 abril 2015

Fanfic: I Know is forever – Capítulo 3: When?


Capa: Heloísa - BWD
Texta/Fic: Jessica Fraga
Beta/Correção: @ValzinhaBarreto

Notas da Autora:

Oi gente espero que gostem desse capitulo. Ele é bastante especial, pois marca o conflito de Lily com relação ao Ian. Então espero que vocês digam o que acharam.


A ultima palavra do meu pai me atormentava bastante: Ian Somerhalder, um nome que me assombrou naquela hora e por muito tempo. Era doloroso ver como meus planos haviam sido jogados fora pela necessidade do meu pai e de um rico arrogante por querer uma noiva. Ele estava se aproveitando da desgraça do meu pai? – Pensava.

Depois que meu pai me disse o nome do meu ‘possível’ futuro noivo, nada mudou, o nome não significava nada, assim como o dono, eu nunca sequer havia ouvido falar dessa família e sobrenome: Somerhalder.

Saí do quarto e meu pai me deixou sozinha com os meus pensamentos, eu queria tanto poder ter escolha, só que isso era impossível, eu não podia pensar só em mim. Eu tinha que ajudar a Ana e a sua filha, e também tinha os outros empregados que iriam perder o emprego por minha causa.

Não importava o quanto eu pensasse, tudo voltava a escolha que eu tinha que fazer. Eu sabia que devia me casar pelo bem de todos, mas eu não queria, eu nunca havia sido egoísta até então, mas dessa vez gostaria de ser só um pouco, queria fazer as escolhas para o meu futuro, mas isso agora parecia só um sonho distante.

Depois da minha escolha a minha vida nunca mais seria a mesma. Parece que já eu havia me decidido aquela altura. Eu só queria guardar a resposta por um tempo, para aproveitar tudo que podia enquanto ainda estou livre.

Não posso disser que estava feliz com a decisão que eu tomei naquele dia, porque seria mentira, mas estava fazendo aquilo pelas pessoas que eu amo, contudo, se eu ia me casar tinha que aproveitar ao máximo o tempo que ia passar solteira.

Eu queria sair e respirar ar puro, então resolvi dormir porque precisava descansar, mas quando acordei percebi que precisava sair, era 7 horas da manhã.

Levantei-me, separei um vestido simples, calcei uma sapatilha, fui para o banheiro, tomei um banho, voltei me vesti, dei um jeito no rosto para ninguém perceber a minha cara de choro e sono, penteei o cabelo, peguei meu celular e saí.

Queria só por um momento me esquecer dessa confusão toda que minha vida havia se formado, então resolvi ir ao parque, o lugar que eu adorava ir com a minha mãe, o nosso lugar, de certa forma, uma parte dela sempre estaria lá.

Fui andando devagar, mas pareceu que eu não estava no meu corpo, meus pensamentos iam para todo lugar, nem percebi que já tinha chegado, estava tão distraída que nem vi o tempo passar.

Sentei no banco que eu sempre sentava. Naquele lugar guardava tantas lembranças e recordações... Observei cada local do parque tudo me lembrava a minha mãe, cada detalhe...

Era tão bom estar naquele parque que me lembrava ela, mas ao mesmo tempo era ruim por ela não estar ao meu lado, nunca pensei que pudesse ficar feliz e triste por estar naquele parque.
Nem perceber, uma lágrima escorria pelo meu rosto, sequei e continuei olhando tudo em volta, até ser interrompida dos meus pensamentos.

─ Bom dia? Será que eu poderia me sentar aqui? ­ Olhei para cima e vi um homem alto, branco de olhos azuis. A única palavra que o definia era maravilhoso.

─ Bom dia! Claro pode se sentar ­ Falei tentando não demonstrar nada. Ele se sentou e eu percebi que ele tinha um cheiro muito agradável.

─ Desculpe se estou te incomodando, mas te vi sozinha e chorando.

─ Não tem problema, só estou aqui pensando ­ Ele olhou-me de um jeito indecifrável.

─ Tem certeza, você me parece muito triste?

─ Não é nada, são só alguns problemas pessoais. Mas que mal educada eu sou, nem me apresentei, prazer eu me chamo Lily Collins ­ Falei estendendo a mão e quando olhei em seus olhos eles estavam brilhando.

─ Prazer, sou Taylor Lautner ­ Disse ele me enfeitiçando. Nossa, até o nome desse homem era bonito.

Não sei se era o casamento que pesava, mas desejei flertar com ele por mais tempo, contudo infelizmente eu tinha que ir antes que alguém sentisse a minha falta.

─ Olha eu preciso ir ­ Falei e me levantei, mas ele levantou junto.

─ Fique só mais um pouco, eu não mordo ­ Disse o homem lindo com um sorriso encantador.

─ Não posso, tenho que voltar para casa ­ Falei a ele, mas o que eu não esperava é que ele iria pedir para eu ficar.

─ Só um café. Vamos tomar só um café, pode ser? ­ O convite dele era inegável. Além do mais, o que de mal aconteceria em um café?

─ Tudo bem, mas só um café. – Falei aceitando o convite.

─ É tudo o que eu peço. – Disse ele com outro sorriso lindo.

Atravessamos a rua para ir à lanchonete que ficava ali perto, fomos o caminho todo em silêncio. Chegamos à lanchonete, sentamos afastados dos clientes e ele se pronunciou.

─ O que vai querer?

─ Um cappuccino.

─ Tudo bem ­ Ele chamou a garçonete e pediu:

─ Traz um cappuccino e um café expresso, por favor.

─ Já trago só um momento ­ Disse a garçonete e se retirou deixando nós dois em um silêncio constrangedor.

─ Então Lily, se não for muito inconveniente da minha parte, porque você estava chorando?

Não sei porque, mas senti que podia confiar nele e eu também precisava me abrir com alguém que não estivesse envolvido nessa história toda. Minha mãe havia morrido, meu pai me vendido e minha irmã estava planejando não uma festa de despedida, mas de expulsão.

─ Se você tiver tempo para ouvir. – Falei avisando que o assunto era complexo. Temi que ele houvesse perguntando por educação e não por estar interessado realmente, mas eu estava errado, não era somente curiosidade.

─ Todo o tempo que você precisar ­ Disse ele prontamente. Respirei fundo e comecei a contar minha situação a ele.

─ Há um mês, minha mãe faleceu. A minha relação com a ela era muito forte e foi insuportável aceitar que eu a perdi para sempre ­ Falei. Meus olhos já estavam ficando marejados.

─ Lamento por sua mãe. Meus sentimentos pela sua perda. – Disse ele,

─ Obrigada, mas não é apenas um luto doloroso. Ontem quando eu estava "bem" ­ fiz aspas com os dedos no bem e continuei:

─ Meu pai me avisou que eu terei que me casar ­ Falei e naquela hora a garçonete chegou com nosso café.

─ Mais alguma coisa? ­ Perguntou a garçonete. Negamos com a cabeça e ela se retirou.

─ Se você não quiser continuar não tem problema sei que deve ser difícil se abrir ­ Falou ele e segurou minha mão, me dando uma segurança muito grande. Eu queria contar para ele, eu precisava desabafar.

─ Não, eu quero continuar, é meio difícil sim, ainda mais porque as coisas são bem recentes, nem assimilei ainda. ­ Respirei fundo.


─ Como você sentiu com a notícia de ter que se casar? – Indagou Taylor.

─ Quando ele disse que eu teria que me casar meu mundo desabou. Não que, eu não queira me casar eu quero, mas se eu casar com ele, eu não estarei sendo honesta comigo mesma.

─ Mas você namora esse cara há quanto tempo? – Taylor quis saber.

─ O que? Eu nunca o namorei. Não sei nada sobre o homem que será meu marido. No início quando eu soube dessa loucura toda eu surtei, disse muitas coisas ao meu pai, talvez eu tenha sido egoísta, mas eu estou apavorada com isso.

         Taylor me olhou calmamente e então falou:

─ Eu nem posso imaginar uma situação dessas. Hoje em dia os casamentos com amor já não duram, imagine um casamento sem amor.

─ Isso é contra tudo que eu sonhei. Eu queria me apaixonar e me casar por escolha minha, com o cara que eu escolhi, não um casamento arranjado, uma transação.

─ Transação? – Indagou Taylor franzindo as sobrancelhas, confuso.

─ Sim, é uma transação. Meu pai está em decadência financeira. Estamos falidos. Se eu não me casar minha família terá uma vida abaixo do que sempre vivemos e os empregados serão demitidos.

─ Meu Deus. Não sei como você não surtou ainda, com toda essa responsabilidade sobre você.

─ Sim, essa responsabilidade torna tudo mais difícil. Eu não quero ser egoísta. É um caso de vida ou morte. – Falei.
─ O que você vai fazer?

─ Minha vontade é ceder ao egoísmo e dizer não, mas eu não sei o que vou fazer.

─ Dizer não te traria alívio, mas não resolveria os demais problemas.

─ Sim, não resolveria e eu terei que conviver com a culpa quando nosso estilo de vida desabar.

─ Lily, eu realmente estou sem palavras. Quando te vi chorando, imaginei um coração partido, mas não nesse sentido.

─ Pois é. Meu coração não está partido, está dilacerado.

Era estranho ter compartilhado tudo que eu carregava no meu peito, com um estranho, só que isso tudo estava preso na minha garganta precisava sair, e um rapaz lindo me abordando em um parque, poderia ser um sinal, um ouvinte improvisado, mas incrivelmente belo. E eu me sentia um pouco melhor ao ouvir as palavras saindo da minha boca e mais ainda ao ver que eu não estava tão errada.

─ Lily, eu não te conheço e não conheço sua família e me simpatizo com sua causa, mas eu acho que seu pai não tinha o direito de jogar esse peso sobre você.

─ Eu fico feliz em ouvir isso. Sinto-me menos egoísta.

─ Egoísta você? Se você fosse egoísta nem pensava no assunto, recusava automaticamente e sumia.

─ Confesso que sumir me pareceu atraente.
─ Esse casamento arranjado é complicado. Você nem superou a perda da sua mãe. Eu perdi meu pai quando era criança sei que não é a mesma coisa, mas eu sofri muito.

─ Eu sinto muito pelo seu pai.

─ Tudo bem, já foi há muito tempo.

─ Eu não quero nem pensar em perder meu pai. – Falei.

─ Você estaria sozinha, sem pai e mãe, isso é horrível.

─ Você tem irmãos, Taylor?

─ Tenho uma irmã de 15 anos, Makena.

─ Você se dá bem com ela?

─ Muito bem. Eu fico de olho nela, mas nossa relação é bastante amigável. E você tem irmãos?

─ Tenho uma irmã mais velha, a Nina, ela me odeia.

─ Nossa, se é mais velha que você, por que seu pai não prometeu a mão dela ao invés da sua?

─ Essa foi a primeira pergunta que fiz ao meu pai.

─ E o que ele disse?

─ O homem não quer Nina, quer eu.

─ Nossa, isso é assustador. Acha que ele pode te fazer feliz?
─ Eu não tenho ideia, duvido muito. Para mim, o que começa mal, termina mal, mas que escolha eu tenho?

─ Sempre tem uma escolha Lily, o problema é conviver com sua escolha depois.

─ Eu sei disso.

─ Olha tudo pode se resolver. Confia em mim vai dar tudo certo ­ Disse ele, mas não terminou de falar, pois meu celular tocou na hora.

─ Desculpa Taylor, mas eu preciso atender. É o meu pai, ele deve estar preocupado que eu vá embora.

─ Sem problema.

─ Alô!

A onde você está? - Meu pai perguntou preocupado.

─ Só estou respirando um pouco, já estou voltando para casa não se preocupe. - Respondi tentado tranquilizar ele.

─ Tudo bem, só não demore.

─ Pode deixar, já estou indo.  ­ Falei. Ele se despediu e desligou.

─ Acho que você precisa ir ­ Disse Taylor, aparentando estar chateado.

─ É tenho que ir, mas eu fiquei muito feliz por ter te conhecido, foi bom ter conversado com você. Obrigado pelo cappuccino. Estou triste por não poder ficar ­ Falei me levantando para ir embora.
─ Eu que agradeço. Nós vemos por ai ­ Ele se levantou e estendeu a mão eu a apertei.

─ Nos vemos por ai então.

Olhei para o Taylor pela última vez. Ele nem me conhecia, mas estava preocupado comigo. Saí andando, foi muito bom ter ido respirar um pouco e desabafar, mas eu não esperava que me sentir melhor diante de tudo aquilo que eu vivenciava.

Voltei para casa correndo. Quando entrei encontrei meu pai na sala.

─ Que bom que você chegou ­ Disse ele. Parecia estar muito ansioso.

─ Pai eu tomei uma decisão, pai. – Falei e ele ficou paralisado.

─ Filha... Pensa bem. Eu sinto muito por tudo que te disse. Não queria te colocar nessa situação.

─ Não se preocupe, pensei muito, eu estou decidida ­ Falei convicta.

─ O que você decidiu?  - Indagou ele nervoso e ansioso.

─ Eu vou me casar com esse tal de Ian Somerhalder.

─ Você... Aceita? – Ele perguntou desacreditado.

─ Eu não vejo outra escolha então sim eu aceito.

─ Eu me sinto culpado por sua escolha e tenho uma noticia para lhe dar.

─ Pode falar pai.
─ Já temos a data para o seu casamento.

─ O que? Já? – Perguntei perplexa.

 ─ Ian está com pressa.

─ E será quando?

─ Daqui há duas semanas! – Disse meu pai ainda mais culpado.

CONTINUA!!!

Notas Finais da autora:
O noivo está com pressa e quer que esse casamento seja rápido.  Lily queria um tempo para ela antes de se casar, então será que ela aceita essa rapidez toda? Espero seus comentários Taylorvers e Ianlovers.

Um comentário:

  1. Continua.Quero ver a decisão da Lily sobre o casamento quero.Ver se ela vai aceitar a a se casar daqui duas semanas ou não,quando ela vai conhecer o noivo dela.

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