08 abril 2015

Fanfic: O anjo – Capítulo 2: ''Anjos existem?''

 
POV Ariel:

Nós chegamos ao hospital e fomos atendidos as pressas, acho que pelo fato dele achar que eu fui atropelada.

─ Está se sentindo melhor agora? - Ele perguntou depois do exame.

─ Sim, muito obrigada por me trazer. - Agradeci o seu gesto.

─ Ufa! Então você não vai me processar né?!─ - ele brincou e sorriu.

─ não. - Sorri com ele, mesmo sem entender.

A médica entrou na sala com o resultado do meu exame e disse:

─ Ela teve sorte, não sofreu nem um arranhão, vai ficar bem.

─ Graças a Deus. – Taylor suspirou.

─ Vocês se conhecem? - Perguntou a moça que me examinou.

─ Hã?? - Tentei encontrar uma resposta.

─ Não. Eu a encontrei na rua , estava desmaiada.─ Ele mentiu.

 ─ Então você fez bem em trazê-la até aqui. – A médica parabenizou o bom samaritano. Ela saiu depois de me dar alta. Eu me virei para encará-lo, na tentativa de descobrir porque havia mentido.

─ Porque disse aquilo? Você não tinha dito para mim que havia me atropelado? - Cruzei os braços ao ver sua face um tanto surpresa.
─ Sim, mas... Se eu falasse a verdade ela mandaria me prender! - Ele se defendeu.

─ Por que? ─ indaguei confusa e curiosa.           

─ Digamos que é porque eu já arranjei encrenca demais por essa cidade.

Ele me ajudou a descer da maca, e se despediu de mim.      

─ Ei, então você vai me deixar aqui? - Falei o vendo já saindo pela porta.

 ─ Ué, eu já te ajudei, você quer que eu faça mais o que? - Ele levantou as sobrancelhas ao dizer.

─ Eu estou perdida... Não posso voltar para casa.

Ele pensou, e depois soltou um suspiro de culpado.

─ Okay, você pode ficar na minha casa se quiser, mas é só por essa noite, entendeu?

Eu dei um sorriso feliz para ele e disse:

─ Entendido.

Antes de entrarmos no carro para sair do estacionamento do hospital, ele se virou para mim e disse:

─ Tem mais uma coisa, qual é o seu nome?

─ Ariel - Respondi com um sorriso.
Ele me encarou por uns segundos, como se pensasse no que dizer, então disse:

─ Só isso? Só Ariel?

─ Sim, por quê?

─ Nada. O meu é Taylor... Taylor Daniel, mas pode me chamar só de Taylor - Ele riu, parecia ser uma piada que só ele entendeu.

Nós saímos do hospital e fomos juntos para a casa dele, localizada no meio de uma fazenda antiga, afastada da cidade. A casa ficava mesmo isolada, e Taylor tinha um galpão ao lado que estava escuro e me deixou curiosa.

─ O que tem lá? - Eu perguntei indo em direção a porta.

Taylor me segurou pela cintura e falou:

─ Nada que seja da sua conta. A entrada é por aqui. - Ele me virou para a porta da frente. A casa estava em ruínas por dentro, tão bagunçada que eu gritei fingindo espanto:

─ Minha nossa! Você foi assaltado!
                                                                                 
─ Ha ha engraçadinha. Eu não tenho muito tempo de limpar a casa. Eu trabalho. - Disse ele esnobando minha brincadeira.

─ E não existe empregada no mundo de vocês?

─ O que? - Ele me olhou sem entender a pergunta.

─ Nada, deixa para lá - Mudei de assunto, observando a bagunça em minha volta.

Taylor me observava daquele jeito estranho de novo, e coçou o queixo pensando no que dizer.

─ O que foi, por que esta me olhando assim de novo?

─Você não é daqui né?! Então de onde você é? De verdade? - Disse, sentando no que parecia uma poltrona cheia de roupas.

─ Bom... Digamos que eu estou beeeem longe de casa agora. ─ Falei olhando uns quadros nas paredes.

─ E onde fica a sua casa? - Me perguntou, enquanto se espreguiçava e esticava as pernas. Eu apontei para o teto, e ele faz cara de confuso.

─ Céu. É de lá que eu venho. ─ Eu tentei explicar.

─ Céu? Você quer me dizer que veio mesmo do céu?! - Ele ergueu uma sobrancelha incrédulo.

─ Bom... Na verdade não... Eu só caí, na verdade eu sou de Axtrid. Sou um anjo.

Ele começou a rir descontroladamente.          

─ kkkkkk, um anjo? kkkkkk Axtrid? Mas, que tipo de lugar é esse?

Eu fiquei séria e cruzei os braços para ele e disse:

─ É serio! Quer parar de rir!?
─ ok ok.. Eu vou fingir que eu acredito. Pelo jeito você não deveria ter saído do hospital, tem algum problema nessa sua cabecinha. - ele cutucou minha testa com o indicador, ao se levantar da poltrona.

Taylor foi para a cozinha, e zangada por ele não acreditar na minha palavra, eu o segui para poder te provar. Na cozinha ele estava de costas, com a cabeça dentro da geladeira pegando uma cerveja.

Eu o chamei para ele se virar para mim, e quando ele se virou eu abri minhas asas na sua frente. Taylor ficou com o queixo caído, e derrubou sua garrafa de cerveja no chão ao vê-las.

Eu fechei as asas de novo e disse: agora acredita em mim? Ele ainda estava em choque.

─ Eeeii ?! Você ainda esta ai?? - Me aproximei e abanei a mão em frente ao seu rosto.

Taylor reagiu, e respondeu:

─ Simm. Co-como vo-você? - Ele gaguejava tentando entender.

─ Simples. Eu nasci assim – expliquei.

Ele esfregou os olhos, e depois foi para o banheiro molhar o rosto. Era certo que ele ficaria assustado, e eu estava quebrando não só uma das maiores regras de Axtrid, como também estava colocando a minha permanência nesse planeta em risco.

Mas eu já havia fugido de casa mesmo, então que mal faria? Se eu já estava ferrada, era melhor que eu pelo menos aproveitasse e como eu só queria provar para ele que estava certa e dizia a verdade, eu podia o conhecer a pouco tempo, mas sabia que ele não me machucaria.
Eu perambulei pela casa olhando as coisas jogadas, e quadros com fotos dele e uma mulher. Taylor apareceu atrás de mim na sala, enquanto eu segurava uma foto com ele e essa mulher sorrindo felizes.

─ Perdeu alguma coisa? - Ele disse ao meu pé do ouvido.

Eu me assustei e derrubei o quadro no chão. O vidro se quebrou em vários pedaços.

─ Eu não queria fazer isso. - Eu pedi desculpas.

─ Tudo bem, era um quadro velho, não tem mais importância. - Ele recolheu do chão, sem parecer ligar para o que aconteceu. Eu o ajudei a recolher do chão alguns cacos e disse desapontada:

─ Que pena, está todo quebrado.

Taylor pegou o quadro e respondeu:

─ Como o meu coração.

─ Por que seu coração está em pedaços? -Perguntei surpresa e curiosa com o que aquele coração poderia já ter presenciado.

─ Sim. Ela me deixou.  - Ele disse olhando a foto no quadro.

─ Sinto muito. Vocês pareciam felizes nessa foto. – Falei me entristecendo por ele.

─ É, mas era só na foto mesmo. Ela nunca me amou de verdade, senão jamais teria partido - Ele disse retirando a foto do quadro e rasgando-a ao meio.
─ Você ainda a ama? - Eu perguntei ainda curiosa com o que se passava em seu coração.

Será que ele me deixaria lê-lo? Se sim, eu o faria com tamanha felicidade que nem conseguia me conter. Porém ele estava sério diante da foto, e imaginei que tal lembrança não deveria ser boa, devido ao fato do abandono amoroso.

Seria essa a face de alguém que já amou? Ou de apenas de alguém que ainda ama e por isso esta magoado? Enfim, quando ele partiu a foto em dois, dividindo o casal, eu supus que ele não gostaria que eu soubesse.

Ele mudou de assunto drasticamente, e perguntou:

─ Teve uma noite muito longa. Quer tomar um banho? – Indagou ele. Eu respondi que sim com a cabeça, e ele me levou até o banheiro e me da uma toalha. Do lado de fora do banheiro ele começou a me fazer perguntas, atrás da porta.

─ Então... Você tem asas! Ele relembra o fato que o deixou perplexo.       

─ Tenho. - Falei, enquanto mergulhava na banheira cheia de espuma que ele havia preparado.

─ E você disse que era um anjo... Tipo um anjo da guarda?

Eu dei uma risada do raciocínio dele, e respondi:

─ Não, mas é quase isso. Em Axtrid nós somos criados para entender outras espécies, é por isso que eu sei tanto sobre o seu planeta, e você não sabe nada sobre o meu.

Taylor não se confortou muito com isso e continuou:

─ Humm... Mas, você voa não é?        

─ Sim, eu sei voar como um passarinho. – Falei.  Dava para ouvir a curiosidade latente dele por trás da porta.

─ Então quando você disse que tinha ''caído'' você estava falando serio?

─ Sim. Eu acho que bati em você, e desmaiei. - Me lembrei de quando aterrissei catastroficamente encima do seu carro em movimento.

─ Se você sabe voar, por que não volta para casa voando então? - Ele perguntou, achando ser o óbvio.

Eu fiquei em silencio por um minuto, e depois respondi:

─ Porque eu não posso e mesmo se pudesse, eu não voltaria.

─ Por que? Você não quer ir para casa? Não quer ficar com os seus pais?

Eu terminei o meu banho e saí do banheiro enrolada na toalha dele. Assim que abri a porta, Taylor olhou para mim de um jeito diferente, e eu respondi olhando nos olhos dele:

─ Não, eu prefiro ficar por aqui.

Eu passei por ele e Taylor me mostrou onde era o quarto, para eu poder me secar e vestir. No quarto havia uma muda de roupa encima da cama, uma calça de moletom velha, e uma camisa grande demais para mim que cheirava a limpa.

Depois de me vestir, eu me vi no espelho do quarto dele, e estava descabelada! Devia ser por isso que ele me olhava a todo momento de um jeito estranho.

Meu cabelo é bem longo e ruivo, meus cachos não queriam ficar no lugar, então depois de varias tentativas de ajeitá-lo, eu desisti e fiu para a cozinha procurar o que comer.

Taylor já havia tomado banho, e estava só de calça e descalço de frente para a pia e de costas para mim, preparando algo que cheirava a molho de espaguete.

Fiquei por um minuto encarando o contorno das costas dele, eram lindas e eu imaginei como ele ficaria se tivesse asas. Taylor era forte, e tinha braços fortes também.

Fiquei me perguntando como alguém poderia ter abandonado uma pessoa tão especial como ele, afinal de contas ele pode não ter tido culpa na hora do atropelamento, mas mesmo assim insistiu em me levar ao hospital e depois me deixou até dormir na casa dele.

Ele era lindo, e além de tudo também era atencioso e gentil. Depois de pouco perceber sobre seu último relacionamento fracassado, notei que levaria muito mais tempo e estudei para entender as razões humanas quando se trata de amor.

Taylor se virou e me viu, ele ficou surpreso. Talvez pelo fato de eu estar o encarando tanto, ou porque as roupas ficaram grandes demais. Sorri.


─ Oi! E então... Serviu? - Ele gesticulou para o meu mais novo vestido com botões.

A camisa ficara tão grande, que dispensei o moletom.

─ Sim, ficou perfeita! O que vamos comer? - Eu procurei o cheiro no ar curiosa.

─ Olha eu não esperava visita , então... Você vai ter que se contentar com meu macarrão instantâneo.

Eu sorri para ele saber que eu gostei mesmo assim, e não me importaria mesmo se tivesse só um limão, só o que eu queria era ter fugido de casa naquele momento, e isso eu já havia conseguido.

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