05 abril 2015

Fanfiction: Bizarre Love triangle - Capítulo 31


POV Taylor

Flávia e eu saímos do café e já era tarde. Levei-a direto para casa, mesmo com uma louca vontade de passar a noite com ela. Entramos no carro e seu perfume mais uma vez me envolveu. Lembrei-me de nosso primeiro beijo na varanda.

Eu a olhava dentro do carro, falando pra mim o quanto estava difícil decidir entre mim e meu amigo, e não conseguia pensar em mais nada além da vontade louca de beijá-la. Seus cabelos presos em um coque desleixado, seu perfume inebriante e sua boca sensual mexiam com todos os meus hormônios.

Sorri quando ela disse que não tinha desistido de mim. Ainda posso conseguir..., pensei na hora e suspirei forte. Eu a queria, Deus como eu a queria comigo! Não me contive mais e a puxei para um beijo. Não poderia ficar mais um minuto perto dela sentindo seu perfume sem que a tocasse.


Flávia correspondeu ao beijo de maneira intensa. Não tinha como negar, nós nos pertencíamos! Nossas línguas se enroscavam e nos sugávamos com vontade. Seu beijo era perfeito, seu gosto era um deleite ao meu paladar.

Não sei por quanto tempo ficamos ali, mas ficou claro que não queríamos mais parar. Ela era perfeita para mim, a mulher que desejei encontrar em toda minha vida. Era com se já nos conhecêssemos, como se nossas almas já estivessem acostumadas uma com a outra e nós apenas estávamos confirmando em nosso toque.

Quando nos afastamos, um suspiro mútuo aconteceu, reclamando a presença um do outro. Era preciso nos afastar, eu sabia, mas meu corpo pedia por ela, minha boca sentia falta de seu gosto.

-Ligue se precisar conversar.Principalmente depois de falar com ele. Tomara que ele te conte tudo, você precisa saber... - parei de falar antes que fizesse besteira. Robert iria resolver isso, não eu. Segurei seu rosto entra as mãos e dei-lhe um selinho, antes que saísse do carro. Olhei-a entrar no prédio e sai dali, desolado. Fiquei dirigindo a esmo, não sabia onde ia.

Minha cabeça borbulhava nessa hora. Droga! Por que não a conheci antes? Que mer... Eu poderia resolver isso logo, poderia contar tudo a ela e seria minha, só minha. Mas como eu encararia Robert? Meus pensamentos foram interrompidos pelo barulho do celular. Quem poderia ser uma hora dessas? Já era tarde da noite, quase madrugada.

Olhei no visor e rolei os olhos. Kirsten! Não estava nem um pouco a fim de falar com ela, mas sabia que se não atendesse ela me encheria a paciência.

-TAYLOR!!!!!!

-Alô? Oi Kiki... - eu respondi, sem emoção na voz, a seu grito no telefone.


-Onde você está? Preciso de você! - ela gritava, alterada, do outro lado da linha.
-Por que? - eu perguntei confuso e preocupado. O que será que ela tinha aprontado dessa vez.

-Aiiii.... Onde você ta, Tay? - ele gritou mostrando sua costumeira impaciência.

-Estou dirigindo, indo pro hotel. Amanhã acordo cedo. Aliás, você também deveria fazer o mesmo. - eu disse à ela tentando me livrar por hora. Foi inútil...

-Te encontro na frente de seu hotel em 10 minutos. Preciso falar com você. Beijo. - e desligou o telefone. O que será que Kirsten poderia querer me dizer? Com certeza era sobre tudo que tinha acontecido hoje.Notícia velha... eu pensava nessa hora.

Ainda dei mais umas voltas pelas ruas próximas ao Central Park, observando o movimento. Quem sabe assim, com a demora, ela desistiria de me esperar...

Parei na frente do hotel e deixei o carro para que o manobrista estacionasse. Kirsten estava no hall de entrada, sentada num dos sofás, me esperando. Sua cara não era das melhores devido ao teor alcoólico. Estava de jeans e moleton, sua roupa preferida, e, pra variar, descabelada e cheirava a cigarros.

-Você demorou! - ela disse se levantando e caminhando em minha direção. Estava cambaleante.

-Por que você não vai dormir agora e conversamos amanhã? Está um lixo, Kirsten. - eu disse abraçando-a com carinho. Eu e Kirsten éramos amigos mesmo. Eu sabia que essa história toda de Robert e Flavia a estava deixando louca. Ela nem poderia desconfiar de nada que estava acontecendo comigo...
-Abre o jogo Tay. Qualé a sua e a da lambisgóia brasileira? Robert é um tolo se acha que vai se safar dessa. Contei aos patrocinadores a palhaçada que ele está fazendo. - revirei os olhos quando ouvi o que ela disse e não quis falar nada. Ela tinha um sorriso torto de bêbada nos lábios e não conseguia manter-se em pé.
-Claro, claro... Já ta tarde Kirsten. Hoje você dorme aqui e amanhã vaipara o seu hotel. - a peguei no colo e subi com ela até minha suíte. Nessa hora pedia aos céus para que nenhum paparazzo nos visse juntos. Já estava complicado demais com Flavia e Robert, imagina ter que explicar mais essa.

Deitei Kirsten na cama e a cobri. Fiquei parado olhando-a dormir e me lembrei de Flavia e de tudo que havíamos falado.

Tomei um banho e me ajeitei no sofá da sala da suíte, praguejando por não poder deitar em minha cama. A lembrança do beijo em Flavia me fez acalmar e viajar para dentro de meu carro horas antes.

- “Acho que eu sou o maior trouxa da paróquia...”, eu pensei na hora que me lembrei de nossa conversa no café. Às vezes ser o “certinho” não te ajuda muito Taylor. Mas eu não poderia fazer isso com meu amigo.

Eu não conseguia dormir de jeito nenhum. O cheiro e o gosto de Flavia estavam impregnados em mim. Adormeci imaginando-a abraçada comigo em minha cama.
oOo
- Ai que nojo! - ouvi a voz de Kirsten gritando quando viu minha meia no chão, jogada na sala. Ela começou a rir de mim, enrolada em meu roupão, sentando-se na poltrona ao lado do sofá que eu estava dormindo.

-Bom dia pra você também, ô maluquetes. Conhece a palavra privacidade? Esse aqui é o MEU quarto. - eu disse à ela acordando, depois do susto, me ajeitando no sofá e me enrolando no lençol, já que estava pelado.

-Hoje você não foge Tay. E ai? O que você anda aprontando com a brasileira sem graça?- ela disse me provocando. Eu já conhecia o jogo dela, sabia como conseguia ser persuasiva. Mas me contive, apenas ri e revirei os olhos.

-Ele sabe que não pode ficar com ela. Aquele idiota... Sabia que ele me empurrou? –Kirsten falava de Robert, eu a interrompi com um olhar reprovador.

-Kirsten, me esquece. Se quiser vai torturar Robert, mas comigo não funciona. E se ele gostar mesmo dela?- suspirei. Eu disse já me sentindo cansado de todo esse assunto. Admitir isso também não era bom para minha sanidade.

-Mas ele me beijou ontem... Eu sei que ele gosta de mim.... E os patrocinadores falaram com ele... - Kirsten disse tristonha, ainda tinha esperanças que o beijo tivesse sido sincero. Tive que acordá-la de seu sonho.

-Ele estava bêbado, Kiki. Você sabe que foi só por isso. E de que vale ter alguém com você só por publicidade? Parte pra outra. - ela se aninhou na poltrona e eu a vi com os olhos tristes. Logo começou a chorar. Me enrolei ainda mais no lençol e me levantei, indo consolá-la.

-Não fique assim Kiki. - acariciei seu cabelo e dei um beijo em sua testa. -Eu tenho que ir. Tenho um almoço com alguns produtores. Você vai ficar bem? - eu perguntei à ela já indo para o banheiro.

-Você não sabe de nada, Taylor. Robert me pertence! Se ele não contar para ela, eu conto. - ela disse secando as lágrimas. Não discuti. Entrei no banho e não a vi mais.

Enquanto sentia a água morna batendo em meu corpo, me lembrava de tudo que estava acontecendo comigo e com Flavia. Cada vez mais eu tinha certeza de que eu e ela tínhamos que ficar juntos. Eu sentia falta de estar com ela, de tocá-la e beijá-la.


Já estava saindo para meu compromisso quando meu celular tocou. Era Robert!


-E ai Rob? O que manda? - tentei agir naturalmente. Não sabia até onde ele tinha visto na noite de ontem e contava que ele nem tocasse no assunto. Ilusão, eu sei...
-Taylor? Cara, preciso de sua ajuda.... - ele me disse numa voz cansada. Parecia mal. E eu com isso agora? Pisa na bola e depois fica se lamentando? Revirei meus olhos nas órbitas, mas continuei falando com ele. Eu era um idiota mesmo...

-Que voz é essa?- eu perguntei preocupado, nunca tinha o visto assim.

-Pode vir até meu apart? Preciso mesmo conversar. - ele me pediu e não tive como dizer não. Cancelei meu encontro com os produtores e fui direto falar com Robert.

A situação não me agradava nenhum pouco. Na verdade, a vida de Robert estava presa demais a minha pro meu gosto. Primeiro Kristen, agora ele.... e Flavia... tudo isso porque gostávamos da mesma mulher, que eu nem poderia ter. Nem ele! Argh! Tive vontade de desistir, mas meu lado “bonzinho” falou mais alto. Cheguei no apart de Rob e ele estava terrível.


-Cara! Ta ruim mesmo... - tive que dizer assim que o vi na cama, na maior deprê. As garrafinhas do bar ele já havia bebido todas e, pelo jeito, tinha voltado a fumar intensamente.

-Ai cara, eu estraguei tudo. Estou preso em uma teia de intrigas e mentiras. O que foi que Flávia te disse? - ele sentou-se na cama e me perguntou se referindo ao fato de eu ter tirado Flavia de lá.

-Aliás, nem agradeci por tê-la tirado de lá e ficado com ela. Você é mesmo um amigão. – meu deus.... ele não iria me aliviar mesmo....

-Nada demais... - menti. Olhei pra baixo para que ele não notasse. Rob mexeu nervosamente nos cabelos, acendeu um cigarro e se levantou caminhando pelo quarto. Era notório que queria ouvir algo que o ajudasse.

-Pisei na bola cara. Pisei feio. Eles não me deixam ficar com ela. Estou preso a Kirsten até o fim dos filmes, da divulgação. – ele mostrava toda sua angústia.

-Não posso perder Flávia. O que que eu faço? - ele fumava nervoso e andava de um lado ao outro. Comecei a me sentir mal por ter mais informações que ele sobre o assunto. Robert era meu amigo e eu me sentia um traidor. Mas não poderia negar o fato de que também estava apaixonado por ela.

-Posso te perguntar uma coisa? - eu disse me virando para ele. Era tortura, eu sabia, mas eu tinha que saber. -Você gosta mesmo de Flavia? - ele parou de andar e sentou-se na cadeira do quarto. Deu uma tragada intensa e soltou a fumaça de uma só vez.

-Sou louco por ela Taylor. Flavia está mudando minha vida. - ele falou nervoso.

-Então vai atrás dela, cara, fala a verdade e mostra que quer compromisso. - não acreditei que eu estava falando isso...

-Mas tem que dizer a verdade, porque você sabe que será difícil ficarem juntos e ela merece saber. Precisa contar a ela sobre os patrocinadores e seu vínculo com Kirsten. - eu falei sentindo um aperto no peito. Estava entregando minha garota pra ele.

- Ela vai te ouvir, tenho certeza, mas só vai te aceitar se perceber que você realmente a quer. - pronto! Acabo de assinar minha sentença. Entregando minha garota de bandeja para meu amigo....
Vi Rob se animar. Apagou o cigarro, se arrumou e foi atrás dela. Desci com ele e ainda fui obrigado a desejar boa sorte. Robert me deu um abraço forte e agradeceu minha ajuda nessa hora. Só consegui dar um sorriso amarelo e resolvi voltar para o hotel; meu dia estava acabado mesmo.

(No dia seguinte....)
Aquela coisa toda com Robert, Flavia e Kristen me deixou pra baixo mesmo. Desde que tinha voltado para o hotel ontem não sentia vontade de fazer mais nada. A ideia deles juntos me atormentava a mente. Só eu mesmo pra bancar o “bonzinho” e deixar minha garota para meu amigo.

Até Lilly tinha me ligado e eu a dispensei, sutilmente. Fiquei mal com isso, mas não ia ter cabeça de jantar com ela e o pai.

Porém, eu tinha a pequena esperança de que Robert falasse com Flavia e contasse toda a verdade sobre ele e Kirsten.Ai sim, os dois terminariam. Flavia não fazia o tipo de mulher que aceita esse tipo de coisa, e eu teria uma chance finalmente. Andei de um lado para o outro dentro do quarto, estava me sentindo sufocado. A imagem dela ficava toda hora aparecendo em minha mente, estava até mesmo sentindo seu cheiro, seu gosto em minha boca.

Era questão de horas. Ela me ligaria. Resolvi pegar o carro e sair para dar uma volta. Talvez parasse em algum bar e tomasse alguma coisa. Ia enlouquecer com tudo isso acontecendo.

Passei na frente da casa dela umas 3 vezes, mas não tive coragem de subir. E se ele estivesse lá com ela, o que eu ia dizer? “Oi. Eu sou o sádico apaixonado que veio ver se vocês fizeram as pazes...” Ridículo... Eu queria mesmo era saber se tinham terminado, se Robert tinha falado com ela e se ela estava precisando do meu apoio.

Dei meia volta no carro e passei pelo teatro, talvez a encontrasse lá. Poderia não ficar com ela, mas ia poder vê-la, senti-la perto. Essa mulher estava abalando meu lado emocional.
Estacionei ao lado de seu carro no estacionamento e fiquei esperando o espetáculo terminar. Percebi a movimentação de atores na saída e fiquei observando se ela saia do teatro.

Depois de 20 minutos minha paciência já estava indo para as cucuias.Onde será que ela se meteu? Será que ficou no camarim conversando? Será que ele já falou e Flávia estaria chorando?

Voltei para o hotel e esperei. Tinha esperanças de que Flavia logo me ligaria e assim poderíamos resolver tudo entre nós. Eu já imaginava ela comigo, seu corpo quente junto ao meu, nós dois em um lugar sossegado e romântico... Acabei adormecendo no sofá com o celular na mão.

Acordei assustado com a luz do sol em meu rosto. Olhei o celular e não havia nenhuma chamada. O que teria acontecido?

Depois de tomar um café rápido, desci e fiquei dando voltas a esmo pela cidade. A agonia de não saber onde Flávia andava me tirou do sério. Peguei o telefone e liguei para ela. Precisava vê-la... queria Flávia comigo...

N/A: Teeeeenso!!! Nosso Taytay está muito perdido com isso tudo. E vcs? O que acham? Robert realmente está escondendo alguma coisa. O que será??? Não percam os próximos capítulos... Fui!!!!!!!!!


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3 comentários:

  1. Essa é uma das melhores fanfics que eu ja li com o Taylor! 😘

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  2. Cont,Coitado Do Tay! Bora ver aonde Vai dps disso!

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  3. A cada dia melhor, Flavinha!
    Bjus
    Joyce

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