02 abril 2015

Fanfiction: O anjo - Capítulo 1: ''A queda''.


Meu nome é Ariel, e a história que eu vou contar para vocês é sobre um amor que enfrentou dois mundos para poder existir em apenas um só. Eu, primeiramente, tenho que dizer que não sou uma garota normal. Eu possuo asas, e todos que eu conheço aqui em Axtrid também. Asas que por sua vez, não são como os de filmes e desenhos dos quais vocês humanos estão acostumados.

 Elas ficam ''escondidas'' por assim dizer, na maior parte do tempo. São como vocês chamariam de 'tatuagens', e ficam desenhadas desde o comprimento dos ombros até a base da cintura. Desenho este, que nós em Axtrid damos o nome de *selos*, e aos olhos humanos aparecem como se fossem tatuagens de asas em formas de selos criptografados, e que quando abertas se transformam em plumas macias e ficam enormes, chegando até a 3 metros de comprimento cada.

Nós somos o que vocês humanos chamam de ''anjos'', mas em outras religiões também somos conhecidos como Deuses, ou fadas... Além das asas, possuímos o dom de ''ler'' o coração de outras pessoas, como se soubéssemos tudo o que ela já sentiu ou amou com um simples toque em seu coração, e que de fato para mim é completamente novo, porque eu nunca li o coração de ninguém.

Meu pai é o rei de Axtrid o nosso planeta natal, e como já estava previsto, seu primogênito herdaria o trono um dia e como sua única herdeira, ele decide me casar com um rapaz do reino, para subir ao trono e governar Axtrid como sua nova rainha.

Tudo se iniciaria no meu 18° aniversário, e como ele esperava, eu daria início a uma nova era um Axtrid. Teria dado certo, se ele não se esquecesse de um único detalhe... Avisar-me.

─ Eu já disse Ariel, você vai se casar sim!  - berrou meu pai, elevando o tom de voz.

─ Mas papai eu nem o conheço! Como posso aceitar me casar com ele?

─ Sem mais! - disse enquanto me dava as costas.          

Em Axtrid o primeiro filho do rei ao completar 18 anos, é obrigado a se casar e subir ao trono. E durante séculos a tradição foi seguida a rédeas curtas. Este ano, porém tinha um impasse, o rei não contava que teria uma filha.

Eu nasci muito prematura, e meu pai sofreu a perda da minha mãe logo após o parto. Mesmo com o direito lhe imposto de poder se casar novamente, ele nunca o fez, sendo assim, me criou sozinho.

Cresci solta ao vales e montanhas, correndo sempre atrás de uma nova aventura para conquistar. Em Axtrid nós somos educados desde jovens, aprendendo tudo sobre os mundos além do nosso e confesso que de todos do universo, o que me encanta mais, sempre foi a Terra.

Tinha algo nela que me fazia olhar as estrelas e pensar. Adorava estudar a Terra e seus costumes. Fui a primeira da turma no ensino médio, e sim, nós também possuímos um elaborado método de ensino muito eficaz. Não chamamos de colégio como vocês, mas também aprendemos e estudamos desde cedo.

Eu de todas as crianças, sempre fui a mais esperta, ou mais levada... Gostava de aprender sobre o mundo lá fora, e quanto mais o fazia, mais intrigada eu ficava.

Dentre todos os sentimentos que pesquisei e estudei afora, o único que me fazia desentender as razões humanas ao cumpri-lo, era o Amor. O mesmo que eu ainda ansiava por sentir um dia. Agora entendam porque eu não podia me casar com Cali, o jovem anjo que meu pai me escolhera para reinar em Axtrid. Eu não podia e nem o faria se quisesse, pois não o amava e queria muito descobrir como era se apaixonar.

Chateada com meu pai e sua decisão sobre meu futuro, eu fugi para me esconder dele e de todos, e principalmente dessa ideia de casamento. Meu aniversário seria em 24 horas, então eu teria que dar um jeito de fugir desse casamento, ou ficaria presa ali com Cali.

Voei até a montanha mais alta que eu encontrei, e lá eu decidi ficar até anoitecer. Não me preocupei em saber se todos estavam procurando por mim, afinal de contas, meu casamento não seria naquele dia, mas meu pai iria mais cedo ou mais tarde me procurar.

Foi ai então que eu avistei uma estrela cadente. Elas são bem raras em Axtrid, leva quase cem anos para ver uma dessas passar, e ali estava eu vendo uma bem na minha frente.

Fechei os olhos e desejei:
''Queria viver em um mundo diferente, onde as pessoas fossem diferentes, onde exista amor, e eu o encontre ''.

Quando abri os olhos, pude ver a estrela se despedir ao final do horizonte, e me desanimei, porque eu sabia que no fundo isso não aconteceria de verdade.

Mas aí eu tive uma ideia, e decidi cumpri-la. Fui até o norte das montanhas mais altas do vale secreto, e então foi aí que o vi pela primeira vez com meus próprios olhos.

Já tinha ouvido falar dele, mas nunca tive sequer uma chance de provar a mim mesma que era real. Porém agora estava diante dele, e o tão esperado momento que sempre quis presenciar aconteceu, eu encontrei o portal mágico.

Levada pela minha audácia e entusiasmo segui em direção ao que me parecia uma porta simples, mas que me levaria a um mundo novo se eu obtivesse sucesso na minha fuga.

A porta possuía uma marca de uma palma no lugar de onde deveria ser uma maçaneta, e assim que a toquei senti o chão vibrar ao meu redor. Eu de alguma forma, havia aberto uma brecha, e a porta começou a se abrir sozinha sem que eu fizesse mais nada.

Do outro lado eu pude ver o céu escuro, era como se a porta estivesse aberta diretamente para o universo que nos rodeava. Tive medo de passar por ela, e apenas observei atenta, até que o céu começou a clarear, e nuvens se contorciam junto à trovões.

Derrepente me vi voando na direção do túnel claro, como se fosse uma miragem. Fui sugada para dentro dele, quase tão imediatamente que não tive como escapar, e então caí em um redemoinho de nuvens sem saber onde eu ia parar.

Caindo... Eu estava caindo, era só nisso em que eu pensava. A milhões de quilômetros por hora, em meio a trovoadas e um redemoinho. Eu sentia minhas asas queimarem com a queda, mas não podia fechá-las.

Teria que estar concentrada para isso, e no momento eu só pensava em onde terminaria essa queda, eu estava no olho do furacão, mas então chegou o fim do redemoinho, e eu aterrissei em algo em movimento.

(...)
POV Taylor:

Mais uma semana cansativa se estendia além dos meus limites, e eu decidi que merecia uma folga. Peguei o carro e voltei para casa mais cedo, se é que se pode chamar 21:00h de cedo.

Estava dirigindo calmamente, quando a música no rádio me fez lembrar dela. Já são dois anos sem ela, e mesmo assim eu ainda não tinha coragem de escutar aquela música de novo.

A nossa música, o som que embalou o encanto do nosso namoro enquanto ele durou: ''You are so beutiful- Joe Cocker''. Desviei minha atenção do volante por um segundo para trocar de rádio, e me desfazer da maldita lembrança de Grace, e foi aí então que eu a atropelei, ou pelo menos achei ter atropelado.

Tudo aconteceu muito rápido e tão repentinamente, que achei ter atropelado um cervo enquanto mudava de estação. Freei imediatamente assim que ouvi o baque no capô, e logo depois do carro parar completamente eu vi o que tinha feito aquele estrondo enorme.

Saí do carro ileso, por sorte estava com o cinto dessa vez, e olhei em volta tentando entender de onde a criatura atropelada tinha surgido, já que estávamos numa rua completamente deserta, e mesmo segundos antes de perder o controle, eu sabia que não havia nada e nem ninguém a minha frente.

Vi um vulto de longe, e tive medo de que não fosse um mero animal perdido. Quando me aproximei tive uma sensação entranha e desconfortável, e quando vi no que eu havia batido de fato, fiquei completamente em choque. Era uma garota.

Abaixei-me ao seu lado para ver se ela ainda respirava, e foi aí que pus os olhos nela pela primeira vez. Era tão linda como um anjo de fato, ela deitava no asfalto duro e fora de contraste com sua pele branquinha e seu cabelo quase cor de fogo.

Desejei tocar seu rosto, ela parecia não ter sofrido ferimento algum, embora o confronto com o carro tenha amassado totalmente o meu pára-choque.

Antes que eu encostasse nela, seus olhos abriram fitando os meus, e me vi dentro deles, duas orbitas brilhantes de uma cor ainda desconhecida entre o mais profundo e misterioso tom de azul e cinza, me olhavam tentando entender o que havia acontecido.

─ Você esta bem? - perguntei a ela, mas nada me respondeu, apenas olhou em volta parecendo confusa.

─ Você não é daqui é? - disse, observando que suas vestes mais pareciam ter saído de uma peça teatral bíblica.

─ Onde eu estou? - finalmente disse ela confusa.

─ Está no meio da rua, acho que eu acabei de te atropelar. Você esta bem? Consegue ficar de pé? - disse, notando que ela não parecia ter quebrado nada.

─ Estou. Onde fica esse lugar? Eu estou na Terra?

─ Terra?  - Indagou ela parecendo confusa, então decidi que era melhor cumprir meu papel e levá-la a um hospital.

─ Vem comigo, você precisa ir a um hospital.  - disse, ajudando-a a se levantar.
Entramos no carro, e fui direto para o hospital mais próximo na tentativa de pelo menos ajudar a pobre moça que parecia estar perdida.

─ Você não é daqui né? - perguntei de novo, e ela pareceu notar que eu observava suas roupas com curiosidade.

A essa altura eu apenas esperava que ela não me considerasse um tarado, ou algo do tipo.

─ Não, eu sou de Axtrid - disse ela.            

─ Axtrid?? E onde fica esse lugar? É uma cidade mesmo? - perguntei sem entender.

─ Fica depois do terceiro sol, mas acho que teria que consultar um mapa de Axtrid para ter certeza. - Respondeu-me com uma certeza de quem falava sério sobre o assunto.

─ Acho que você deve ter batido feio a cabeça hein.. Vamos logo para o hospital. - disse acelerando o carro.

Após chegarmos ao Hospital mais próximo, ela foi encaminhada para um atendimento de emergência, onde ela fora medicada e liberada. Não tinha acontecido nada com ela, só estava confusa, mas como isso era possível?


 Notas da autora:
Espero o comentário de vocês, será muito importante para mim, saber o que vocês estão achando. 

5 comentários:

  1. Continua.To super curiosa para ler o próximo capítulo,ta muito bommmmm eu to amando ler.

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  2. Obrigada meninas, semana q vem tem mais .. E garanto que a.continuação promete!

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  3. Letícia Cândido4 de abril de 2015 17:28

    Muito boa!

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