29 abril 2015

Fanfiction “O anjo” – Capítulo 4:' O primeiro beijo.


Texto/Fic: Carla Ferrari.
Capa: Jessica Keli.
Beta/correção: @ValzinhaBarreto.

POV ARIEL                                                         

As semanas começaram a se passar lentamente, e mesmo após Taylor ter conseguido uma nova identidade para mim, eu ainda continuava na mesma rotina chata, trancada em casa sem ele, até que depois de uma noite longa e cheia de pensamentos, eu acordei de manha me sentindo com vontade de sair.


─ Mas sair para onde? – perguntou ele.

─ Ah não sei... Quem conhece a cidade é você né.─ disse sorridente.

Ele me encarou pensativo e disse:

─ Ok, então vamos ao supermercado, estou precisando comparar umas coisas. - ele disse pegando as chaves do carro.

─ Obaa! Eu vou me vestir. - Falei dando um pulo do sofá.

─ Nossa, você se anima com qualquer coisa mesmo. - disse ele caçoando da minha felicidade
                            
Ele nunca entendia meu ânimo para tudo, mas a verdade é que eu já não aguentava mais ficar dentro de casa, e estava louca para visitar a cidade e descobrir milhões de coisas novas. Afinal de contas eu já estava fora de casa há bastante tempo, e isso sem falar que eu não só estava longe de casa, mas também no meu planeta favorito do eco sistema solar.

Em meia hora nós já estávamos saindo da entrada de casa com o carro, e eu havia vestido uma camisa de basquete dele com umas botas que eram de jardinagem. Como eu não tinha minhas próprias roupas, sempre usava alguma camisa velha dele e como sempre, ele adorava comentar sobre isso depois.

─ Belo modelito.─ ele deu um sorriso irônico.

─ Era isso, ou eu uso as minhas roupas. O que você acha? - disse erguendo uma sobrancelha em desafio.
                      
Ele me falara que minhas roupas pareciam ser de uma peça teatral bíblica, mas eu nunca entendi o que ele quis dizer com aquilo.

─ Não, assim ta bom, alem do mais eu não quero ninguém perguntando por que você estaria vestida daquele jeito. E olha, que isso aí já vai dar o que falar. - ele me examinou dos pés a cabeça.

─ Como assim? - Olhei para o meu visual, mas ele não respondeu.

No supermercado nós fomos direto para a sessão de congelados.

─ Ui que frio!─ disse me encolhendo.

─ Se você tivesse colocado uma calça, não ficaria com frio - ele falou pegando algo na geladeira a nossa frente.

─ É que essa camisa já parece um vestido para mim. ─ disse esclarecendo minha escolha de roupa

─ Mas precisava colocar essas botas de chuva? Sério, tá horrível! - ele zombou de mim de novo.

─ Eu não me importo, só quero sair daqui...tá friiiioo!! - bati os dentes.

Taylor continuou na seção de congelados escolhendo peixes, e eu resolvi me aquecer como fazia em Axtrid. Eu abri minhas asas, e me envolvo nelas como se estivesse me abraçando.
De repente Taylor se vira para mim e leva um susto:

─ Você ficou maluca? Esconde isso!! Alguém pode te ver! - ele se jogou na minha frente tapando a minha visão das pessoas que passavam distraídas.

Eu fechei as asas bem devagar, e mostrei a língua para ele, que revirou os olhos para mim e seguiu até o caixa.

No caixa.

Taylor vê a garota do caixa dando mole para ele, e a ignora completamente.

Eu sussurrei para ele de canto:

─ Ei, sorria de volta!

─ Por quê? - Taylor me responde em tom normal.

─ Oras, porque ela está sorrindo para você! Seja gentil! - eu exiji, ainda sussurrando.

Taylor olhou para garota do caixa e fechou a cara ainda mais. Revirei os olhos de descrença, e bufei encarando ele. Em seguida nós saímos do mercado e colocamos as compras no espaço de trás da picape.

─ Custava ter dado um simples sorriso para a pobre moça? Acho que ela gostou de você. - disse entrando no carro.

─ Ela é atendente de caixa, em um supermercado! Ela TEM que sorrir para todo mundo. - me explicou ele com tom de sarcasmo

─ Ahh, mas também como é que eu iria saber né.. - disse dando de ombros.
Nós fomos para casa, e no caminho passamos no trabalho dele. Taylor me pediu para ficar no carro, e ficou perto da entrada da mecânica conversando com um cara. Eu não conseguia os ouvir falando, então decidi sair do carro e ir até lá.

─ Oi - disse ao amigo dele com um sorriso.

─ O que? Mas, eu mandei você ficar no CARRO! ─ ele me encarou sério.

─ Lá dentro estava muito quente, eu não consegui aguentar.─ disse me abanando.

O amigo dele com quem ele estava conversando me olhou de cima a baixo e disse:
─ humm, não vai me apresentar a gatinha Taylor?- ele piscou para mim.

─ GRRRR, o nome dela é Ariel e ela não é daqui, é uma prima distante. - diz ele curto e grosso, depois se vira para olhar sério para mim de novo e diz entre dentes:

─ Agora volta pro carro!

O amigo dele me avalia de novo e disse enquanto eu saía:

─ Belas pernas - corei ao ouvir.

Taylor encarou ele com uma cara feia, e pouco antes de eu bater a porta do carro o ouço dizer de longe:
─ Ei qual é? Ela ta comigo blz? - corei mais uma vez. Ele estava me defendendo mesmo?
Dentro do carro eu fiquei rosa de vergonha, e comecei a perceber que sempre que estou com Taylor, ele me faz ter varias sensações estranhas como essa.

Uma coisa rosa. Decidi chamar assim, já que eu não sabia o que era, mas que não era ruim, e sim fofo de certa maneira. Então, portanto chamei de uma cor, mas sabia que depois de tanto tempo na Terra, só poderia ser uma coisa... Eu estava começando a ter sentimentos como ele. Eu só não sabia ainda se era POR ele, ou por CAUSA dele, mas sabia que eram reais, e isso já me bastava para saber que o quanto antes eu me apaixonasse, mais feliz eu iria ser.

Taylor voltou para o carro, e começou a dirigir outra vez. Durante o caminho para casa eu decidi perguntar:

─ Qual era o nome dele?

─ Por que, ta interessada? - ele não tirou os olhos da rua.

─ Não. Só fiquei curiosa... Espera... Você ta com ciúmes? - indaguei curiosa. Ele estava demonstrando todos os sinais de um comportamento ciumento, e disso eu tinha certeza. Eu já havia lido o suficiente, mas só agora pude conferir com meus próprios olhos como era.

─ E-eu? Que? Ah fala sério!─ ele gaguejou na defensiva.

─ Não precisa mentir Taylor, eu sinto isso - disse olhando para ele.

Ele me encarou com um meio sorriso de lado, e diz:

 ─ Como fez antes? Tipo o lance do coração?

─ Ah não... Para isso eu tenho que tocar em você... Expliquei e continuei ─ Agora, já o seu ciúme... Dá para sentir no ar... rsrs.

Taylor ri, e pela primeira vez desde que o conheci, eu o vejo sorrindo de verdade.

Nós chegamos em casa e guardamos as compras, e depois Taylor foi até o seu galpão mexer em alguma coisa. Eu fiquei curiosa, e o segui até lá para descobrir o que ele fazia de tão interessante ali. Só havia um monte de peças de carros, e outras de moto, todas jogadas cada uma para um lado.

─ Ah então era isso o que você escondia de mim? - disse apontando uma pilha de ferramentas.

─ Eu não estava escondendo nada... Só não queria que você viesse aqui.

─ Por quê? ─ perguntei enquanto observava em volta.

─ Porque do jeito q você é desmioladinha, iria se machucar rapidinho.

─ Então você se preocupa comigo? - disse olhando ele embaixo do carro.

Ele rolou o carrinho para frente e se sentou me encarando com um sorriso que ameaçava sair.

─ Não, eu me preocupo mais com os meus carros. – Ele mentiu com um sorriso nos olhos.

Eu mostrei a língua para ele de novo, e fiquei fuçando em tudo o que eu encontrava até que me deparei com algo muito interessante.

─ O que é isso? - ergui o aparelho para ele ver.

─ Um radinho e dos bem antigos. - disse limpando as mãos de graxa.

─ Para que serve? - fucei o aparelho.

─ Para ouvir estações de rádio. Não existe nada assim onde você mora, lá em Asgard?

─ É Axtrid! E não, não temos nada parecido com isso. No máximo nós temos o canto dos pássaros - disse enquanto ele se levantava para ligar o objeto.

Eu fiquei maravilhada com a música que estava tocando, e comecei a girar em círculos por toda parte. Taylor ficou olhando para mim enquanto eu dançava e eu parei para olhar para ele.

─ O que foi? - perguntei estranhando sua expressão.

─ Nada. Só estava te olhando. - ele sorri de lado.

Eu estendi minha mão para ele e falei:

─ Vem, dança comigo?

Taylor aceitou relutante, e nós ficamos frente a frente ouvindo a música tocar.

─ Você não está dançando. – Falei enquanto girava sozinha na sua frente.

─ Eu não sei dançar. - disse ele com um sorriso.

─ Então eu te mostro. - disse com um sorriso confiante.

Peguei suas mãos e coloquei uma na minha cintura, e a outra segurei no alto. Taylor não conseguiu segurar, e abriu um sorriso que estava esperando para sair. Nós giramos em câmera lenta, e nos aproximamos lentamente um do outro sem se perder da música.

 ─ Você está dançando - Falei olhando em seus olhos.

─ É eu acho que sim.  - Ele sorri sem desviar os olhos dos meus.

─ E está sorrindo. Fico feliz em te ver assim.

─ Não, só estou dançando.  - ele negou o próprio sorriso

Depois de uns minutos dançando, nossos corpos ficaram colados sem perceber, e então ele começou a se aproximar mais um pouco, chegando perto dos meus lábios.

Eu senti meu coração acelerando, de um jeito que eu nunca senti antes, e minha respiração também, ela fica cada vez mais pesada e entrecortada. Eu nunca tinha tido essas sensações, mas desde o dia em que o conheci eu não parei de pensar nele, e agora assim tão perto, eu não conseguia nem me concentrar. Foi aí que aconteceu, ele me beijou.

Taylor passou a sua segunda mão para a minha cintura, e eu envolvi meus braços envolta do pescoço dele. Nossos lábios se uniam de uma forma completamente inédita para mim, tudo era novo, e eu me sentia naquele momento como se fosse morrer.

Meu coração batia descontrolado dentro do peito, sentia um friozinho na barriga, como se estivesse em queda livre outra vez, e tendo essa sensação de novo, eu libertei minhas asas de seu segredo e as ergui como se fosse levantar voo. Mas fiquei ali parada com ele, no mesmo lugar até o fim. Porque eu sabia que era onde eu queria estar, com ele, e onde quer que ele fosse, eu o seguiria e não iria abandoná-lo.
Taylor se afastou lentamente, com um leve sorriso nos lábios ainda. Ele me olhou de um jeito meigo, e passou o polegar em meu rosto. Eu sorri de volta, e o beijo de novo. Um beijo leve, porém intenso. E depois disso ele me olhou de novo e disse:

─ Suas asas são lindas, como você.

Nós ficamos abraçados por um tempo, apenas sentindo a respiração um do outro.

─ Acho melhor nós entrarmos , vai chover - disse ele sem me soltar.

E era verdade, o céu já estava ficando escuro. Mas quando ele disse já era tarde, porque começou a cair uma chuva forte.

─ Pelo jeito nós vamos ter que esperar. Esta muito forte. - disse ele me abraçando por trás.

─ Vamos ficar aqui então. - disse olhando a chuva.

Segurei sua mão e ele cruzou nossos dedos, e assim nós ficamos na porta do galpão vendo a chuva cair. Taylor me levou para dentro do carro que ele estava concertando, e se sentou do meu lado no banco de trás. Ele me encarou por alguns minutos, e depois desviou o olhar sorrindo de cabeça baixa.

─ O que foi? Porque esta sorrindo? - perguntei curiosa

─ Porque já faz um tempo que eu não me sentia assim. - Ele suspirou e olha para mim.

─ Assim como?

─ Me sinto como jamais me senti antes. Bem, mas não só bem, me sinto... Feliz. - ele abre um sorriso lindo.

─ E eu fico feliz em te ver feliz. - disse acariciando o rosto dele.

Ele fechou os olhos ao sentir meu toque e disse:

─ acho que estou me apaixonando por você..

Eu o encarei e passei os dedos na ponta dos seus lábios, fazendo o contorno até ele abrir os olhos. Taylor era tão lindo, que eu poderia ficar ali só o observando mesmo de olhos fechados para mim, e isso já me bastaria para viver feliz o resto da vida.

Eu ainda não sabia que tipo de sentimento era esse que estava surgindo em mim, mas sabia que era puro e sincero, e que nada no mundo me faria sair de perto dele.

Respirei fundo mesmo sem entender o que estava prestes a dizer, e me aproximei mais dele para dizer em seu ouvido:

─ Acho que eu também te amo Taylor Daniel Lautner.

Taylor abre os olhos lentamente, sorri e me beija. Depois disse:

─ Eu só tenho medo de uma coisa. - ele respirou fundo dando uma pausa.

─ Não precisa ter medo de nada, eu não vou te abandonar.─ disse admirando ele.

─ Não é isso. Eu... Tenho medo de alguém querer te tirar de mim. ─ disse por fim, baixando o olhar.

─ E porque alguém faria isso? Quem faria?

─ Não sei... Só tenho medo de te perder. Antes de te encontrar eu não tinha nada, e agora eu sinto como se tivesse encontrado meu lugar no paraíso. Você promete que não vai me deixar nunca? – Ele voltou a me olhar com o semblante preocupado

─ Eu prometo. - Sorri o tranquilizando.

A chuva finalmente parou, e nós entramos em casa. Dentro de casa eu chacoalhei algumas gotinhas de água que caíram nas minhas asas, e Taylor ri da cena.

─ Você parece um cãozinho se secando - ele ri e eu faço bico de brava.

─ Ah, mas é o cãozinho mais lindo que eu já vi. - ele completou.

─ Aham... Sei - cruzei os braços e dei uma boa olhada séria nele.

Ele riu de novo, e segurou meu rosto entre as mãos e me deu um beijo.
Senti-me nas nuvens, mesmo sem estar. Ter a sensação dos lábios dele nos meus, era indescritível.

Eu sabia que nunca havia me apaixonado antes, mas devido ao número de vezes em que me encontrava sempre pensando nele, eu agora tinha certeza, eu amava Taylor Lautner.

Taylor preparou um jantar rápido e gostoso, e depois de mim foi tomar um banho também. Depois do banho ele veio até a sala e parecia surpreso ao me ver fazer minha cama no sofá.

─ O que está fazendo? - Disse ele me analisando.

─ Me preparando para dormir, por que?─ disse estendendo a coberta.

─ Ah, é que eu achei que ..─ ele diz meio corado.

─ Oque?─ perguntei atenta.

─ Fica comigo? No meu quarto? ─ pediu ele com olhos carentes.

─ Tudo bem. – Falei me levantando e sorri indo na direção dele e estendendo a minha mão.

Ele sorriu de volta ao pegar minha mão, e foi aí que percebi, que em cada dia da minha vida, nem que isso me custasse tudo em que eu acreditava, eu jamais poderia continuar sem ele.

Cada vez mais eu me apegava ao seu sorriso, seu cheiro, e seu coração. Taylor se tornou parte de mim no momento em que me encontrou, e se fosse preciso eu ter que abandonar tudo o que eu era para ficar com ele, eu faria sem pensar duas vezes.

Nós deitamos juntinhos, e ele me abraçou forte antes de dormir.
Eu fiquei perto o suficiente para sentir o coração dele outra vez, e não consegui resistir.

Eu o toquei, e o sentimento mudou completamente. O que antes era só dor e sofrimento, agora era alegria. Ele não estava mais triste por dentro, e eu pude ver o que ele sentiu ao me ver dançar, e depois quando nos beijamos.

Ele me amava. Amor. Era assim então, estar apaixonado. Eu sempre quis saber, e agora que eu sabia, agora que eu havia encontrado ele, eu jamais iria voltar para casa, jamais poderia deixá-lo para me casar com Cali.

Tudo o que eu queria era ficar com o Taylor, ali no nosso pequeno pedaço de paraíso, para sempre. Nós dormimos, e eu me aconcheguei no seu abraço ouvindo o doce som do coração dele.

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