08 maio 2015

Fanfiction: In choice – Cap. 14 - The Main Question


Capa: BWD – beta: Joyce Cruz – texto: Jelena.
POV Justin

*24 horas antes*

Podem chamar de impulso ou até mesmo crise de consciência, mas, ao ver o meu tempo esgotar-se minuto a minuto, eu entrava em pânico. Já não podia ver Selena e o cara. Ao tomar consciência de que Taylor iria levar Selena e que eu nunca mais a veria, corri pela boate empurrando quem estivesse na minha frente. Na porta que levava ao estacionamento, não avistei nenhum dos dois. Percorri a longa extensão do local, até ver um carro preto distante dos outros. Corri até lá e percebi que havia um casal no banco de trás. Aproximei-me um pouco mais percebi que era Selena. Corri mais rápido e saltei para o capô carro. Obviamente que era uma ideia estúpida, mas, foi a única que me ocorreu...

- Selena! Selena! - Gritei, desesperadamente.

Eu tentava chamar a atenção das pessoas que estavam dentro do carro, aos gritos. Porém, a única coisa que eu conseguia, era chamar atenção do condutor; obviamente que ele já havia percebido que havia alguém em cima do carro. Eles continuaram a me ignorar e eu continuava a chamar por Selena. De repente, o veículo saiu cantando pneu do estacionamento. Tentei me segurar da melhor maneira possível, entretanto, minhas mãos começaram a escorregar pelas manobras que o motorista fazia. A queda era só uma questão de tempo. Só rezava para que os ferimentos não fossem muito sérios. Precisava fugir e não teria tempo para me preocupar com ferimentos.
                  O carro, então, encostou-se ao meio fio fazendo-me sentir mais leve. Finalmente, poderia descer e tirar Selena de dentro do carro. Quando estava me preparando para fazê-lo, o veículo arrancou novamente voltando a fazer as mesmas manobras perigosas. Senti a minha mão escorregar cada vez mais até a inevitável queda acontecer.
                 
         Senti uma dor tremenda percorrer o meu corpo. Saí rolando pelo asfalto sentindo minha pele desgrudar da carne. Minhas costas e eu tronco doíam e eu sentia uma enorme dificuldade para respirar. Comecei a perder a capacidade de pensar. Minha visão ficou turva e sentia que iria perder os meus sentidos a qualquer momento. Meus últimos pensamentos estavam em Selena e em tudo o que vivemos nos últimos dias. Pensei em cada sacrifício que fiz, enquanto ela estava transando com outro no carro.

Se aqueles eram os meus últimos minutos, pensei que, pelo menos, iria morrer dignamente, pois havia feito tudo o que estava ao meu alcance. A minha visão, então, tornou-se desfocada e senti vontade de tossir, porém, a dor em minhas costelas me impedia. Senti um gosto de sangue em meus lábios e já não conseguia ouvir nada. Sentia apenas que alguém me tocava. Enxergava rostos desfigurados e uma multidão ao meu redor. Antes, o que era apenas um borrão, se transformou em uma cortina preta: eu não conseguia enxergar mais nada.

*24 HORAS DEPOIS*

*POV Selena*

Já havia se passado horas desde o acidente de Justin. Horas que, para mim, pareciam infinitas e intermináveis.

- Do dia de ontem... eu... eu não me lembro de muita coisa... - Disse, encarando um dos policias. Eu gostaria de dizer algo que fizesse diferença, mas, era arriscado.

- Conte-nos apenas o que conseguir lembrar. - Pediu o policial.

- Eu tinha ido a um bar, o Four Seasons. E eu tinha saído de lá acompanhada. - Contei.

- Acompanhada por Justin? - Especulou.

- Por outra pessoa. Não consigo me lembrar quem era, desculpe-me. - Sentia a minha mão suada e uma dor de cabeça irritante.

- Não consegue se lembrar nem do rosto do homem? - Continuou.

- Eu estava muito bêbada, desculpe. Eu estou presa? - Sentia medo por Hope caso eu fosse presa. Meu pai não cuidaria dela.

- Não, mas, aconselho que consulte o seu advogado. Se aquele rapaz realmente morrer, você pode estar com grandes problemas.

- Obrigada. - Disse levantando-me da cadeira em que estava sentada e saindo da recepção. Sim, eu havia mentido para a polícia. A verdade é que apesar de estar bêbada, infelizmente a minha memória não havia se apagado. Eu conseguia me lembrar de cada detalhe da noite passada.
Quem havia levado Justin ao hospital tinha sido eu. Se ele morresse, eu nunca mais me perdoaria. O sangue dele estaria em minhas mãos.

         Ao descer as escadas do hospital, para me dirigir ao jardim da entrada, um carro buzinou ao quase me atropelar. Desviei-me rapidamente evitando a batida. O motorista era Taylor.

- O que você quer? - Gritei, encostando meu rosto no vidro do carro dele.

- Entra! - Ele abriu a porta do carro. - Eu já soube de tudo o que aconteceu.

- Dispenso! - Recusei.

- Selena, não seja assim! Eu estou tentando ajudar. - Ele disse.

- Eu não preciso da sua ajuda, Taylor! - Esbravejei.

- Olha para você! As suas roupas estão amarrotadas e sujas! E olha o seu rosto! - Ele apontou. Dava para imaginar o meu estado: maquiagem borrada e olhos inchados de tanto chorar. - Há quanto tempo você não come? - Ele perguntou. Por fim, acabei entrando no carro. Taylor me levou até um café que se encontrava perto do hospital. Obviamente que ele queria alguma coisa. Apenas estava esperando o momento certo para dizer o que realmente queria.

- Poderia me trazer o jornal de hoje, por favor? ­ Taylor olhou para a garçonete lhe lançando um sorriso sedutor. Ela sorriu de volta e não demorou a voltar com o jornal nas mãos.

         Ele começou a folhear o jornal e fiquei imaginando se o acidente de Justin estaria nele. Imaginei seu pai doente lendo a notícia de que seu filho estaria no hospital todo machucado e com risco de sair com alguma sequela. Subitamente, Taylor me entregou o jornal. Eu fiquei perplexa com o que havia acabado de ler. Em letras pequenas e com uma pequena foto lia-se:
     “(...) Charles Brown foi encontrado decapitado na manhã de 08­01­2015. Por volta das 6 da manhã, um pedestre que passava pelo local foi quem notou que algo estava errado. Ele parou ao lado do carro e viu que havia sangue no vidro. (...).”

         A matéria era extensa e cheia de detalhes. Ao olhar para a foto que o jornal trazia, vi que esse tal Charles era o mesmo que estava comigo ontem. Sim, era ele com toda a certeza.

Decapitado? Eu me lembrava de tê-lo deixado inconsciente, mas, quem teria ido lá e terminado o serviço? Se ele estivesse realmente morto, esse era o meu fim! Ele foi encontrado em um carro onde estariam centenas de impressões digitais minhas. Como eu iria explicar isso?

- Eu estava fazendo sexo com um homem que não conhecia. Eu o encontrei no bar da Four Seasons e tomamos alguns drinks. Eu me lembro de irmos para o carro dele. Depois de algum tempo, Justin, que neste momento esta no hospital por minha culpa, nos encontrou e pulou no capô do carro...

PENSANDO BEM, TALVEZ NÃO!

         Vários pensamentos começaram a percorrer a minha mente: Afinal, quem seria essa figura misteriosa? Será que teria ela planejado tudo isso? Será que realmente o que aconteceu com Justin não teria sido só um acidente? Será que essa pessoa estava tentando me ajudar? Ou me prejudicar? Mas a pergunta mais importante de todas era: será que eu a conhecia?


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