26 maio 2015

Fanfiction: O ANJO - Capítulo 5. ''Descoberta''


Texto/Fic: Carla Ferrari – Capa: Jessica Keli – Beta: @ValzinhaBarreto

POV Ariel.

Os dias se passaram e Taylor voltou a sorrir cada vez mais. Eu fiquei feliz por ele, mas comecei a pensar na minha família também, e se eu fiz o certo em fugir de casa assim.

- E a sua família, não vai vir te procurar? - Ele perguntou durante nosso jantar.

- Espero que não. - respondi pensativa.

- Por quê?- ele indagou.

- Porque, senão eu terei que voltar, ser rainha, e me casar com um anjo boboca!- Bufei.

- Como é? Rainha? Serio isso?- Ele sorriu surpreso.

- É sim, meu pai é o rei, e quer que eu fique no seu lugar, porque eu sou filha única.- Expliquei.

- Que interessante... Então a minha princesa, na verdade é uma rainha anjo?! - ele riu.

- Sim- sorri de volta feliz de novo, em ver ele rindo.

- Mas... E esse anjo... Também não vai vir atrás de você? - ele disse preocupado

- Quem? Cali? Aff espero que não!- falei engolindo em seco.

- Mas e se eles vierem atrás de você? O que vai fazer?- ele me olhou preocupado.

- Sinceramente eu não sei, mas só sei de uma coisa, eu não vou me casar com Cali, quero ficar aqui - senti minhas bochechas esquentarem, quando na verdade eu queria ter dito ''ficar com você''.

Nós terminamos o jantar, e fomos para o sofá assistir um pouco de TV.
Eu me aproximei dele no sofá e dei um beijinho no seu rosto. Taylor me puxou para mais perto, e me abraçou forte.

Eu envolvi minhas asas abertas em torno dele, e nós ficamos parados assim, só se abraçando. Eu senti sua respiração ficando mais lenta e confortável, e então o ouvi dizer bem baixinho no meu ouvido:

- Eu te amo.

Eu senti meu coração acelerar, e afundei meu rosto de encontro com o peito dele ouvindo seu coração outra vez. Taylor era tudo o que eu sempre desejei encontrar, e eu não queria ter que me despedir dele, caso meu pai resolvesse aparecer.
Mas isso seria questão de tempo e eu sabia disso, ele viria a qualquer momento, e quando chegasse, seria impossível de convencê-lo de que meu verdadeiro lugar era ali e não com ele.

POV TAYLOR.

Em um fim de semana qualquer, eu e Ariel saímos pra fazer compras de novo. Ela adorava sair pra passear, e depois de convencer a algumas pessoas do meu convívio, que ela era apenas uma garota normal, não foi difícil sair com ela outra vez.

Comprei roupas novas pra ela, e disse pra maioria dos interessados que ela era apenas uma prima distante passando uns dias comigo. É claro que no trabalho foi diferente, já que o Kevin tinha dado encima dela, eu tive que dizer outra coisa.

Pra ele, ela era mais do que uma amiga, e estava ficando lá em casa. Mas foi só isso o que eu disse, até porque não precisou de muito pra ele imaginar coisas, já que me conhece desde a nossa infância e sabia que a única prima que eu tenho se chama Vanessa, e atualmente está casada.

De qualquer maneira, eu não tinha que me preocupar com ele, e sim com o velho e senil que morava ao lado da minha casa. Ainda mais depois daquela história, de que ele possivelmente teria visto Ariel voando sobre a propriedade dele.

No fundo não botei muita fé, pois sabia que ninguém iria acreditar naquele velho bêbado, mas era bom que eu ficasse de olho. E tudo ia bem, até que Ariel me deu um puxão e me parou durante nosso passeio.

Nós caminhávamos pela rua, quando ela viu um cartaz de ''procura-se'', muito incomum. Era uma foto tirada do céu, e tinha uma garota com asas na foto. Ela estava voando sobre uma floresta, essa garota era Ariel.

Engoli em seco mesmo entendendo o risco que representava aquele anuncio de papel, e tentei amenizar as coisas pra que ela não pensasse que eu estava preocupado.

- Uau! Bela montagem. - Falei ironizando.

- Minha nossa! Alguém me fotografou!- ela diz tapando a boca de espanto.

Comecei a ler:

-''Procura-se garota anjo, foi vista perto do vale dos pinheiros verdes, possuí grandes asas.'' etc etc..

Antes mesmo de terminar a leitura comecei a rir, pois parecia ridículo não só a ideia de fazer um cartaz, quanto mais a ideia de que alguém poderia mesmo ter visto e fotografado ela no céu.

Ariel ficou um tanto aliviada, depois do meu descaso, mas mesmo assim pedi pra ela ter mais cuidado da próxima vez.

- claro. - ela prometeu

E então nós voltamos a caminhar.

Mais tarde naquele dia, ela ficou na varanda observando o céu escurecer, e eu fui falar com ela.

- O que esta fazendo?- Perguntei notei que ela parecia aflita ainda, e devia ser por causa do cartaz que vimos naquele dia.

- Nada. Só lembrando de casa.- ela suspirou olhando as estrelas.

- Saudades?- estranhei o tom dela, meio desanimado.

- Talvez.- ela confessou afirmando minhas duvidas.

Ariel estava com saudades de casa, e eu me sentia cada vez mais responsável por isso. Fiquei com certo medo de me aprofundar no assunto, então apenas assenti e disse:

- Hum.

- Não precisa resmungar Taylor, eu não vou deixar você, eu já disse.- Ela sorriu vendo minha preocupação.

- Que bom.- sorri aliviado.
Ariel não me deixaria pra voltar e se casar com alguém que ela não amava, pelo menos era o que eu pensava, ou esperava. E se eu estivesse errado quanto a isso? E se o que ela sente por mim não for forte ou verdadeiro o suficiente pra que pudéssemos enfrentar dois mundos pra ficarmos juntos?

A aquela altura eu só esperava que meu pobre coração não estivesse sendo traiçoeiro comigo de novo.

Entrei em casa logo depois dela, e enquanto ela tomava banho, eu liguei a televisão afim de esquecer um pouco meus pensamentos confusos em relação a tudo isso.

Para minha surpresa e descontentamento maior, o que passava no jornal era o assunto do dia mais cedo, a garota anjo que surgiu na cidade, e eu fiquei ainda mais intrigado com tudo.

Eu fiquei surpreso de isso ter ido parar na TV, e com medo dela acabar ouvindo a reportagem, ainda mais depois de convencê-la de que tudo era besteira e não passava de um trote.

Mas por sorte eu consegui trocar de canal a tempo dela sair do banho, e pude conferir que mesmo a mídia dando mais importância ao caso, eu estava confiante de que nada aconteceria a ela. Pelo menos não enquanto ela estivesse segura comigo ali.

- O que estava assistindo?- Ela se aproxima enxugando o cabelo.

- Nada... Estava te esperando pra ver um filme. - menti.

- Ok, e que filme vamos ver?- ela sorriu animada, pulando ao meu lado no sofá.

Sorri de volta pra ela e disse:

- O que você quiser, meu anjo.

Era entorpecente ver como ela me deixava feliz, só de sorrir assim pra mim. Tudo nela era alegria e cheirava a felicidade espontânea. Eu não poderia viver sem aquilo jamais, não poderia mesmo se quisesse.

Ela havia se tornado meu pedaço do paraíso, e eu faria qualquer coisa pra continuar vivendo isso, pra continuar com ela.
Por ela eu faria e seria qualquer coisa.
Eu diria qualquer coisa.
Eu a amava.

Naquela noite nenhum de nós dormiu bem.

........

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