08 junho 2015

Fanfiction: Believe – Capítulo 15: Lágrimas


Corri para a sala. Ele estava parado olhando o horizonte com as mãos no bolso.

- Lautner! Você aqui!?

Eu gritei e pulei em seu pescoço! Nos beijamos por alguns segundos... Que delícia de beijo...

- Meu Deus! Porque está aqui? Vai ficar pro feriado!?


- Jenny precisamos conversar... Eu volto para NY ainda hoje... É apenas um bate e volta...

- O que? Porque? 

- Eu vim apenas para conversarmos algo sério... E para que você entenda que...

- Nossa.,. Você está me assustando!

- Vou direto ao ponto e quero que preste bastante atenção ok?

- Ok!

Ele ia falando e eu tentava assimilar.

- Jenny… Sei que será estranho, mas podemos continuar nosso namoro. Eu vou atuar com ela fora do filme! Posso fazer isso! Sou ator!

Eu sou uma pessoa forte. Depois da decepção que eu tive com meu ex-namorado era difícil eu chorar por amor... Eu agia mais com a razão... Mas com Taylor era diferente... Eu gosto muito dele, acho até que o amo... O cheiro, o beijo, toque... Tudo nele me fascina e com isso as suas palavras eram como facas em meu coração...

- Você vai ter que assumir pro mundo que você está com essa tal de Marie...

Vai ter que beijá-la, segurar na mão dela, abraçá-la... até a premiere do filme...

- Eu vou atuar!

- E eu vou ter que ver as fotos de vocês juntos... E aceitar... E acreditar que você ao beijá-la não vai sentir nada...

- Jenny... Eu não tenho escolha...

- Taylor.... Eu tinha um show beneficente no feriado... Um show importante para mim, que eu faço todo ano, mas recusei para lhe encontrar em NY... Aliás eu estava fazendo as malas quando chegou...

- Você ía para NY?

- Amanhã... - eu disse e o silêncio pairou no ar. Meus olhos estavam lacrimejados, mas eu não chorei em nenhum momento.  Por fora era assim, mas por dentro eu gritava de dor...

Peguei o telefone e agi pelo impulso:

- Toma Taylor! Pega esse telefone e liga para esse diretor! Diz que vai terminar o filme, até porque você já começou a gravar e...

Ele não se mexeu. Não pegou o telefone da minha mão. Foi então que percebi que não ia adiantar... Ele não ia fazer isso... Nem por ele, nem por mim...
Abaixei a mão. Coloquei o telefone no lugar e disse:

- Entendi...

- Jenny me perdoa...

- Que você seja muito feliz Taylor... Boa viagem...

Fui até a porta e abri. Ele entendeu o gesto.

- Eu vou te procurar quando tudo isso acabar! Vai acabar logo....

- Boa viagem... - eu repetía.

- Jenny eu te amo...

Meu coração ficou menor. Ele me amava? De verdade? E não tinha escolha?

- Não é verdade... Se me amasse a conversa agora seria diferente...

Ele não disse nada apenas saiu. Quando fechei a porta a ficha caiu. Namoro relâmpago acabado de vez... Mais uma decepção, só que dessa vez a dor foi maior e não sei dizer porque...

Não chorei. Caminhei lentamente até meu quarto e fui desarrumando a mala, afinal não viajaria mais. Estava em estado de choque quando meu telefone tocou.

- Alô? - engoli seco.

- Jenny você está bem?

Era Danny. Minha agente e amiga fiel. Mesmo longe me ligava sempre nas horas mais difíceis... Eu precisava tanto dela, mas não disse... Afinal, ela tem um namorado agora...

- Não... Não estou bem...

- Eu sei...

Conversamos e eu não chorei. Engolia a saliva e continuava. Ela me explicou como Taylor ficou desesperado e como Tarik estava triste pelo amigo. E eu expliquei o meu lado. Ele fez uma escolha e não foi eu.

- Jenny, mas e se fosse você… Você tem uma carreira.

- Não sei Danny... Talvez quando tudo isso acabar... Mas eu me pergunto se ele vai receber outras propostas assim... Claro que vai acontecer e eu nunca serei a opção...imagina como vai ser? Ele termina o filme, nós voltamos, daí teremos que terminar de novo porque ele vai fingir que está namorando o par romântico... Eu não vou conseguir ser feliz assim... Vou sentir falta dele sim! Isso vai me matar aos poucos todos os dias, mas eu vou superar... 

Quando desligamos o telefone eu fui tomar um banho. Foi nessa hora que eu desabei. Chorei e chorei... depois adormeci.

Quando acordei já tinha passado a hora de jantar, mas estava completamente sem fome. Quando pensei em ir até o jardim, meu telefone tocou:

- Alô?

- Jenny!

Eu reconhecia aquele sotaque britânico...

*** Taylor POV ***

Eu saí da casa da Jenny desolado. Fui direto para o aeroporto... Igual a um zumbi. Era isso? Tinha acabado? 

- Alô?

- Taylor você está bem? Onde está?

- Tarik estou no aeroporto e não, não estou bem... Vou embarcar ok? Depois te ligo!

- Ok, boa viagem!

Quando cheguei em NY estava cansado... Fisicamente e psicologicamente…
A semana foi se arrastando. Eu queria ligar para ela, mas não tinha coragem... Ia falar o que? 

- Taylor? - disse Marie interrompendo meus pensamentos.

- Oi Marie...

- E o namoro?

- Não tem mais namoro... Não tem namoro que sustente isso...

- Desculpe...

- Desculpe por que?

- Nada... Quer dizer... Por estar gostando dessa história toda...

- O que!?

- Por gostar de saber que eu poderei beijar você aqui e lá fora...

Naquela hora Marie me beijou. Não posso negar que eu retribuí, mas não era o beijo da Jenny... Era totalmente diferente... Era amargo... Mas eu sou homem e não resisti...

- Desculpe atrapalhar o clima senhores... - disse o diretor enquanto nos separávamos.

- Tá vendo como deu certo!? Vocês vão se dar bem... - ele continuou e saiu.

Naquele momento eu pensei: O que foi que eu fiz!?

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