10 junho 2015

Fanfiction: O ANJO - Capítulo 7: Resgate

+

Texto/Fic: Carla Ferrari – Capa: Jessica Keli – Beta: @ValzinhaBarreto

POV TAYLOR.

Acordei sentindo minha cabeça latejar, e olhei em volta desesperado procurando por ela. Era óbvio que eles a haviam levado, então eu tinha que tomar medidas drásticas. Liguei para um amigo meu e disse que precisava de um favor dele, algo que ninguém mais poderia fazer.

- Ei, e aí, cara! Quanto tempo? - disse Calvin animado ao telefone.

- Olha cara eu tô meio sem tempo agora, eu preciso da sua ajuda.- disse indo direto ao ponto.

- Ok, o que manda?- perguntou.

- Preciso de documentos falsos, e que rastreie uma pessoa pra mim.- ouvi ele suspirar.

Calvin era um velho amigo do colégio que já havia se metido em muita confusão comigo, e com a lei por causa do seu dom em invadir redes oficiais de empresas. Ele era o único que poderia me ajudar numa hora dessas, e conhecendo seu histórico ele saberia o que fazer com certeza.

- Tá e o que eu ganho com isso?- ele perguntou meio irônico.

- Minha eterna gratidão. - falei tentando descontrair.

- Tá, passa aqui e nós vemos o que eu posso fazer. - ele disse e desligou.

Peguei as chaves do carro, e fui correndo encontrar com ele. Se tinha alguém que poderia descobrir onde Ariel estava, esse alguém era o Calvin.

Cheguei à casa dele em dez minutos, e logo depois de explicar tudo ele me olhou como se eu tivesse ficado maluco.

- Mas isso é sério cara? - ele me encarava perplexo.

- Olha, eu sei que parece loucura, mas eu não posso deixar que eles machuquem ela! Eu tenho que encontrá-la!- suspirei imaginando as coisas horríveis que deviam estar fazendo com ela.

- Calma. já achei. Quer dizer, se ela ainda estiver com o seu celular como você disse, ela esta nesse endereço. - ele anota num papel e passa pra mim.

- valeu cara, você é o máximo mesmo. - Peguei o papel, e saí as pressas indo na direção que ele me descreveu.

Ariel havia ficado com o meu celular, e então eu pedi que Calvin o rastreasse até o lugar onde ela estava, e de acordo com ele, Ariel deveria estar numa base militar disfarçada no sul da cidade.

Quando cheguei ao lugar ele parecia mesmo um disfarce, pois a frente dizia que era um posto velho de energia elétrica. Não precisei de muito esforço pra passar pelos guardas que estavam na porta, na verdade foi fácil golpear um deles e usar a arma que roubei dele pra mandar o segundo embora.

Cheguei por traz e dei um golpe forte com uma barra de ferro no primeiro, e depois dele desmaiar, eu peguei sua arma e rendi o segundo fazendo ele se algemar numa porta do lado de fora.

Antes de entrar, eu ainda tirei os dois rádios que estavam com eles e joguei bem longe, pra que ele não tentasse avisar a ninguém.

- Se você acha que vai conseguir tirar ela daqui, esta muito enganado!- disse o cara algemado na porta.

Olhei na direção dele antes de entrar, e ignorei completamente seu comentário. Eu estava disposto a tudo pra salvar a mulher da minha vida.


POV ARIEL.

Durante todo o caminho eu escutei vozes dos homens de farda falando sobre o que os cientistas fariam comigo, e fiquei horrorizada e pensando onde estaria o Taylor.

Assim que nós chegamos ao lugar, eu fui carregada para fora do carro de novo, e eles tiraram o saco da minha cabeça.
Eu estava em uma sala branca, com muitos aparelhos estranhos, e um homem de branco e mascara também. Ele se aproximou de mim.

Eu tentei me desviar das mãos dele, mas outros dois homens de branco entram na sala e me seguram pra me amarrar em uma maca. Eles me prendem de bruços, e eu fiqui sem poder me mover.

O homem de branco tirou a sua mascara, e pediu pra que os outros dois o deixem sozinho comigo. Eles saíram, e eu senti ele se aproximar de mim.

- Você possui belas asas meu bem - ele acariciou minha plumas me fazendo tremer sob o seu toque.

- Quem é você? O que vai fazer comigo? Porque me trouxeram pra cá?- perguntei segurando o choro.

- Calma, querida, calma. Você vai ficar bem... Só precisa ter muita calma. - ele diz calmo num tom sério amedrontador.

Eu o senti tocar minhas asas, e tentei fechá-las, mas fiquei com medo disso desencadear uma série de perguntas de como eu fazia aquilo. Ele certamente iria querer saber por que eu tinha asas mesmo parecendo humana, e com certeza não iria medir esforços, nem suas experiências pra tentar descobrir de uma maneira ou de outra.

Senti uma lagrima descer pelo meu rosto na hora do desespero. Eu escutei o homem mexer em alguns objetos encima de uma mesa, e antes dele encostar em mim de novo as luzes de repente se apagam.

Ele ficou confuso e se pergunta:

- Oras... Mas o que houve?

Ele se afastou da maca, e eu o ouvi abrir a porta provavelmente pra ver o que houve com a eletricidade. Um ruído se segue depois dele sair, e logo também um barulho de alguém quando cair no chão.

Eu não conseguia me mexer, e escutei o som da porta se abrindo de novo. Mais uma lagrima desceu pelo meu rosto, e sem saber o que ia acontecer comigo, eu começo a pensar no Taylor. De repente eu ouvi a voz dele me chamar no escuro.

- Ariel? Você ta aí?

Eu quase engasguei com meu próprio choro, e respondi aliviada:

- Aqui! Na maca! Eu estou amarrada!

Ele tateou pelo escuro até me encontrar finalmente, e me desamarrou da maca pra eu sair dali com ele. Eu o abracei forte e disse entre soluços:

- Não acredito... Você veio me buscar.. Eles queriam tirar as minhas asas - chorei no ombro dele.

- Tá tudo bem. Não chora. É claro que eu vim te buscar, eu te amo. - ele se afastou pra olhar pra mim, e segurou o meu rosto com as duas mãos. - você é a única pessoa que importa pra mim, e eu não vou perder você. Entendeu?

Eu respondi que sim com a cabeça, e ele me desceu da maca pra gente sair logo dali.

No corredor, escuro, haviam dois homens caídos. Um era o doutor de branco que queria me examinar, e o outro era um soldado de farda. Taylor me guiou até uma saída que ele encontrou, e nós conseguimos sair dali sem ninguém nos ver.

Do lado de fora o lugar parecia um disfarce para que ninguém o encontrasse, e eu fiquei pensando "o que aconteceria comigo se ele não aparecesse?''. Taylor continuou me guiando até entrarmos em uma van, e depois de dar a partida, nós finalmente nos livramos daquele lugar.

Nós rodamos com o carro até uma parte longe e desconhecida da cidade, e ficamos em um hotel.

- Você esta bem? Eles te machucaram?- ele pergunta preocupado

- Não. Você chegou bem a tempo.- suspirei aliviada.

Ele me abraçou forte, e disse:

- Eu te amo tanto, nem sei o que eu faria se algo tivesse acontecido com você. - ele suspira pesado

- Tá tudo bem, eu vou ficar bem, desde que possa ficar com você.

- Nada vai me separar de você meu anjo... Nada!- ele disse me abraçando forte. Envolvi meus braços entorno do seu pescoço, e o beijei.

Taylor me ergueu e colocou as pernas envolta na cintura dele, tropeçando na cama e nos derrubando juntos sem parar de me beijar. Senti suas mãos descendo pelas minhas coxas, e meu coração parecia que iria explodir a qualquer momento.

Ele era a razão de tudo o que eu havia me tornado, e eu não poderia querer um momento mais perfeito do que esse, senão o momento em que me despia de todas as inseguranças diante dele.

Naquela noite me entreguei a ele completamente, sem medo, sem receios. Tudo o que eu queria era ser dele, e que ele fosse meu, pra sempre.



3 comentários:

  1. Aaainn o Amor é Lindo! Ameeei... agora ainda mais super ansiosa para o próximo capítulo. Essa fic mal começou e já estou "vidrada" nela! Amo o Taylor

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário! A sua opinião sobre as fanfics é muito importante para que os autores continuem escrevendo. Fale sobre o mais gostou, sobre o que espera ler nos capítulos seguintes. Comente sobre seus personagens favoritos e os que mais detesta. Não deixe de comentar, seja mais ativo e evite que as fanfics entrem em hiatos por desmotivação da autora em escrever. Não seja um leitores fantasma. Comente agora mesmo!

DEIXE SEU RECADO!

SITE DE NOTICIAS - TAYLOR LAUTNER MANIA