21 julho 2015

Fanfiction: Diário de uma paixão — Capítulo 7: Fica comigo?


Texto/Fic: Jenny Hanson
Capa: Luane - SMD



     James me ligou para saber onde eu estava e a que horas chegaria em casa. Sim, ele era pior que meu pai. Após finalizar a chamada, Rose estava ao meu lado. Ela parecia estar aflita.

      — Carol, posso falar com você em particular? — perguntou-me.

      — Claro. O que foi? — perguntei enquanto caminhava para o camarote.
      — Não — Rose me puxou. — Vem aqui.
      — Você não quer ir ao camarote e ficar com seu ídolo?!
    — Vou falar de uma vez, Carol — Rose me fitou por um tempo. — Ele quer ficar com você.


      Pisquei algumas vezes, confusa.
      — O que? — perguntei. Eu não estava compreendendo-a.
      — Ele, Taylor — ela hesitou um pouco. — Quer ficar com você.
      Ri um pouco sem graça.
      — Por que você e James acham isso? Gente, ele deve ser assim com todo mundo.
     — Carol, me escute. — Rose me fez prestar a atenção. — Ele acabou de dizer que quer ficar com você! Disse isso a mim quando estávamos no camarote, enquanto você estava no banheiro.
      Remexi-me um pouco e fiquei séria com sua declaração. Rose estava séria também. Opa. Então era verdade.
      — Não pode ser — exclamei nervosa. — Não quero encrenca.
      Rose segurou meu braço levemente e o balançou.
      — Deixa de ser boba, Carol! Ele é um gato, e está a fim de você! Carol, você não tem nada a perder.
      — Tenho sim. Imagine só a dor de cabeça que deve ser sair com ele.
      — Temos apenas cinco minutos. Ele está esperando você no camarote, em um sofá mais reservado... — Rose deixou a frase no ar como se quisesse sugerir algo.
      Fitei Rose completamente perplexa.
      — Vocês só podem estar de brincadeira.
      — Não estou brincando, Carol — afirmou. — Se você não for, vai perder a chance da sua vida. Ele não parece ser o tipo de cara que fica correndo atrás de mulheres. — Rose me encarou, esperançosa. — Vá! Beija e pronto! Vocês não vão se casar no camarote.
      De certa forma, Rose tinha razão. Além do mais, há muito tempo eu não ficava com alguém. Mas ficar com Taylor? Um cara famoso como ele? Mesmo que eu quisesse, parecia ser um problema.
      — Rose, não dá. Sorry. — disse eu decepcionada.
      Rose ficou desanimada.
      — O.k. Então não Vá. Lavo minhas mãos, mas como é minha melhor amiga, posso dizer: você é uma idiota.
      — Ei, não precisa ofender.
   Rose começou a andar a minha frente, e pude perceber que ela estava irritada. A acompanhei lentamente. Eu queria ir até aquele camarote, mas a razão falava mais alto.
      — Seu tempo esgotou, burra — Rose dizia.
      — Pare.
      — Ele deve ter ido embora.
      — Pare, Rose!
    Minha cabeça estava a mil. Eu tinha absoluta certeza de que eu me arrependeria mais tarde, porém... Que merda!
      — O.k., O.k. Você venceu! — pronunciei enquanto dava as costas a ela.
      — Espera, já se passaram quinze minutos — Rose confirmou as horas em um relógio na parede. — Agora ele deve achar que você não quer.
      — Se eu voltasse é porque gostaria de ficar com ele, certo?
      — Sim, foi o que eu disse.
      — Ótimo — tomei a direção do camarote. — Tchau!
      Enquanto eu caminhava para a ala VIP do bar, minhas pernas ficaram bambas. Eu ficaria com ele! Oh, céus! Tenha coragem, Carol. Mas e o meu hálito? Será que estava bom? Ai, Deus me ajude!
      O segurança abriu a passagem. Taylor estava no canto do camarote, sentado em um sofá reservado. Estava se levantando quando me viu. Ele me olhou, sorriu com sensualidade e meu coração disparou. Todo meu corpo inteiro congelou. Eu não podia dar para traz, no entanto, não conseguia me mover até Taylor. Simplesmente estava o encarando, parada como um poste. Ai, caramba!

POV. Taylor
      
      Bem, parecia que ela não vinha. Mas eu já esperava por isso. Então fiquei no sofá olhando para o celular e mandando algumas mensagens para Tarik.
Eu: VC NÃO SABE QUEM EU ENCONTREI AQUI NO SNOCK BAR.
      Alguns instantes depois, Tarik respondeu:
Tarik: QUEM?
Eu: CAROL.
Tarik: JURA? E AÍ?
Eu: LONGA HISTÓRIA. DEPOIS TE CONTO, MAS JÁ ADIANTO QUE NÃO VAI ACONTETCER NADA.
Tarik: VC É UM BUNDA MOLE.
Eu: EU? É ELA QUEM NÃO QUER. DEPOIS TE CONTO. TCHAU.
      Guardei o celular no bolso. Quinze minutos haviam se passado, e Carol ainda não havia aparecido. Desisti de aguardar. Decidi encontrar meus amigos.
   Porém, quando me levantei do sofá para encontrar meus amigos, eu a vi. Sorri imediatamente. Fiquei incrivelmente feliz. Ela veio! Putz, eu ia ficar com ela!
     Carol entrou e permaneceu em seu lugar. Ela ficava me observando, como se não soubesse o que fazer. Enfim, ela pôde dizer, ainda um pouco tímida:
      — Oi.
      — Oi. Hã... Sente-se — respondi um pouco nervoso, apontando para o sofá.
      Ela se moveu até o sofá, sentando-se ao meu lado. Carol parecia mais nervosa que eu.
      — Obrigada — agradeceu-me ela.
      — Quer beber algo? — perguntei.
      — Sim, algo com álcool, por favor.
  Sorri e chamei o garçom. Pedi duas taças de champagnes. Voltei-me para Carol, observando-a.
      — Então você veio.
      Carol parecia um pouco incomodada.
      — O que Rose disse é verdade?
      Franzi o cenho.
      — O que ela disse?
      — Que você está interessado... — ela não terminou a frase.
      — Em você? — completei.
      Carol se remexeu.
      — Sim.
      — Bem, é verdade.
      — E você quer ficar comigo? — perguntou, observando-me.
      — Sim, quero.
      E o maldito silêncio entre nós surgiu. Nenhum de nós dizia algo. Eu não sabia dizer se era nervosismo ou constrangimento. Decidi dizer algo para quebrar o vergonhoso silêncio:
      — Isso está parecendo coisa de adolescente. Quero dizer, tudo combinado, mas foi único jeito que encontrei de ter uma chance. Bem, você não fala direito comigo, então, se não estiver a fim...
      Carol me olhou, um pouco surpresa.
      — Olhe, se eu não quisesse, não estaria aqui.
     Eu sorri. Carol era incrível. Além de linda, era capaz de fazer com que qualquer frase fosse sexy. Observei-a em silêncio por um tempo. Não dissemos mais nada. Em seguida o garçom surgiu com o champagne, entregando-nos as taças. Bebi um gole do champagne e Carol fez o mesmo.
       Deixei a taça na mesa de centro à frente do sofá. Carol permaneceu com sua taça na mão. Aproximei-me de seu corpo, a fim de sentar mais próximo a ela. Entretanto, Carol me observava e não produzia nenhum movimento. Peguei a taça de sua mão e a deixei sobre a mesa, próxima a minha.
       Carol sorriu. Finalmente! Ela devia estar mais relaxada.
      Com uma mão segurei delicadamente sua nuca. Enlacei meus dedos em seu cabelo. Minha outra mão estava sobre as dela, que estavam juntas e repousadas em sua coxa. Aproximei meu rosto, e minha boca ficou bem próxima à dela. Carol fechou os olhos lentamente. Fiz o mesmo, e então a beijei.
      Meu corpo estava à frente de seu corpo, embora estivéssemos sentados. Eu queria nos proteger para evitar que alguém que estivesse no camarote admirasse o que estávamos fazendo. Ainda bem que o ambiente estava um pouco escuro.
     O beijo era calmo, doce... Delicadamente minha língua pediu passagem e ela fez o mesmo. O beijo foi perfeito. E que hálito!
      Obviamente, depois de um tempo nos beijando, os ânimos não eram mais os mesmos. Eu puxava sua nuca para mim e apertava suas mãos. Ela só mexia a boca, parecia que estava se controlando.
      Paramos o beijo e ficamos entre selinhos por um tempo. Vários selinhos, por sinal. Por fim, Carol soltou uma risadinha.
      — O que foi? — perguntei.
      — Nada — ela respondeu um pouco sem graça. — É que eu prometi a mim mesma que isso jamais aconteceria.
      Eu ri um pouco.
      — Está vendo? Aconteceu. E você não resistiu.
      — Eu? Você que sempre foi metido.
     Nos ajeitamos no sofá para conversar. Desta vez não nos tocávamos muito, pois estávamos expostos ao público. A amiga de Carol, Rose, surgiu no ambiente, olhando-nos com olhos curiosos e sugestivos.
       — Olá, casal — cumprimentou Rose, sorrindo.
       — Shhhh. Rose! — Carol repreendeu a amiga.
       — Há muito barulho por aqui. Ninguém ouviu — Rose piscou para nós, e voltou-se para Carol. — Hã, amiga, estou indo embora agora. Estou cansada.
      — Mas já? — perguntei.
      Carol se afastou de mim, levantando-se.
      — Taylor, preciso ir também.
      — Eu te levo, mas fique aqui mais um pouco — pedi.
      — Hmm, não vai dar, desculpe — Carol replicou.
    Olhei na direção de Rose, lançando lhe um olhar de quem queria dizer “por favor, me ajude!”.
      Ela entendeu o que quis expressar, pois tentou conversar a amiga:
      — Fique, Carol. Você não precisa vir comigo. Já tem carona.
      Carol ficou pensativa.
      — Fique, te levo sem problemas — eu estava praticamente implorando a ela.
      Por fim, ela pareceu se decidir.
      — O.K. Mas apenas meia hora. No máximo.
      Sorri de orelha a orelha por Carol ter aceitado, e ela sorriu também.


Um comentário:

  1. Adorei e você poderia não demorar muito para postar 😉 Eu fiquei tão curiosa com esse capitulo 😁 posta o próximo logo viu haha!

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