28 julho 2015

Fanfiction: Diário de uma paixão - Capítulo 8: Dúvida



Texto/fic: Jenny Hanson | Capa: Luane/SMD | Beta: Erica Rocha


    “Não acredito que vou fazer isso...” Esse foi o meu pensamento quando os lábios de Taylor se aproximavam dos meus.
    Posso dizer que foi um dos melhores beijos da minha vida. Doce e salgado ao mesmo tempo, macio e quente, enfim, melhor impossível. A única coisa que fez com que o beijo não fosse perfeito fora o fato de estarmos em público. Não que eu nunca tivesse beijado ninguém em público — mas beijar um famoso em público havia sido a primeira vez. Era estranho porque parecia que a todo momentos éramos observados. Obviamente, por conta disso, o beijo foi rápido.


    Quando terminamos de nos beijar, Taylor e eu ficamos um pouco sem graça. Mas até aí tudo bem. Rose apareceu para dizer que ia embora, e eu cometi o erro de esperar a carona de Taylor. Não nos beijamos mais. Acho que o medo de alguém tirar uma foto nossa era maior que nossa vontade de beijar.
Bem-vinda ao mundo dos famosos, Carol, disse eu a mim mesma mentalmente.
     — Taylor, preciso ir, mas eu pego um táxi — disse eu, levantando do sofá onde estávamos.
     Taylor se levantou também.
     — Não, de jeito nenhum — ele advertiu. — Táxi a essa hora?
     — Qual o problema? É super tranquilo.
     — Eu disse a Rose que levaria você. Então eu te levo.
   — O.k., mas não vai ser legal se nos virem juntos. Não quero nenhuma foto minha por aí! — eu disse rindo.
    — Eu também não quero, mas vamos dar um jeito.
   Taylor saiu para se despedir de seus amigos e eu fiquei observando de longe. Em nenhum momento ele me apresentou. Mas tudo bem, afinal, não queria fazer parte da vida dele, pois tudo o que havia acontecido entre nós foi apenas um beijo. Era a chamada “ficada de uma noite”.
   — Carol — Taylor voltou ao local onde eu estava. — Na saída atrás do bar há um estacionamento privado, diferente dos outros. Meu carro está lá. Vou primeiro, ligo as luzes e pisco duas vezes. Daí você entra no carro.
   — Nossa, parece uma missão do FBI — brinquei.
   — Quase isso — ele riu.
   — O.K., mas não há paparazzi lá? — perguntei.
   — Não, é um local fechado. Ninguém entra sem autorização. Parece que muitos famosos vêm aqui — Taylor explicou.
    — Ah, certo. Bom, vá então, em cinco minutos eu vou.
  Taylor se aproximou de mim e me deu um beijo no rosto, em seguida, disse em meu ouvido:
    — Te espero no carro.
   Nem preciso dizer que eu me arrepiei. Eu estava sentido raiva de mim mesma. Merda, ficar me arrepiado toda hora era a última coisa que eu queria. Porém, com Taylor era praticamente impossível!
   Esperei os cinco minutos se passarem, quando finalmente caminhei até a saída que Taylor havia mencionado e dei de cara com um pequeno estacionamento privado. O carro dele chamava atenção, óbvio. Um Porshe prata. Wow. Minha primeira vem num Porshe. Essa eu não esqueceria.

     Já passava das duas da manhã. As ruas estavam tranquilas e escuras. Taylor e eu trocamos poucas palavras no carro:
     — Está quieta — Taylor comentou.
     — Estou cansada, só isso — expliquei.
  — Você mora perto de mim — ele comentou enquanto entrava em meu condomínio.
    Ops. Sinal de perigo, pensei.
    — Ah, é? Legal! — disfarcei.
   Aquele momento em que você está na porta de casa com o cara que você ficou na balada é terrível. Não dá para saber como se despedir. De qualquer forma, eu já tinha passado por isso muitas vezes.
    — Está entregue — disse Taylor enquanto tirava o cinto de segurança.
    Pensei “por que ele está tirando o cinto?!”.
    — Obrigada pela carona — agradeci enquanto tirava o meu cinto.
    Seria muito chato não fazer nada naquele momento, quer dizer, não me despedir com um beijo, mas mesmo assim minha razão interior dizia para eu colocar um ponto final no que mal havia começado. Era para ser apenas um beijo, nada demais. Nós ficamos e ponto! Matamos nossa curiosidade.
    Aproximei meu rosto ao dele e lhe dei um beijo na bochecha. Obviamente a reação da cara dele foi de interrogação, mas no fundo ele entendeu.
     — Boa noite, Taylor.
     — Boa noite, Carol — ele respondeu um pouco decepcionado.
    Saí do carro com um nó na garganta, afinal, minha razão dava pulos de alegria, mas meu coração estava arrasado.
    Nem olhei para trás. Entrei em casa e fechei a porta.

POV Taylor

    Parece que nem tínhamos nos beijado. Talvez Carol nem tenha gostado. Fui para casa muito decepcionado, mas também, o que eu queria? Tínhamos apenas ficado, e isso pode acontecer, ou seja, você fica com alguém e ponto, nunca mais falamos sobre isso... É a vida.
    Cheguei em casa quinze minutos depois, ela realmente morava perto, mas não adiantava pensar nisso. Ela não gostou do beijo ou não gostou do meu cheiro, sei lá. Mulheres são complicadas.
***
    No outro dia, acordei cedo e liguei para Tarik:
    — Fala, cara!
    — Oi Tay, e aí?
    — Então... Fiquei com Carol.
    — O que?! Hahaha, que legal cara!
    — É, legal nada! Só nos beijamos uma vez e quando a deixei em casa recebi um beijo no rosto.
    — E?
    — E o que? Você acha isso normal? Achei que a beijaria no carro de novo.
    — Você terá outras oportunidades, vocês se veem todo dia.
    — Ah, ta. Se ela não me beijou no carro não vai me beijar no trabalho!
    — Mas ela te beijou em público!
    — É... Mas, sei lá, acho que ela não gostou.
    — Se liga! Quando você a beijou parecia que ela não estava gostando?
    — Claro que não. Foi muito bom!
    — Então sossega! Parece que nunca ficou com ninguém.
    — Tá, tá.
    — Não vá se apaixonar, hein! Dá muito trabalho.
    — Claro que não!
    — Tá, mas... Você a deixou em casa, então sabe onde ela mora...
    — Sim, em um condomínio perto daqui.
  — Então vai lá, faz uma visita surpresa!
    — Está louco?! Vou lá para fazer o quê?
    — Beijar?
    — Hahaha, você não ajuda em nada! Não sei por que ainda te ligo.
   — Porque sou seu agente e amigo. Vai lá! Siga meu conselho. Ela vai ficar com você de novo.
    — Vai nada.
   — Taylor, tem que ir atrás, cara! Se estiver a fim, vá atrás! Ela não me parece o tipo de mulher que fica esperando. Olhe para ela. A fila da concorrência deve ser grande.
    — Ok. Então eu chego lá e digo que quero ficar com ela de novo e?
    — E aí vê no que dá, qualquer coisa vá embora.
    Tarik era muito prático. Eu precisava aprender isso com ele.
    Fiquei pensando a manhã toda se eu ia ou não. Quer merda! Se eu não fosse, me arrependeria, e se eu fosse e nada acontecesse me arrependeria também. Enfim, se tudo ficaria na mesma, decidi arriscar. E se desse errado colocaria a culpa em Tarik. Coloquei uma camiseta, uma calça, boné e fui.
    Quando cheguei ao condomínio pensei que ela nem me deixaria entrar, uma vez que eu teria que anunciar minha chegada à portaria, porém, para a minha surpresa, o segurança me reconheceu e me liberou. Fácil! O difícil agora seria encarar a fera. Ou a Bela... Eu ria sozinho no carro.
    Estacionei na vaga de visitante e segui até a porta. E para tocar a campainha? Coragem, Taylor!
    Dei um toque. Por um tempo não ouvi nada. Lembrei que Carol morava sozinha, então não ouviria nada mesmo.
    Esperei por cinco minutos e nada. Toquei de novo.
    Finalmente ela abriu a porta.



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