04 agosto 2015

Fanfiction: Diário de uma paixão - Capítulo 9: Visita


Texto/fic: Jenny Hanson | Capa: Luane/SMD | Beta: Erica Rocha


Acordei com uma baita dor de cabeça e arrependida de não ter beijado mais. Como eu sou burra! Rose tinha razão. Já que eu entrei na chuva, podia ter me molhado um pouco mais. Saco!
Enfim, muito tarde para chorar o leite derramado. Página virada! Naquele momento Taylor, provavelmente, estaria com muita raiva de mim. Nenhum cara quer deixar alguém em casa e não receber nem um beijo de despedida, mas paciência, já foi!

Estava indo ler o último livro da “saga Christian Grey” quando minha campainha tocou. Seria James, claro. Ele sempre passava em casa aos domingos para planejar a semana, além disso, para ver se eu estava bem e se precisava de algo.
Demorei em abrir a porta, pois não encontrava minha sapatilha e odiava andar descalço pela casa. E, para a minha surpresa, quando abri a porta não era James. Ah não!
Minha cara de espanto deve ter sido muito perceptível. Acho que fiquei de todas as cores: branca, azul, vermelha…
– Oi… – Taylor disse.
Estava particularmente lindo, como sempre. E eu com roupa de ficar em casa! Merda!
– Oi – foi o que consegui dizer.
– Me desculpe por vir aqui sem avisar, mas eu precisava falar com você.
– Falar? O que? – perguntei.
Eu não dava espaço para ele entrar. Continuei segurando a porta como quem diz: seja breve, por favor.
– Posso entrar? É que não quero que me vejam aqui… um vizinho, sei lá.
Mais uma chatice do mundo dos famosos ou seria uma desculpa para ele entrar?
– Taylor, eu agradeço a visita inesperada, mas James pode chegar a qualquer momento, e se te ver aqui, estou perdida!
– Ah, mas vai ser rápido.
Rápido? Ele foi até a minha casa para ser rápido? Podia ter ligado, então.
– Por que não ligou? – perguntei.
– Porque preferi vir até aqui. Posso entrar? – ele insistiu.
Coitado. Ficar com aquele boné o tempo todo para se esconder devia ser muito chato.
– O.k, mas você tem que ser realmente rápido. – eu disse e dei passagem para que ele entrasse.
– Com licença – disse ele, entrando na sala.
Caminhei até o sofá, mas fiquei de pé. Na verdade, por mim, ele podia ficar, mas estava realmente preocupada com James. E se ele chegasse?
– O que você quer falar? – perguntei.
– Ahm...
Ele estava sem graça. Tirou o boné e arrumou o cabelo. Ai, que vontade de bagunçar o que ele arrumava. Eu ria por dentro.
– Carol, vim aqui porque queria conversar sobre ontem – confessou.
– Sobre ontem?
– Sim... Fiquei um pouco decepcionado com a nossa despedida.
– Por quê?
– Porque sim.
– O que você queria? – perguntei. – Nós ficamos e...
Taylor me interrompeu.
– Nós ficamos e eu queria mais – disse ele.
Gelei.
– Taylor, por favor, não podemos ter um “mais”.
– Por que não? – ele perguntou enquanto se aproximava de mim.
– Porque não... não vai dar certo... trabalhamos juntos, somos diferentes, nossas vidas são diferentes.
– Eu já disse que não somos tão diferentes assim. Se eu estou a fim de você e você de mim, por que não? – Taylor se aproximava ainda mais. – Quer dizer, não sei se você está a fim. Parece que não gostou – ele completou.
Fiquei em silêncio. Ele achou que eu não tinha gostado! Não poderia mentir, nunca fiz isso... Sempre achei sacanagem magoar alguém assim, principalmente quando eu curti.
– Claro que gostei. Foi. Muito. Bom. – falei pausadamente.
Ele me olhava como se fosse me atacar.
– Então! Você gostou, eu gostei, só queria saber por quê. Não estou pedindo você em casamento. Apenas estou pedindo mais um beijo.
Mais uma vez a mesma história: aproveite a vida, boba! Bom, eu só tinha vinte e seis anos e pensava como uma velha. Ele tinha razão, Rose tinha razão. Ele era gato, cheiroso, beijava bem. Por que não?
– Tudo bem, mas aqui não – respondi rapidamente.
– Por que não? – Taylor riu.
– Porque estou em casa. James pode chegar.
– Nunca beijou ninguém em casa?
– Um ficante? Não.
Ficante. Que palavra estranha. Ele riu.
– Há uma primeira vez para tudo... – ele era rápido.
– Tá, mas aqui não. – insisti.
– Onde, então?
Wow. Ele queria mesmo me beijar de novo.
– Sei lá... Combinamos outro dia, então – respondi.
– Outro dia?!
– Por que o desespero? – perguntei rindo.
– Não estou desesperado. Apenas quero beijar você hoje. Agora.
E então não pude mais evitar. Ele se aproximou mais e mais e me beijou. Era rápido, intenso, com língua e tudo o que tínhamos direito. E já que não tinha para onde correr, coloquei as mãos ao redor de seu pescoço e me deixei levar. Ele colocou suas mãos em minha cintura e apertava delicadamente. Que mãos!
Quando já não tínhamos mais fôlego, paramos o beijo. Taylor me puxou para um rápido selinho e perguntou:
– Viu? Doeu?
Fiquei sem graça, mas respondi:
– Não, não doeu.
Ele sorriu e me beijou de novo. Dessa vez quase caímos no sofá.
– Espera aí! – disse eu.
– Desculpe, nem vi o sofá aqui – ele riu.
– Taylor, você precisa ir agora.
Taylor ergueu as sobrancelhas.
– Já?
– Sim, James pode chegar. Ele me mata e depois mata você!
– Mata nada. Vai ficar bravo, mas não mata. E você é maior de idade.
– Eu sei, mas ele é meu agente e é quase como um pai.
– Só mais um beijo, então? – Taylor pediu.
– Rápido! – parecia que eu estava correndo da polícia.
Mais uma vez um beijo de tirar o fôlego. Como era bom! Eu não queria parar. Comecei a pensar em outras coisas, nos sonhos com ele, e em como seria transar... Ops! Jamais! Era um passo muito importante e ainda mais com alguém quer não teria futuro. Ok, já transei com caras que não tiveram um futuro, mas foram poucos, apenas quatro. Número baixo hoje em dia.
De repente suas mãos ficaram mais bobas. Ele as deslizava pelas minhas costas e as repousou perto da minha bunda.
– Ei – disse eu, parando o beijo.
– O que foi?
– Esse é o fim da linha. O limite, Ok?
– Tudo bem...
– Não vamos transar, se quer saber.
– Wow! Você é como sua amiga, super direta – ele riu.
– É, já quero deixar tudo bem claro.
– Ok, entendi. Mas beijar pode, certo?
– Certo.
E mais uma vez o beijo torturante começou.
***
– Quer beber alguma coisa? Água? Suco? – ofereci depois do milésimo beijo.
– Ahm, água.
Já estávamos sentados no sofá. Ficar beijando de pé era cansativo. Por outro lado, beijar no sofá era perigoso.
Depois do quinto copo de água, eu disse:
– Taylor, é melhor você ir.
– Me dispensando de novo – disse Taylor.
– Não estou dispensando, apenas estou preocupada.
– Ok, James, entendi...
– É.
– Posso ir ao banheiro antes?
– Claro. Fica ali.
Enquanto Taylor ia ao banheiro, corri para me olhar no espelho. Arrumei o cabelo, confirmei o hálito. Tudo certo.
Quando saiu do lavabo, Taylor veio em minha direção e me beijou de novo. Já estávamos mais “à vontade”, ou seja, parecia que nos conhecíamos há muito tempo.
De repente, a campainha tocou. Dei um pulo e Taylor também.
– Merda! É o James! – falei baixinho.
– E agora? – Taylor perguntou.
– Agora vá para o meu quarto e me espere lá! James nunca entra no meu quarto. Vá!

Estava me sentindo como uma menina de treze anos fugindo do pai. Apontei para onde o quarto ficava. Taylor correu para lá, entrou e fechou a porta.

Um comentário:

Deixe seu comentário! A sua opinião sobre as fanfics é muito importante para que os autores continuem escrevendo. Fale sobre o mais gostou, sobre o que espera ler nos capítulos seguintes. Comente sobre seus personagens favoritos e os que mais detesta. Não deixe de comentar, seja mais ativo e evite que as fanfics entrem em hiatos por desmotivação da autora em escrever. Não seja um leitores fantasma. Comente agora mesmo!

DEIXE SEU RECADO!

SITE DE NOTICIAS - TAYLOR LAUTNER MANIA