15 agosto 2015

Fanfiction: Diário dos que já se foram – Capítulo 15: Malditos



Texto/fic: Olga Vitória | Capa: Kep Kat Fanfics | Beta: Dayany Marques

      A casa estava mais escura que o habitual, enquanto ficava no meu quarto tentando fazer algo minimamente normal depois de meses, a cidade havia ficado em luto por seus jovens morrendo de forma desastrosa. E os meses de calmaria e nenhum incidente parecia ter feito tudo voltar ao normal, os malditos, como Justin os chamava, estavam tentando voltar as coisas ao seu devido lugar, mas sempre esperando o perigo.
       Por que não havia mais ordem, era cada um por si.
    Bato com os lápis repetidas vezes na mesa do computador, tentando me concentrar no dever de Biologia, como isso havia ficado tão difícil de repente, provavelmente por eu passar mais tempo na ala sobrenatural da biblioteca do que nas aulas que eu deveria assistir. Mas depois de meses procurando, eu não havia achado nada, somente uma baboseira sobrenatural que era difícil de acreditar se era verdade ou não.
      Coloco a cabeça na madeira fria da mesa, esperando algum tipo de luz divina ou algo do tipo, mas quando paro de bater o lápis na mesma e outro barulho continua. Era um gotejar estranho, irritante. Jogo o lápis longe e fecho o livro de biologia, saiu do quarto e vou para corredor, não conseguia saber de onde o barulho vinha. Estava descalça, o piso frio me faz arrepiar, vou até o banheiro e entro, contudo a torneira estava fechada.
      O maldito barulho de gotejar continua e parece ficar mais alto!
     De repente um vento frio, que parece surgir de lugar nenhum, já que a casa inteira estava fechada, bate contra mim. Tento me proteger, mas não adianta. Engulo seco. Enquanto ouço algo no primeiro andar. E por algum motivo, adrenalina ou apenas idiotice, caminho em direção a escada.
     Desso degrau por degrau esperando algo, olho para trás e sinto algo atrás de mim. Viro-me bruscamente, mas não havia nada. Quando chego no pé da escada, o barulho volta, mais forte.
      Caminho para sala, tenho que tampar a boca para não gritar.
      Estavam todos ali, já havia os visto antes, um de cada vez havia aparecido para mim, só que dessa vez estavam todos ali, sentados no sofá da sala. Cada um com a marca de sua morte, o Ian havia se juntado ao grupo, com a marca envolta de seu pescoço. Cada um deles tinha os olhos vidrados de um morto e sangravam, o sangue acumulava no tapete da sala. Eles gotejavam sem parar. Tento tampar os ouvidos, o que não adianta, a coisa parecia estar em minha mente.
     O sorriso afetado de Liam me assusta, ele ainda carregava os ferimentos de seu acidente.
      Havia alguém que eu não precisava ver o rosto para saber quem era, a loira de costa para mim, suja de sangue, usando roupas surradas. Quando ela se vira, tenho a visão de Isabelle, com um sorriso fraco, me fitando de lado com seus olhos sem nenhuma fagulha de vida.
      - Não adianta, ninguém pode salvá-los - Sua voz ecoa na casa ou apenas dentro de minha cabeça - Todos vão ter que pagar - Ela dá um passo em minha direção.
       Então eu constato que não posso me mover, não consigo fazer nada, estou em agonia, enquanto ela se aproxima mais de mim, andando de uma forma nada convencional.
      - Fique longe de mim - Grito, pelo menos estava no controle de algo em mim.
      - Você vai vê-los morrer e depois voltarei para te buscar.
    - Por favor! Eu acho quem fez isso com você, por favor - Imploro chorando enquanto ela se aproxima cada vez mais.
    - Ele já te encontrou, não adianta mais - Ela diz, passando sua mão suja de sangue no meu rosto. A partir do momento que ela me toca, eu senti dor, uma dor que me faria me curvar se fosse capaz de me mover.
     - Deixe os vivos, por favor! Leve só a mim – Falei entre dentes cerrados.
    - Não! - Ela grita e os outros integrantes não parecem se importar - Eles me deixaram morrer. E você tentou ajudá-los, agora só a uma maneira - Ela se inclina em minha direção ao meu ouvido e grito até que minha garganta se acabe.
    - Lily, Lily - Alguém me chama, sinto mãos segurar meus ombros e me balançar.    Pulo assustada para encontrar Logan me segurando, Elena e Paul também estavam ali, eles me fitavam com cara de confusão. Olho a minha volta e constato que estava na biblioteca sentada em uma das mesas, provavelmente peguei no sono durante a leitura
    - Te procuramos na escola toda. Você está bem? Está suando frio -  Ainda estava em choque para respondê-lo.
    - O que ouve Lily? Você está pálida - Elena se senta ao meu lado passando o braço envolta dos meus ombros. Ela não parecia muito melhor do que eu, estava assim desde que Ian havia morrido: usando roupas largadas, mau arrumando o cabelo... Duvidava até se estava tomando banho.
    - Eu... Eu tive um pesadelo – Gaguejei ainda sem encontrar minha voz.
    - A gente percebeu, você estava se movendo igual uma louca - Paul diz cruzando os braços e se escorando em uma prateleira de forma perigosa. Olho em volta e percebo que as poucas pessoas que estavam ali me escaravam como se eu realmente fosse uma louca.
   - Não acho que foi apenas um pesadelo – Murmuro. Sinto Elena ficar tensa ao meu lado.
   - Deveria parar de ler essas coisas - Logan diz, apontando para o livro que está encima da mesa.
   - O que era? O que acontecia no pesadelo? - Elena pergunta, tentando não parecer interessada. Porém sabia que era ao contrário.
    - Ian estava lá e todos os outros. Até Isabelle, ela disse algo.
    - O que aquela vadia disse? -  Paul diz irritado.
    - Paul!- Elena o adverte.
    - Não enche! O que ela disse?
    - Cara, calma - Logan se levanta e se coloca entre nos.
    - Tudo bem, tudo bem - Ele levanta as mãos em rendição e suspira – Desculpe-me Lily.
    - Tudo bem – Solto a respiração vagarosamente - Só não sei se é verdade ou não.
    - Você já teve essas visões com ela antes, não teve? Você me contou, por que dessa vez seria mentira? - Elena diz, segurando minha mão fortemente - O que ela disse, Lily?
    Engulo em seco.
    - Se quiser sobreviver, vai ter que matar.


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