29 agosto 2015

Fanfiction: Diário dos que já se foram – Capítulo 17: Brincadeira Mortal Part 2



- Para onde você está me levando? - Pergunto e Louis acelera o carro mais uma vez.
- Me faça uma pergunta que não seja tão idiota e talvez eu responda – Murmura enquanto olha para mim dando um sorriso afetado.
- Por que está fazendo isso, Louis? Logo todos vão estar atrás de mim.
- Você acha? Ninguém se importa com você Lily, depois que você apareceu as coisas pioraram, todo essa merda começou acontecer por sua causa! - Grita e me assusto.
- Não é minha culpa – Defendo-me,  falando baixo.
- Tudo é sua culpa e não é justo você viver mais tempo do que eu. Já que agora temos que matar uns aos outros, eu mato você e meu nome está limpo com Isabelle - Ele diz, de certa forma tentando convencer a si mesmo.
- O que você fez de tão errado? Por que se sente tão culpado? - Digo irritada.
- Calada! Se você disser mais alguma coisa, eu te mato aqui e agora! - Ele acelera o carro pelas ruas mal iluminadas e mais afastadas da cidade, onde eu nunca havia ido antes.

O silêncio só e quebrado pelo barulho do motor do carro e pelo toque abafado e repentino do meu celular dentro da mochila. Louis olha surpreso, como se não fosse algo esperado, ele estava em pânico. apesar de estar no controle. Era a única coisa que eu tinha contra ele agora. Pego o celular de dentro da bolça devagar.
- O que pensa que está fazendo? - Ele pergunta.
- É a minha mãe. Se eu não atender, ela vai ver que há algo errado e vai ligar para a polícia. Se vai mesmo me matar para se livrar de Isabelle, não vai querer passar o resto da sua vida na cadeia, vai?
Digo com a voz mais controlada que consigo, posso ve­lo ceder.
- Tudo bem, mas se você dizer...
- Você vai me matar, eu sei - Digo. Aperto o botão para aceitar a chamada e coloco na orelha.
- Lily - A voz animada de Logan no outro lado chega a ser reconfortante.
- Oi mãe - Digo.
- Mãe? - O telefone fica mudo. Penso que a ligação caiu, mas Logan volta a falar - O que está acontecendo? - Sua voz já mostro sua preocupação.
- Está tudo bem, mãe - Louis desvia olhar da estrada para mim, enquanto mantenho a farsa.
- Você pode falar? Onde você está? Tem alguém perto de você?
- Não, não estou em casa.
- Então, só responda sim ou não, okay?
- Tudo bem mãe, posso fazer isso.
- Você sabe onde está?
- Não. Estou com um amigo, no carro dele.
- Okay, okay, Ele tem uma arma?
- Sim, mãe, claro que sim - Digo irritada por Logan estar me fazendo tantas perguntas – Não posso falar muito - Digo quando Louis faz sinal para desligar.
- Tudo bem, tudo bem. Eu vou te encontrar, ok? Não se preocupe, só aguente firme pelo tempo que puder.
- Vou tentar mãe, eu juro - Desligo o celular e Louis o toma da minha mão e o enfia na jaqueta que estava usando.
Ele continua a dirigir por mais algum tempo, me afundo ainda mais no banco, dessa vez não parecia haver nenhum tipo de escapatória para mim. Logan não faz ideia de onde eu estou e com quem, ninguém mais sabia e ninguém mais pode me salvar. Só podia tentar aguentar por mais um tempo. Então percebo aonde estamos: em um parque de diversão, abandonado. O letreiro era impossível de entender, a única coisa que era possível de se distinguir eram os esqueletos onde antes haviam brinquedos, onde antes parecia ter sido um lugar feliz. Louis me puxa para fora do carro de um jeito nada educado, me fazendo tropeçar em cada passo que dou. Só paramos ao chegar nas ruínas do parque.
- Louis não faça isso, por favor – Digo. Ele gargalha jogando a cabeça para trás.
- Está com medo agora? Estava esperando a hora que você iria implorar – Vira-me bruscamente para ele.
- Sabe o que vão fazer quando descobrirem que você me matou? E matou Isabelle? Você vai ser condenado – Cuspo as palavras em seu rosto.
- Acha que eu matei Isabelle?! Nunca encostei em nenhum fio de cabelo daquela garota, se quer fomos amigos – Aperta meu braço com força quando parecia se lembrar de algo.
- Há dois anos estávamos nesse mesmo parque, era uma reunião da turma, Isabelle ainda namorava Paul. Ao saber que ele havia terminado com ela, zombei de sua cara, disse que ninguém a queria. Foi engraçado, todos riram, era só uma brincadeira. E desde que ela morreu, toda noite eu a escuto chorar como naquele dia. Isso me enlouquece, está me enlouquecendo – Ele me balança tão forte que minha cabeça dói e tenho vontade de vomitar. Então tira a faca de dentro da blusa e coloca a lâmina bem perto do meu pescoço, tão perto que já machucava.
- Hoje ela vai parar de chorar e me deixar em paz - Começa a sussurrar para si mesmo.
Fecho os olhos e suspiro, provavelmente o suspiro mais doloroso da minha vida. Barulhos surgem da estrada e luzes vermelhas iluminam a escuridão. Sirenes!
Louis olha tão surpreso quanto eu para os carros de polícia que aparecem do nada na entrada do parque. A faca não parece tão firme na mão dele, o empurro e a mesma cai no chão. Corro quando tenho a chance, contudo ele é mais veloz e consegue agarrar o meu braço.
- Me solta! - Grito e tento me soltar. Ele olha de mim para os carros que se aproximavam, sabia que estava perdido.
- Eu vou voltar – E então me solta e começa a correr entre os brinquedos do parque, para logo sumir definitivamente na escuridão.
Antes que eu possa soltar um suspiro de alívio, a vejo, no mesmo lugar que Louis havia sumido. Isabelle. Do mesmo jeito de sempre, ela sorria com seus dentes sujos de sangue, se divertindo comigo.

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