09 agosto 2015

Fanfiction: Fighter – Capítulo 2



POV JAKE
Não sei o porquê prestei atenção naquela menina, normalmente não presto atenção quem quase é esmagada quando essas lutas terminam.
Mas, com ela, eu não entendi muito bem. Tão pequena e parecia tão sensível, que acabaria morrendo se fosse realmente pisoteada.
- Obrigada. – ela conseguiu dizer, mais seus olhos eram puros e analíticos. Ela estava me analisando descaradamente, e eu não estava gostando do que ela estava vendo.

- Por nada. Só preste atenção. Não é toda hora que tem alguém para te salvar. – os olhos dela ficaram descarados agora e ela já estava ficando nervosa.
- Obrigada. Mas sei me virar. - A voz dela agora era segura e firme, ela olhou por trás de mim e eu escutei um grito bem fino.
Olhei para trás e vi Quil correndo atrás de uma garota que conseguia ser mais baixa do que a marrentinha.
 - Nessie... – ela correu e abraçou a amiga.
- Você está bem? – a pequena de cabelos tão sedosos e acobreados perguntou.
Agora ela parecia como uma mulher forte e extremamente atraente. Podia ver com perfeição, todas as curvas desenhadas por um Deus divino. Ela era muito gostosa e marrenta. Mas o pior e que ela parecia cortar pro lado errado. Pra que tanta preocupação com a menina?
- Estou bem. Quil conseguiu me pegar antes da multidão. Ainda bem que não se machucou. Jacob muito obrigada. – e eu nem sabia quem era essa menina para falar “por nada”. Mas pelo jeito o meu primo Quil sabe muito bem quem era.
- Por nada? – eu falei sorrindo um pouco. – Ela é baixinha  então não fiz tanto esforço. Não poderia deixar que ela se machucasse. – e eu não sabia o porquê tinha falado essa última frase, acho que esse soco que recebi tinha sido muito forte.
Percebi que todos ainda nos olhavam e a pequena não estava gostando disso.
- Primo, essa é a Claire... – e meu primo sempre me salvando. Claire brilhou os olhos quando eu falei à besteira que eu não sabia o porquê tinha falado.
Eu estava estranho. E não sabia o porquê, só que a marrentinha não parecia uma menina qualquer, era diferente. Eu devo ter batido minha cabeça em algum cômodo ontem à noite quando cheguei bem bêbado em casa.
Claire apresentou a marrentinha, que se chamava Renesmee – sim um nome extremamente estranho e incomum. Mais o pior era o apelido dela. Nessie – sim, o apelido dela era de um filme de um monstro de lago. Apenas um detalhe.
- Nessie, Ness o monstro. – eu não tive como não rir, ela não gostou de como eu estrava rindo. Ela bufou e atirou, bem fundo. Essa menina não sabia ser agradecida.
- Prefiro Nessie, o monstro; a palhaçada de “Lobo enlouquecido”. Como pode deixar esse apelido ridículo se espalhar? – ela sorria feliz por ter ganhado a batalha. Eu estava nervoso agora, até hoje eu não sabia a merda que tinha na minha cabeça quando o Adam falou esse apelido pela primeira vez e eu não o matei.
Até hoje eu me arrependo de ter deixado essa merda de apelido pegar.
            O problema de tudo isso, e que de vez de ficar bravo ou mesmo mais alterado, eu gostava do modo que a baixinha falava. Ela não prestava atenção em mim, em nenhum momento se jogou para cima de mim agradecendo, ela só atirava sem ver. E eu gostava dessa sensação de pela primeira vez, conversar com uma menina e ela não querer que eu a leve pra cama.
Não sei o porquê, mais essa menina era imune. E eu gostei disso.
Quil simplesmente me olhou de canto de olho, porque eu não respondi nada e nenhuma grosseria para a baixinha. Ele também percebeu o meu olhar para ela e ficou todo tenso. Acho que dessa vez o coração machucado do meu primo foi flechado pela menina ‘certa’ novamente.
- Jake! – Adam veio todo de graça para perto da baixinha. A olhou de cima a baixo e não gostei disso. Não sei o porquê, mais essa menina era a minha perdição, que não estava muito a fim de se perder em mim.
Não por muito tempo, é assim que eu pensava.
- Adam. – pela primeira vez desde que o conheci, minha voz ficou vacilada. Era por causa dessa menina.
O que ela tinha de especial?
Poderia falar do seu corpo que era inesquecível e olha que nem tinha experimentado. Podia falar que é essa boca linda que não tem papas na língua. Podia falar que é o jeito marrentinho de ser. Podia ser os cabelos que eram tão claros que combinavam perfeitamente com a sua pele quase translucida. O problema maior era seus olhos, acho que era por isso que eu a salvei. Ela olhava fixamente para mim, podendo ver por trás dessa carcaça que era meu corpo.
Sim, era tudo. Simplesmente tudo, essa menina tinha que ser pelo menos uma amiga.
- Olha aqui seu pagamento. – primeiro ele entregou uma bolada nas mãos de Claire e depois a bolada em minhas mãos.
Pelo menos dava para viver por mais alguns meses.
- Viu Nessie, ganhamos bem mais que apostamos. – Claire sorria como uma menina que acabou de achar um doce no meio da calçada.
- É, Nessie. Eu disse que Jake era melhor do que um boxeador americano. – Agora era a vez de Quil cutucar. E cada vez ela ficava mais irritada.
- Você não queria apostar em mim, baixinha? – eu perguntei incrédulo. Seus olhos ficaram minúsculos, e eu sabia que logo ela iria voar para bater em alguém.
Eu estava gostando dessa sensação de que já a conhecesse. Mas, pelo jeito ela não estava muita a fim de prolongar a nossa conversa.
- Primeiramente, eu não te dei permissão de botar outro apelido em mim. Nem te conheço para você ficar falando ‘baixinha’. Outra coisa, eu não sou tão baixa assim. Segundo, eu realmente pensei que você não ganharia, você não tem nenhum jeito para boxeador e pior, é lutador de MMA. Igual você se apresentou. Eu errei. Já agradeci por ter me salvado, agora vou embora e pronto. – ela já saia do meu campo de visão como uma bola de fogo.
Como ela sabia tudo isso? Normalmente mulheres não gostam nem de lutas, imaginam ter a capacidade de analisar cada lutador? Mas, ela tinha. O que me deixou mais gamado ainda nela.
Era difícil encontrar uma assim no mundo.
- Calma, Ness. – Claire correu atrás da baixinha.
É, realmente eu estava ficando louco. Não conseguia falar o nome da garota. Mas ela era baixinha mesmo, e daí?
- Vamos comer alguma coisa e depois vamos pra casa. – ela tentou convencer à baixinha. Mas a bicha era irredutível.
- Não. Prefiro comer em casa. – ela parecia cada vez mais brava.
- Mas... – Claire tentou novamente, mas dessa vez Nessie não deixou a nem terminar.
- Não precisa, eu pego um taxi e vou pra casa. Pode sair, nos vemos amanhã pela manhã. – ela piscou e Claire deu de ombros.
Claire deveria saber bem mais como lidar com ela. – pensei comigo mesmo. O problema e que me subiu uma preocupação dela sair por ai sozinha sendo que acabou de sair um monte de louco que com certeza deve ter cheirado muito. Não, não. Sim, sim eu acabei de conhecer a menina e simplesmente não consigo deixa-la ir sem segurança alguma.
É, eu sei, está ficando pior e a loucura só está apenas começando.
- Hey! – Eu corri até ela e assim que cheguei coloquei o dinheiro no bolso. Os olhos dela ainda me analisavam e o pior de tudo? E eu que gostava!
Jake, a coisa está ficando preta é melhor cair fora. A mina não quer nada com você, nem amizade e daqui a pouco ela vai dá uns tapas na sua cara - minha mente berrava pra eu sair, pensar um pouco com coerência.
- Eu te levo. – eu abri um largo sorriso nervoso, ela gargalhou.
- Não. Obrigada, não pego carona com estranhos. – ela gosta de bater né? Essa doeu.
- Eu não sou um estranho, acabei de salva-la de uma morte iminente por pisoteamento. – eu pisquei e ela revirou os olhos. Como isso mexeu comigo. – Forks é perigosa mesmo que pense que não. Prometo só leva-la.
- Nem pensar. – ela logo desconsiderou a ideia, a menina complicada né?
- Nessie, deixe Jacob fazer outra gentileza. Pelo amor, baixa a bola, ele não vai te pegar e matar assim. Ele está sendo muito gentil e você uma malcriada. – Claire falou como uma mãe dando bronca daquelas.
- Claire! – Nessie repreendeu a amiga.
- Nem vem com Claire e Claire. Você vai em segurança e pronto. – e Claire era a única que conseguia alguma coisa com a baixinha.
Nessie revirou os olhos outra vez.
- Tudo bem, mamãe vou com um estranho para casa. – ela ironizou e depois piscou para amiga que só sorria satisfeita.
- Vamos então! – ela me puxou sem ao menos me falar. Ela era mais forte do que pensava. – Onde está seu carro? – ela ainda estava sem paciência.
- Carro? – eu ri. – Não gosto. Prefiro mãos na cintura e vento no rosto. Aquela é minha bebê. – eu apontei para minha amada Haley.
E ela mais uma vez revirou os olhos. Como eu queria beija-la. Foco Jacob, foco!
- Eu não vou andar de moto. – ela cruzou os braços.
- Prometo não correr muito.
Fui andando em direção a minha moto, e por incrível que pareça ela me acompanhou. Mas, antes fomos surpreendidos com uma garota que correu até mim.
A baixinha não gostou da cena que presenciou.
- Jake! – e ela me beijou e abraçou fortemente. – Parabéns pela luta, mais uma vez você arrasou. – e foi à vez de eu revirar os olhos. – Vamos sair para beber e comemorar? – ela perguntou com segundas intenções. Mesmo, Jessica sendo uma mulher muito da boa mesmo, eu ainda tinha que levar a baixinha pra casa, e isso se intensificou quando ouvi um pigarro de nada e nem menos, que Nessie.
Ai eu sorri com vontade!
- Estou acompanhada gata. – Jessica olhou de relance para a Nessie e fez uma cara não muito apropriada. Nessie não fez nem questão de retribuir o olhar só se aproximou, e pegou antes mesmo de eu entregar o capacete.
- Ok. Se quiser ainda se divertir, você sabe onde me encontrar. – Jessica sorriu para mim e saiu rebolando aquela bunda dela bem delineada.
- Por isso, digo que não tem cara de lutador. Eles podem ser pegadores, mas não a esse ponto. – ela colocou o capacete na cabeça.
- Você fala como se conhecesse um. Mas, não pode ficar deduzindo quem sabe ou não lutar.
- Sei sim. – ela apertou o capacete. – Eu conheci os melhores e sei muito bem que para um lutador a luta e a coisa mais importante. Isso eu não vi em você. Por isso eu errei.
- Você conheceu quem? – agora eu quis saber. Para ela falar isso e ser tão marrenta, não duvido muito do que ela esteja falando a verdade.
- Não interessa. Isso só faz parte do meu passado. Não do seu presente. – e ela tinha pegado pesado novamente.
Ela tinha o dom de quebrar qualquer que fosse a minha próxima fala. E o pior é que eu gostava, mesmo que tenha somente agora descoberto da sua existência.
Subi na moto e ela logo atrás de mim. Seus braços não tocaram o meu corpo, ela estava toda tensa e podia sentir isso a quilômetros de distância.
- Você não vai se segurar? – eu perguntei preocupado. Pelo retrovisor ela fez um não com a cabeça.
- Eu sei por que vocês que tem motos adoram levar uma menina pra casa, porque ela fica toda agarrada em vocês.
- Você vai cair, está na sua cara o medo. Eu não vou me aproveitar de você. – eu sorri novamente.
- Eu não deixaria. Mas, eu sei me segurar. Não vou cair. – e ela estava irredutível novamente.
Minha paciência foi pro espaço, eu não deixaria que ela fosse sem segurança alguma. Era por isso que eu estava aqui, para leva-la pra casa em segurança. E mesmo que fosse muito devagar, existiam várias curvas e ela iria cair e se machucar.
Peguei sua mão a contra vontade e entrelacei os seus braços na minha cintura. Ela tentou espernear.
- Você fique quietinha aí e nada vai acontecer. Vou devagar, mas se você soltar você vai cair porque eu vou acelerar. Pare de ter instinto suicida. – eu falei firme e ela fechou suas mãos na minha cintura.
E aquilo tinha ficado mais estranho. Um choque térmico se apossou de mim, seus braços estavam gelados, quase me fazendo arrepiar. Será que ela estava com frio?
A sensação de ela estar tão perto era estranho também. Era só mais uma mulher Jacob! Pare de instinto de apaixonado se aflorando. Deve ter ficado muito tempo com o Quil. Só pode. – e mais uma voz a minha mente gritava comigo. Normalmente isso só acontecia quando estava bêbado.
Antes de sairmos, perguntei onde ela morava e ela disse que era em uma rua bem movimentada de Forks, em um condomínio. Um dos poucos que existia nessa cidade. Assim que ela falou sai para o endereço.
Por incrível que pareça ela não largou a minha cintura e eu me vi andando bem devagar, prolongando a cada segundo a sua presença. Era uma coisa surreal, como as pernas dela se encaixavam tão bem na moto quando eu estava dirigindo. Não sei, mais ela fazia me sentir bem. Coisa que era difícil, principalmente quando eu não estava bêbado.
Ela era a pessoa perfeita para se ter uma amizade. Balancei minha cabeça, é claro que não queria uma amizade com ela. Com toda certeza, eu me sairia bem se ficasse com ela. Mas, isso me parecia tão errado. Por isso, é melhor focar na amizade, nós nos daríamos bem assim. E eu queria que ela ficasse perto e pelo que seus olhos demostravam ela não estava a fim de se perder em um relacionamento.
Não demorou muito para chegarmos.
Ela não demorou em descer também e foi logo tirando o capacete.
Ela me o entregou e eu ainda nem tinha descido da moto.
- Muito obrigada pela carona. – Pela primeira vez ela sorriu para mim. E eu tinha gostado tanto quanto ela revirando os olhos.
- Por nada! – eu sorri largamente para ela.
Ela sorriu outra vez e acenou um breve tchau e foi saindo de fininho.
- Nessie... – eu a chamei e ela se virou. Os olhos estavam carregados de uma infelicidade incomum. Quem tinha a feito sofrer tanto? Ela estava tentando e podia ver o tamanho de sua força. Mas, ela carregava muito sofrimento em suas costas e principalmente em seus olhos. – Eu realmente adorei te conhecer. Mesmo sendo muito marrentinha.
Ela mais uma vez me interrompeu.
- Eu não vou pra cama com você. – e ela atirou outra vez. – Conheço esse papo de vamos nos conhecerem melhor e tals. Não estou a fim de ser uma da sua lista. Você não faz o meu tipo. – a cada palavra ela atirava a queima roupa. Ela tinha o dom de estragar o meu momento mais romântico em toda minha vida.
- Não é isso. Não quero comer você. – e ela arregalou os olhos. Eu sei que não tinha sido muito educado, mais ela estava merecendo. – Não estou dizendo que não é atraente. Eu só gostei de você para ser uma amiga. Eu posso ser um bom amigo e pelo jeito estaremos juntos em alguns lugares por causa do Quil e da Claire. Então, é melhor nos darmos bem! – eu pisquei e ela bufou.
- Podemos ser amigos. Mas, por favor, nada de cair em cima. Ok? Vamos ser amigos. Eu também gostei de você, mesmo sendo um maníaco por segurança. – ela riu e como eu amei o riso dela. Ela estava derretendo e eu amando cada segundo.
- Prometo ficar longe da sua calcinha! – eu cruzei os dedos e o beijei em sinal da minha promessa. Ela riu outra vez. Parecendo em nada a amargura que havia a um segundo. Ela precisava sorrir mais.
- Ok. Eu não deixaria mesmo. Sei fazer picadinho quando quero. – ela piscou entrando na brincadeira. – Agora preciso ir. Tchau Jake!  - ela acenou outra vez e dessa vez ela foi embora.
E eu estava com o dever cumprido, ela estava em segurança e agora ela tinha ficado minha amiga. A primeira desde a sexta série.
Mas, alguma coisa era diferente... Eu a queria, mas sabia das consequências que isso causaria nela.
O dilema era, desistir e ter somente uma amizade. Ou tentar algo a mais e faze-la sair mais machucada?
Desistir nunca passou pela minha cabeça.

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