16 agosto 2015

Fanfiction: Fighter - Capítulo 3




POV NESSIE


Os movimentos eram limpos e rápidos.
Duas braçadas, uma respiração, cinco batidas e eu estou mais calma, mais do que feliz. Era tão bom passar pelo menos uma hora do meu dia, dentro dessa piscina. Era estranho como me acalmava, ou me motivava passar por aqui todos os dias.
Natação faz parte de um tratamento que comecei ainda em Detroit, quando me aposentei entrei em uma pequena depressão – até porque minha mãe não me deixava em paz um segundo. Então com isso, passei a beber e ficar nervosa por besteiras, eu só apanhava dentro do ringue, mas fora dele eu me sentia a pessoa mais forte do mundo e arrumava muitas brigas.


Até que Claire pediu para que fossemos embora daquela cidade, reconstruir a minha vida e tentar construir uma vida diferente também para Claire – que saiu de um relacionamento que quase destruiu a nossa amizade e seu coração. Antes de sair da cidade, comecei o tratamento contra a depressão, que o Dr disse que vinha bem antes da ultima porrada que tomei em um ringue. Ele dizia que era uma atleta e que deveria achar um esporte que me desse segurança e calmaria, então me lembrei de quando era criança e meu pai me ensinou a nadar, eu esperava por ele todos os finais de semana que ele não tinha uma luta, ele me ensinou como um grande nadador.
Desde a primeira consulta voltei a nadar, e parecia que com isso eu me aproximei ainda mais do meu pai. Ele parecia mais perto.
Sai da piscina, depois subi até o banheiro e tomei uma ducha rápida para tirar o cloro do corpo.
Depois fui para casa, tomei banho de verdade, me troquei e fui para mais um dia de faculdade. Sim, ainda eram 9 horas da manhã.
- CLAIRE! – e ela estava atrasada novamente.
- Já estou indo. – ela apareceu colocando o brinco. Ela estava com uma cara que acabou de ter uma foda bem grande. Um rosto de puro sexo. Foi quando Quil apareceu colocando uma camiseta.
Agora explicado o cabelo molhado... Claire saindo de cabelos molhados? Prefiro não comentar.
- Isso está virando rotina hein? Quando vai virar namoro? – eu perguntei com um sorriso.
Ela riu como uma menina apaixonada. Quil sorriu de orelha a orelha, e eles pareciam dois pombinhos apaixonados. Ainda bem que eram os dois e não só Claire, como normalmente acontecia.
- Já estamos namorando, Quil me pediu ontem. – ela estava radiante.
- Nossa que bom! – eu corri até eles e abracei-os. – Mas, Quil precisamos ter aquela conversa sabe? Preciso saber as intenções com a minha menina.
- Para com isso Nessie! – Claire me puxou.
- Nada disso. Seus pais não estão aqui, mas eu estou. Hoje à noite teremos nossa conversa. – eu pisquei e Quil gargalhou disse que estaria aqui para termos a conversa e que chamaria Jacob, pois ele iria rir muito da sua cara.
Jacob, hum. Quando o assunto entrava nele, sempre era palhaçada na certa e alguns momentos também era bem tenso. Principalmente quando as pessoas ficavam cochichando de que eu era a atual que ele estava pegando, ele não gostava disso e por vários momentos ele quase foi pra cima de quem falava isso.
Jacob era muito nervoso e parecia ser estritamente ciumento. A desculpa era que ele não gostava que eles estivessem falando de mim, e que isso me desmoralizava. Eu somente tentava acalma-lo.
Já deu para perceber que em uma semana a amizade só cresceu né? Nós parecíamos dois irmãos, sempre juntos, sempre brigando. Não sei se era por minha causa, mas, Jacob não faltará na faculdade desde o nosso pacto, e percebi que tinha algumas aulas juntos. Inclusive hoje teríamos aula de desenho. Jacob se mostrou um incrível desenhista, percebi que ele mesmo que cria as suas tatuagens. Não era só nessa matéria que Jacob ia bem melhor do que a maioria, ele não tinha uma ‘péssima’ matéria, ele simplesmente tinha um QI muito alto e qualquer matéria era muito fácil. Sem quase esforço, por isso, percebi que era por isso que ele não vinha. Agora ele tinha alguém para ajudar, por isso ele vinha. Prefiro pensar assim.
O caminho até a faculdade de Forks foi rápido até porque não tinha o porquê não ser, nem transito essa cidade tinha.
Assim que pisei no campus, os cochichos começaram. Um ‘hoje Jake não veio com ela’, ‘será que ele já deu um pé na bunda dela’, ‘Jake com certeza mandou-a pastar’, ‘Jake não ia aguentar muito tempo’, entre outros palavrões, porque tinham as ‘meninas’ que queriam ser pegadas por ele, ou aquelas que já foram e foram ‘jogadas’ fora. Isso tudo porque Jacob não veio comigo na faculdade ou não me encontrou no estacionamento.
- Baixinha! – ouvi a voz grave e rouca de Jake me chamar com esse ridículo apelido que ele me arrumou. Dentro de quatro segundos ele já estava me dando um abraço apertado. – Conseguiu dormir? – ele perguntou rindo, olhei para Claire que estava mais vermelha do que um pimentão.
Sim, eu falei para ele – quando ele me ligou a noite – que não estava conseguindo dormi por causa dos ‘gritinhos sexys’ da Claire.  
- Consegui, depois de tomar um calmante dos bravos. – eu ri um pouco e Jake gargalhou, Claire fechou a cara e Quil somente a abraçou mais forte.
- Não ligue para eles, amor. Eu gosto desses gritinhos. – ele sussurrou um pouco alto demais nos ouvidos de Claire.
E eu e Jake? Gargalhamos mais uma vez.
Estava gostando de como me sentia, quando ele estava por perto. Era muito legal, rir com mais frequência. Contar piadas, escutar merdas e rir depois. Parecia uma coisa normal, uma pessoa normal. Tenho que admitir, Jake tem grande efeito nisso.
Estava me sentindo feliz, por um período de tempo muito grande e que há tantos tempos não acontecia.
Jake pegou minha bolsa e passou seus braços pelo meu pescoço, enquanto andávamos para a nossa sala. Jake fazia engenharia mecânica, mas assim como eu precisava de aulas de desenho, mesmo ele não ‘precisando’ de verdade disso.
- Você conseguiu fazer o desenho da semana passada? – ele me perguntou assim que passamos por um grupinho de populares que ficavam falando de nós a torto e a direta.
- Sim. Ficou uma bosta. Mas, sim. – eu disse sorrindo me lembrando do meu desenho com uma paisagem linda e uma linda terapia para o meu próximo paciente. Todos teria que criar uma paisagem de acordo com o seu curso. O meu ficou como se fosse feito por uma criança de cinco anos, mas, pelo menos eu fiz.
- Que bom, baixinha. Não ficou ruim – adentramos a sala e fomos para a nossa mesa. Sim, agora Jake sentava ao meu lado.
- Você nem o viu ainda. Como pode ter certeza? – eu perguntei desabando na cadeira.
- Você nunca faz uma coisa ruim, é tudo da sua cabeça. – e eu fiquei vermelha. Jake tinha essa mania de falar alto e me elogiar na frente das pessoas. 
- Nossa Black tá quase caindo hein? O que Swan tem? Quero experimentar também. – Steven veio irritar mais uma vez, dessa vez ele pegou pesado. Acho que ele não gostava de Jacob, ou ainda não tinha apanhado dele, ou talvez, apanhou feio.
Jake fechou a mão e virou instantaneamente. Era sempre assim, ele não aguentava ninguém falando mal de mim, ou querendo falar o que não era verdade da gente que pronto; o deixa a ponto de socar o cara até a inconsciência. Ele precisava se acalmar mais, tudo para ele é briga, palavrões e etc. Não sei por que, mas ele aprendeu a não levar desaforo para casa. Acho que foi a criação, Jacob assim como eu não gostava de falar da infância.
Peguei em seus braços antes que ele socasse o próximo. Mas com o máximo possível de delicadeza.
- Cara, e melhor ir embora e lavar essa sua boca suja para fala da baixinha... – Jake falou estridente. Ele parecia mais alto quando parecia nervoso.
- Renesmee – eu o corrigi, ele simplesmente não conseguia falar meu nome! E todos me conheciam como a ‘baixinha’ de Jake.
- Sim, pra você é Renesmee – sua voz era amedrontadora. Ele estava ficando cada vez mais nervoso. – Steven melhor você abaixar a bola, porque da próxima não vai ter nem a baixinha para te salvar. – Steven riu outra vez e Jake deu um passo na sua direção.
- Bom dia meus alunos queridos! – como se fosse um sino, a voz da professora Carmin adentrou a sala. Os amigos de Steven o tiraram de perto de Jake.
Jacob por sua vez, sentou ao meu lado, as mãos ainda tremiam e ele estava se segurando demais para não quebrar a cara do Steven mesmo com a professora ali a sua frente.
- Você precisa se acalmar Jake. – minha voz saiu ao mesmo tempo delicada, censurada.
 - Parece que pra você não se abala com que ele acabou de falar. – ele quase gritou e a professora nos olhou feio.
- Fale baixo. – continuei falando baixo e nada nervoso. – Eu não me interesso com que as pessoas possam falar de mim. Eu sei o que eu sou. E você não pode brigar com todos que falarem qualquer coisa de mim. Assim você vai bater até em mulher. Porque convenhamos, elas sim gritam aos quatro ventos o quão sou ‘vagabunda’ por estar sempre ao seu lado.  – sorri um pouco e ele respirou fundo pela primeira vez. Tenho uma leve impressão que não foi por causa de como Steven falou, sim do que ele queria fazer.
- As meninas sentem ciúmes, é claro que se eu escutar alguma coisa a mais. Vou falar grosso com elas também. Só não quero que a minha fama nos distancie, baixinha. É isso me deixa fulo da vida. Principalmente ele falando que queria te pegar. Nessie, eu viro o bicho só de pensar nisso. – Mas uma vez Jake falava mais do que o necessário, expressando o quão ciumento era. Mesmo sendo somente meu amigo, ele tinha atitudes que deixavam claro para qualquer um que nós tínhamos mais do que somente uma amizade forte. O que não era verdade, é claro.
- Jake, você age como se fosse mais do que meu amigo. Pode deixar, sei me defender. E você só vai ficar nervoso á toa. E outra coisa, quando eu arrumar um namorado? – o vi ali ficar todo tenso novamente. – Você querer soca-lo toda vez que vê-lo? – eu perguntei olhando-o.
- Não é assim. Vou saber me comportar. Só se ele te fazer mal que o bicho vai pegar. – ele não olhou no meu rosto para responder.
- Acho que deve fazer alguma coisa para melhorar a sua raiva. Algum tratamento, Jake. Sei como se sente. – Tentei mudar de assunto, sem deixar o ponto principal da conversa se distanciar.
Enquanto ele pensava na resposta, a professora ia explicando várias técnicas que poderíamos usar em qualquer profissão.
- A raiva sempre é a minha melhor companhia, Nessie. É com ela que eu vivo. Minha terapia, é você. Mas deve não ter percebido. Se não fosse você, esse cara já tinha ido pro hospital. – ele piscou sessando o assunto assim que a professora pediu para nós entregarmos os trabalhos de desenho.
Jake riu quando viu o meu desenho, mas disse que daria dez, ele disse que gostou do jeito como colori o desenho.
Jake fez um lindo desenho, na verdade um lindo carro. Todo turbinado e cheio de novidades, e também cheio cores. Expressando o que ele criaria quando ele fosse um engenheiro mecânico.
Professora nem olhou para o meu e elogiou muito o do Jake. Fiquei orgulhosa ouvindo a cada elogio. Ela nunca tinha o visto fazer um trabalho ou vir na aula, duas vezes seguidas.
Depois Jake ficou tranquilo e me acompanhou até a próxima aula, que era: terapia ocupacional.
A manhã passou sem me encontrar com Jake novamente, nem o intervalo. Pois, ele não foi para outra aula a não ser a de desenho. Achei estranho ele simplesmente ir embora. Acho que deve ter ficado chateado quando propus fazer um tratamento.
Fui para a biblioteca depois da aula, pesquisar se já havia chegado um livro que está emprestado. Para minha sorte, ele estava disponível. Peguei-o e fui para casa, começar o meu trabalho que teria que entregar ainda essa semana.
Nunca fui muito inteligente na escola, ou com muita vontade de estudar. Porém, antes eu tinha as lutas para me focar, e hoje só tinha a faculdade para me focar e ser alguém realmente inteligente.
Meu celular começou a tocar uma musiquinha irritante, logo assimilei que era Jake.
- Oi Jake! – me joguei na minha cama assim que atendi.
- Baixinha, está com fome? Podemos sair e jantar fora– olhei para o relógio e percebi que já tinha se passado a tarde toda. E eu estava somente olhando para o teto todo esse tempo.
- Pode ser. Não estou com muita fome. – realmente não estava com fome. Tinha se alimentado bem no almoço, e por natureza não sentia muita fome. Ele com toda certeza deve mencionar alguma coisa com o meu peso neste momento.
- Você nunca come muito, Nessie. Tenho que te alimentar direito. Porque por você, fica pior do que uma hiena magra e sem felicidade. – ele riu e eu bufei novamente. Até parece que parecia uma hiena de tão magra.
- Você quer que eu vou? – Antes de ele responder emendei a minha fala.  – Então para de me irritar e vem me buscar daqui a meia hora. Beeeijo – antes de ele responder novamente apertei para finalizar a chamada.
Sou má quando quero e Jake está merecendo.
Fui tomar um banho e assim que sai do meu banheiro ainda de toalha, encontrei Jacob esparramado sobre a cama. Fiquei mais vermelha que um pimentão enquanto ele não parava de olhar como eu estava. Seus olhos pareciam robóticos e ele não piscava.
- Baixinha, assim você me mata de tesão. – e ele riu para amenizar o clima que ficou dentro daquelas quatro paredes.
Por instinto, olhei para ele e percebi que ele não estava brincando. Seu ‘amigo’ estava bem ativo. Eu corei ainda mais e ele pegou um travesseiro e colocou bem no foco.
- S.o.me.d.a.q.u.i – falei entredentes assim que me recompus do choque de estar somente de toalha na sua frente.
Peguei um quadro e ameacei jogar nele, ele percebeu que eu não estava brincando e saiu rindo. Detalhe: com o meu travesseiro.
Troquei-me rapidamente, colocando uma calça leggin e uma blusinha mais soltinha, uma sapatilha e não sequei o cabelo.
- Como você entrou aqui? – eu estava brava, foi quando vi que ele estava na cozinha fazendo o jantar.  – Nós não vamos sair pra comer? – questionei novamente, mudando de foco. – Trate de responder as duas perguntas.
- Sim senhora. – ele não olhou e continuou mexendo o molho de tomate. Percebi que ele estava fazendo macarrão ao molho bolonhês. O cheiro estava incrivelmente delicioso, e vi meu estomago roncar. – Claire me deu a chave, ai quando cheguei aqui e te vi quase nua na minha frente deu vontade de cozinhar e retribuir hospitalidade que você me proporcionou. – ele riu outra vez, tirando uma com a minha cara. Por instinto dei um tapa na sua cabeça. – Ai! Já disse que você tem uma mão bem pesada, baixinha? Nem parece uma baixinha indefesa. – dei outro tapa na sua cabeça. – Beleza, parei! – ele se rendeu. – Baixinha, cuidado com o fogo. Você está quase babando encima da comida.
- Hoje você está com um senso de humor incrível. – eu o censurei com o olhar. – Você não pode ficar entrando no meu quarto quando quer. Imagina se eu não estivesse de toalha?
- Baixinha... – sua voz ficou mais rouca. – Não diga isso que eu fico imaginando.
Dei um tapa em seu braço agora.
- Você está muito excitadinho! Acho que suas meninas não estão dando no coro. – dei meia volta e sentei na cadeira, rindo e ele me acompanhou na risada.
- Ok. Vou pedir permissão da próxima vez. – Ele piscou, experimentando um pouco do molho e gostando. Logo viu como estava o macarrão e desligou o fogão. Ele parecia um mestre de cozinha, pelo cheiro, ele realmente é. – Pelo inconveniente, estou preparando um ótimo jantar. – ele sorriu outra vez.
Jake adorava sorrir, não sei, se ele percebia que eu adorava quando ele ria ou sorria. Era como se tudo se encaixasse.
Ficamos conversando todo o jantar, ele realmente cozinhava como ninguém. Mas uma das suas qualidades que eu não teria desconfiado que existia. Depois lavei a louça e ele secou, tecnicamente era para não nos molharmos, mas, isso não aconteceu, por causa da criança alegre de Jake, que de vez de secar ficava abanando contra mim. É claro, não fiquei atrás. Ficou uma brincadeira de duas crianças com pouca idade mental.
Depois Jacob me convidou para um sorvete, aceitei, até porque já estava arrumada. E eu adorava sorvete de chocolate, então adorei o convite.
Fomos como sempre, eu agarrada a Jacob na sua ‘bebê’ e me sentia extremamente segura ali. Mesmo ele andando sempre a mais de 100 kmh.
Graças a Deus, não tinha ninguém da Faculdade na sorveteria. Pelo menos um lugar não teria buchicho sobre com quem Jake estava ou não dormindo.
Pegamos o sorvete e com muito custo, consegui pagar o meu. Já que Jacob não gostava que eu pagasse nada.
Sentamos à mesa e Jacob parecia novamente uma criança olhando para a taça enorme de sorvete. E o assunto dele ter saído antes das aulas acabarem veio à tona.
- Porque você não ficou na faculdade? – eu perguntei a ele enquanto o mesmo se deliciava com o seu sorvete de flocos, com chocolate, com amendoim, com farofa e mais tudo que ele encontrou na sorveteria. Jacob era um saco fundo, difícil de saciar. – Foi porque eu falei pra tratar a sua raiva?
- Não, baixinha. Não é isso. Eu só achei estranho receber esse comentário. Nunca pensei em me tratar. A raiva sempre me fez crescer, nunca precisei medi-la. Principalmente quando queria alguma coisa.
- Jake, não quero que fique chateado. A raiva te motiva. Mas, ela também te deixa cego quando você não precisa dela. Você não pode ficar batendo em todos que sentir raiva. Na verdade, não pode ficar com raiva de qualquer pessoa.
- Nessie! Não é qualquer pessoa, esse cara praticamente pediu para te levar pra cama! – e ele estava irritado.
- Mas, não pode socar qualquer pessoa que falar uma coisa que vão gostar! – Eu falei no mesmo tom que ele.  Ele abaixou a cabeça. – Falo isso, porque eu também já me senti assim. Eu também não tinha paciência com ninguém e queria bater em todo mundo.
- Não vejo você batendo em ninguém, baixinha. – ele sorriu.
- Prefiro não lembrar dessa parte da minha vida. – ele ficou sério de repente. – Só quero te falar que também precisei tratar a raiva que sentia de todos.
- Consegui com o que então? – ele questionou ainda bem sério.
- Natação. – falei sorrindo. – Eu amo nadar, e minha terapia; sempre pela manhã acordar cedo e ir até o centro aquático de Forks. Isso me deixa outra pessoa e me sinto muito bem.
- Você está falando pra eu começar a nadar? – eu assenti. – Não. Isso não vai ajudar. Você já é uma terapia muito significativa.
Bufei ignorando a ultima parte da sua resposta. Não poderia ser terapia para ninguém. Para Jacob então sem se fala, ele logo não ia conseguir se segurar e isso não podia acontecer. Percebi que Jacob falava receoso a cada qualidade que dava em nadar, então tive a certeza que ele tinha medo e que ele não sabia nadar. Porém, precisava escutar isso dele.
- Jacob, você não sabe nadar? – eu perguntei sorrindo.
Ele não respondeu, e dei como um ‘sim’ ele olhando para o lado e não nos meus olhos.
Antes que eu pressionasse mais ele. O meu celular tocou e a voz desesperada de Claire fez com que eu levantasse em solavanco. Jacob levantou assim que percebeu. Várias merdas pairavam na minha cabeça e eu não conseguia assimilar o que ela falava pelo medo de entender o quão pior poderia ser. Mas, assim que consegui respirar, ouvi que ela falava que a casa estava totalmente alagada e que o encanamento tinha estourado e era para ir para casa o mais breve possível.
Tipo, em dez minutos estava no apartamento e Jacob ao meu lado, todo tenso. Encontrei Claire chorando e Quil a amparando.
- O que aconteceu aqui? – perguntei molhando o meu pé. Realmente estava bem alagado o nosso apartamento. Olhei para o lado e constatei outras três pessoas, duas bem tensas. Reconheci o vizinho do andar de baixo.
- Esse idiota que foi fazer uma reforma em casa sozinho, detalhe: A NOITE. Estourou o cano, e toda a agua veio para o nosso apartamento, alagando e outro detalhe: ESTOUROU O REGISTRO. Não temos o que fazer, vamos ter que fazer uma reforma grande. Não temos água por pelo menos três semanas, até eles consertarem todos os canos que estouraram e o registro. – ela não parava de falar e eu não processava direito. Realmente não tínhamos mais um apartamento.
- Vou pagar tudo, Srta. Young. – o homem mais baixo falou.
- Eu não tenho aonde ir! Você vai pagar um hotel esse tempo todo? Porque morarmos com você não vai dá. – Claire estava impossível.
- Calma, Claire. Vamos resolver isso. Não é matando o cara que vamos resolver. – tentei acalma-la. 
Mas, quem realmente conseguiu, foi Quil que deu uma ideia – que ela julgou brilhante, assim como Jacob.
- Vocês podem ficar lá no apartamento. Não é Jacob? – Quil perguntou para o primo.
- Claro. Por mim, vocês podem ficar lá, o tempo que acharem necessário. – como sempre ele falou mais do que devia.
- Nem pensar. – falei. – Não íamos ter privacidade e nós conhecemos os meninos há pouco tempo.
- Nessie, pelo amor, os meninos não vão virar psicopatas assim de uma hora para outra. É melhor morar em um apartamento do que em um hotel. – ela argumentava mais eu sabia que não ia dar certo.
24 horas por dia com Jacob era mais do que minha mente processava. Não ia dar certo, todos iam falar e isso ia virar namoro para todos na faculdade e não estava a fim de ver uma mulher a cada dia naquela casa. Ele não ia ter privacidade, e eu muito menos.
Enquanto discutíamos o nosso vizinho se retirou.
- Nessie, prometo dar a privacidade que você quer. Para de ser turrona. – Jacob tentava me fazer mudar de ideia.
- Jacob você não vai ter a sua privacidade. Não tenho costume de ver todas as mulheres da faculdade enquanto estou no quarto ou escutar elas ‘sensualizando’. Então a convivência vai ficar insustentável.
- Não vai não. Prometo, me policiar para te dar mais conforto. Eu vou ficar feliz se você for. – Quil simplesmente olhou como se Jacob tivesse falado em marciano. – Nessie você não disse que precisava de terapia para a minha raiva? – a onde que ele queria chegar com isso? Não queria saber da resposta, mesmo assim, assenti. – Então prometo de dar a oportunidade em ensinar-me a nadar, coisa que nunca aprendi e vamos ver se vai fazer-me melhorar com as incessantes brigas. Mas, em contrapartida você aceita morar lá em casa durante o tempo da reforma.
Ele então ficou me olhando, Claire sorria como uma boba. Porque ela já tinha certeza da resposta. Eu sabia que não iria dar certo, morarmos na mesma casa. Mas, eu precisava ajuda-lo com essa raiva enganosa que ele sentia, assim como ele estava me ajudando a ser uma ‘baixinha’ como ele mesmo dizia, mais feliz.
       - Ok, eu aceito. – e então senti os braços grossos e aconchegantes de Jacob me pegando e rodopiando no ar. 

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