07 agosto 2015

Fanfiction: I Know is Forever - Capítulo 19



      — Você esta pedindo para eu te beijar? – perguntou, me provocando.
      — Sim, eu estou! — gritei, assustando a todos, inclusive o padre, e colocando um lindo sorriso no rosto do meu noivo. Quando estávamos quase nos beijando, ele sussurrou:
      — Eu disse que você ainda me pediria — sorriu travesso e me beijou. E que beijo! Paramos quando ouvimos os aplausos. Saí do meu devaneio com a voz do padre.
      — Assinem aqui, por favor — pediu o padre, mostrando o livro de assinatura e erguendo a caneta para nós.
      — Pode ir primeiro, Sra. Somerhalder — olhei para Ian com expressão séria pelo seu tom de ironia.

      — Com todo prazer — assinei pela primeira vez com o meu novo sobrenome. Terminamos de assinar e então foi a vez dos padrinhos. Saímos pelo tapete vermelho com o tradicional banho de arroz.
      Andamos em direção à pequena recepção feita pela minha sogra. Era algo bem simples, mesmo a família Somerhalder tendo bastante dinheiro. Eles não gostavam de esbanjar. Ian é um homem muito rico, mas gosta das coisas básicas, sem chamar muita atenção. Não tenho motivos para reclamar.
      Quando chegamos ao salão havia várias pessoas nos parabenizando com “Meus parabéns”, “Parabéns”, “Felicidades”. Depois de vários comprimentos, Ian me levou para conhecer seus amigos.
      — Lily, esses são Marcos e Victor.
      — Prazer, linda — disse Marcos. — Como uma pessoa boa que sou, tenho que te dar umas dicas. Quando Ian te irritar é só dar uns tapas e rapidinho tudo estará resolvido.
      — Não ouça nada que eles dizem, querida — Ian envolveu minha cintura com o braço.
      — Vai dizer que é mentira? – perguntou Marcos.
      — Cada palavra.
      — Me sinto traído com a sua resposta — Vitor se pronunciou pela primeira vez.
      — Nem me fale — concordou Marcos.
      — Não fique perto deles Lily, é muita loucura — Theo se aproximou de nós.
      — Ela já é nossa, Theo.
      — Que isso, estão destruindo a mente dessa pobre mulher indefesa.
      — O seu cunhado não a conhece mesmo — Ian sussurrou no meu ouvido.
      — Não sei do que está falando — me fiz de desentendida.
      — Vocês terão tempo suficiente para todo esse love, agora larga ela, você está sufocando a noiva — Vitor disse enquanto me tira dos braços do Ian.
      — Muito engraçado... — fomos interrompidos.
      — Posso saber o que fazem aqui? — Edna falou parecendo furiosa.
      — Calma tia, eu só quis ter a honra de conhecer a noiva — Marcos sorriu para Edna.
      — Devo ficar com medo isso sim, assustando ela em seu próprio casamento.
      — Nossa, hoje ninguém acredita em mim.
      — E vocês dois — ela se dirigiu a mim e ao Ian — Andem depressa, o fotógrafo está esperando.
      — Boa sorte Lily, e tente fazer com que Ian não apareça nas fotos, se não ficarão horrorosas. — todos começaram a rir, menos Ian.
      — Vamos, querida, hoje eles estão impossíveis.
      Tiramos várias fotos de todos os ângulos e posições que eu poderia imaginar. Minhas bochechas doíam de tanto ter que sorrir, mas o pior foram as fotos em que estávamos dando selinhos um no outro. Essas sim foram um grande desafio, e quando eu não aguentava mais aquela sessão de fotos, vieram avisar que a minha querida sogra queria falar conosco. Dei graças por ela ter sido a minha salvação naquele momento. Seguimos para o escritório onde ela pediu para irmos encontrá-la.
      — Será que ela não vem? — perguntei, depois de termos esperado uns 10 minutos naquele escritório e nem sinal de Edna.
      — Ela demora, mas chega – Ian disse.
      — Você sabe sobre o que é o assunto? — ele negou, e com isso a porta foi aberta.
      — Olá, meu filho – disse Edna, sorridente. — Devem estar se perguntando o motivo pelo qual os chamei, mas é bem simples.
      — Para com o suspense mãe — disse Ian, parecendo estar impaciente.
      — Você sempre ansioso demais! A grande noticia é que... – fomos interrompidos por uma batida na porta. Vimos a cabeça de Theo.
      — O fotógrafo deseja mais fotos dos noivos — esse homem não cansa de fotos!
      — Ah, meu Deus, tinha me esquecido que precisamos recordar esse momento — começou a nos empurrar para a saída. — Depois conversamos, agora eu quero que aproveitem.
      Caminhamos em direção ao jardim, o local em que o fotógrafo nos esperava para tirar mais 1.000 fotos e dizer que apenas cinco estavam boas. Minhas bochechas estavam virando pedra. Todos queriam tiram fotos com os noivos e verem os noivos tirando fotos apaixonados. Edna administrou até a respiração das pessoas para a foto ficar perfeita. Depois de não sei mais quantas fotos, Edna chamou a atenção de todos falando em um microfone:
      — Boa noite a todos! É com muita alegria que iniciarei o momento das homenagens aos noivos — ela respirou fundo. — Ian, meu menino tão pequeno, frágil, e ao mesmo tempo forte, nunca vai esquecer-me de todas as vezes que eu era seu porto seguro, de que tudo era a sua mãe, e hoje você é um homem, que não precisa mais de mim. Sempre senti orgulho do que ia se tornando, e hoje é um grande homem que está começando a sua família. Lily, minha filha que já faz parte da família, cuide dele por mim. Ele foi uma das melhores coisas da minha vida, e você é uma pessoa de sorte por ser a escolhida e de tê-lo em sua vida — ela já chorava e em cada palavra eu imaginava a minha mãe. — Eu te amo, Ian. Um amor incondicional. Sou uma mãe maluca — riu. — Mas sou assim por amor. Tudo que fiz foi pensando em você. Cada passo seu era uma alegria na minha vida. E hoje estou aqui vendo em como o tempo passou. Desejo toda a felicidade do mundo, e que comece o infinito desse amor — ela levantou a taça. — Um brinde aos noivos!
      Todos brindaram e Ian foi ao encontro de sua mãe. Pude ver que ele derramou uma lágrima enquanto sua mãe chorava muito.
Agora era a vez do meu pai.
      — Lily, minha pequena Lily, no dia que você nasceu eu logo disse que seria freira a sua mãe quase me bateu depois dessa. Eu tinha muitos ciúmes, sempre falava “ai do homem que te olhasse”, e hoje estou aqui, simplesmente te vendo feliz com o seu marido. Como o mundo dá voltas — ele deu um sorriso amarelo. — mas o que me dói é não ver a sua mãe aqui ao seu lado, a pessoa que queria ver a filha casada. Sonhava com os netos correndo pela casa e gritando “vovô”. Ela faz uma falta que eu nunca pensei que seria tanta, e hoje, quando eu te vi pronta pra casar, eu enxerguei a sua mãe. E como seu pai, devo dizer o quanto orgulhosa ela está por ti. Se tornando uma mulher — ele começou a chorar e eu já chorava junto. Ian estava ao meu lado acariciando a minha mão – Eu... Ah, filha, como nós te amamos... Um amor sem fim. E desejo que seja feliz nessa nova vida, e que quando precisar estou aqui, de braços abertos, e a sua mãe bem aqui – ele apontou para o seu coração.
      Ele desceu do palco e veio me abraçar. Todos começaram a aplaudir e só sabíamos chorar, um passando forças para o outro.
      — Eu te amo, pai.
      — Eu te amo, filha.
      Ficamos mais um tempo abraçados, e então eu voltei para o meu lugar. Começaram as declarações dos amigos de Ian, e riamos o tempo todo, porque um falava mais besteira que o outro e eu só ouvi as frases “abre o olho Lily, Ian não é santinho”, “quando ele fizer algo é só me chamar”, “perdoe o meu amigo, mas ele não é nem um pouco romântico”, “sabe que eu gosto de você, Lily, e é por isso que eu digo: fuja o mais rápido possível”. Depois de altas risadas com esses malucos, foi a vez dos irmãos. Primeiro Nina, depois Theo. A única coisa que a Nina disse foi “espero que seja feliz” e saiu do palco. Theo, por outro lado, disse várias besteiras e me pareceu que os irmãos Somerhalder tinham uma ligação linda que eu invejava.
      Depois de mais algumas homenagens, Edna nos chamou para um canto da festa.
      — Naquela hora, no escritório, fomos interrompidos.
      — O que queria nos falar, mãe? – Ian perguntou sem muito entusiasmo.
      — Se deixar eu termino rápido — deu uma pausa. — Eu fiquei sabendo de algo totalmente absurdo, meu filho, que você e sua noiva não terão um lua­de­mel. Isso é inaceitável!
      — Mãe, Lily e eu desejamos assim, não queremos uma lua­de­mel agora.
      — Por isso eu ajeitei tudo, e agora mesmo vocês tem que sair para poder chegar a tempo em seu destino — disse ela sorrindo.
      — Mãe — Ian a repreendeu.
      — Ôh filho, para de ser chato. Vocês devem se curtir ao máximo antes de começar a parte chata do casamento. Andem logo, pois já tem que ir para o aeroporto.
      — E nós podemos saber onde vamos passar a lua-de-mel e quanto tempo?
      — Só um mês, meu filho — olhei para ela de olhos arregalados.
      — Um mês?!
      — Sim, minha querida. Algum problema? — Os dois me encaravam.
      — Não, só para saber mesmo. E onde mesmo será a nossa lua­de­mel?
      — Oh, eu quase me esqueci de contar — disse eufórica.
      — Fala logo, mãe — Ian já estava impaciente.

      — No Brasil!


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