01 setembro 2015

Fanfiction: Diário de uma paixão - Capítulo 12: Coquetel


Texto/fic: Jenny Hanson | Capa: Luane/SMD | Beta: Erica Rocha

Acordei para mais um dia de trabalho.
Chegando ao galpão, Tarik veio ao meu encontro. James estava comigo:
— Oi, bom dia!
— Bom dia! — respondemos juntos.
— Hoje vou fazer um coquetel na minha casa para comemorar o último dia de fotos, já que a campanha foi um sucesso. Gostaria de convidar vocês — disse Tarik.
— Hummm. Eu não posso ir, tenho compromissos pessoais hoje. Mas Carol, se quiser ir, ok… — disse James.
— Hum, não sei... Posso lhe dar a resposta depois?
— Claro!

Eu tinha que pensar. Ficar saindo com os amigos de Taylor, no mesmo ambiente, só aumentava a possibilidade do “algo a mais” que não poderia acontecer.
Quando cheguei ao camarim para me trocar senti meu celular tremer. Mensagem. De Taylor!
Disfarcei para James não perceber. Ainda bem que ele saiu do camarim, para eu pudesse me trocar, claro.
Assim que ele saiu, abri a mensagem:
TAYLOR: OI!
Ai, por quê? Por quê? Pensei, e uma animação tomou conta de mim.
CAROL: OI!
Foi o que consegui responder.
TAYLOR: TARIK FALOU COM VC NÉ? VC VAI HOJE?
Respirei fundo.
CAROL: AINDA NÃO SEI
TAYLOR: POR QUÊ?
CAROL: PORQUE NÃO SEI…
TAYLOR: JÁ TEM COMPROMISSO?
CAROL: NÃO.
TAYLOR: ENTÃO…
CAROL: ENTÃO, ESTOU PENSANDO! E TENHO QUE ME TROCAR. BYE!
Ele não respondeu mais. Já deveria ter desistido, né? Assim seria mais fácil para mim.
Dois minutos depois, batem na porta do camarim.
— Quem é? — perguntei, pois ia começar a me trocar.
Não tive resposta e então resolvi abrir:
— Taylor?!
— Oi! — respondeu ele, sorrindo.
— O que está fazendo aqui?
— Vim para dizer oi.
— Oi e tchau! — disse eu, pronta para fechar a porta do camarim.
—Espera!
— James pode vir para cá!
— Ele está com Tarik, vendo os detalhes da viagem.
— O que você quer? — perguntei.
— Convencer você a ir hoje à noite…
— Eu vou! Tchau!
— Calma! Ah legal! Posso te buscar?
— Não! Chegar juntos? Tá louco?
— E como você vai?
— De taxi.
— Ok… tudo bem…
— Tá, tchau!
Fechei a porta e sorri. Ele era engraçado… Meu celular começou a vibrar de novo:
TAYLOR: POSSO DEIXAR VC EM CASA, ENTÃO…
Meu Deus, como Taylor era insistente!
CAROL: OK, VOU PENSAR.
TAYLOR: VC PENSA DEMAIS
CAROL: ALGUÉM TEM QUE FAZER ISSO
TAYLOR: PREFIRO APROVEITAR MAIS E PENSAR MENOS
CAROL: PERCEBI… BYE!
Respirei fundo. Na verdade, eu estava amando esse interesse de Taylor. Gostava de ser perseguida por ele, mas isso não podia ir longe. Ia estragar minha carreira! Mal comecei e já ia sair por aí nas fotos com o famosinho do momento…
Quando saí do camarim Tarik e Taylor cochichavam. Depois olharam para mim, mas disfarçaram, bem mal por sinal, porque eu percebi que falavam de mim.
***
Quando o dia terminou, recebi mais uma mensagem.
TAYLOR: ESTOU INDO PARA CASA, SE QUISER CARONA PARA MAIS TARDE, ME AVISA!
CAROL: OBRIGADA, MAS VOU DE TAXI.
TAYLOR: OKAY!
Cheguei em casa e fui correndo escolher um modelito. Precisava estar bonita! E ainda precisava arrumar a mala para o dia seguinte.
O coquetel começaria às 22hrs. Muito tarde para quem tinha que viajar no outro dia, mas tudo bem. Quando finalmente estava pronta, fui até a sala pegar o número de taxis disponíveis. Tinham vários, mas quem disse que algum atendia?
Desencanei e tirei os sapatos. Continuei arrumando a minha mala quando meu telefone tocou.
— Oi… — era Taylor.
— Oi! — eu disse surpresa com o telefonema.
— Você não vem?
— Não, tentei chamar um taxi, mas nenhum atende e então desisti.
— E por que não me ligou? Posso buscar você!
— Não, obrigada!
— Por quê?
— Porque não é legal chegarmos juntos.
— Nada a ver!
— Tudo a ver! Obrigada, de qualquer jeito!
— De nada…
— Bye!
E desliguei. OK, sou burra!
Continuei arrumando minha mala por um bom tempo. Nem sabia o que levar. Filipinas? Nunca nem tinha pensado em visitar esse país. Enquanto voava em meus pensamentos, minha campainha tocou. Abri a porta.
— Não acredito! – exclamei.
— Vim buscar você!
Wow. Como ele podia ser tão lindo?
— Você está me assustando! Não aceita um não como resposta?
— Não — ele riu.
— Não vou Taylor, estou arrumando a mala para amanhã.
— Eu também preciso arrumar a minha mala. Vamos! Eu deixo você aqui depois.
Olhei para ele. Divinamente gato! Por quê?
— Okay. Entra. Espera um minuto.
Ele sorriu aliviado.
— Vou colocar meu sapato — falei.
Taylor ficou esperando na sala.
— Está linda - ele disse quando voltei.
— Obrigada.
— Carol… — disse e me puxou pela mão.
— O quê?
— Quero ficar com você… de novo…
Dessa vez toda minha razão foi pro espaço! Nem respondi! Só o beijei.
Ele ficou tão surpreso, mas correspondeu, claro. Nos beijávamos como adolescentes, foi ótimo.
— Ok, agora vamos — eu disse.
— Posso ir ao banheiro antes?
Por que ele sempre quer ir ao banheiro na minha casa? Pensei.
— Sim! Você está com batom! — eu ri.
— É por isso mesmo que quero ir — e riu também.
Quando ele voltou seguimos para o carro. Meu estômago doía de nervoso. Com ele eu me sentia com 15 anos. Ele me deixava nervosa, e quando estou nervosa não falo nada. Fico quieta.
— Está quieta — disse enquanto dirigia.
— Eu? Não. Normal.
— E ai? Animada para a viagem? – ele perguntou.
— Hum… sim.
— Esse sim não foi convincente.
— Ah, estou. Apesar de ser assim de última hora, vai ser legal conhecer um país novo.
— Você vai muito para o seu país? — Taylor perguntou.
— Não.
— Você não forma frases longas, definitivamente — ele disse rindo e eu ri também.
— Você tem o sorriso lindo – Taylor elogiou.
Fiquei super vermelha.
— Você fica vermelha com facilidade.
— É, você me deixa assim.
Opa! Tive coragem de dizer isso? Depois me arrependi.
— Deixo? – ele perguntou surpreso.
— Sim...
— Bom saber — ele respondeu.
Em quinze minutos chegamos na casa de Tarik. Era em um condomínio também, super bonita e grande!
— Tarik mora aqui sozinho? – perguntei a Taylor.
— Sim… mas solteiro sim, sozinho nunca! — ele disse rindo.
— Ah, claro, homens — eu disse.
Quando entramos todos olharam para nós, claro. Eu sabia que isso ia acontecer. Tarik veio em nossa direção para nos cumprimentar e dizer onde estavam os comes e bebes. Não tinha muita gente, mas o suficiente para fazer “burburinhos” quando entramos juntos.
Eu não conhecia ninguém a ponto de ficar conversando. Quando Taylor ia saindo de perto de mim, eu disse:
— Onde vai?
— Vou pegar algo para beber. Quer algo?
— Quero. Vou com você — respondi.
Enquanto andávamos em direção as mesas das bebidas, eu disse:
— Não me deixe sozinha.
— Se você está pedindo… — ele disse, rindo.
— É que eu não conheço ninguém. Odeio ficar sozinha assim. Fico deslocada.
— Não vou deixar você — ele sorriu.
Aquele sorriso ainda ia me matar!
— Obrigada — respondi.
— Vem, eu vou te mostrar a casa do Tarik.
A casa era realmente grande, com uma piscina incrível.
— A casa dele é linda! — elogiei.
— Sim.
— Você mora aqui perto? — perguntei.
Moro mais perto de você.
— Ah… Mora sozinho?
— Não. Moro com meus pais. Por enquanto.
— Tem irmãos? — perguntei.
Ele me olhou com cara de espanto.
— O que foi? — perguntei.
— É difícil alguém perguntar isso. Todo mundo sabe da minha vida, então...
— Eu não sei — confessei.
— Por isso gostei de você.
Gostou?
— Tenho uma irmã mais nova — Taylor respondeu.

— Ah, legal.

— E você? — perguntou.

— Tenho um irmão mais velho.
Ele parou, de repente, ficando de frente pra mim.
— O que sabe sobre mim? Nunca leu nada a meu respeito? — ele parecia curioso.
— Hum… A única coisa que sei é sobre os filmes e que você ficou com Taylor Swift.
Taylor riu alto.
— O que foi? — perguntei.
— Nada… Você realmente sabe bem pouco.
— É… Eu disse que não sabia nada.
— Mais um motivo para nos conhecermos melhor.
— Mas já estamos nos conhecendo.
— É, já temos um grau de intimidade maior.
— Xiu! Fale baixo.
— Ninguém ouviu.
— Do jeito que estão nos olhando devem estar com os ouvidos bem ligados.
Neste momento começou a tocar James Taylor, How sweet it is to be loved by you. Uma música que eu amo! Minha mãe cantava pra mim.
— Gosta dessa música? — Taylor perguntou.
— Sim, muito!
— É eu percebi.
— Minha mãe cantava para mim.
— Gosta desse tipo de música? — ele perguntou.
— Gosto de tudo.
— Eu também.
Ficamos em silêncio. Eu absorvia a música e controlava a vontade de beijá-lo toda hora. Ele realmente estava mexendo comigo.
— Vamos para um lugar mais tranquilo? — ele perguntou, adivinhando meus pensamentos.
— Não podemos — respondi.
— Por quê? Eu ia falar para irmos para a sala — ele riu.
Fiquei vermelha.
— Estou brincando! Hahaha, eu ia falar outro lugar mesmo.
— Engraçadinho…
— Por que não podemos?
— Por que vão perceber…
— Não vão. Eu vou primeiro e depois você vai.
— Tudo com você é com emoção...
— Bem melhor assim, não acha?
É, eu não tinha o que responder. Essa coisa de ficar escondido era divertido.
— Eu vou lá e depois você vai — ele disse e saiu andando.
— Espera aí! Onde você vai? — perguntei.
— Último quarto, lado esquerdo — ele disse bem baixo e saiu.
Quem poderia resistir? Rose me mataria se eu não fosse e eu também me mataria depois.
Fiquei olhando para os lados. Claro que alguém perceberia. Para disfarçar peguei mais uma bebida, comi uns petiscos e perguntei a Tarik onde ficava o banheiro. Ainda bem que era perto do último quarto do lado esquerdo. Ufa!
Respirei fundo e entrei.



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