08 setembro 2015

Fanfiction: Diário de uma paixão - Capítulo 13: Aeroporto


Quando entrei no quarto, Taylor estava falando com alguém ao celular. Estava de costas, próximo à janela. Nem percebeu que eu tinha entrado.
‒ Posso no próximo final de semana… ‒ ele dizia ao telefone.
‒ É, posso passar para buscar você… Podemos ir a um restaurante… ‒ completou.
‒ Tá, ok… Bom falar com você de novo. Vejo você depois. Bye. ‒ ele disse e desligou.
Quando ele virou e me viu, ficou super sem graça. Ele estava falando com alguma mulher, claro…
‒ Oi... Nem tinha visto você... – ele disse.
‒ Percebi…
Ele se aproximou de mim para me beijar e não deixei.
‒ O que foi? – perguntou.
‒ Está marcando encontros? Você é muito requisitado… ‒ disse rindo.
‒ Ficou ouvindo minha conversa? – ele riu.
‒ Você combinou comigo aqui, entrei e foi inevitável não ouvir…
Ele não respondeu sobre o “marcando encontros”, então resolvi parar. Estava com ciúmes e isso não estava em meus planos.
‒ Eu vim apenas para dizer tchau. Estou indo ‒ eu disse.
‒ Por quê? Fica mais, eu disse que ia levar você.
‒ Não precisa, obrigada… tchau! – disse e caminhei até a porta.
‒ Perai! Isso é por causa da minha conversa ao celular?
‒ Claro que não!
‒ Carol, olha, sei que estamos ficando, mas temos as nossas vidas, certo?
Quando ele disse isso eu não acreditei! Eu ri de nervoso.
‒ Claro que sim, temos as nossas vidas… Pode ficar com quem quiser…
‒ E você também pode…
Ta aí! A prova que eu precisava para colocar um ponto final em tudo! Ele não estava nem ai para mim. Estava acostumado a ficar com um monte de garotas e eu era apenas mais uma, ele deixou isso claro. O problema é que por mais que eu negasse eu estava sentindo algo diferente. Eu queria continuar ficando com ele… gosto de beija-lo e de sentir sua atração por mim, mas a vida real não é tão bela assim.
‒ Posso, claro… ‒ foi o que consegui responder. ‒ James me ligou e preciso ir. Ele quer falar sobre a viagem, últimos detalhes. – menti.
‒ Entendi… posso te levar então.
‒ Não! James disse que está indo para minha casa, vai que ele está lá e, enfim. Obrigada… tchau!
‒ Eu te acompanho ‒ ele disse e foi atrás de mim.
Enquanto andávamos eu estava com um nó na garganta e com os olhos marejados. Fiquei muito sentida com o que ele falou. Merda! Odiava me sentir assim!
Chamei um táxi pelo aplicativo e dez minutos depois um carro chegou à casa de Tarik.
‒ Tarik, obrigada pelo convite ‒ eu disse.
‒ De nada! Volte sempre!
‒ Obrigada!
‒ Taylor, não vai com ela? – Tarik disse sem entender.
‒ Não, ele não vai! Preciso ir… tchau! – respondi.
Saí e entrei no táxi. Fui para casa chateada, pensativa. Minha noite não foi nada do que planejei. Bem feito para mim! Preciso parar de pensar que homens assim vão se interessar por mim. Bem que James disse que estes caras do “mundo do business”são assim mesmo… Cada dia com uma! Ele não era diferente… como eu era idiota! Tá, pelo menos aproveitei, mas mulher não é assim, sempre tem um sentimento por menor que seja. Queria ter nascido homem.
Chegando em casa meu celular tremeu. Mensagem:
TAYLOR: CHEGOU BEM?
Por que quer saber?, pensei. Se eu não respondesse ia parecer que estava triste e não queria dar esse gostinho a ele.
CAROL: SIM
TAYLOR: QUE BOM. NOS VEMOS AMANHÃ NO AEROPORTO.
CAROL: OK.
TAYLOR: BOA NOITE

CAROL: BOA NOITE
Depois disso eu tinha que contar a Rose o que ele me disse:
‒ Que cara de pau desse moleque! – Rose estava indignada.
‒ Rose, ele tem razão. Ele só ficou comigo. Ele é solteiro e tem a vida dele.
‒ É, mas nenhum cara fala isso para uma mulher, por favor!
‒ Ele foi sincero.
‒ Ele foi idiota! Você precisa arrumar outro ficante.
‒ Hahaha. Mais dor de cabeça? Obrigada, mas eu passo.
‒ É sério Carol! Ele precisa saber o que está perdendo!
‒ Rose, eu não quero mais nada com ele, ok? Chega! Eu que sou idiota de pensar que ele queria algo sério, até parece. Eu preciso de um homem de verdade, quero ter uma vida normal e isso com ele não dá.
‒ Mas estou sentindo sua voz triste. Estava gostando dele?
‒ Gostando não seria a palavra… Sei lá, estava curtindo muito, ficaria feliz se ele quisesse levar a sério, mas isso não acontece no mundo das celebridades.
‒ Bom, azar o dele! Carol, não fica mais com ele! Agora eu que estou brava.
‒ Não vamos mais ficar… James estará comigo na viagem, enfim.
‒ É isso aí! Já tirou umas casquinhas dele. Agora bola para frente!
Rose tinha razão. Naquela noite dormi e, pela primeira vez em alguns dias, não sonhei com ele.

*** Taylor POV ***

‒ Não acredito que você disse isso para ela ‒ disse Tarik.
‒ Tarik, eu fui sincero! Ela jogou uma indireta por causa do telefonema.
‒ Tá, mas você é muito idiota!
‒ Já disse que fui sincero.
‒ Você não gosta de ficar com ela?
‒ Gosto! Mas sou solteiro, não quero compromisso.
‒ Então, cara, você fez o certo! Ela não parece o tipo de mulher que quer apenas ficar.
‒ Tarik, qual é o problema? Todo mundo fica.
‒ Nenhum problema, você que sabe da sua vida. Só não reclame se amanhã ela aparecer com outro.
‒ Ela tem esse direito.
‒ Ok, ok…
Fiquei pensando sobre isso a noite toda. Será que eu fui muito grosseiro?

***
No outro dia fomos para o aeroporto bem cedo. James e Carol já estavam lá.
Como ela era linda. Até com roupa de viajar…
‒ Oi! – eu e Tarik dissemos juntos.

‒ Oi ‒ eles responderam.
Carol estava ao celular e continuou nele. James estava perto, então qualquer aproximação seria em vão. Foi então que Tarik foi conversar com ela.
‒ E ai? Tudo bem? – ele disse e ela saiu do celular.
‒ Bem, e você?
‒ Bem. Ansiosa para viagem?
‒ Sim… bastante…
‒ Que bom!
‒ Está bonita…
‒ Obrigada!
Tarik sabia me provocar.
‒ Os caras vão ficar louco com você em Manilla – ele completou.
Tá, já era demais.
‒ Ai, claro que não! ‒ ela respondeu sem graça.
‒ Vão sim! Ah! Tem uns lugares legais lá, já fiquei sabendo… posso te levar para conhecer.
Nessa hora eu o olhei incrédulo. James se aproximou dos dois e disse:
‒ Carol, Tarik é um cara legal, com ele eu deixo você sair… ‒ disse rindo.
Wow! Por essa eu não esperava! Eles riram e eu fiquei sério.
Enquanto James e Carol foram na frente, eu falei com Tarik:
‒ Isso foi para me provocar? – perguntei.

‒ Claro que não! Taylor, desencana, ela não vai mais ficar com você.
‒ Por quê?
‒ Porque depois do que você disse a ela na minha casa, é óbvio que ela não vai querer mais nada com você.
‒ Ela sabe que é verdade o que eu disse, e isso não tem nada a ver.
‒ Ah, tá bom, vamos ver então.
Talvez Tarik tinha razão, mas não pareceu que ela não queria ficar mais comigo. Ela sempre foi mais distante, então não se importaria com o que eu disse… ou se importaria?

***

Quando embarcamos, Tarik e eu sentamos em duas poltronas na frente dela e de James. Ela não trocou uma palavra comigo. Eu só ouvia a voz dela rindo e falando com James. Foi então que tive a ideia de mandar uma mensagem enquanto o avião não decolava:
TAYLOR: VC ESTÁ BEM? NEM NOS FALAMOS DIREITO…
CAROL: SIM, ESTOU.
TAYLOR: QUERIA MUITO CONVERSAR COM VC A SÓS
CAROL: CONVERSAR O QUE?
TAYLOR: SOBRE A GENTE…
CAROL: SOBRE A GENTE? NÃO ENTENDI
TAYLOR: É, SEI LÁ, QUERIA SABER SE FICOU CHATEADA COM O QUE EU DISSE NA CASA DO TARIK…

CAROL: NÃO… VC TEM RAZÃO, SOMOS SOLTEIROS.
TAYLOR: TEM CERTEZA?
CAROL: ABSOLUTA
TAYLOR: VC FICARIA COMIGO DE NOVO?
Ela não respondeu. Seria um não? O avião decolou e com os telefones desligados não receberia uma resposta tão cedo.
Vi que ela se levantou para ir ao banheiro. A viagem era muito longa e o voo era noturno. Tarik e James já roncavam em suas poltronas e com isso aproveitei para segui-la.
‒ Carol? – disse e a puxei pelo braço.
‒ Oi… o que foi?
‒ Nada, queria uma resposta sua?
‒ Eu posso ir ao banheiro em paz?
‒ Pode… vou ficar esperando aqui.
‒ Taylor, aqui não é lugar de conversar!
‒ Só me responde! Ficaria comigo de novo?
‒ Ficaria, claro.
Ela não estava tão brava assim então…
‒ Podíamos dar um jeito de ficar sozinhos no hotel ‒ eu disse.
‒ Pode ser…
Ela estava estranha. Entrou no banheiro e eu fiquei esperando. Ela dizia que sim, mas parecia não ser sincero.
‒ Ainda está aqui? – ela disse ao sair.
‒ Sim, queria conversar.
Aqui não dá. E eu estou super cansada.
‒ Ok…
Voltamos para as poltronas e acabei adormecendo.

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