20 setembro 2015

Fanfiction: Fighter - Capítulo 8



POV NESSIE


Acordei nos braços desnudos e calorosos de Jacob. Claro que havia me acostumado com esse abraço, mas hoje era diferente, Jake dormia tranquilamente como nunca tinha visto. Eu o olhava diferente. Não digo que não o amava antes, mas, hoje, nesse instante eu o amava mais que tudo na minha vida. Eu estava mais que feliz, eu estava maravilhada.


A noite passada tinha começado com pesadelos e medos vindo à tona. Mesmo Jake tendo um milhão de perguntas, ele aceitou simplesmente me esperar para lhe contar, mesmo não sabendo, mas tendo ideias do que escondia, ele confiou que lhe contaria quando estivesse preparada. Ali eu tinha a certeza que meu medo deveria ser superado, e que Jake merecia que eu entregasse minha alma a ele, então decidi dar-lhe meu corpo, proporcionar seu prazer e me deixar levar pelo amor que sentíamos. E foi maravilhoso, me libertei daquelas mãos grosseiras, para as mãos de Jacob tão delicado, prestando atenção em mim, no meu coração que batia tão acelerado, olhando dentro dos meus olhos sempre dando a segurança que era ele ali e não o desgraçado do meu violador.
Suas mãos ainda estavam entrelaçadas nas minhas, segurando firme. Sempre pensando que iria embora. Mal ele sabia que depois de ontem à noite, depois que nos amamos genuinamente, eu jamais poderia ir algum dia embora, nem mesmo se quisesse. Agora eu era dele.... E nada poderia me fazer deixar de amá-lo. Por que ele me fez esquecer de tudo...
Ele conhece a Renesmee de verdade, e ele me fez feliz desde o primeiro olhar. Ele me fez renascer das cinzas... Ele me faz feliz, sem que eu me lembre do meu passando e construindo o meu presente com ele ao meu lado, e do jeito que sempre quis. Sendo feliz...
Eu só queria que isso durasse pra sempre e que meu passado nunca nos atrapalhasse...
Isso me remetia à luta que ele estava prestes a lutar. Mesmo com medos, eu ficaria ao lado dele, lutando com ele se preciso.
Levantei-me sem acordá-lo com uma súbita vontade de fazer um café-da-manhã digno do meu homem, o melhor possível.
Antes de sair do quarto olhei-o novamente e ele ainda estava do jeito que lhe deixei, o lençol enrolado somente para tampar o seu membro, e eu poderia olhá-lo para sempre, cada detalhe, cada respiração...
Fui pra cozinha e comecei a preparar torradas e panquecas. Peguei as geleias de morango e uva que ele mais gosta.
Não demorou muito e escutei um vagar pela sala e um grito logo em seguida.
Era Jake que me procurava pela sala.
Quando cheguei à sala, percebi que ele já tinha aberto a porta e gritava meu nome.
- Jake, estou aqui. – ele se virou assim que escutou minha voz, seus olhos chamuscaram e eu percebi que eles estavam marejados.
Ele correu até onde estava e em instante já me pegava no colo.
- Nessie, baixinha, você está aqui. – sua voz era mais rouca. Aquilo estava doendo nele, e eu podia sentir o medo por todo seu corpo.
Quando percebi, ainda olhando dentro dos seus olhos mais que negros, estávamos no quarto novamente.
- Jake, o que aconteceu? Estou aqui e não vou embora. – ele me abraçou novamente após me colocar na cama.
- Tive um pesadelo – ele coçou a cabeça – Acho que foi na hora de eu virar e você não estava na cama. Você tinha ido embora, como a minha mãe. Você simplesmente sumiu e não conseguia te encontrar, eu andava, corria, gritava e você não aparecia. Ai eu acordei e você não estava na cama e eu pensei que tinha ido embora. Que eu tinha feito alguma besteira ontem e você tinha me abandonado, como no pesadelo. – ele parecia uma criança contando os pesadelos para a razão de viver.
Eu o abracei novamente puxando-o para mim enquanto nos deitávamos na cama, eu peguei seu rosto enorme em minhas mãos, percebendo o quão pequenas eram.
- Eu não vou embora, ok? Nunca. Eu te amo. Você vai ter que aguentar muito ainda essa sua baixinha. Para sempre é o meu foco. Não tenha medo, eu estarei aqui. Sempre. Meu lobo enlouquecido. – e então eu sorri, sendo acompanhada por ele. Seus olhos agora exibiam ainda mais o amor que ele sentia por mim, mas, também o seu desejo crescendo ainda mais a cada segundo.
Tão logo estávamos nos beijando, entrelaçando nossas pernas, juntos e unidos com o nossos corpos e amor.
...
Eu fazia círculos no abdômen de Jake, enquanto nossas respirações ficavam normalizadas. Seus lábios continuavam nos meus cabelos e ele não falava nada. Acho que ele ainda pensava no pesadelo. Jake nunca aceitou muito bem a morte tão precoce de sua mãe. Sabia disso, não por ele, mas por que seu pai me contou. Disse que Jake fora o que mais sofreu, por que era o mais novo, ficava mais perto dela. E fora o último a escutar sua mãe com vida.
Parecíamo-nos tão próximos, mas ao mesmo tempo, são poucas as verdades do passado que um conhecia do outro. Parecia que ainda estávamos nos acostumando em falar e expor o que nos fazia sofrer.
Jake tem uma ótima família, diferente de mim. Mas assim como eu, a morte de sua mãe fora muito dolorosa e até hoje o faz sofrer.
- NEEEEEEEEEEEEEEEEEESIE! – Claire gritou e só aí percebi que a casa cheirava a queimado.
- Esqueci a torradeira ligada! – coloquei minhas mãos na cabeça e me levantei querendo sair e ver o estrago que tinha causado.
Fora quando Jake me pegou pelo braço.
- Nessie, presta atenção no que você está vestindo... – de vez de olhar para mim, eu olhava para ele e quase perdi novamente meu foco, ele ainda estava nu. Suado e lindamente nu.
Percebi que também estava assim e eu automaticamente fiquei vermelha. Acho que estou embriagada pelo amor de Jake, não estou pensando coerentemente e muito menos agindo normal.
- NEEEEEEEEEEEEEESSIE! – Claire gritava e me deixava desesperada.
Jake começou a rir e me abraçou.
- Baixinha fica tranquila, a casa não está pegando fogo. – ele riu outra vez. – Não nesse sentido.
Desfiz-me dele socando-o de leve e rindo um pouco.
Peguei um roupão e coloquei, Jake olhou-me de relance.
- Você não vai só coberta por um roupão vai? – suas sobrancelhas estavam erguidas e ele estava próximo de me pegar novamente.
Mas, desfiz novamente de seus braços e sai em disparada para a cozinha.
Claire junto com Quil me esperavam na cozinha e ela batia as unhas freneticamente no mármore da pia.
- AAAAAAAAAAAA princesinha apareceu! – ela suspirou. – Nessie você quase colocou fogo na casa!
Ela estava nervosa. Claire tinha pavor de fogo.
- Foi sem querer. – eu dei minha melhor cara de arrependida.
Jake apareceu atrás de mim, somente com seu short. Claire automaticamente percebeu o porquê eu ter esquecido a torradeira ligada.
- Não acredito! – ela colocou a mão na boca. – Agora você me surpreendeu Nessie. Realmente. Na primeira vez de vocês quase queimam a casa! – e então seu semblante preocupado ficou animado e ela começou a rir muito alto.
Pronto, tudo estava normal.
E Claire assim como eu, estava mais feliz do que nunca e não me deixaria em paz até contar todos os detalhes e eu o faria sem questionar.
...
- Nessie, preciso falar com você. – Claire estava nervosa.
Jake ainda não tinha aparecido na minha sala, ele quase sempre saia cinco minutos da aula e vinha até a minha só para me levar pra outra sala. Mas Jake não estava lá e sim Claire.
- Antes de me perguntar onde está Jake, o mandei junto com Quil para longe. Eles precisavam treinar. – estreitei o olhar, ela estava estranha.
Certo que amanhã seria a luta com o filho de Bandile, mas o problema não era eles irem treinar e sim ela estar tão estranha e nervosa desse jeito.
Antes que tivesse tempo de perguntar, ela me arrastou para fora da faculdade.
Entrei no carro e tive que para-la.
- Claire calma. – tirei sua mão do volante. – O que aconteceu? O que está acontecendo?
Ela abaixou sua cabeça no volante batendo de leve a mesma.
Nunca tinha visto Claire desse jeito.
- Eu percebi hoje que estou atrasada. – uma lagrima desceu em seu fino rosto. Ela estava com medo de que estivesse grávida. Abracei-a. – Você sabe que nunca aconteceu isso. A minha vida toda, isso nunca aconteceu. – Ela estava certa. Eu era completamente diferente dela, até porque já usei muitas massas para criar músculos... Mas, ela não.
- Pode ser o anticoncepcional. Há muito tempo você toma. Pode ser isso. Tenha calma, você não pode ficar gravida tecnicamente, por que você toma anticoncepcional. – tentei fazê-la ficar mais calma, mas isso só piorou ainda mais.
- Eu esqueci alguns dias. Quer dizer eu tomei um pouco errado, mas pensei que não ia fazer diferença pelo tanto de tempo que já estou tomando. Só que atrasou. Não estou sentindo nada assim.
- Não acredito que você fez sem camisinha tendo esquecido de tomar o remédio. – tentei fazer minha voz soar suave, mas saiu mais crítica do que queria.
- Eu sei. Só que sei lá, eu me esqueci de pedir isso a ele. O fogo e a hora de virar o olhinho é tão esperada. – e lá estava ela ironizando.
- Ok. Vamos fazer o teste de farmácia e saber exatamente se você está ou não gravida.
- Estava esperando você falar isso. Preciso que você compre. – ela sorriu ansiosa. – Tenho vergonha. – ela mostrou os dentes em um sorriso e eu quase ri.
- Esqueci que você só é escandalosa quando são as outras pessoas. – abri a porta e ri indo para o lado do motorista, tirei-a do carro e coloquei o banco do passageiro. – É melhor continuarmos vivas enquanto não sabemos se eu terei um sobrinho ou não. – foi só isso para fazê-la chorar o caminho todo.
Chegamos à farmácia rapidamente e comprei o teste, a moça do caixa olhou bem meu rosto. Não entendi muito bem, não a conhecia, mas ela parecia me conhecia de algum lugar. Mas, não disse nada. Só observou enquanto voltava para o carro.
Entrei séria no carro e olhei que Claire ainda chorava.
Joguei o pacote em cima das suas pernas e a fiz olhar-me para mim.
- Olha... Escuta-me... Quero que você saiba que aconteça o que acontecer, eu sempre estarei ao seu lado. Quil te ama e se forem para serem pais agora mesmo que novos vocês serão os melhores que puderem. Eu estarei aqui sempre para o que precisar. Ok? – ela sentiu e me abraçou bem forte.
...
Não demorou em nada para passar o um minuto depois que a Claire fez o xixi no teste. Não para mim, mas para ela, percebi que sim, pareceu a eternidade. Ela andou, juro, quilômetros de um lado ao outro do meu quarto.
Olhei para o teste e percebi duas linhas rosa, bem gritantes. Ergui a caixa para ler o que aquilo significava que...
- Você está gravida. – eu falei rápido e certeiro. Depois de dois segundos me olhando sem acreditar, percebi que não foi uma boa ideia já jogar isso tão rápido no ventilador.
Claire caiu desmaiada, agradeci mentalmente por ela estar ao lado da cama.
Era muito perigoso a queda em qualquer fase da gestação.
...
- Ness, eu sei que você está feliz. Que é o seu sobrinho. MAS, NÃO É NORMAL EU ESTAR GRÁVIDA COM ESSA IDADE! Eu não pensei que antes dos 30 viriam filhos. Eu planejei minha vida e PUF! ACABOU TUDO! – ela ainda chorava compulsivamente.
- Claire, todos nós planejamos coisas que não vamos cumprir. Mas sua vida não acabou, só mudou um pouco de rumo. Vou te ajudar na faculdade para que não perca nenhum ano. Nem aulas se possível. Tenho certeza que Quil vai aceitar o bebê. Pode ser difícil no começo, mas vamos se sair bem. Você tem uma ótima família. Eles vão te entender.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA meu pai vai me matar, Ness! – e ela se debatia no colchão.
É, realmente é melhor Claire não contar essa notícia tão perto de seu pai. Ele até pode fazer isso mesmo. Ele é muito conservador, e alertou tanto antes de saímos de casa para isso não acontecer.
Continuei a consolando até ela dormir tranquilamente na minha cama.
Não demorou muito para os meninos chegarem. E colocar o baixinho para dentro de casa. Ele não estava gostando da gritaria de Claire, então achei melhor colocá-lo no quintal.
Tranquei a porta e fui até a sala.
Jake veio até mim, todo suado e me abraçou, rodopiou no ar e beijou delicado. Ele ainda cheirava ao perfume amadeirado que só ele tinha, acho que nunca me cansaria desse cheiro.
- Estou louco por um banho. – ele me colocou no chão.
- Cadê Claire? – logo Quil perguntou.
- Está no quarto. – ele fez menção de sair andando para o quarto deles. – Ela está no nosso quarto. Está dormindo. Está meio estressada com as provas finais.
Ele estreitou o olhar e Jake fez sinal perguntando realmente que ela estava no nosso quarto.
- É melhor deixa-la descansar. – eu sorri de leve e foi à vez de Jake estreitar o olhar. Ele sabia que eu estava escondendo alguma coisa dele. – Vai ao banheiro do Quil, prometo te levar uma roupinha limpinha lá. – e dei um selinho nele. – Quil, - ele estava indo na direção do meu quarto. – Você me ajuda no jantar.
...
Jantamos e Claire acordou lá pelas dez, sem comer, foi tomar banho e deitou novamente sem olhar para Quil ou para qualquer pessoa.
Quil não entendeu nada e eu só dei de ombro.
Fui tomar banho e encontrei Jake na cama me esperando, somente com o short agora preto dele.
Deitei-me e aconcheguei nos seus braços, minha cabeça bem em seu peito, que representava sua respiração calma.
- Você está estranha. Tem alguma coisa que quer me contar? – ele perguntou tão calmo.
- Não. – eu só disse isso e ele pegou a minha cintura deixando-nos mais próximos, respirou fundo e beijou meus cabelos.
Eu não poderia contar isso a ele, não sem a autorização de Claire.
Mais uma vez Jake não questionou nada. Eu sabia que logo ele perderia a paciência comigo por tantos segredos.
Amanhã seria a luta, e teria que me preocupar além da luta, com Claire.
...
Decidimos que Claire contaria depois da luta que estava gravida a Quil. Porque ele estava muito preocupado fazendo contas e passando informações para Jake.
Meu namorado, passou o dia todo do meu lado, rindo e comendo. Não se preocupando nem um pouco com o passar do tempo e a luta.
Ele estava muito mais tranquilo do que qualquer um estaria. Mas, Jake era o lobo enlouquecido e ele tinha esse apelido por que nunca perdera, era um ensandecido. E um ganhador.
O meu lutador.
Logo mandaram um sms para Jake informando qual era o lugar, agora seria no antigo ginásio poliesportivo desativado, na zona norte da cidade.
Fui com ele na moto dele, e chegamos quase ao mesmo tempo de Quil e Claire.
- Quil, - Jake o chamou. – Fique com as duas lá, ao meu lado. Não interessa se Sam vai chiar ou não. A baixinha vai ficar lá e Claire também. Quero que não descuide um segundo sequer da baixinha.
Nunca tinha o tinha visto tão preocupado e era só por causa de mim.
- Vou ficar bem. – eu disse a ele sorrindo.
- Eu sei, principalmente porque Quil não tirará os olhos de vocês duas né? – ele perguntou seriamente para o primo.
- Claro, Jake. - e os dois se cumprimentaram e saímos para os nossos lugares vips.
Claire ainda estava visivelmente abatida, se Quil tivesse prestando atenção em alguma coisa fora a luta, ele com certeza já teria brigado com ela para saber o porquê da estranheza dela. Mas, depois da luta o embate acontecerá.
Sam olhou feio quando viu mais gente do que previa na área vip. Mas, foi apresentar o adversário de Jake.
Jake tirou a camisa, Quil ajudou a colocar esparadrapo na sua mão. E quando estava pronto, ele voltou-se para mim. Pegando em meu rosto... Eu tremia de medo de acontecer alguma coisa.
- Não precisa se preocupar. Eu vou saber me cuidar ok? – ele perguntou e eu assenti, sendo impossível encarar os seus olhos e negar alguma coisa que ele pedisse. – Algum conselho, lutadora? – ele nunca tinha me chamado assim, enaltecendo o que um dia eu fui. Ele queria um conselho de verdade. Eu só sabia uma coisa que o deixava ganhar todas as lutas. Ele só esperava isso, o aval.
- Lute com raiva. Sempre estarei aqui, na sua raiva, com o seu amor. Ganhe a luta com a raiva. Esse é meu conselho e seu principal aliado. – eu sorri beijando seus lábios sorridentes enquanto Jake era anunciado.
- E O GRANDE LOBO ENLOUQUECIDO! AQUELE QUE É DONO DE FORKS, É DONO DO OESTE, É DONO DAS LUTAS! – Sam como sempre fazendo um belo espetáculo.
E Jake entrou triunfante, pela primeira vez olhei para o adversário dele. Ele tinha crescido mais. Há anos que não o via. Exatamente três anos. Desde que Claire me salvou da violência que eu sofria. Ele estava cada vez mais parecido com o seu pai, pedia para que ele não tivesse a mesma maldade que o seu pai tem.
Meu medo cresceu, parecia que meu coração estava martelando na boca, prestes a sair.
Com um cumprimento simples, acenando as cabeças, Sam deu início a luta.
Jake continua tranquilo, mais a raiva já o tomava, podia ver em seus olhos analíticos, analisando quantos passos o seu adversário dava, se ele trocava os punhos, e principalmente analisava os seus pés. Ele sabia que o grande forte Brandile era os pés, a trocação em pé. E principalmente os chutes extremamente altos e fortes.
O primeiro chute foi defendido, assim como o segundo. As trocações de mão eram quase nulas. Jake cozinhava, dando chutes no contra-ataque, passando a todos que a luta estava equilibrada. Mas, não estava.
- Nessie... – aquela voz me fez gritar alto quando invadiu meus ouvidos.
E ao mesmo tempo vi Jake tomando vários golpes, desestabilizado com o meu grito.
Eu não me virei, eu não podia me mexer, Jake estava no chão quase perdendo e eu não podia olhar para o destruidor. Como ele me achou?
- Olha Brandile – ouvi Claire rosnar, mas não me virei.
Eu tinha que fixar-me no Jake, ajuda-lo a renascer na luta. Via-o tentando me preocupar.
- Você é um filho da mãe, desgraçado. Juro que se você não sair daqui nesse instante eu vou ligar para polícia e te denunciar por estar a dez metros da Renesmee. Sendo que deveria estar há quilômetros longe dela. – Claire falava tão alto.
Eu precisava me mexer, parar e ajudar o Jake. Ele precisava de mim, eu não seria a sua perda. Não como eu própria fui a minha.
- JAAAAAAAAAKE! VAMOS! VAMOS! EU QUERO QUE VOCÊ ACABE COM ELE! – quando eu percebi, já tinha dado o maior grito que já havia dado.
Ele automaticamente girou suas pernas, e levantou o seu tronco, assim como os seus braços.
Ele trocou tão rápido de posição com o seu adversário que quando pisquei novamente seus olhos que sangravam por causa do corte no supercilio que talvez em soco tenha causado, foram tantos.
Ele passou seu olhar por mim, eu chorava, lagrimas caíam pelo meu rosto. Sei que a discursão ainda continuava, mas nada mais me importava. Só que Jake tivesse a certeza que eu estava ali com ele e bem.
- GANHE! VAMOS JAKE! – Eu gritei tão forte quanto minha voz e meu choro permitiu.
Fora como um chocalhão para Jake, ele não olhou para mim, olhou com ódio para o filho de Brandile. Como se ele fosse seu inimigo mais cruel.
E distribuiu socos certeiros na cabeça, no rosto e no abdômen. Ele fixava bem suas pernas envolta da cintura do adversário, como uma cobra grande e forte.
E batia, socava e descontava toda a raiva que sentia. Como se fosse uma terapia, até que Brandile bateu a mão no solo do ringue, desistindo. Mas, Jake continuou batendo, ele queria mis do que uma vitória, ele queria matar aquele que ousou te destruir.  Ele iria mata-lo. Eu não podia deixa-lo se destruir.
- JAKE PARA. POR FAVOR! – Eu gritei outra vez, só assim ele percebeu que o seu adversário já tinha desistido. Largou para o lado, e percebi que David quase estava desacordado.
- Você vai pagar por isso, Renesmee. – Brandile passou por mim e eu quase vomitei.
Ele ficou frente a frente com Jake, olho a olho. Murmurou alguma coisa, e Jake quase foi pra cima dele, sendo barrado pelos seguranças da luta.
- Jake, vem aqui. – eu pedi quase sem voz. Precisava dele comigo, precisava do seu apoio, senão eu cairia aqui, diante desse monstro.
Ele me atendeu, veio assim que escutou a última letra.
E me abraçou... Então eu desabei... Nos seus braços... No meu porto seguro.
Chorando, cheirando seu perfume tão inesquecível para me acalmar. Ele era minha salvação, ele sempre me salvaria do meu passado. Ele é meu lutador, meu ganhador. Meu amor.


Um comentário:

  1. Ahhhhhhh eu amooo essa fic demais! Nossa q De+. Lindo lindo lindo cada capítulo ♡

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