27 setembro 2015

Fanfiction: Fighter - Capítulo 9



POV NESSIE

- Você está bem, Ness? – Ouvi de longe a voz de Claire me chamar. Eu ainda estava abraçada a Jake, ele não me largaria tão cedo, e isso era o que eu queria. Queria poder-lhe ficar assim, colada a ele por anos, talvez por séculos. Eu só me sentia protegida assim, quando ele estava aqui.
Eu assenti ainda com o rosto enterrado no corpo de Jacob.
- Jacob? – Ouvi a voz de Sam soar na sala tão pequena onde estávamos. – O que aconteceu na luta? Todo mundo está cochichando com a sua quase derrota...
A tensão no corpo de Jake era quase visível. Seus músculos, todos eles, estavam duros como rochas.

- O que aconteceu? – Claire quase gritou. – Como pode deixar um cara como o Brandile entrar dentro das suas lutas? Como ele veio falar com você? Eu tenho certeza que fora ele que te procurou, não o filho, não a universidade, fora ele. – Claire estava muito nervosa e falando demais, a cada vez percebia que Jake ficava mais nervoso. Ele já tinha descoberto muita coisa sem eu ter-lhe digo. Agora eu precisava contar tudo a ele.
Mas, Claire estava muito nervosa e também isso me deixava preocupada. Tinha que cuidar dos dois e precisava me manter forte para que isso acontecesse.
- Acho melhor irmos para casa. – me virei e olhei nos olhos de Claire, a sua respiração exasperada, me deixava culpada, Quil tentava mantê-la longe de Sam, mas ela queria mesmo era arranhar a cara de inocente que Sam fazia. – Claire, fique calma e pense. Agradeço muito por tudo. Mas, agora chega. – minha voz era firme e ela percebeu que tinha falado demais, e que precisava pensar no filho que esperava. Ela já tinha se alterado demais para um só dia e a gravidez estava tão recente, poderia fazer algum mal ao bebê.
- Tome Jake. O valor foi bem alto por causa da quantidade de soco que tomou. Foi o recorde. – para Sam tudo era só dinheiro.
Jake não falou nada e pegou os maços de dinheiro enfiando no bolso logo em seguida.
- Tome Renesmee... Você apostou bem como sempre. – Sam m entregou o ganho da noite por ter apostado em Jake. Não olhei para Jake, mas sabia que ele me olhava não acreditando que eu apostei nele.
Isso tudo sem nos largarmos.
- Ah, fiquei sabendo Jake que será o mais novo papai do mundo das lutas. – Quando Sam acabou de falar, eu comecei a tossir. Ele estava falando isso para Jacob? – Entendi porque tomou tantos socos... – e a sua gargalhada era alta.
- Como assim? – Jacob pegou meu braço e eu ainda tossia. – Nessie, você está gravida? – seus olhos estavam analíticos, ele pensava em muitas coisas, inclusive que se eu estivesse gravida esse filho poderia não ser dele. Só há poucos dias que tinha me entregado a ele, não seria possível saber tão rapidamente que estava gravida, além do mais, utilizamos sempre camisinhas. Mesmo sabendo que isso era a coisa mais sensata a pensar, fiquei chateada por ele pensar por um instante que tinha o traído.
- Não é isso que está pensando. – eu olhei em seus olhos. – Dá onde tirou que estou gravida? – Perguntei a Sam, só agora percebi que Claire também tossia. 
- É o que todo mundo está dizendo, Renesmee. Que Jacob será pai. Alguém a viu comprando um teste. – ele deu de ombros. – Desculpe ai cara, não sabia que ela estava escondendo isso de você. – e sorriu. Jacob perdeu totalmente a paciência e ameaçou ir pra cima de Sam.
- CHEGA! – Claire gritou, podia ver suas mãos tremendo.
- Claire, fique calma. – eu tentei argumentar, mas fora tarde demais. Ela desmaiou nos braços de Quil.
- Ai meu Deus! – eu corri até ela. – Precisamos leva-la ao hospital.
...
Jacob estava ao meu lado sem dizer nada, mas percebia que isso não duraria muito. Mesmo assim, estava muito preocupada com Claire, ela tinha dado entrada na emergência há 20 minutos e ainda ninguém veio nos informar se estava bem.
Assim que disse que precisávamos leva-la para o hospital, Quil entrou no modo robô e não saiu até agora. Praticamente voou até o hospital e seus olhos estavam longe, medrosos e olhando fixamente para a porta do pronto socorro. A cada vez entrava mais gente dentro do hospital e eu ficava mais nervosa...
- Nessie eu sei que não é a melhor hora pra te perguntar isso. Mas, você não está gravida né? Outra coisa, você vai me contar o que aconteceu hoje na luta? Eu juro, não aguento mais tantos segredos. – sem olhar nos meus olhos ele me perguntou, quase explodindo. E eu sabia o quão ele tinha mudado e o quão difícil era pra ele não explodir aqui e implorar para que lhe dissesse tudo agora sem saber se era um hospital ou não. E isso o feria, o fazia sofrer e era tudo minha culpa.
Não olhei em seus olhos, mas peguei sua mão direita e entrelacei-a na minha. A quentura dele irradiava para minha mão tão pequena e gelada. Ele respirou fundo, assimilando que sim, eu contaria tudo quando estivéssemos em casa. E o vi relaxar quase instantaneamente.
 - Quem é o parente de Claire Young? – perguntou um médico alto e bonito. Ele quase era do tamanho de Jake.
- Eu sou o namorado dela.
- Eu sou a melhor amiga. – eu e Quil respondemos quase no mesmo instante. E o médico olhou somente para mim.
Ouvi o ranger da cadeira onde Jake estava sentado e os braços fortes do meu namorado me enlaçaram pela cintura. Ouvi também um pequeno rosnar saindo da boca de Jake.
- Por favor, me acompanhe. – ele pediu para que nós, o acompanhasse até a enfermaria, onde percebemos que Claire estava deitada em uma maca.
Ela sorria e automaticamente relaxei nos braços de Jake.
- Srta. Young está bem, fora só um desmaio causado por um estresse. Porém, peço que preste atenção nesse estresse todo. Não faz bem para o feto. Mas ele está ótimo... - Quil gritou assim que o médico começou a falar e Claire arregalou os olhos.
Jake também arregalou os olhos e depois me olhou com uma cara que tinha caído à ficha do porque eu fora vista comprando testes de gravidez.
- Eu entendi bem? Feto? Bebê? – Quil perguntava gritando.
- Fale baixo Quil! – Claire se irritou.
- Como fale baixo? O médico me fala na cara dura que eu serei pai e pelo jeito eu era o único que não sabia e você ainda quer que eu fale baixo? – Quil estava nervoso pela descoberta. Pelo menos ele não perguntou de quem era o filho.

 - Calma aí Quil! Eu também não sabia... – Jake fez questão de se eximir da culpa.
- Acho melhor deixar-nos em paz para conversar sobre isso. – eu disse o mais tranquila possível.
- É mesmo. – Jake prontamente concordou.
Quil e Claire não disseram mais nada e só ficaram olhando um para o outro. O médico continuou lá para dar-lhes alguns avisos.
Jake assim que saímos do hospital, respirou fundo cansado. A noite não foi uma das melhores.
Ele me parou e me olhou. Seu supercilio ainda estava manchado de sangue. E ele nem percebeu.
- Eu não estou gravida. Mesmo que eu tivesse o pai seria você. Mas é impossível por enquanto... – eu sorri de leve. – Nos cuidamos bem e precisamos continuar assim, não precisamos de dois bebês na mesma casa. Não ainda né? – eu pisquei. Ele assentiu ainda olhando para os meus olhos.
- Fico aliviado de saber que não está gravida. Quero ser o primeiro, a saber, quando acontecer. – ele suspirou. – Mas mesmo não sendo verdade isso, eu pensei por um momento que um filho, só nosso, seria lindo né? – ele riu um pouco, e nossa, como eu amava quando ele ria.
- Ele será lindo, quando for à hora dele vir. – e então eu abracei-o fortemente. – Obrigada. Por tudo que fez hoje... Eu sei que foi difícil não poder me tocar enquanto chorava, atender meu chamado quando pedir para parar de bater no filho do Brandile, assim como foi muito difícil deixa-lo sair sem um único soco. Você me surpreende a cada dia, a cada segundo... Eu quero você bem, mesmo que seja brigando e batendo em quem quiser. Eu vou dizer-lhe o que aconteceu comigo... Tudo que eu escondi de você e da maioria das pessoas. Mas, não quero que isso nos destruía. Só que nos una ainda mais.
- Não vai... – ele pegou meu rosto em suas mãos e ali eu não tinha mais frio. – Nada irá fazer-me te amar menos ou lutar para que dê certo pra sempre.
- Eu sei. Mas... Meu medo é te destruir... Só um grito meu já te desestabilizou, você quase perdeu por minha causa... Eu te quero igual te conheci, eu te quero forte e não fraco por causa da minha segurança. Eu sei me cuidar e aprendi muito nova... Tudo que aconteceu... Tudo que deveria ser feito na época, fora feito... Não precisa se preocupar, todas as cicatrizes foram bem cicatrizadas quando você apareceu na minha vida.
Ele só assentiu e não prometeu mais nada. Porém eu sabia o quão era difícil reprimir a vontade de matar quem nos faz mal.
Montei na garupa da moto e como sempre Jake colocou o capacete cuidadosamente na minha cabeça, fechando-o logo em seguida.
Assim que ele percebeu que estava segura, ele colocou o capacete dele abotoando folgosamente. Ele subiu, assumindo o posto de motorista e eu enlacei meus braços na sua cintura e me alinhei preguiçosamente em seu corpo, enquanto ele ligava e dava partida na mesma.
Hoje se demorou mais para chegar a casa. Jake dirigia quase com uma mão só, sempre que possível à outra estava junto com as minhas, certificando que eu estava lá.
 Adentramos a casa e logo baixinho veio correndo em nossa direção. Ele já estava com saudade e eu sorri pegando-o no colo. Jake passou a mão nele, brincando enquanto ele latia feliz por termos chegado.
Logo Jake foi tomar banho para tirar tudo que ainda restava de sangue em seu rosto.
Decidi fazer-lhe uma surpresa, tomando banho junto com ele.
Desfiz das minhas roupas e enquanto ele estava de costas para a entrada entreaberta do boxe. Na fresta que ele deixou – o que poderia facilmente passar – entrei no cubico onde com o tamanho de Jake fazia-nos ficar bem perto. Passei meus braços no contorno do seu tronco, abraçando-o logo em seguida.
- Baixinha... – sua voz era rouca e excitada como eu gostava. – Quer tomar banho é? – ele se virou e senti seu membro roçar na minha barriga. Já estava duro. Arfei assentindo. – Então te darei o melhor banho... Lavando tudo que o passado deixou, para cicatrizar e amar-lhe como não houvesse mais nada diante dessa noite...
...
Estávamos na cama, ainda enrolados ao fino lençol que nos cobria.
Ele olhava fixamente para mim, e eu ainda arfava pelo banho e pelo pós-banho que ele me proporcionou.
Não poderia estar mais feliz, porém a verdade teria que vir a tona hoje e talvez isso mudaria tudo.
- O que aconteceu? Quero saber da sua vida, do que te fez temer tantas coisas sendo tão forte. Quero saber quem te fez ter-lhe medo e designar aquele olhar de suplica, sempre mantendo a armadura por perto. Quero conhecer seus medos, quero saber o te faz feliz e quero te proporcionar o melhor da felicidade... – pela primeira vez Jake perguntará abertamente o que me fez vir pra cá, o que me fez ficar tão temerosa com a nossa aproximação.
- Tudo começou quando tinha doze anos... – só de lembrar-se daquela data fazia-me marejar com as lagrimas brotando tão facilmente. – Eu tinha uma vida maravilhosa, a que toda criança deveria ter. Fazia natação, balé e luta livre. – eu ri um pouco. – meu pai sempre que podia me via nas competições. Fora ele que me ensinou a nadar, nos finais de semana que ele estava em casa... Meu pai era Edward Cullen – os olhos de Jake se arregalaram sem entender por que eu teria escondido isso dele. – Sim, ele era um dos maiores boxeadores que a América já teve. Porém, cada derrota mina. Ele começou a perder depois de uma cirurgia no joelho esquerdo, depois veio uma perna quebrada e mais derrotas...
“Com o passar do tempo o dinheiro ficou escasso... Não dava para pagar tudo que eu e minha mãe consumíamos. Principalmente ela que é viciada em roupas de grife, sapatos de milhão, joias de safira e etc.”
“Então próximo dele completar 35 anos, ele se matou no escritório com um tiro na boca. Lembro-me da gritaria que sucedeu a morte dele. Minha mãe falava que ele era um fracassado, um perdedor, que se arrependia de ter casado com ele, que estava cansada de ter que economizar e que arrumaria um pai melhor para a criança que ele colocou no mundo, porque ele era o pior pai e marido que alguém poderia ter. Lembro-me de vê-lo caído no meio do escritório, com os olhos abertos parecendo que olhava para mim pedindo desculpas pelo que fez... Eu queria toca-lo e dizer que nada daquilo era verdadeiro, que ele era o pai mais maravilhoso que alguém poderia ter.... Mas era tarde...”
Os braços de Jake me enlaçaram procurando dar-me o conforto enquanto soluçava, ainda podia ver o rosto do meu pai desfigurado e seus olhos clamando perdão.
“Depois tudo mudou. Minha mãe tirou-me da natação e do balé, deixando-me só com as lutas, disse que eu era melhor nisso e que eu sim daria o dinheiro que ela precisava. Com 14 anos ela contratou o primeiro técnico, era o Andrew e ele sempre fora muito carinhoso e bondoso. Aprendia o certo, porém, aprendia muito devagar. As vitorias vinham muito demoradas. Minha mãe achou melhor trocar, então com 15 anos Brandile apareceu dando a certeza a minha mãe que eu seria uma campeã.”
Senti o corpo de Jake tencionar na hora que pronunciei o nome do meu violador. Eu podia ver em seus olhos o quanto queria matar Brandile,
“Nos primeiros meses, fora tudo muito bem e o método dele era mais eficaz do que de Andrew, ele era mais rígido, mas nunca tinha passado disso. Eu treinava com o seu filho da mesma idade. Eu sempre achei David muito quieto e depois de algum tempo, descobri o porquê.”
“Num dia bem chuvoso, David não tinha vindo, só eu e o Brandile treinava no complexo. Acabou o treino e fui tomar banho, um erro é claro. Ele viu a oportunidade perfeita. Ele me imobilizou e se aproveitou de mim. Eu não queria, juro que não queria, tentava e tentava – os olhos de Jake ficaram negros e inalcançáveis. – Mas nada adiantava... Fora assim que minha tortura começou... Não podia falar nada a minha mãe, ela não acreditaria em mim. Ela só veria as cifras entrando. Ele dizia que sem ele eu não era nada. Que eu era igual ao meu pai, uma fracassada e que minha mãe me abandonaria caso ele saísse. E que ele poderia ser muito perigoso caso eu contasse a alguém sobre isso, que ele tiraria todos que eu amava. Então aguentei, não porque queria, sentia nojo, sentia impotência e sentia-me fraca por não conseguir fazer nada.”
“Isso durou quase três anos. Até que Claire, sim, ela é minha irmã praticamente, nos conhecemos desde que nascemos, mas nunca contei a ela nada. Até que um dia ela fora no meu treino, viu como ele me olhava como o filho dele era e principalmente o olhar malicioso que ele tinha para todas, inclusive para ela. Ai ela percebeu que a minha mudança de atitude há tanto tempo era por causa dele. Colocou-me na parede e eu confessei a ela, implorando para que ela não contasse nada pra ninguém. Mas ela mexeu os pauzinhos dela, e em uma semana conseguiu prender Brandile. Conversando com o pai, com a mãe que é advogada. Ela conversava comigo com um gravador na qual eu falava o que acontecia, comigo e com o filho dele. E ai eles conseguiram prender ele. Libertando-me dele....”
- Porque ele não está preso agora? – as palavras de Jacob foram como um soco, que eu era culpada.
- Eu tirei a queixa. Minha mãe não pagava os honorários dele há meses, iriamos enfrentar um processo bem grande e Brandile me ameaçou dizendo que ele sairia e me buscaria no inferno para pagar pelo que eu fiz. Para pagar a divida eu tirei a queixa, porém com um mandato de distância de quase 5 quilômetros longe de mim. Depois disso nunca mais olhei para ele. Pelo menos cumpriu com a sua palavra...
- Como pode deixa-lo impune com o que ele te fez?
- Eu sempre fui mais fraca do que queria, sempre tive que bancar minha mãe... E suas burradas. Não podia fazer com que ele acabasse com ela, mesmo sendo uma péssima mãe, ela é minha mãe. Eu sempre errei demais.
Ele balançava a cabeça não acreditando no que eu tinha tido a ele.
- Ele pode tentar alguma coisa contra você... Ele estava a cinco metros de você... Sem você perceber.
- Ele queria a vitória, ele deve ter visto eu com você em alguma das fotos que circulam, ele queria que o filho dele ganhasse. Por ventura, ele me encontrou e deve ter pesquisado bem até achar que eu era o seu ponto fraco. Ele não vai fazer nada. Ele não pode...
- Ele já fez! Deveria estar morto, estrangulado e sangrento.
- Isso acabou! Não tem como eu voltar no passado e apagar, mas as cicatrizes estão bem alinhadas com você, não as faça renascer querendo vingança. Eu já as quis e quase me matei por isso.
- Como assim, ele fez alguma coisa depois de que foi preso? – Jake se levantou não aguentando ficar sentado.
- Não. Minha vingança era contra mim. Depois que Brandile sumiu, eu comecei a perder, antes era campeã mundial de boxer até 57 quilos. Depois, tudo fora embora, eu não conseguia lutar, não conseguia me concentrar e os erros foram se sucedendo, assim como as bebidas, as festas, as brigas. Eu ganhava mais luta quando não valia do que quando valia... E ai foi acabando o prestigio. Até que não sobrou nada. Vendi tudo que eu conquistei, para pagar evidentemente as dívidas da minha mãe... Eu só ia me afundando na bebida, queria morrer assim como meu pai fez. Achava que era melhor assim.
“Num dia ensolarado eu surtei depois de ser banida do boxer profissional por causa de substancias proibidas, não tendo mais nada, eu tentei me matar com antidepressivos...” – Jake nesse instante se sentou novamente seus braços tremiam. – Foi por pouco, mas não era a minha hora...
“Claire então me obrigou a fazer terapia e ai minha vida mudou. Há mais ou menos oito meses, comecei novamente a nadar, andar e pensar só nos estudos. Claire logo percebeu para que pudesse viver de verdade, deveria sair de perto da minha mãe. Decidiu que a gente viria pra cá estudar, já que ao fazer o vestibular passei em algumas faculdades. Claire, claro, escolheu a mais longe que encontrou e viemos. Ainda me sobrava uma boa quantia. Dei um pouco para minha mãe e lhe disse que não voltaria pra casa. Que era pra ela se virar e prestar atenção na vida já que a pensão que recebia do meu pai era bem gorda e daria pra ela sobreviver sem mim. Ela quase me bateu naquele dia, me xingou e disse que eu não era mais a filha dela e que eu era igual ao meu pai, uma perdedora.”
Suspirei parecendo que tinha tirado um peso das minhas costas.
- Ah, sou Renesmee Swan Cullen, mas adotei o Swan para minha mãe não me achar, ela pensa que só existe o Cullen e para não me associarem ao meu pai. Não quero escutar coisas dolorosas, não porque sinto vergonha pelo que ele fez ou o que ele era, é porque meu pai era tudo na minha vida e eu o perdi, quero guarda-lo assim no meu coração pra sempre.
Depois de alguns segundos só escutávamos o chiado do sono do baixinho que dormia tranquilamente na cama dele.
Jake parecia assimilar tudo que eu tinha dito, contei a ele tudo que só Claire sabia. E ele parecia pensar e pensar.
- Entendo perfeitamente no que deve estar pensando... Eu não sou a menina que conheceu... Eu sou só uma perdedora que não soube ganhar e acabar com seu algoz uma vez sequer... – quando vi a mão de Jake estava na minha boca, sem dizer nada ele me pegou no colo. Como um bebê.
- Nunca diga isso. Você superou tudo isso! Você está aqui viva depois de tudo... Mesmo não tendo uma mãe boa, mesmo perdendo seu pai quando era uma menina, mesmo depois de ser estuprada por um cara sem um pingo de amor no coração, mesmo depois das derrotas, mesmo depois de quase morrer, você está aqui e é muito mais vencedora do que todos aqui, do que muitos que fingem serem melhores, mas não são. Você sempre será minha melhor lutadora e minha ganhadora. Você é minha baixinha que supera tudo. Acima de tudo. – e seus olhos eram brilhosos enquanto dizia essas palavras tão carinhosas, ele sentia orgulho e passava no olhar, no modo de falar tudo que sentia.
- Tudo isso devo a você. Só você foi capaz de conhecer e fazer a Renesmee verdadeira desabrochar. Você foi minha melhor escolha, minha melhor vitória. – coloquei minhas mãos em seus braços e sentei em cima dele, um arfar alto ele soltou. – eu tinha medo... Jurei a mim mesma nunca me apaixonar por um lutador, não aguentaria sofrer tudo que eu e meu pai sofremos novamente. Mas, você com esse olhar, com esse corpo, com o seu carinho, foi minando toda armadura que durei anos para construir. Em apenas um mês eu já estava louca por você... Apaixonada, e nada mais importava... – eu beijei seus lábios. – A não ser você estando aqui ao meu lado. Não suporto vendo-o sofrer, vendo-o longe por algumas horas. Eu quero, e vou querer para sempre você aqui ao meu lado e construiremos um lar solido e feliz. Pois, eu sou feliz com você, como há tempos não era. Talvez  como nunca fui e lhe agradeço por isso. Você é minha melhor escolha e não me arrependo dela.
 Jake me abraçou e beijou-me o rosto todo, descendo pelo pescoço, louco de desejo, feliz com o que eu tinha falado... Amando-me, do jeito que eu buscava desde que meu pai se foi. O carinho, o amor sendo explicito em modos simples, porem amorosos e inesquecíveis. Eu não poderia ser mais feliz, ele tinha me aceitado mesmo com o passado que carregava.
...
No instante que quase pegava no sono, a campainha tocou...
Olhei no relógio eram quase 3 da manhã. Claire e Quil não tinham chegado ainda. Talvez sejam eles, já que não me lembro deles terem pegado as chaves quando saímos da luta.
Jake acordou, ele já estava dormindo há algum tempo.
- Deixe, que eu vou. – ele respondeu levantando tropeçando nas coisas, colocou rapidamente o short e resmungou – Esse bebê já está dando trabalho – e bocejou com sono.
Eu que não deixaria Jake ir sem caminha – detalhe: SOZINHO – abrir a porta. Poderia ser também algumas das suas ex-piriguetes.
 Levantei-me rapidamente e coloquei um robe por cima da minha nudez e fui até a porta de casa.
Antes de ver quem estava à porta escutei uma voz, era muito conhecida e impossível de escutar aqui tão longe da onde ela deveria estar.
- Renesmee Cullen! Ela é minha filha, eu preciso falar com ela. – Minha mãe estava à porta, seus cabelos bagunçados diferentes, roupas glamorosas demais, porém sujas. O que ela estava fazendo aqui? Como me encontrou?
Eu pensei que estava longe dela, longe da destruição que ela causava.
Mero engano, ela me encontraria onde quer que eu esteja.
- O que você está fazendo aqui, mãe? – eu perguntei, minha voz fina quase não saiu da boca.
Ela passou por Jake que nada pode fazer, veio ao meu encontro e me chocalhou com seus braços magros demais. Poderiam quebrar se colocasse mais força tentando me ferir.
- Preciso da sua ajuda. Preciso que ganhe uma luta, pra saldar uma divida... Senão eu morro. Eles vão me matar! Você tem que me ajudar! – ela suplicava e eu não sabia o que fazer, minha mãe me suplicando outra luta e o pior, eu teria que ganhar para nos salvar.
Abracei minha mãe e ela enlaçou os braços tão pequenos na minha cintura e desabou de chorar, olhei para Jake que ainda estava estático, mas com medo, porque ele sabia que era ganhar ou morrer nessa luta.
Dessa vez era ganhar, era lutar e vencer...
Mesmo sendo ela, eu nunca deixaria minha mãe morrer sem fazer nada para ajudar mesmo que isso custasse minha vida...



3 comentários:

  1. Nossa a nessie realmente é uma "baixinha" guerreira... Ela e Jacob juntos são muito fofos. E a mãe dela? Uma maluca! Hummm será q a nessie vai lutar???? Espero ansiosa pelo próximo capítulo!!!!!!

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário! A sua opinião sobre as fanfics é muito importante para que os autores continuem escrevendo. Fale sobre o mais gostou, sobre o que espera ler nos capítulos seguintes. Comente sobre seus personagens favoritos e os que mais detesta. Não deixe de comentar, seja mais ativo e evite que as fanfics entrem em hiatos por desmotivação da autora em escrever. Não seja um leitores fantasma. Comente agora mesmo!

DEIXE SEU RECADO!

SITE DE NOTICIAS - TAYLOR LAUTNER MANIA