24 setembro 2015

Fanfiction: O MENTALISTA - Capítulo 4: My wish

Fanfic por: Val Barreto|Capa: Jessica Keli |Beta: Joyce Cruz.

Ouça a Trilha sonora do capítulo: My wish – Rascal Flatts:

“Aqueles que reprimem o desejo, assim o fazem porque o seu desejo é fraco o suficiente para ser reprimido”. (William Blake).


Taylor não havia conseguido provar sua inocência apenas com sua palavra e poderia ser mantido preso por 72 horas. Caso não confessasse ou tivesse provas diretas, seria liberado para responder pelo crime em liberdade até que a sentença fosse divulgada.

Seu advogado era muito competente, daqueles que cobram mil dólares por hora, e Rigsby estava disposto a fazer Taylor gastar um pouco do dinheiro dele.
        
Van Pelt teve alguns momentos a sós com o Taylor para dirigir-lhe as perguntas que queria realmente fazer.

— Olá! – Disse Van Pelt, aproximando-se.

— Oi, agente! – Taylor respondeu, acomodando-se na cadeira.

— Pode me chamar de Van Pelt. – Ela disse, corrigindo-o.

— Qual o seu primeiro nome? – Taylor indagou olhando quando ela se sentou na cadeira em frente a ele, calmamente.

— Grace... – Respondeu ela, estranhando o súbito interesse do Taylor.

— Grace Van Pelt é um belo nome! – Ele elogiou, relaxando o ombro.

— Obrigada! – Agradeceu Van Pelt, olhando-o nos olhos.

— Não por isso. – Taylor respondeu, suspirando fundo.

— O que aconteceu? – Van Pelt perguntou vendo-o cansado, mas, interessada em saber informalmente a perspectiva do Taylor sobre os últimos acontecimentos.

— A garota gostava do garoto, mas, o garoto não gostava da garota, então, ela foi morta e ele levou a culpa. Foi isso que aconteceu. – Disse Taylor, seguido de uma longa respiração e angústia.
                                                                                             
— Eu sinto muito por isso! É horrível!

— O que uma agente como você sabe sobre isso? Você nunca deve ter tido problemas com a lei.

— Está enganado. Eu matei o meu noivo.

— Meu Deus, deve ter sido horrível!

— Sim foi. Não vai me perguntar por que eu o matei?

— Ele ter sido muito malvado. – Taylor brincou, timidamente.

— Ele foi.

— Eu não matei Marie.

— Eu acredito em você.

— Finalmente alguém acredita na minha inocência.

— É complicado explicar como sei disso. – Van Pelt, acrescentou.

— Como assim? – Taylor perguntou, curioso.

— Eu não vejo um brilho flamejante em seus olhos. Eu sentia que meu noivo tinha algo sombrio, mas, escolhi ignorar e pessoas com as quais eu me importo pagaram por isso.

— Você estava apaixonada Van Pelt, isso deixa qualquer um cego.

— Eu vejo tudo muito claro agora. Quando relembro parece que foi um sonho ruim. Às vezes, parece que eu não era eu. – Van Pelt revelou.

— Era você sim. Eu sei como é isso. Fazemos coisas que nunca supúnhamos fazer e, então, é como se não nos conhecêssemos.

— Já sentiu falta de quem você era? – Van Pelt indagou fechando o bloco de anotações.

— Sim. Sinto falta de quando eu não tinha que me sujeitar a certas coisas para realizar meus sonhos.

— Está falando dos jogos de Hollywood?

— Estou, mas, eu tomei uma decisão. A fama é como fogo: você pensa que só sentiu o cheiro da fumaça, mas, quando percebe está sendo consumido pelas chamas.

— Eu imagino. Devem ter coisas boas, não é?

— Os fãs são a única coisa boa. O dinheiro perde parte do valor quando se perde a privacidade e não pode gastá-lo como gostaria.

— Eu não conseguiria ser observada e fotografada o tempo todo.

— É complicado.

— Minha profissão não é fácil também. Posso ser baleada, exige risco.

— Posso te fazer uma pergunta um pouco íntima? – Taylor perguntou franzindo a sobrancelha e desarmando Van Pelt de qualquer tentava de dizer não.

— Pode.

— Você namora o agente Rigsby?

— Não, não. – Negou constrangida.

— Ele é apaixonado por você. – Taylor comentou com um sorriso bobo.

— Por que acha isso?

— Porque ele fuzila com os olhos qualquer um que olhe para você.

— Ele é um colega de trabalho. A CBI não permite relações entre agentes da mesma divisão.

— É só por isso que não estão juntos?

— Não.

— Okay, me desculpe. – Taylor encerrou o assunto após satisfazer sua curiosidade, não querendo ser mais indiscreto ainda.

— Como é sua relação com Thompson? – Van Pelt perguntou voltando ao foco.

— Não existe relação. Só sabemos que Thompson patrocina Tracers 2, mas, nunca nos falamos. Ninguém da equipe falou com ele.

— E como conseguiram esse patrocínio?

— Foi o diretor de Tracers que conseguiu.

— Então Saint, conhece Thompson?                        

— Sim, eles se falaram na noite de estreia, porém, ele teve que sair para ir a outro evento.

— O que fazia no elevador que ia para o quarto 904?

— Eu estava indo impedir Makena de brigar com a Marie. Ela soube das ameaças dela em revelar que era um namoro publicitário no Twitter.

— E como foi?

— Eu não encontrei Makena no quarto.

— Quem estava no quarto?

— Marie e Allison.

— Marie estava com a publicitária antes de morrer?

— Sim. Na verdade, as duas estavam discutindo.

— Sobre o que discutiram?

— Allison queria convencer Marie a não revelar nada.

— Mas, por que tanto segredo? Seria um escândalo, mas, ia passar.

— Havia muito mais que fofoca em jogo.

— Como o quê, por exemplo?

— Eu tinha que pagar uma multa milionária caso isso vazasse por minha culpa. A confirmação de PR’s em Hollywood colocaria em dúvidas muitos outros casais e prejudicaria uma das jogadas de marketing mais antigas da indústria cinematográfica. A minha publicitária nunca mais conseguiria emprego nesse ramo. Marie prejudicaria muitos revelando isso.

— Você hesitou muito em corresponder Marie. Por acaso, havia outra pessoa?

— Sim, havia, mas ela não suportou meu namoro publicitário e rompeu recentemente comigo. – Taylor revelou tristemente.

— Eu lamento.

— Obrigada, mas, estou bem, exceto pela acusação de assassinato. – Agradeceu abatido.

— Se não foi você não tem por que se preocupar, o Jane nunca deixou de encontrar o verdadeiro assassino. Logo saberemos quem foi e você estará livre para voltar para a sua namorada.

— Não tem volta Van Pelt. No meu ramo, eu não posso namorar uma pessoa inflexível. Eu vou ter que fazer isso outras vezes. Não foi a primeira vez e nem será a última.

— Está falando de Lily Collins?

— Como sabe de Lily? Andou pesquisando a meu respeito.

— Na verdade, não. Eu acompanhava sua carreira desde o início, mas, quando entrei para a CBI ficou complicado.

— Eu imagino. Muitos crimes.

— Sim, muitos! Sem falar no serial Killer que chocou a Califórnia. A nossa divisão está com o caso dele.

— Red John?

— Sabe sobre ele?

— Eu vi no noticiário, mas, não me aprofundei.

— Sorte sua. – Van Pelt falou recordando uma memória ruim.

Eles estavam concentrados na conversa, mas foram interrompidos quando Patrick entrou pela porta e chamou Van Pelt para falar com ela. O seu nervosismo foi súbito, ela torcia para que ele não tivesse ouvido toda a conversa e parecia constrangida.

— E então? O que descobriu? – Jane indagou, enigmático.

— Acho que a publicitária, Allison, teve motivos para matar Marie.

— Eu também pensei dela. – Disse Jane concordando com Van Pelt.

— Ela perderia muito se Marie revelasse o romance publicitário.

— Perderia sim. Eu notei que você sabe bastante sobre o suspeito.

— Eu sei que não foi ele. – Van Pelt insistiu.

— Sabe?

— Eu não sei explicar, mas, depois do meu noivo, desenvolvi um sentido mais aguçado para observar o comportamento das pessoas, por trás das máscaras. – Disse Van Pelt, em tom rancoroso.

— É fácil ver isso quando você tem contato com mente criminosa. – Disse Jane.

— É mais complicado para você, pois, não sabe quem é o Red John.

— Não é tão difícil. O mal queima como fogo e eu me forço a olhar dentro dessa chama. – Jane falou com o pensamento longe.

— Você vê esse mal em Taylor Lautner? – Van perguntou, incomodada.

— Não acho que ele tenha matado Marie.

— Infelizmente ninguém acredita nisso, além de mim e de você.

— Não importa quem acredita. Eu sei quem matou Marie e esse caso vai estar resolvido pela manhã. – Jane disse confiante e sorridente.

—Quem foi? – Van Pelt inquiriu absorvida.

— Isso estragaria a surpresa. – Jane antecipou com um grande sorriso.

— Vai fazer algum truque, não é?

— O importante é resolver o caso. – Jane encerrou.

— Onde está Lisbon? – Van Pelt indagou.

— Foi interrogar a publicitária. – Jane respondeu.

— Até que parte você ouviu a conversa? – Van Pelt perguntou, preocupada.

— Eu ouvi tudo e confesso que fiquei impressionado com o clima entre vocês. – Jane zombou sorrateiro.

— Não tem clima. Ele só foi gentil. – Van Pelt corrigiu.

— Não há nada que proíba você de sair com ele quando for inocentado.

— Não vamos sair. Não é nada disso. – Van Pelt negou.

— Por que não? Rigsby saiu com aquela suspeita, lembra?

— E você quase saiu com a assassina, lembra?

— Erica Flynn? Ah, não foi nada. Era parte do plano fingir ser seduzido.
                      
— É claro que era. – Van Pelt ironizou.

— Vamos à sala de interrogatório ver o que a publicitária de Taylor Lautner tem a dizer? – Patrick convidou.

— Vamos...         


Patrick e Van Pelt seguiram para a sala de interrogatório na qual Lisbon dirigia perguntas a Allison Garman a fim de encontrar indícios em seu testemunho que provem sua relação com o crime já que ela poderia ter matado Marie caso ela fosse a público revelar o romance fajuto.

O papel de Alisson era cuidar da imagem do Taylor e quando Marie colocou em risco não só a carreira dele, mas também a dela, a situação poderia tê-la levado a cometer o crime.
          
Taylor e Allison seriam os mais prejudicados com a comprovação oficial de romances publicitários em Hollywood. Marie era uma ameaça viva e, como toda ameaça, precisava ser eliminada.

Taylor continuava algemado na sala de detenção da CBI, mas, de algum modo, ele encontrava conforto nas palavras de Van Pelt garantindo que Patrick Jane pegaria o culpado.

Talvez Van Pelt fosse um fio de esperança para Taylor dar fim a todo aquele pesadelo que ele vivia ao ser acusado de assassinado. Ainda era muito cedo para notar qualquer sentimento transpondo em seu coração, mas, era diferente de tudo que ele havia sentido.

Enquanto caminhavam para a sala de interrogatório, Lisbon olhava para Jane com uma sensibilidade profunda, enquanto ele a enchia de ternura em expressões disfarçadas pelo falso deboche que ele fingia e escondia muito bem, mas, não se pode fugir do que sentimos, nem mesmo Patrick Jane com sua inteligência suprema e experiência trágica no amor, pode escapar por todo o tempo.

Em meio ao caos absoluto, surgem os mais recíprocos sentimentos, mostrando que nem tudo está perdido. Em momentos de dor, desespero e desesperança, o amor surge de forma improvável e enleva as experiências humanas surpreendendo a si mesmos.

Em alguns casos, momentos difíceis e situações extremas são cruciais para que a vida seja valorizada. São nesses momentos que descobrimos aqueles que são tão preciosos e merecem um lugar no nosso coração.

Paralelo à confusão, um estranho pode ser a sua salvação.  Sentimentos fraternos podem virar uma paixão avassaladora e quebrar todas as regras, até mesmo aquelas que não deveriam nunca ser quebradas.

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