03 outubro 2015

Fanfiction: Diário dos que já se foram - Capítulo 22: Perto do Fim


Texto/fic: Olga Vitória | Capa: Kep Kat Fanfics | Beta: Dayany Marques

A primeira coisa que aparece são as perguntas.
Por que ainda está correndo? Por que ainda está tentando deixá-los vivos? Por que você não foge?
Por que não a deixa morrer?
Desequilibro-me quando essa pergunta surge em minha mente, nunca deixaria Elena morrer, não deixaria nenhum deles morrer se pudesse evitar. Não sou egoísta, ainda sou humana.
Não havia sinal de Elena em nenhum lugar, enquanto isso a festa no lago continuava, ninguém parecia perceber a minha agitação e Taylor ainda não havia voltado com o tabuleiro. Resolvo que e melhor continuar correndo, mesmo com Isabelle dentro de Elena ela não poderia ir muito longe, não se pudesse evitar. Com o tabuleiro, podia a obrigar a sair do corpo da minha amiga. Olho para todos os lados do lago, tentando achá-la e vejo algo que não fazia sentido. Naquela paisagem, no outro lado do lago, onde não havia ninguém, vejo um formato de silhueta. Perco o fôlego ao perceber quem era. Sem que eu perceba, já estou correndo naquela direção. Bato de frente com várias pessoas, que gritam para mim ou me empurram de volta, mas não deixo que elas me atrapalhem. Ao chegar mais perto, meu pânico aumenta. Elena\ Isabelle estava em um ponto mais alto, e o que me deixou apavorada foi ver as pedras que estavam logo abaixo. Se ela caísse, não seria a água que iria apará-la. Consigo me aproximar um pouco  mais perto e ela da mais um passo em direção a beirada.
Consigo chegar mais perto dela e tomo cuidado para que ela não interprete minha aproximação como perigo.
- Isabelle! - Grito com uma mistura de raiva e medo. Ela da mais um passo em direção a beirada. Então se vira para mim, estou preparada para ver os olhos brancos de Isabelle, mas não são eles que me encaram, são os de Elena.
- Lily! Por favor me ajuda - Elena suplica e as lágrimas caem descontroladamente dos seus olhos.
- Elena?
- Ela vai me obrigar a pular, eu não consigo me controlar. Eu não sei como eu vim parar aqui! - Está tão em pânico quanto eu - Ela está dentro de mim - Coloca a mão no pescoço e o aperta de um jeito não muito gentil, posso ver suas unhas pontudas machucando a pele em alguns pontos.
- Você está se machucando! - Tento dar um passo em sua direção e só fico em desvantagem por ela sempre estar a minha frente em seus passos.
- Não sou eu - Sua voz sai como um sussurro.
- Sou eu - A voz espectral vem acompanhada de um sorriso afetado, Isabelle voltou ao controle.
- Não faça isso, por favor – Imploro, mesmo sabendo que estava falando com um ser que havia matado seus outros amigos pelo simples fato deles não serem perfeitos. Sinto uma enorme raiva crescer em mim, seria capaz de eu mesmo empurrá-la pedra à baixo se ela não estivesse dentro da minha melhor amiga.
- É tão bom ter um corpo novamente, sentir - Deixa um rastro vermelho pelo pescoço de Elena com suas unhas.
- Pare! Não a machuque.
- Isso? Você não sabe o que é machucar! Você não sabe o que é sentir dor. Mas logo vai sentir.
- Não faça nada com Elena, não e culpa dela.
- É culpa de todos vocês! - Sua voz ecoa dentro da minha cabeça - Vou fazê-la pular e ficarei dentro dela enquanto se engasga com o próprio sangue. E quando terminar com ela, virei pegar você.
- Não!
O grito escapa entre meus lábios quando ela dá seu último passo para trás. Não há mais pedra para ampará-la, a última coisa que consigo ouvir é o barulho do impacto do corpo de Elena sobre as pedras.
 ***
Mal vejo as pessoas na minha frente enquanto passo pelo meio da festa. A fogueira havia sido acessa, eles não sabiam que a festa estava prestes a acabar, a polícia logo chegaria. Tenho um leve vislumbre de Taylor na minha frente, mas passo por ele, isso não o impede que venha atrás de mim e segure meu braço.
- Lily? - Vejo o pânico em seus olhos, não sei se por Elena ou pelo estado que eu devia estar. Tinha tropeçado tantas vezes até chegar ali que estar bem era a última coisa que deveria parecer - Onde está Elena? Eu não conseguir encontrar o tal tabuleiro que você disse – Eu provavelmente comecei a chorar, pois ele me puxa e me envolve em seus braços, sinto que poderia desabar naquele minuto e ele me seguraria - Sinto muito - Ele sussurra no meu ouvido.
Me afasto dele.
- Sinto muito? Sinto muito não vai trazer ninguém de volta - As palavras saem antes que possa me conter - Não posso mais fazer isso, só quero ir para casa - Tento passar por ele e novamente sou impedida.
- Não vou deixar você desse jeito.
- E por que não? Ninguém se importa comigo, todos só estão preocupados em salvar a própria pele.
 Algumas das pessoas da festa nos olham e outras tentam pelo menos disfarçar.
- Eu me importo com você, você salvou a minha vida uma vez - Dou uma risada irônica.
- Ótimo, se fosse você pegava o próximo avião para fora do país. Talvez dê certo ou o avião caia.
Não sabia de onde as palavras estavam vindo, mas tinham que funcionar, precisava afastar Taylor. Isabelle tinha feito uma promessa, sabia que eu era a próxima, se não achasse um jeito de ganhar, também não levaria ninguém comigo.
Acho que funciona, a mão dele se afrouxa em meu braço. Taylor balança a cabeça incrédulo.
- Você não está falando sério.
- Não ligo, só quero ir para casa.
- Eu vou te levar para casa - Ele solta meu braço.
- Não preciso de ajuda, de ninguém!
- Você não tem carro Lily, você veio com Elena.
- Eu chamei a polícia, tenho certeza que eles já estão a caminho – Assim como tenho certeza que para eles, Elena se trataria de apenas mais um suicídio. 
***
Assim que Taylor para o carro na porta da minha casa, desço correndo. Viro-me irritada ao ouvir me chamar mas o.
- Lily, Por favor!
- Taylor, obrigada por me trazer em casa. Só quero ficar sozinha - Ele já tinha diminuído a distância entre nós em poucos passos.
- Seus pais estão em casa?
- Não.
- Ótimo, então vou ficar com você. Não vai ficar sozinha.
- Não!
- Não estava pedindo - Arqueia a sobrancelha e passa por mim indo em direção a varanda. Bufo, mas o sigo, não conseguiria me livrar de Taylor tão fácil.
Abro a porta e agradeço pelos meus pais só voltarem no dia seguinte. Entro e posso escutar os passos de Taylor logo atrás de mim e a porta sendo fechada. Não pude deixar de ter uma sensação esquisita ali sozinha com ele, era meio desconfortável, não era só eu que parecia sentir isso, pois ele ainda estava parado na frente da porta.
- Pode sentar se você quiser - Aponto para o sofá - Se quiser alguma coisa pode olhar na geladeira.
Vou em direção a escada.
- Onde você vai?
- Preciso de um banho. Quer vigiar isso também?
Ele revira os olhos, mas parece forçado.
- Só estou tentando proteger você, eu te devo isso.
- Você não me deve nada.
- Eu não fui esmagado por um carro a meses atrás, por que você pulou a tempo de me salvar, Lily.
 Ele se aproxima de mim e sinto a sensação ficar ainda mais intensa
- Você é uma pessoa boa, Lily. Você está tentando nos salvar, mas ninguém se lembra que você também precisa ser salva.
- Não, não preciso, isso tudo começou comigo.
Assusto-me ao sentir seus dedos se entrelaça nos meus, ele já estava perto demais.
- Eu vi o diário no banco de trás do carro de Elena, ele estava aberto, eu li a primeira página. Tudo começou comigo, tudo começou no momento que falei com Isabelle a dois anos. Por isso não vou deixar nada acontecer com você - Nossos rostos estavam próximos, tinha de forma involuntária me aproximado dele também. Suspiro e me afasto.
- Obrigada - Solto sua mão e me viro, subo as escadas correndo. Entro no meu quarto e bato a porta.
- Lily! - Escuto alguém dizer meu nome e sei que não pode ser o Taylor, não vem do lado de fora e sim do lado de dentro. Viro-me devagar no mesmo momento que a luz é acesa.
- Simon! - Ele põe os óculos do lugar de antes e posso ver sua mão tremer, fazendo sombras estranhas na parede.
- Não grite, por favor - Ele se levanta e arruma mais uma vez o óculos - Não vou machucar você.
- Então, o que está fazendo aqui, Simon? - Fico surpreendida por parecer tão controlada.
- Vim contar o que sei sobre o dia que encontrei Isabelle perto do lago. Eu não contei tudo, eu menti.
- Como você entrou aqui, Simon?
- Não é importante. Preciso falar o que eu sei, preciso falar com você.
- Porque agora?
- Você não sabe que dia é hoje? - Faço que não com a cabeça.
- Hoje é o aniversario de morte da Isabelle.

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