11 outubro 2015

Fanfiction: Fighter - Capítulo 11


POV NESSIE
         

          Depois de alguns minutos e ter o braço erguido diante da plateia, finalmente voltei pra minha sala.
          Procurei saber da minha adversária, mas não consegui alcança-la. Mas, eu precisava fazer alguma coisa, senão ela estaria nesse inferno até ter alguém para salva-la. Eu precisava colocá-lo atrás das grades, da onde nunca deveria ter saído. Ele não podia destruir mais vidas.
         Jake ainda continuava com seu braço esquerdo envolta da minha cintura, guiando-me até a cadeira mais próxima, sentei e ele limpou meu rosto carinhosamente. Ainda não acreditava que tinha ganhado a luta e ganhado principalmente do meu medo, do meu passado.

         - Jake, preciso colocá-lo na cadeia... – falei com dificuldade. Mas, Jake logo colocou a mão em meu rosto, olhando dentro dos meus olhos e seus olhos estavam tão orgulhosos e brilhosos, carinhosos e atenciosos, ao mesmo tempo ele sabia do que falava e só assentiu, passando mais uma vez o álcool e o pano em meu rosto, limpando o resquício da luta.
         - Filha... – a voz da minha mãe estava carregada de emoção, ela veio, tirou-me dos braços e mãos carinhosas de Jake e me abraçou. – Estou muito orgulhosa de você... Me desculpe por tudo e obrigada por me salvar. – Sua voz gaguejante.
         Não consegui falar nada, tudo era errado e minha mente ainda estava pensando como na luta, analítica e certeira. Alguma coisa que falasse podia despertar mais uma vez nela o poder de me tirar do conforto e dar a certeza que ela pode fazer qualquer coisa de errado de novo que vai se safar, e eu não podia dar a certeza a ela, mesmo sendo verdade. Ela não podia fazer isso novamente, eu tinha que cura-la assim como eu me curei.
         - QUE LUTA! – Garret entrou na sala onde nos encontrávamos, com um sorriso enorme no rosto e com muito dinheiro na mala em sua mão.  – Você foi maravilhosa Renesmee! Em todos os sentidos. – seus olhos chamuscaram, Jake rosnou, peguei em sua mão para detê-lo de fazer alguma besteira. – Parecia seu pai lutando, mas com um pouco de selvageria. Ele nunca teve tanta gana assim para vencer.
         - Não tente ousar falar do meu pai... – minha voz cresceu de tom. – Você não o conhecia.
         - Selvagem – ele voltou a falar – Assim como Jacob... Vocês ganhariam muito dinheiro, trabalhando comigo. Estamos falando de milhões, não os mil que ganha na sua cidade Jacob. Renesmee, você teria todo o dinheiro para bancar sua mãe. Aceitem minha proposta... – minha mãe me olhou, aquele olhar pedindo para que aceitasse, vendo as cifras nos meus olhos, vendo todas as roupas, champanhe e diamantes na sua frente. Ela não mudaria nunca.
         Mas, para minha surpresa, Jake largou minha mão, cogitando a ideia de aceitar. Era fácil de pensar que daria certo, Jake nunca perdeu, e o dinheiro era fácil e rápido, tudo que qualquer pessoa que não passasse o que eu passei aceitaria. Eu não podia perder Jake... Desse jeito não, eu não aguentaria vê-lo lutar para um agiota que só buscava lucro... E também sabia que Jake não era invencível, e o ponto fraco dele era perceptível e todo mundo podia tentar ganhar dele atingindo-me, eu não iria aguentar ser a derrota dele.
         - Como eu disse Sr. Anseel, essa luta era única. Não farei qualquer acordo de trabalho com você. E nem Jacob fará. Já fiz o que me propus e agora vamos embora e não nos verá mais. – me levantei olhando para Jacob que não estava satisfeito, seu rosto o denunciara. Peguei nos braços de minha mãe, praticamente arrastando-a para fora. – Jake, vamos? – perguntei a Jacob quando percebi que ele não me acompanhará para a porta de saída.
         Há essa altura eu já estava vestida adequadamente e limpa. Jake me acompanhou e antes que saíssemos, Anseel ainda reintegrou a oferta.
         - A proposta ainda está de pé. Podem conversar e decidir, eu espero. Até mais.
         Pegamos um táxi e então minha mãe começou a falar...
         - Você deveria aceitar essa proposta Nessie... Jacob quer e você iria ganhar muito dinheiro. Nós voltaremos a ser ricas. E tudo voltará ao normal. – Os olhos dela brilhavam como diamantes negros.
         Não falei mais nada. Só dirigi a palavra ao motorista, para irmos para a parte oeste da cidade, minha mãe precisava de tratamento.
         Ela não percebeu para onde íamos, Jake não disse uma só letra, ele estava pensativo e eu sabia no que. Ele ainda cogitava a ideia de aceitar a proposta de Anseel. Isso era um problema maior, que eu teria que resolver depois de deixar minha mãe em uma reabilitação para compulsivos.
         Abri a porta do táxi quando o motorista me informou que tínhamos chegado ao endereço informado.
         - Obrigada. Nos espere. – Eu agradeci e o motorista mais uma vez me olhou com um rosto de pura pena. Ele com toda certeza pensaria que tinha apanhado muito do meu namorado e/ou da minha mãe. Mal ele sabia o que eu tinha que passar para estar nesse táxi.
         Tinha certeza que várias histórias ele laborava para explicar meu rosto todo acabado e porque eu estava levando alguém (um dos dois) a uma clínica de reabilitação.
         Jake como um robô me acompanhou quando desci do carro.
         - Porque estamos aqui? – Minha mãe perguntou, Jacob pela primeira vez olhou ao redor e o nome da clínica.
         - Vamos entrar. – eu arrastei minha mãe.  – Isso será pro seu bem e pro meu também. Isso não é normal, você vai se tratar e irei te visitar sempre. Quero você bem e tratada desse vicio compulsivo.
         Minha mãe se desesperou quando caiu a ficha que ela ficaria aqui.
         - Eu não sou uma viciada! – Ela gritou.
         - Você precisa se tratar, nós não vamos ter a vida que papai nos proporcionou durante muitos anos. Você não pode querer comprar as mesmas coisas de mais de dez anos atrás. Eu preciso de você curada, preciso de uma mãe. Quero você sóbria, quero você inteira. Você precisa aceitar, eu quase a perdi pro seu vício e não é sempre que estarei pronta pra te proteger. – Peguei em sua mão. – Preciso que aceite... Eu te amo, mesmo não sendo presente, mesmo depois de todos os acontecimentos. Mas, preciso de você curada.
         Ela olhou em meus olhos, seus olhos castanhos achocolatados, entendendo e repassando os últimos dez anos, repassando a perda de meu pai, minhas lutas, meu trauma, minhas derrotas, e tudo indo embora, só ela querendo novamente voltar ao passado que nos destruiu.
         - Sra. Cullen? Vamos? – Um enfermeiro adentrou a sala onde estávamos, como já tinha anoitecido há algum tempo, a sala estava bem limpa e sem movimento.
         Minha mãe me olhou como se esperasse que eu desistisse disso tudo, mas eu só assenti para que ela fosse com ele e começasse o tratamento.
         - Eu vou. Porque sei que não sou uma boa mãe, mas quero tentar ser, por você. – Ela sorriu e acompanhou o enfermeiro, sussurrando logo em seguida – Eu te amo.
         E eu chorei, porque pela primeira vez tive a certeza que ela falava era verdade, que ela me amava e sabia que não fora uma boa mãe, mas que lutaria, por mim e por nós.
         Pela primeira vez desde que Anseel fez aquela proposta, Jake me tocou, abraçando-me, passando as mãos em meu cabelo e dizendo que era o certo e que iria ficar tudo bem.
         Eu sabia que tinha resolvido alguns dos meus traumas está noite, mas sim, ainda não eram todos. Ainda teria muito pela frente... E o trauma maior seria perder Jake para esse mundo.
...
         Acordei com os braços de Jake ainda sobre minhas costas, ele dormia rígido sobre a cama. Nós ainda estávamos em Detroit e só iriamos embora quando resolvesse o trauma Brandile e falasse com a Tia Emily e o Tio Sam, para tomar conta de minha mãe enquanto estava na faculdade, mas prometi a ela que iria vir sempre, pelo menos duas vezes em cada mês – dos seis meses de tratamento no qual ela ficaria na clínica.
         Jake podia ver que sonhava com a proposta de Anseel e nunca pensei que isso poderia me tira-lo, por que eu sei que não aguentaria, sei também que não aceitaria e que abriria mão dele se ele aceitasse essa proposta, eu não queria vê-lo destruir por minha causa. Quero o meu Jake de volta...
...
         O avião decolou às cinco da tarde.
         Quando adentrei a delegacia da região leste de Detroit já tinha uma denúncia contra Brandile, e para minha surpresa era de Sophia que o denunciou por estrupo e violência contra ela. Ao mesmo tempo em que fiquei feliz por ter mais uma denúncia contra ele, fiquei triste por saber que Sophia quase morreu nas mãos de Brandile ontem à noite depois da luta. Deveria ter tirado a de lá mais rápido do que ele, para protegê-la dele assim como Claire fez comigo.
         Mesmo sabendo da denuncia da Sophia, efetuei a minha contra ele, já que ele burlou a medida de segurança que tinha contra ele, que ele tem que ficar pelo menos 5 quilômetros longe de mim. O que não aconteceu.
         Fiquei aliviada em saber que ele ficaria muitos anos na prisão com a acusação de Sophia, ele merecia muito mais. Mas me contento em ele estar agora preso. Jake também ficou aliviado depois de quase gritar que eu deveria tê-lo deixado acabar com a vida de Brandile quando ele fora pra Forks com o filho. Depois, inclusive, ele teve que explicar essa súbita raiva de Brandile e tomou um belo sermão do delegado que nos atendia.
         Agora Jake estava olhando o céu azul se pondo ao fundo do avião. Ele novamente exibia um semblante sério e pensativo, pensando mais uma vez no que Anseel propôs. Ele só não conservaria comigo agora porque não estávamos sozinhos, mas, sabia que essa conversa não tardaria.
         Deitei em seu ombro, enlaçando minha mão na dele acariciando-a com meus dedos, automaticamente ele relaxou e beijou o topo da minha cabeça suspirando logo em seguida. Aproveitei ao máximo a aproximação, tentando gravar esse momento e o cheiro dele, como uma tatuagem. Pois, sabia que não ganharia quanto a vida que ele queria neste momento e que podia perde-lo ao qualquer momento.
         Eu só queria guarda-lo para mim... Assim, tão meu quanto eu sua... Sem Anseel ditando as regras para ele... Com o amor incondicional dele, com sua pele quente perto da minha, com seu corpo junto ao meu, com sua boca em meus lábios. Eu só queria seu sorriso de volta, pensando em nós e não nessa proposta. Eu queria meu Jake novamente...
         - Eu te amo... Nunca se esqueça disso, ok? – Sussurrei perto do seu coração. As lagrimas já estavam ali entaladas esperando que as deixassem seguir o curso, porém eu as barrei.
         - Eu te amo baixinha. – ele respondeu beijando novamente minha cabeça e suspirando.
         ...
         - SUA DESNATURADA! – Claire veio correndo como se fosse uma maratona para minha direção. Ela me abraçou forte e só não pulou no meu colo porque eu7 não deixei. – Você deveria ter me ligado ontem mesmo, não há menos de quatro horas. Eu fiquei desesperada! Você deveria ter mais consideração por sua melhor amiga que está grávida. – Ela então olhou para meu rosto. – Meu Deus! Você está toda roxa. – choramingou.
         - Claire, calma. – a fiz sentar. E finalmente deixei Jake entrar para dentro, pois ela tinha me barrado na porta e Jake estava atrás. Ela falou um ‘oi’ murcho a Jacob e me puxou para o sofá.
         Quil já tinha me cumprimentado quando abri a porta e agora abraçava forte o primo quase irmão.
         - Eu não queria te assustar. Eu só tinha que resolver algumas coisas.
         - Você disse que era só a luta e que viria no mesmo dia. – ela lembrou do comentário antes da viajem, eu só tinha falado isso na verdade para deixa-la confortável para não querer ir na viajem.
         - Mas, depois tive a ideia de internar minha mãe para cura-la desse vicio compulsivo.
         - Aleluia! – ela simplesmente estava tão eufórica que não me deixava completar uma frase sequer. – Mas, agora me conta tudo, desde que chegou a Detroit.
         E... Sim... Eu ficaria horas contando e ela ficaria horas perguntando tudo que ela imaginava que deixava de falar.
         E eu contaria, uma porque não tinha escolha e outra porque queria adiar o quanto pudesse a conversa com Jake, fingindo que estava tudo bem e que tudo estava como saímos daqui.
         ...
         Tomei um banho e me troquei, nada melhor do que tomar banho em casa. Era revigorante. Antes que acabasse de me vestir, Jake entrou no quarto com gases, pomada e soro. Isso tudo para limpar os machucados na minha cara, hoje ela estava bem melhor e só estava um pouco roxo – não, isso era mentira! Estava muito roxo.
         Jake como um ótimo enfermeiro, limpou bem devagar meu rosto e depois colocou a pomada com a maior serenidade. Sempre focado em seu trabalho e eu focada no seu rosto concentrado.
         - Obrigada. Você é um ótimo enfermeiro. – sorri e me levantei dando um selinho nele.
         Querendo ir para sala logo depois, fui até a porta, quando eu estava abrindo...
         - Nessie, acho que devemos conversar. – ele falou calmo. – Acho que deveríamos pensar melhor na proposta de Anseel. É uma ótima proposta, você voltaria pra sua cidade, poderíamos estudar lá. Claro que não vejo você lutando mais, uma porque não quer e outra, não quero nunca mais a ver em um ringue lutando com outra pessoa. Eu quase morri ali, vendo-a ser machucada e não poder fazer nada. Mas, comigo é diferente! Eu gosto disso... Eu nunca perdi... E nós poderíamos ter uma vida mais confortável, talvez até conseguíssemos ser ricos. É uma grande oportunidade. – ele se mostrava tão empolgado. 
         Suspirei.
         - Então você já se decidiu? – perguntei indo para cama me sentar.
         - Eu não vejo problema em aceitar. Vamos para Detroit e seremos felizes com o dinheiro das lutas, criaremos nossos filhos com tudo que eles quiserem... Você precisa aceitar baixinha...
         - Eu já vivi assim. O que aconteceu? – ele fez menção de se pronunciar – Eu não quero perde-lo, assim como perdi meu pai. Não quero nossos filhos sendo amparados por mim ou Claire depois. Eu quero ser feliz do jeito que vim pra Forks... Fora desse mundo, longe de qualquer ringue. Mesmo assim me apaixonei por você. Não que me arrependa, eu te amo e sempre irei amar. Só que... Não quero isso pra minha vida, não falei nada das suas lutas aqui porque sabia que isso não duraria para vida toda, que você não tinha vinculo com isso. Que a qualquer hora poderia ir embora daquele ringue sem ser penalizado por isso. – respirei fundo mais uma vez engolindo as lagrimas que se formavam sem parar. – Você pensa que você terá sua vida de volta quando não quiser mais fazer isso? Não, nos não teremos. Você não terá nem alma mais. Ele será seu dono, assim que aceitar trabalhar para ele.
         - Não é assim Nessie... Podemos fazer um contrato...
         - Não! Ele é um agiota Jake! Ele não tem empresa formada, isso tudo é as margens da lei.
         - Nessie, eu sei que podemos ser felizes lá e eu não vou morrer por causa desse trabalho. Sei que posso perder algum dia, mas isso nunca aconteceu. E vou lutar para que não aconteça.
         Eu sabia que a decisão de Jake estava tomada. Que ele não deixaria isso morrer, que não largaria a possibilidade de eu aceitar e que agora tudo se encaixaria e que seremos felizes lá e nada ia acontecer novamente. Mas, isso eu não aguentaria, eu não aguentaria vê-lo lá, ficar lá vivendo a mesma vida novamente e ter o medo de que tudo possa acontecer novamente diante dos meus olhos.
         - Você quer realmente isso? – perguntei a ele olhando em seus olhos negros.
         - Sim, é a coisa que mais quero neste momento. – E tudo já não passava de um borrão. Ele já estava cego o bastante para enxergar o que disse.
         - Ok.
         Ele abriu aquele meu sorriso depois que escutou essas palavras, veio até mim, abraçando-me pela cintura, tirando do chão e me rodopiando tamanha era sua felicidade. Era bom vê-lo tão feliz assim e ver seu sorriso sendo dirigido a mim pela ultima vez.
         Eu infelizmente não conseguia aceitar. Mas, precisava fingir que estava, Jake não me deixaria ir e eu não conseguiria ir com ele. Eu precisava ir, sem que ele soubesse, sem que ele sofresse, sem que eu desmoronasse na sua frente. Eu precisava guarda-lo bem na memoria e feliz.
         ...
         Jake foi até a padaria com Quil para comprar um pão que Claire queria.
         Contei a Claire tudo em outro momento que estávamos sozinhas, e ela não queria que eu fosse embora e disse que Jake surtaria. Mas, minha decisão já estava tomada, Jake iria lutar em Detroit e eu ficaria aqui, não atrapalharia seus planos e nem destruiria sua vida indo com ele. Ele poderia amar outras pessoas. Ele poderia me esquecer a qualquer momento.
         Convenci Claire a me levar até um hotel, depois veria onde poderia ficar. Talvez alugasse um quarto em qualquer fraternidade, eu me viraria.
         Mas, tínhamos que ir antes de Jake voltar. Por isso, nos apressamos para sairmos logo depois deles.
         Despedi-me de baixinho soluçando de tanto chorar e ele assim que coloquei no chão chorou junto comigo, porque até ele sabia o que aconteceria.
         Antes de sair, coloquei uma carta em cima de sua cama.
         E então fui embora...
         Sabia que Jake sofreria, mas se recuperaria como sempre se recuperou de tudo. Ele iria atrás do que queria. E eu iria atrás do que vim fazer aqui... Uma vida nova.
         ...
POV JAKE
         - Cara você deveria pensar um pouco mais. Isso não parece ser boa coisa. – Quil ainda tentava colocar na minha cabeça que a história de lutar para Anseel era ruim e que não daria certo.
         Mas eu sentia que daria certo. Até a baixinha aceitou! Imagina se eu iria prestar atenção no que Quil falava.
         Abri a porta achando estranho tudo estar escuro. E depois que vi que o baixinho não parava de chorar, me desesperei.
         - Cadê a baixinha? – perguntei como se ele fosse me falar onde ela estava.
         - Cadê a Claire? Ela não disse que sairia hoje. – Quil também ficou preocupado.
         - Vou ver se ela esta no quarto, vai ver que as duas estão dormindo. – eu tentei parecer confiante. Mas, o pânico se apossou do meu corpo.
         Abri a porta do quarto rezando para ela estar ali só descansando, mas ela não estava. Só uma folha de caderno estava ali no lugar dela.
         Meus olhos se encheram de água, eu a queria aqui.
         Peguei a folha e a abri, passei meus olhos rapidamente pelas palavras dela e desmoronei...
         Jake... Meu amor, não podia falar que não aceitaria ir com você, você não me deixaria ir... Eu não quero ser sua destruição, quero só te dar felicidades. Porém, não consigo ir com você nisso, aceitar isso. Já passei por tantas coisas que não aguentaria perde-lo para ganancia, para um ringue, para o dinheiro e não seremos felizes como você pensa. Quero que saiba que te amo e aceito sua decisão, mas não consigo viver com ela. Seja feliz e nunca esqueça que te amo. Se cuide...
          Ela tinha me abandonado, simplesmente foi embora sem ao menos se despedir. É claro que não a deixaria ir, ela não podia ir embora.
         Nós só precisávamos conversar, eu daria um jeito de a gente ficar junto e aceitar a proposta de Anseel.
         Lagrimas começaram a cair e a raiva por ela ter me deixado se apossou. Eu não fora um nada na vida dela, ela foi embora... Sem olhar pra trás. E ainda dizia que me amava!
         E novamente veio o medo, o medo da perda se meteorizando na minha mente. Eu a tinha perdido. E ela se foi tão rápido...
         Levantei-me acreditando que isso não passava de um pesadelo de merda, as roupas dela estavam ali há menos de duas horas e precisavam estar agora... Corri até o armário e procurei, procurei e não achei as roupas dela, nem as roupas mais minúsculas, não achei. Ela as tinha levado... Não deixando nada para relembrar...
         Esmurrei a porta do armário até ela sair da minha mão, precisa tirar do meu coração minha baixinha, fora isso que ela queria e então mataria qualquer detalhe dela...
         - Jake, cara para com isso! – Quil tentou me barrar, minhas mãos voaram para cama arrancando tudo.
         - Ela foi embora! Ela me destruiu! Ela foi embora... – eu gritava ensandecido querendo algum tipo de método que voltasse no tempo para barrava-la de ir.
         Eu só precisava dela para viver e agora eu não a tinha...
         - Jake, calma, talvez ela só precise pensar! – Quil ainda tentava pegar meus braços.
         - Sai daqui senão vai sobrar pra você... – eu urrei.
         - Cara você vai quebrar a casa inteira desse jeito.
         - É isso que eu quero! Quero destruir tudo! Quero destruir minha vida se isso for possível! – e então taquei o abajur que ela tinha comprado no chão esperando que a dor diminuísse e que eu pudesse ficar como sempre fui, um homem forte sem pontos fracos!
         Eu só a queria de volta, mas ela não voltaria...
         ...
POV NESSIE
         Tinham se passados dois longos dias que não saia do quarto do único hotel que achei em Forks. Eu não tinha mais vida, não ia a faculdade, meu celular desligado depois de inúmeras ligações de Jake. Eu não podia mais escutar seu choro, pois, sabia que fraquejaria e cairia na tentação de voltar. Eu só queria chorar... Eu queria estar com Jake, mas com o Jake que conheci.
         Só os Deuses sabiam o quanto estava sofrendo nessas últimas 48 horas. Claire vinha me dar notícias de Jake sempre que podia e também certificar que eu estava comendo, claro, que eu não estava e ela me forçava a comer enquanto estava aqui.
         Ela me informou que Jake destruiu tudo em casa quando descobriu que fui embora, e mais uma vez desmoronei porque sabia na dor que causaria nele assim que pisasse para fora daquela casa. Mas, sabia que Jake queria ir para Detroit e não desistiria de ir, uma hora ele iria colocar tudo para escanteio e correria atrás do que realmente queria, ser rico em Detroit. Se eu tivesse visto nos olhos dele que tinha uma remota chance dele escolher continuar sua vida aqui, comigo do jeito que estava sem se remoer a vida toda, ficaria e pediria a ele que ficasse e esquecesse isso.
         Mas, vi em seus olhos um brilho que nunca tinha visto e que pensava que não veria nunca, era o brilho da ganancia que durante a minha vida toda, minha mãe me mostrou.
         Mas, sabia que nunca esqueceria de Jake... Porque ele sempre seria o amor da minha vida, a pessoa que mais amaria em toda uma existência. Sabia que seriamos almas gêmeas separadas talvez por mais uma vida e sei que fui feliz como nunca tinha sido desde o momento que ele me salvou naquela luta.
         Ele sempre seria a minha escolha, mas nem sempre estamos prontos para escolhas da pessoa que ama e cabe a você ir ou não ir na escolha dele.
         Mesmo a minha escolha sendo ele, a dele não passava por mim e sei que não seriamos feliz assim.
         - Nessie... – a voz dele cresceu no quarto onde eu estava. E eu já estava ficando louca! Não era possível estar escutando a voz dele e ele estar tão longe. – Nessie, baixinha, por favor, me deixa entrar. – Sua voz era fraca e rouca, ele estava aqui. Não sei como ele me achou, mas estava aqui e aquela voz me desmoronou. Aquela voz, no meu ouvido agora era tão triste, cansada e transbordando a saudade que eu também sentia. – Vamos conversar... – agora era um sussurro.
         - Jake vai embora... – minha voz ainda era mais baixa, porque não queria que ele fosse, eu o queria aqui perto de mim. Meu coração gritava para que deixasse entrar e aceitar tudo.
         - Baixinha – o ouvi cai sobre a porta a forçando. – Juro que não vou mais pra Detroit, não aceitei o convite dele. Nós não precisamos ir, eu só preciso de você. – Ele bateu de leve na porta. Eu queria que ele tivesse a certeza que depois não iria se culpar por não ter ido. – Eu vou embora, mas, por favor, lê essa carta. Eu te amo baixinha.
         Vi um envelope passar por debaixo da porta. Fui até onde estava a carta que ele queria que lesse, pensando que ele poderia estar fazendo alguma coisa de errado.
         O papel era velho, porém bem tratado, percebi que fora aberto poucas vezes.
         Assim que abri percebi que não era uma carta de Jake, era a carta de uma mãe. A mãe dele.
         Querida,
         Fico feliz que esteja lendo essa carta, isso quer dizer que você é uma sortuda e a mulher da vida do meu pequeno lutador Jacob. Você foi a escolhida do meu garoto mais novo.
         Sei que não estou próxima de vocês e que não vou estar ai para acompanhar meus meninos em suas decisões, há essa hora já estarei cuidando de cada um aonde poderei, aonde Deus me deixará protege-los. Mas quero que saiba que aprecio a escolha do meu filho. Sei suas qualidades, pois, descrevi cada uma delas a Jacob quando ele me perguntou como achar uma menina bonita.
         Meu filho é muito bagunceiro, gosta de uma briga e odeia ser contrariado. Mas tudo isso mudou quando você entrou na vida dele. Era assim comigo também, ele poderia brigar o tempo todo, mas quando eu chegava perto dele, ele fazia tudo que eu quisesse. Ele tem um coração de ouro e que luta por aquilo que realmente quer, sempre traça um objetivo. Ele foi criado assim, meus meninos sempre gostavam de ganhar e por isso lutavam para que isso acontecesse. Cada um tem a força que merece e Graças a Deus, minha família tem muita força.
         Cuide do meu menino, ele fora o mais pequeno quando tive que deixa-lo, tinha três anos e senti o seu sofrimento cada vez que ele animado vinha perguntar como eu estava, e sempre dizia que estava melhorando, mas ele sabia que não estava. Só, como eu lhe disse, ele nunca me contrariaria.
         Não vá embora, mesmo que seja difícil a convivência com ele, mesmo que ele não seja o príncipe encantado que você sonhou em encontrar. Não o faça sofrer, ele não merece qualquer mínimo dos sofrimentos. Ele a ama e nunca a faria sofrer, sempre será seu protetor, seu amante, seu companheiro, seu marido. Ele será tudo que você quiser, mas não o decepcione.
         Por fim, peço que abrace bem forte meu menino e o dê um beijo; fale que foi eu que mandei. Estarei sempre os protegendo e desejo a vocês uma família repleta de netos, e felicidade como a minha sempre foi. Nós somos os Black e adorei saber que vai entrar para a nossa família. Seja muito bem-vinda!
         Com amor, Sarah Black.
         Ps: Veja o que ainda tem no envelope. É uma coisa velha, mais muito importante para a nossa família. Espero que aceite.
         Meus olhos já cheios de lágrimas vi o que estava ainda no envelope.
         Era um anel, um anel de noivado, tinha uma pedra azul. Lindo e tinha certeza que o anel era da Dona Sarah.
         Essa era certeza que tinha para saber que Jake tinha nos escolhidos.
         Ele era o amor da minha vida e eu era o dele. Senão ele ainda me daria essa carta se ele não soubesse que eu era sua escolhida.
         Certa que deveria voltar e pedir desculpas por ter ido. Abri a porta do quarto para correr atrás dele onde ele estaria, mas para a minha surpresa ele estava ali na porta me esperando, como sempre. Seus olhos me fitaram e viram as lagrimas.
         - Ah Jake! – minha voz abafada pelo choro, abracei-o assim que pude. Enlaçando meus braços na sua cintura. – Me desculpa... Não ter acreditado que você aceitaria não ir. Mas pensei que era só isso que você queria. Eu não poderia viver aquela vida, e não poderia perde-lo também para isso.
         - Baixinha... – sua boca nos meus cabelos, seus braços também em minha cintura, seu corpo, seu cheiro. Como eu senti falta dele. – Me desculpa ter esquecido que nós não precisamos de dinheiro pra ser felizes. Minha mãe sempre me ensinou isso, vá atrás da sua felicidade e não de dinheiro. Ele nunca será o suficiente se você só pensar nele. Eu me ceguei com a proposta e te deixei ir, porque só pensava no dinheiro e não pensei em nós. Me perdoa minha baixinha. – sua voz carregada de emoção, no meu ouvido.
         - Jake, eu te amo e quero ficar com você. Não preciso te perdoar, você me escolheu e isso é mais do que merecia.
         - Oh minha baixinha, eu te amo tanto. – ele olhou nos meus olhos, passou de leve a mão no meu rosto. – Quero que você seja minha mulher. Você aceita se casar comigo? Sei que nós somos muito novos e que não temos nem uma profissão. Mas te prometo faze-la a pessoa mais feliz do mundo. Sei que nem o anel eu tenho e ... – percebi que ele não tinha lido a carta e tampei a sua boca com um beijo. Ele ficava tão lindo quando não parava de falar.
         - Eu aceito. – sorri. Beijei agora sua bochecha. – Sua mãe mandou isso. – ele abriu a boca. – Sua mãe sabia certinho tudo que o filho se tornou. Ela tem muito orgulho de você, Jake. – seus olhos lacrimejaram. – Eu te amo e aceito ser sua mulher e já temos até um anel. – mostrei-o para ele.
         - Nossa! Mamãe pensou em tudo! Esse era um dos anéis dela. Eu adorava quando ela o colocava. – seu sorriso era o mais lindo de todo o universo. Como eu o amava. – Ela sempre me disse, corra atrás de tudo que você quiser. Você sempre acabará ganhando a luta, mesmo que o resultado seja desfavorável, você sempre será um lutador.
         - Nossos pais tinham pensamentos em comum. O meu falava a mesma coisa enquanto dormia.
         - Por isso, corri atrás de você depois daquela luta, você era o meu objetivo. Te conquistar, porque sabia que era a mulher da minha vida. Aquela com quem construiria minha família, lutando sempre para a nossa felicidade. Lutando junto comigo para sermos felizes. E eu consegui, encontrei a melhor lutadora. Você, minha baixinha, minha mulher.
         Sorri sendo acompanhada por ele, meu eterno lutador. Meu eterno ganhador.
         Sei que seremos felizes, pois lutaremos por isso.
    Lute pela sua felicidade e escolha um lutador para lutarem juntos e conseguirem serem felizes assim como eu e Jake somos.

3 comentários:

  1. ai minha nossa,que capítulo emocionante!! Eu amei amei amei. Eu não sei nem explicar o quanto gosto dessa fic... Eu amo ler e me envolvo muito nas histórias q leio e,essa é uma história de amor,superação,força,muito garra q eu me apaixonei já no primeiro capítulo. Espero ansiosa pelo próximo capítulo,continue,me surpreenda mais um vez♡.♡

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