14 outubro 2015

Fanfiction: O MENTALISTA | Capítulo 7:Skin


Texto/Fic: Val Barreto | Capa: Jessica Keli |Beta: Joyce Cruz.

Trilha sonora desse capítulo: Skin (Rascal Flatts).

“Aquele que se deixa prender por uma Alegria, rasga as asas da vida; Aquele que beija a Alegria enquanto ela voa, vive no amanhecer da Eternidade”. (William Blake).

Olhando Van Gus Saint pelo vidro, Van Pelt estava ansiosa para que ele revelasse como tudo o que aconteceu, mas, foi o agente Cho que conduziu as perguntas. Não havia ninguém mais imparcial e intimidador que ele, com seu jeito sério e direto de interrogar, Saint não teria a mínima chance.


— E então? Conte-nos como tudo aconteceu. – Começou Cho.

— Eu queria que o segundo filme desse certo e estava disposto a qualquer coisa.

— Mesmo matar? – Indagou Cho.

— Eu não queria matá-la, mas, Marie me surpreendeu no quarto quando eu estava tirando o disfarce de Thompson. Ninguém devia estar no quarto, ninguém.

— O que houve quando ela te flagrou?

— Eu disse para ela que tinha colocado todo o meu dinheiro no primeiro filme e que precisava do Thompson para que os outros investidores tivessem confiança e tranquilidade para investir também.

— Continue...

— Eu disse a Marie que assim que tivesse o dinheiro necessário, faria com que o Thompson desaparecesse, mas, ela disse não. Disse que não faria parte disso, que não queria saber de mais golpes publicitários e revelaria tudo na conferência de imprensa que estava acontecendo no térreo.

— Isso arruinaria as coisas para todos, para você, Allison, Taylor...

— Sim. Quando Marie se virou, eu a puxei pelo vestido e ela tentou se soltar... Tentou lutar... Eu a arrastei até sacada e a joguei lá em baixo. Eu não planejei isso! Eu nunca quis que isso acontecesse!

— O que houve depois?

— Eu saí pela escada de incêndio. Ninguém me viu. Então, entrei no meu carro que estava estacionado na esquina e fui embora.

— Marie tinha 29 anos, uma carreira e uma vida inteira pela frente e você a matou porque queria atrair mais investidores para um filme?

— Eu só queria que ela nunca tivesse entrado naquele quarto de hotel.

— Mas, ela entrou. – Disse Cho encarando-o por alguns segundos saindo em seguida da sala de interrogatório.

Van Gus Saint colocou as mãos sobre a cabeça, refletindo sobre o que havia feito e temendo o grande vendaval que viria em sua vida, as lágrimas de arrependimento escorriam pelo rosto. Ele nunca mais se recuperaria, nunca mais produziria nada em Hollywood. Ele teria que viver consigo mesmo vivendo cada dia sabendo que tirou a vida de outra pessoa.

Saint chorou por um longo tempo, seu lamento era alto, seu desespero ecoava pelo corredor das salas de interrogatório, mas, a maior dor não era dele, e sim a da mãe de Marie que estava aos prantos do outro lado do vidro. Ela o veria pagar pelo que fez, mas, nunca veria sua filha novamente.

— Eu não tive tempo o bastante com ela. – Disse a mãe de Marie, dirigindo-se a Jane.

— Vejo que você a amou e a respeitou pelo que ela era. Isso deve valer alguma coisa.  – Disse Jane tocando em seu ombro.

— Obrigada por fazer justiça, senhor Jane. – Disse ela agradecendo quase sem voz e saindo em seguida.

— Então foi o produtor do filme. – Disse Van Pelt.

— O senhor Van Gus Saint produziu mais do que deveria. – Disse Jane.

— Ela era tão jovem. – Lamentou Van Pelt.

— Você já disse tudo ao Taylor Lautner?

— Vou dizer agora.

— Estamos te esperando para nossa tradição. – Disse Jane.

— Eu não vou demorar.

— Certo.             

Van Pelt chegou a sala em que Taylor estava detido. Ele estava sentado, com as mãos cruzada sobre a mesa, parecia refletir sobre algo, talvez sobre Marie, difícil dizer.

— Oi! – Cumprimentou Van Pelt aproximando-se com um semblante mais feliz.

— Oi! Alguma novidade no caso? – Indagou Taylor percebendo o aparente entusiasmo dela.

— Você está livre. O produtor do seu filme, Van Gus Saint, foi quem matou Marie porque ela descobriu que ele fingia ser Thompson, o investidor. Ele queria atrair novos investidores, mas, ela descobriu e ameaçou revelar tudo.

— Meu Deus! Eu não consigo acreditar. – Articulou Taylor, abatido e perplexo com a notícia.

— As pessoas fazem coisas que sequer imaginamos. – Comentou ela.

— Isso tudo é demais pra mim! – Disse Taylor com os olhos cheios de lágrimas.

— Eu sinto muito.  – Falou Van Pelt, acanhada.

— Obrigada. – Ele agradeceu, aflito.

— Não por isso.

— Eu vou para casa, então. – Falou Taylor, levantando-se da mesa.

— Eu vou ficar aqui ainda. A nossa equipe tem uma tradição toda vez que resolve um caso.

— E que tradição, seria essa? – Taylor perguntou interessado.

— Pedimos pizza.

— Deve ser divertido.

— É satisfatório.

— Eu lamento por ter te conhecido nessas circunstâncias. – Revelou Taylor.

— Não teríamos nos conhecido se não tivesse acontecido isso.

— Verdade.

— Foi bom te conhecer pessoalmente, Taylor.

— Igualmente. Tchau.

— Tchau. – Ela disse vendo-o sair pela porta.

Taylor e Van Pelt se olharam acreditando que aquela seria a última vez que se viam. Ele seguiu de cabeça baixa, estava livre, mas, pesaroso por tudo que tinha acontecido.

Van Pelt seguiu em passos lentos até onde estavam Jane, Lisbon, Rigsby e Cho, um vazio ficou em seu coração quando Taylor se foi, mas, ela tinha algo que a consolava: a certeza de que não havia nenhuma possibilidade de algo mais. Ele era um astro de Hollywood e ela uma agente da CBI que detestava holofotes, às vezes, as diferenças são o que há melhor em cada um de nós, mas, tornam tudo mais difícil.

Taylor voltou para casa desolado. Sua família estava à sua espera, mas, a única coisa que ele queria era ficar sozinho. Os dias que se seguiram foram muito difíceis, mas, ele se recuperava conforme o tempo ia passando. Sua inocência havia sido notícia na mídia, mas, ele não tinha vontade de ir à imprensa comentar a morte de Marie.

[...]

~ 3 MESES DEPOIS ~

Taylor ainda tinha o cartão da CBI e resolveu ligar para conversar um pouco com Van Pelt. A atração que houve entre eles era inegável e mesmo eles tendo se conhecido de forma tão desconfortável, ele não conseguia tirá-la da cabeça.

Taylor ligou no telefone de Lisbon, mas, assim que ela soube que era Taylor, passou o telefone para Van Pelt, enquanto ela observava sem graça o semblante de Jane. Era como se ele já esperasse pela ligação. Jane não disse nada, apenas sorriu e foi em busca de uma xícara de chá.

— Alô? – Disse Van Pelt, envergonhada diante de Lisbon, sua chefe.

— Alô, desculpe ligar assim. Eu gostaria de saber se você aceita jantar comigo.

— Jantar? – Indagou Van Pelt, surpresa e vendo a cara de desaprovação de Rigsby.

— Sim, você pode escolher o restaurante, eu só quero agradecer por ajudar a provar minha inocência. – Disse Taylor.

— Eu só fiz o meu trabalho, não precisa agradecer. – Ela discordou.

— Eu sei, mas... desculpas à parte, eu quero conhecer você melhor.

— Está bem. Eu aceito. – Concordou Van Pelt.

— Okay, quando você está de folga?

— Na sexta-feira. – Respondeu ela.

— Está ótimo para mim. – Disse Taylor.

— Combinado, então.

— Onde eu te busco?

— Não... A gente se encontra lá.

— Então me diga onde.

— Se não se importar, poderia ser na sua casa?

— Claro! Sem problema! Mas, você foi à casa dos meus pais aquele dia.

— Você pode me esperar lá? Sua casa fica longe da casa dos seus pais?

— Não. Fica no mesmo bairro. É perto.

— Então, tá. Até sexta. – Disse Van Pelt.      

— Até sexta. – Disse Taylor desligando.


Taylor finalmente resolveu dar o primeiro passo, mas, ainda havia um grande caminho pela frente. Não importava o quanto ele estivesse nervoso por estar com alguém fora dos padrões de mulheres que ele costuma sair, Val Pelt não era cantora, nem atriz, dançarina ou modelo, entretanto, ela conseguiu atraí-lo no instante em que seus olhares se cruzaram.

Van Pelt estava ainda mais nervosa e ansiosa. Durante os dias que antecederam o encontro, ela estava incomodada com os olhares especulativos na CBI e ignorava os intensos closes de Rigsby que estava esperando apenas o momento certo para tentar convencê-la a não se envolver no mundo do Taylor.


Continua...  

8 comentários:

  1. Até que enfim eles vão ter um encontro que não seja por causa do trabalho dela!!!
    Eles precisam ficar junto logo!
    Mas esse Rigsby mesmo eu entendendo que ele gosta dela, me parece muito intrometido por querer sempre entrar no meio e atrapalhar quando se trata da Van e do Taylor. Quer dizer, deve ser ruim gostar de alguém e não ser correspondido, mas não tem como obrigar alguém a gostar de dele e nem adianta tentar afastar qualquer um que interesse a essa pessoa não vai fazê-la enxergar ele da forma que ele quer.
    Sou dessas que acredita que quando você gosta mesmo de uma pessoa, vai querer vê-la feliz com ou sem você e vai aceitar o fato de que essa pessoa não é obrigada a te corresponder, pra mim o amor é algo desinteressado. Se o Rigsby age assim, é porque ele não se importa com ela a ponto de querer vê-la feliz seja com quem for.
    Pronto, falei demais kkkkkkk
    Só uma última coisinha: Quero Hot daqueles que só você sabe fazer!!!

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    1. kkkkkkkkkkkkk ai ai Isabela Santos. Coitado do Rigsby! Obrigada por todo o comentário, quanto mais melhor. Adoro comentário grande. Já está pensando no hot, hein?! Haha.

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  2. Nossa finalmente eles vão se conheçer melhor continua estou ansiosa pelo próximo cápitulo

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  3. alo. lene?
    oi tay
    eu gostaria de saber se vc aceita sair pra jnta comigo?


    CLAROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

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  4. alo. lene?
    oi tay
    eu gostaria de saber se vc aceita sair pra jnta comigo?


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