28 outubro 2015

Fanfiction: O MENTALISTA - Capítulo 9: God bless the broken road


Capa: Jessica Keli |Texto\Fic: Val Barreto | Beta: Joyce Cruz.


Trilha sonora do capítulo:

“Tudo o que vive não vive só, nem para si mesmo”. (William Blake).

         Rigsby não conseguia se manter parado na cadeira, ele só conseguia pensar em Van Pelt com o Taylor naquele exato momento. Um sentimento de impotência e ciúmes o tomava. Ele sentia sensações que fazem qualquer um perder a cabeça.
         Cho o observava andando de um lado para o outro, mas, tentava fazer seu trabalho sem que Rigsby, totalmente transtornado, interferisse nele. Aquela estava sendo uma noite calma, sem nenhum caso, mas, ninguém tinha mais tranquilidade do que Van Pelt e Taylor.

         Van Pelt dirigiu até em casa. Ela estava feliz por não ter feito nenhuma bobagem, pois, sabia que poderia, pelo menos, tentar levar uma vida normal depois de todo o desastre que sua vida amorosa havia sido até bem pouco tempo atrás.
         Ela deitou em sua cama e, assim como Taylor, não conseguiu dormir. Eles ficaram deitamos na cama ouvindo a chuva fina que caía sobre o telhado e, entre os muitos pensamentos cruzados, adormeceram com a esperança de que em outra noite não tivessem que estar tão sozinhos.

[...]

         O despertador tocava para acordar Van Pelt para mais um dia de trabalho na CBI, mas, ela já estava de pé e pronta para ir, assim que achasse as chaves do carro que estavam perdidas entre seus livros espalhados sobre a mesa e o sofá da sala.
          Chegando à CBI, avistou Jane que estava com sua xícara nas mãos tomando seu chá matinal. Van Pelt se aproximou de Jane ignorando o olhar de Rigsby e Cho e atravessou a sala meio sem graça.

— Como sabia que ele gosta de azul? – Indagou Van Pelt sobre a dica de Jane para que ela usasse azul no seu encontro com Taylor.

— Telepatia. – Respondeu Jane com um sorriso.

— Usou telepatia para descobrir que Taylor Lautner gostava de azul? – Indagou Rigsby muito incomodado.

— Na verdade, ele usou o Google. – Disse Cho, interrompendo a dor de cotovelo matinal de Rigsby que o incomodava.

— Trapaceiro. – Disse Rigsby, disfarçando.

— Fica calmo Rigsby, não rolou nada. Talvez um beijo, mas, nada além disso. – Disse Jane olhando para Van Pelt dos pés a cabeça.

— Como sabe? – Indagou Van Pelt.

— Você dormiu bem, está arrumada e chegou cedo. – Jane respondeu.

— Como assim? – Rigsby indagou bastante animado.

— Se Van Pelt tivesse ‘ficado’ com o Taylor, ela teria dormido na casa dele e teria dormindo mal já que teria que vir no meio da noite por causa das horas de Valencia até Sacramento. Sendo assim, teria chegado atrasada e com a mesma roupa que usou ontem. – Jane respondeu com um sorriso cínico.

— Uau! – Disse Rigsby fingindo voltar ao trabalho.

         Van Pelt sentou-se em sua mesa e odiou Jane por um segundo. Ela tentou continuar aquele dia como todos os outros, mas, era óbvio que ela esperava que Taylor ligasse para ela.
         Naquele dia não houve nenhuma ocorrência de homicídio para a equipe da qual Van Pelt fazia parte fazendo com que aquela manhã fosse bastante tranquila. Era o horário de almoço e todos se arrumavam para sair, até o celular dela tocar e deixar Rigsby alvoroçado.  Era o Taylor.

Alô? – Ela atendeu um pouco envergonhada pelos olhares.

Alô, sou eu, Taylor. Tudo bem? Se estiver ocupada posso ligar outro dia, só não quero incomodar.

Não. Estou no horário de almoço, pode falar.

Podemos nos ver novamente? – Ele quis saber.

Claro. – Respondeu Van Pelt um pouco nervosa.

Quando vai ter outra folga?

Na quinta-feira. – Ela respondeu.

Podemos sair. O que acha?

Que tal você jantar na minha casa, já que jantei na sua? – Ela sugeriu.

Isso é perfeito! – Concordou Taylor.

No mesmo horário, okay? Eu te mando o endereço por torpedo. – Disse ela e desligou.
                                       
         Van Pelt era muito séria, mas, não conseguiu disfarçar que estava feliz por Taylor querer vê-la de novo, assim como ela queria voltar vê-lo. Nem todos estavam felizes, Rigsby desfrutava do seu ciúme cada vez mais dolorido, mas, evitou tocar no assunto nos dias que se seguiram.

[...]

Era o dia do encontro com Taylor e Van Pelt não sabia se cozinhava ou arrumava a casa, então, ela optou por organizar o básico e foi para a cozinha preparar algo. Ao contrário do Taylor, ela não tinha cozinheira e não quis pedir comida de nenhum restaurante.
Taylor chegou e tocou a campainha. Ele estava nervoso e ansioso, mas, tentou manter a calma e fingiu estar tudo bem quando Van Pelt abriu a porta. Ela usava o vestido azul que havia rejeitado no encontro anterior e, com um sorriso, convidou-o para entrar.

— Eu vou à cozinha terminar de colocar a mesa. Sente-se e fique à vontade. Eu volto em um minuto. – Disse Van Pelt apontando para o sofá da sala.

Taylor entrou meio tímido, observou os quadros da parede, sentou-se e tocou o vaso sobre a mesinha que havia no centro da sala. Ele estava inquieto, então, se levantou e aproximou-se dos livros que Van Pelt tinha organizado sobre a estante. Ele passou os dedos sob a lombada vendo os títulos dos livros que ela lia, ficou curioso. Lá havia muitos romances policiais.
Ele ouviu os passos dela de volta até a sala, mas, ela apenas viu que ele deslizava seus dedos nas lombadas dos livros, vendo os nomes e autores deles. Van Pelt suspirou aliviada por tê-los arrumado antes que ele chagasse e voltou à cozinha novamente.
 Taylor não se interessou por nenhum livro, então, voltou e se sentou novamente no modesto sofá cinza e pensou em folhear algumas revistas sobre a mesa, mas notou que havia um livro caído embaixo do sofá com uma parte à mostra.
Ele não conseguiu tirar os olhos do livro que estava jogado entre o piso e o tapete. Talvez ela não o quisesse ali desprezado, então, ele se levantou e o pegou do chão, abrindo um sorriso ao ver o título.
Ele passou os dedos sob os balões onde estava escrito “okay” e folheou o livro bastante interessado. Era um exemplar de “A culpa é das estrelas5”, o livro tinha algumas folhas amassadas, provavelmente de quando havia caído e algumas frases haviam sido grifadas a lápis, levando-o a ficar tão concentrado no começo da leitura que não viu Van Pelt de aproximar.

— Gosta de ler? – Ela perguntou tirando a concentração de Taylor nos livros.

— Sim. Gosto muito de ler, mas, nunca li nenhum romance policial.

— Eu sempre leio no meu dia de folga. Faço uma pausa entre as maratonas de séries e os livros. – Revelou Van Pelt.

— Sério? Quais séries assiste?

— ¹Forever, Lie to me², Cold case3.

— Você só assiste séries policiais? Por que será? – Taylor brincou.

— Eu não sei. Comecei lendo Sherlock Holmes4. Sempre gostei de tudo que envolvesse mistérios e acabei fazendo disso minha profissão.

— Sério? Qual o último livro do Sherlock Holmes que você leu? – Perguntou Taylor com certa curiosidade.

— Sherlock Holmes: o último cuba libres, foi amor à primeira vista.

— Você é apaixonada pelo que faz e isso é admirável. – Disse Taylor.

— Obrigada. Eu quero ser do FBI um dia. – Revelou Van Pelt.

— Tenho certeza que vai conseguir.

— Vamos comer? Está esfriando. – Ela convidou-o acenando para o corredor.

— É claro. – Concordou Taylor indo em direção à mesa.
        
         Os dois conversaram um pouco durante a refeição, mas, Taylor não conseguia manter sua concentração, ele precisava saber o que ela tinha achado de “A culpa é das estrelas”.

— Eu notei que está lendo “A culpa é das estrelas5” – Comentou Taylor.

— Sim, na verdade, já terminei de ler semana retrasada. – Respondeu ela.

— Parece ser um bom livro. – Acrescentou Taylor.

— Gostei bastante.

— Mas, não é seu favorito, estou certo?

— Não, não é.

— Estou curioso pelo seu favoritismo.

— Meu livro favorito é “O apanhador no campo de centeio6”. – Ela disse.

— É meio obscuro, confesso que não esperava.

— Não há obscuridade nesse livro.

— Acho que John Lennon7 discorda.

— O livro não forçou aquele fã a matar John Lennon. As pessoas são más, Taylor. Elas buscam justificar seus atos, mas, a verdade é que, em algumas vezes, não há uma razão plausível para as atrocidades que cometem.

— A decadência humana não é meu tema favorito, vamos falar de “A culpa é das estrelas”. – Disse Taylor mudando para um assunto menos complexo.

— O que você quer saber?

— Na verdade não quero saber nada. Quero que me empreste para ler e então poderemos falar sobre ele. O que acha?

— Por mim tudo bem, pode levar.

— Eu não consegui fazer nenhuma sobremesa, então, só tenho sorvete.

— Eu definitivamente amo sorvete.

— Ainda bem. Vou pegar. – Disse ela se levantando da mesa e indo até a geladeira.

         Taylor e Van Pelt voltaram à sala e ficaram olhando um para outro e já que as palavras haviam evaporado de suas bocas, entre sorrisos tímidos e controlados, ele se virou e a beijou delicadamente.
Ela não pôde fazer nada, senão retribuir aquele beijo com a mesma intensidade que os movia, o desejo invadia seus corpos e suas mentes buscavam escape, mas, eles queriam a mesma coisa: possuir um ao outro imediatamente e isso teria acontecido se o celular de Van Pelt não tivesse tocado.

— Acho que pode ser importante, melhor você atender. – Recomendou Taylor ao ver que era uma chamada de Lisbon, chefe do departamento de Van Pelt.

Oi chefe. – Disse Van Pelt ao atender.

Preciso de você, agora. – Disse Lisbon.

Aconteceu algo?

É o Red John8. – Disse Lisbon, mas, antes que pudesse dizer mais alguma coisa, Van Pelt colocou o celular na bolsa que estava na mesa e se levantou constrangida e extremamente apressada.

— Me desculpa, é uma emergência. – Disse Van Pelt, sem cor.

— Não tudo bem, eu já estava de saída. – Disse Taylor notando a palidez instantânea de Van Pelt.

— Vamos remarcar, okay? Hoje não valeu. – Disse Van Pelt procurando a chave do carro, tentando disfarçar o quanto estava trêmula.

— Vamos, sim. – Concordou Taylor pegando o livro e saindo pela porta.

— Eu sinto muito... sair assim. – Disse Van Pelt, desapontada.

— Não tem problema. – Taylor disse indo embora.

         Van Pelt dirigiu desesperada até a sede da CBI. Estava assustada e preocupada já que tinha sinal de Red John, o serial Killer que parecia estar sempre um passo a frente de Jane. Confusa e apavorada ela se perguntava em pensamento:

— O que poderia ter acontecido? Havia uma nova vítima do Red John? Jane tinha alguma pista? Sua identidade havia sido descoberta finalmente?
              
Continua...                              
____________________________________       
¹Forever - Série policial que acompanha o médico-legista Henry Morgan, alguém que possui um segredo pouco usual: ele é imortal. Assim, Morgan estuda, há 200 anos, aqueles que partiram, a fim de descobrir o mistério de sua própria condição. Ele trabalha com a polícia, junto com a detetive Jo Martinez, sua parceira.
                     
²Lieto me - A série traz as investigações de uma equipe formada por especialistas em detectar mentiras. As mínimas expressões e gestos são interpretados por esses cientistas do comportamento, que prestam seus serviços para diversas entidades, como o FBI, a polícia, empresas particulares ou mesmo pessoas que estejam dispostas a descobrir a verdade que alguém possa estar escondendo.

³Cold caseÉ uma série dramática americana, conhecida no Brasil como “Arquivo morto”. A série é sobre uma divisão policial especializada em investigar crimes ocorridos em outras épocas, até então não elucidados. A série decorre na cidade de Filadélfia, Pensilvânia.

4Sherlock Holmes– É uma série de televisão britânica baseada nos livros de Sir Arthur Conan Doyle que mostra a história do detetive Sherlock Holmes. A série foi criada por Steven Moffat e Mark Gatiss e é protagonizada por Benedict Cumberbatch como Sherlock Holmes e Martin Freeman como o Dr. John Watson.

5A culpa é das estrelas – É o sexto romance de John Green. A história é narrada por uma paciente com câncer de 16 anos de idade, chamada Hazel Grace, que é forçada por seus pais a participar de um grupo de apoio, onde posteriormente se encontra e se apaixona por Augustus Waters, de 18 anos, ex-jogador de basquete com câncer fora de risco e que tem a perna amputada.

6O apanhador no campo de centeio” – É um livro, um romance do escritor americano J. D. Salinger. Publicado nos Estados Unidos em 1951, tornando-se um dos romances mais lidos no país. O assassino de John Lennon, Mark David Chapman, carregava este livro consigo no dia em que cometeu o crime. Segundo testemunho do próprio Chapman, estava lendo o "Apanhador no Campo de Centeios", minutos antes de tentar o suicídio e da obra teria tirado inspiração para matar John. Outro fato curioso é que o atirador que tentou matar Ronald Reagan em 30 de abril de 1981, afirmou a mesma coisa, ou seja, que teria tirado do livro a inspiração para matar o presidente Reagan. Não obstante, o assassino de Rebecca Schaeffer, Roberto John Bardo, carregava consigo o livro quando a matou.

7John Lenon- Foi um músico, guitarrista, cantor, compositor, escritor e ativista britânico. John Lennon ganhou notoriedade mundial como um dos fundadores do grupo de rock britânico The Beatles, onde junto com Paul McCartney, formaram uma das maiores duplas de compositores do Século XX.


8Red JohnO antagonista invisível da fanfic. Ele sempre se certifica de que sua marca registrada, o rosto sorridente desenhado com o sangue da vítima, seja a primeira coisa que se veja diante de uma vítima morta por ele. Depois que Jane zombou de Red John em um talk show, ele o retaliou matando a esposa e a filha de Jane.

NOTAS DA AUTORA: Estão curiosos para saber mais sobre o Red John? Espero ler seu comentário a respeito desse capítulo.  Não esqueça de usar a tag no Twitter: #FanfictionOmentalista quero ver o que você vai postar sobre ela. Vou dar Retweet e seguir de volta. Abraço e até o próximo capítulo.

4 comentários:

  1. Adivinha quem é? Kkkkkkkkk
    Você é uma escritora de fanfics excelente, tem uma habilidade incrível, deveria escrever um livro.
    O capítulo está excepcional!
    Finalmente eles se beijaram... Maldito Red John que atrapalhou o hot kkkkkkkkkk
    Esperando pelo próximo!

    ResponderExcluir
  2. Já falei que não gosto do Rigsby? Já, mas eu repito: que cara insuportável e intrometido!!! Kkkkkkkkk

    ResponderExcluir

Deixe seu comentário! A sua opinião sobre as fanfics é muito importante para que os autores continuem escrevendo. Fale sobre o mais gostou, sobre o que espera ler nos capítulos seguintes. Comente sobre seus personagens favoritos e os que mais detesta. Não deixe de comentar, seja mais ativo e evite que as fanfics entrem em hiatos por desmotivação da autora em escrever. Não seja um leitores fantasma. Comente agora mesmo!

DEIXE SEU RECADO!

SITE DE NOTICIAS - TAYLOR LAUTNER MANIA