17 novembro 2015

Fanfiction: O MENTALISTA - Capítulo 12: Here comes goodbye


“Mesmo que você tenha me deixado aqui, eu não tenho o que temer. Apenas as paredes me seguram aqui”.(Lettersfromthesky – Civil Twilight¹).

Era uma tarde ensolarada. Van Pelt estava feliz, muito feliz por estar com o Taylor após um ano. Os sentimentos deles estavam cada vez mais sólido e o tempo que passavam juntos eram divertidos e repletos de alegria.

Taylor abriu sua pequena mala para tirar o terno para vestir durante a entrevista no programa de Jay Leno, mas não havia nada na mala, apenas um par de meias no fundo.  Ele saiu do quarto e ao se aproximar da área de serviço, viu que Van Pelt terminava de passar o terno com grande destreza.


— Então essa é a vida de casado, que tanto falam? – Taylor brincou entrelaçando seus braços na cintura de Van Pelt.

— Eu não sei, esqueceu que matei meu noivo três dias antes do casamento?

— Não estrague meu dia, Grace, apenas me dê um beijo, eu preciso ir.

— Estou quase terminando.

— Não desperdice nossas horas juntos passando esse terno, vem cá que eu quero tem mostrar uma coisa. - Taylor pediu.

— O que?

— Um presente. – Disse Taylor dando a ela uma caixa de veludo vermelha.

— Que lindo. – Disse elaao ver uma pulseira de ouro que ele havia mandado fazer para ela.

— Você mandou desenhar os símbolos dos sete reinos de westeros, eu amei, mas deve ter custado caro.

— Eu sou milionário, esqueceu?

—As vezes eu me esqueço.

— Você é muito importante pra mim – Disse ele, com um longo beijo.

— Obrigada, você também é muito importante pra mim. – Van Pelt falou e deu um abraço apertado nele e entregou o terno para que ele vestisse.

[...]

— Eu preciso ir, a entrevista será ao vivo, por favor, assista, eu vou te mandar um beijo.

— Nem pense nisso. Eu vou sofrer Bullying no trabalho, se você fizer isso.

— Não seja dramática.  – Disse Taylor arrumando a gravata.

— Boa viagem, aproveita Nova York por mim.

— Eu prometo te levar um dia, okay?

—Okay. Lembre-se: nada de Cupcake na lanchonete da sua ex.

— Não se preocupe, a Max disse que nunca mais queria me ver.

— Assim é melhor.

— Está com ciúmes, agente Van Pelt?

— E se eu tiver?

— Eu sou fiel. –Disse Taylor e com um sorriso saiu pela porta.

— Eu te amo – Disse ela com o coração apertado.

— Eu também te amo. – Disse Taylor voltando e dando um último beijo e partiu.

ENTREVISTA

Jay Leno: Senhoras e senhores, agora vamos receber o astro do filme Tracers, o ex-lobo Jacob Black, da Saga Crepúsculo.

Taylor:Obrigada, tudo bem, Jay. Boa noite, América!

Jay: E, então Taylor, o que você pode nos revelar sobre sua prisão pela morte de Marie Avgeropoulos?

Taylor:Eu esperava falar sobre Tracers, mas posso dizer que fui inocentado e tudo não passou de um engano.

Jay:Como foi saber que o produtor do seu filme havia matado Marie?

Taylor:Foi um choque, afinal, Van Gus Saint e eu éramos amigos desde Crepúsculo, então eu mal pude acreditar.

Jay Leno: A CBI fez um excelente trabalho, você teve sorte.

Taylor:Sim, eu sou grato pelo trabalho de todos, se não fosse os agentes da CBI, minha vida teria sido arruinada.

Jay:Eu acompanhei seu caso, soube que o consultor da CBI foi peça chave no caso.

Taylor:Sim, devo minha vida a Patrick Jane, a ele, a agente Grace Van Pelt, Tereza Lisbon, e os demais, sou muito grato a todos.

Jay: É uma pena que Patrick Jane não tenha a mesma competência para prender o Red John... Não acha?

Taylor:Não se trata de incompetência, o Red John é um sociopata perturbado, sem alma, sem coração e sem respeito pela vida humana, não é fácil prender alguém assim.

Jay:Eu estou certo de que não é fácil, assim como também não é fácil escalar paredes, pular de navios e passar por cima de tudo que vem pela frente, cara, eu fiquei preocupado quando vi algumas cenas do seu filme, me fale como foi fazeressas cenas.

Taylor:Okay...

[...]



         Taylor encerrou a entrevista após responder as perguntas feitas por Jay Leno e voltou para o Hotel, ele voltaria para Los Angeles pela manhã, seu voo já estava marcado e seu coração apertava quando lembrava que Van Pelt estava tão longe. De algum modo, ele não se sentia bem, tanto ele quanto Van Pelt estavam sentindo um angustia no fundo do coração.
         Taylor já estava no Hotel, tirou o terno preto que usava e colocou em cima da cama. Seu celular tocou, estava no bolso da calça, era Van Pelt, mas ele mal conheceu a voz dela, pois estava falhando, era possível ouvir o barulho por detrás do telefone, havia um alvoroço, ele prestou atenção nos ruídos, até que ouviu o choro de Van Pelt e se desesperou logo em seguida.

— Van Pelt? Alô? – Indagou Taylor perturbado do outro lado da linha.

— Alô, Taylor, está tudo bem? – Uma voz masculina falou do outro lado da linha.

— Onde está Van Pelt? O que aconteceu? Por que ela estava chorando? Alô?

— Preste bem atenção no que vou dizer. Sou eu, Patrick Jane, consultor da CBI, agora me diz exatamente onde você está.

— Estou no Hotel Holiday Inn, quarto 108, por que?

— Fique em seu quarto, não abra a porta para ninguém. Você se lembra da minha voz? Pode reconhecê-la?

—Posso, claro que posso, mas qual a necessidade disso?

— Você não deveria ter mencionado o Red John, agora você e as pessoas que você ama estão em perigo.

— O que? Como assim? Meu Deus!!! – ele indagou afoito.

— Não há tempo para pânico. Você é oficialmente a próxima vítima do Red John. Feche a porta. Não confie em ninguém. Enviei uma equipe de policiais para ficar com sua família, eles irão proteger seus pais e sua irmã.

— Obrigada Jane. Eu não sabia que minha declaração traria essas consequências. Eu estou apavorado, não por mim, mas pela minha família.

— Eu também não sabia, Taylor.A minha declaração a imprensa custou a vida da minha esposa e da minha filha, Charlotte.

— Eu sinto muito. – Disse Taylor em choque.

— A Van Pelt nos ligou assim que viu sua entrevista.Estamos indo para aí. – Disse Jane referindo-se aos agentes Cho, Rigsby, Lisbon e Van Pelt.

— Vocês não tem jurisdição aqui. – Taylor argumentou.

— Nós vamos trabalhar em parceria com a polícia estadual de Nova York. Eu vou estar aí quando Red John for atrás de você. É minha chance de pegá-lo.

— Eu nem sei o que dizer... Se eu pudesse voltar no tempo. – Disse Taylor com a voz falha e um impulso de choro.

— Não há um dia em que eu não deseje voltar no tempo. Voltar a aquela noite. Houve dias em que desejei morrer engasgado com aquelas palavras, antes que pudesse dizê-las. – Disse Jane com um olhar distante.

— Eu vou esperar vocês. Vou tomar cuidado. – Disse Taylor e desligou.

[...] Horas depois.

         Taylor estava inquieto, andava de um lado para o outro e se assustava com qualquer ruído no corredor dos quartos do hotel, uma parte dele temia qualquer aproximação e a outra esperava ansiosamente a chegada de Jane e Van Pelt, por isso, qualquer movimentação o deixava paranoico, poderia ser o Red John para estripá-lo.
         Em pânico, Taylor olhava para o celular, ia do banheiro a porta de entrada, coloca o ouvido na porta para ouvir qualquer barulho, até que a voz da Van Pelt ecoou por detrás da porta, deixando-o ainda mais angustiado.

— Sou eu, Van Pelt, pode abrir. – Ela pedia com a voz calma, porém com tons que denotava ansiedade e preocupação de que Taylor já estivesse morto.

—Posso fazer uma pergunta? – Taylor indagou do outro lado.

— Pode sim. – Ela concordou, encarando o deboche de Jane que estava em pé ao seu lado.

— Que banda ouvimos em nossa primeira noite juntos? – Perguntou Taylor.

— Rascal Flatts. – Van Pelt respondeu encarando o olhar de Lisbon, o fato de sua chefe estar presenciando um momento pessoal deixou ambas constrangidas, mas o pior, era o semblante sarcástico de Jane e o risinho que ele deixou sair ao saber aquela informação.

— Okay! – Disse Taylor, abrindo a porta.

— Você está bem? – Indagou Van Pelt abraçando-o e largando-o em seguida.

Naquele momento, ela era a agente e não a namorada do Taylor e qualquer confusão sobre o papel de Van Pelt naquela situação, colocava Taylor em risco eminente.

— Nós vamos tirar você daqui até outro hotel. Lá teremos total cobertura. Você estará seguro.

         Taylor saiu sob a proteção da equipe de Lisbon para um hotel que ficava a algumas quadras dali. Jane montou uma estratégia de vigilância ao redor do Taylor, de modo que Van Pelt ficou no quarto do lado esquerdo, Lisbon no quarto direito e Cho do quarto da frente, Taylor estava no quarto do meio, protegido pela frente e dos dois lados.
         Havia câmeras de vigilância no quarto do Taylor, no elevador e corredor principal que levava aos quartos do Hotel. Red John sabia que Taylor estava naquele Hotel, havia um paparazzi, mas ele não sabia que a CBI estava preparando um cerco para pegá-lo.
         Durante três dias eles permaneceram sob vigilância e nada aconteceu. Lisbon tinha autorização para completar uma semana, mas mesmo após os quatros dias que se seguiram, não havia qualquer indícios da presença de Red John e isso intrigava Jane. ComoRed John poderia deixar passar o que Taylor disse se ele havia matado outros por muito menos?
         Jane estava cego em sua fúria, ele tentava entender a mente de Red John, mas não conseguia chegar a uma razão lógica, para que ele permitisse a afronta do Taylor,sem causar qualquer dano físico ou emocional a ele.
         A família do Taylor estava sob proteção e nada ocorreu. Taylor voltou para Los Angeles e Van Pelt e equipe retornaram para Sacramento, mas a casa do Taylor ainda era mantidasob vigilância.
         Van Pelt chegou a sede da CBI pontualmente, como lhe era costumeiro, contudo, o olhar de Lisbon a preocupou, ela sabia que algo estava errado.

— Bom dia, chefe?

— Bom dia Van Pelt.

— O que houve?

— O Bertram quer falar com você.

— Eu fiz algo errado?

— Eu tentei argumentar, mas ele é meu chefe. Não tive escolha. – Disse Lisbon.

— Obrigada chefe... Eu vou até lá.

—Bertram?

— Agente Van Pelt? Por favor, sente-se.

— A Lisbon disse que o senhor queria falar comigo.

— Sim. Eu quero te agradecer por tudo que você fez nessa unidade. Você contribuiu muito com o caso “Red John”, mas você está sendo desligada dessa força tarefa.

— Posso saber o motivo?

— Você está envolvida com uma vítima em potencial e sabemos que seu ex-noivo era um seguidor do Red John, então achamos que você tem muitas questões pessoais que podem influenciar sua conduta. Nós já trabalhamos com uma bomba-relógio e duas seria difícil de controlar.

— Então é isso que eu e Jane somos?Apenas duas bombas-relógio?

— É assim que eu vejo e sinto muito se isso te irrita. Você irá trabalhar com a equipe normalmente, está afastada apenas do caso Red John.

— Eu posso ajudar no caso, chefe, isso é um absurdo.

— Eu sei o quanto você quer pegá-lo, mas infelizmente você está envolvida demais. Está dispensada, agente Van Pelt. Retire-se, não torne minha decisão ainda mais difícil.

— Está certo, chefe. Com licença. – Disse Van Pelt e saiu da sala de Bertram.

         Van Pelt estava muito irritada com a situação e diante de toda a pressão, foi afastada do caso por envolver Taylor e um relacionamento pessoal entre ambos. Não foi decisão de Lisbon e sim de Gale Bertram, superior de Lisbon, o chefe da divisão da CBI responsável por todo o departamento.
Bertrame J.J. LaRoche, estavam em total acordo nessa decisão, principalmente LaRoche,chefe de assuntos internos da agência, responsável pela Unidade de Padrões Profissionais da CBI. Mesmo odiando o afastamento de Van Pelt, Lisbon não podia fazer nada, senão acatar as ordens do seu superior.

— Onde está o Jane? – Indagou Van Pelt.

— Lá em cima.

— Obrigada.

— Jane? – Indagou Van Pelt, aproximando-se da porta.

— Está encostada. – Avisou Jane.

— Fui afastada do caso Red John. – Disse Van Pelt, sem rodeios.

— Eu sinto muito. – Disse Jane olhando por alguns segundos e tirando os olhos, voltou a tomar seu chá, encarando a vista da janela.

— Você precisa convencer o Bertram a me deixar no caso. – Pediu ela.

— E como irei fazer isso? Van Pelt, eu sou apenas um consultor.

— Use seus poderes de persuasão e faça-o mudar de ideia. Por favor, Jane.

— Eu faria isso se ele estivesse errado.

— O que? Não... Jane, você não está entendendo, eu preciso ficar.

— Seu noivo atirou na Lisbon e quase atirou em você e agora seu atual namorado é uma vítima em potencial do Red John. Escuta Van Pelt, você tem a chance de superar isso tudo, ainda há tempo para você, mas para mim, não. Eu sou um caso perdido e ficarei feliz em saber que você está segura. Eu lamento muito por tudo que Red John tirou de você, eu prometo que ele pagará por isso. – Disse Jane com grande franqueza.

— Você não tem o direito de pegar ele sozinho! – Disse ela, alterada.

— Mas é assim que vai ser. O Red John é meu. Eu vou me certificar de ser o último rosto que ele verá antes de morrer. Eu devo isso a minha esposa e a minha filha e ninguém vai me tirar esse prazer. – Disse Jane, obsessivo.

— A Lisbon está certa. Você está completamente cego em sua dor que não vê mais nada.  Você não se importa com ninguém. – Van Pelt disse em fúria e foi embora.

[...]

Patrick Jane fez fortuna enganando as pessoas como falso médium, aproveitando-se da dor e saudade que seus clientes tinham de quem havia morrido.
Jane fingia falar com os mortos, mas nada era real, ele não tinha poderes, apenas possuía grande habilidade de dedução e observação do comportamento humano e de cada detalhe do ambiente por onde passava e graças a essas potencialidades, ele era o único a ter uma percepção mais ampla quanto aos eventos a sua volta e por isso, se alguém poderia parar o Red John, seria ele, mas nem todos aceitavam seus métodos.
Jane olhava para uma pessoa e pelo que ela vestia, calçava ou como cheirava e comportava, era capaz de dizer muitas coisas sobre ela, o que ele não observava, deduzia e dava a ilusão de que sabia coisas sobre aquela pessoa que ninguém saberia se não fosse médium ou tivesse poderes psíquicos.
Quando Jane perdeu sua esposa e filha por falar mal do Red John em rede nacional, abandonou o que fazia e passou a usar suas habilidades de dedução e observação para resolver casos e com isso estar a par de tudo o que a polícia tinha sobre o Red John.

[...] Dias depois.

         Cho apareceu na sala de Lisbon, afoito.

— O que houve? – Ela indagou, preocupada.

— Recebemos uma ligação do xerife McAllister. Parece que temos mais uma vítima do Red John. – Disse Cho.

— Chame o Rigsby e o Jane. – Lisbon ordenou.


Lisbon, Cho, Rigsby e Jane foram até a cidade de Napa Valley, que fazia divisa com Sacramento. O xerife McAllister informou a CBI, porque eles eram a unidade encarregada do caso Red John.
Ao chegar à cena de crime, Jane mudou o semblante, não por constatar que a marca na parede e os cortes eram autênticos de Red John, mas por ver que era Brett Partridge que colhia evidências no local.
Jane e Brett Partridge, o investigador forense especializado nas cenas de crime do Red John, eram apáticos um com outro, era evidente que Partridge tinha certa admiração pelo trabalho do Red John, e isso incomodava Jane.
Partridge por sua vez, achava Jane arrogante e merecedor da tragédia que o fez perder a esposa e filha. Para Partridge, o Red John havia tornado Jane melhor, embora ele ainda fosse pretencioso e orgulhoso, ele havia se tornado um ser humano melhor, já que ele não mentia, nem engava ninguém como fazia antes, fingindo ser médium.
Jane tentou esquivar-se de qualquer pensamento que pudesse obstruir sua percepção naquela cena de crime.
No quarto havia uma jovem mulher de 28 anos, ela havia sido assassinada pelo Red John há poucos minutos, o corpo ainda estava com temperatura elevada.
 Jane olhou com atenção minuciosamente, não apenas por todo o quarto e objetos que havia ali, ele avaliou Partridge e o xerife McAllister e guardou as informações sobre ele em seu palácio da memória, um espaço mental onde guardava todas as informações que ele obtinha até que precisasse usá-las. Jane nunca descartava uma informação, por menor que fosse, ele assimilava e a mantinha gravada em sua mente, até que houvesse utilidade para essa informação.
Jane examinou tudo, mas Red John, não havia deixado nem uma pista, o que ele faria algum dia. Jane esperava apenas um erro do Red John, não precisaria de mais que um deslize para ele.
Jane foi indiferente a Partridge e o xerife McAllister, mas trabalhou com eles sem criar caso, de algum modo, Jane estava triste, sombrio e mais cauteloso com as palavras do que de costume, ele sentia, que algo muito ruim estava por vir, ele pensava na morte do Taylor, isso o estava incomodando, ele se culpava por todas as vítimas, mas sabia, que seria ainda pior ver Red John matar alguém que ele conhecia.
O xerifeMcAllister não relutou em colaborar com a CBI e entregou a cena de crime e tudo que podiam para contribuir com a investigação, isso era novo, já que na primeira cena de crime do Red John e em outros assassinatos, ele não tinha sido tão amigável com a equipe de Lisbon.
Jane já havia tido divergência com o xerifeMcAllister por que ele fez pouco caso da morte de sua esposa e filha quando eles trabalharam juntos em outro homicídio, assim que Jane se tornou consultor da CBI. O clima era sempre hostil quando eles se encontravam, Jane sentia que havia algo de errado nele, mas Lisbon nunca permitiu que as diferenças entre eles atrapalhasse a resolução dos casos.
         Jane colocou as fotos do perito no quadro e ficou analisando a cena de crime por todo o dia em busca de qualquer eventualidade que pudesse levá-lo ao Red John, mas não havia nada.

[...]

         Quando Taylor soube que Van Pelt havia sido afastada do caso, pediu escolta policial da CBI, para ir até a casa de Van Pelt saber como ela estava. Taylor tocou a campainha, mas como não obteve respostas, resolveu entrar sozinho, pois ele tinha a chave.Ele refletia sobre quais palavras usar para se desculpar, afinal, tudo aquilo era culpa dele.
         Taylor percebeu que a porta estava entreaberta, a cama estava desarrumada e o chuveiro ligado. Cho, Rigsby e Lisbon aguardavam o retorno do Taylor na sala de visitas da casa de Van Pelt.
         Após alguns minutos, Taylor percebeu que a água estava saindo de dentro do banheiro por debaixo da porta. A água havia transbordado.

— Van Pelt? É o Taylor! Eu soube sobre seu afastamento. Podemos conversar sobre isso? – Ele indagou sem qualquer resposta.

         Taylor não teve êxito, então empurrou a porta que estava apenas encostada e abrindo a cortina que ficava na frente da banheira, perdeu a voz ao visualizar o sangue sob o azulejo da parede. A cara sorrindo feita com o sangue de Van Pelt o fez perder a voz.
         O sorriso na parede feita com sangue da vítima, era a marca do Red John, ele nunca planejou matar Taylor, assim que soube do envolvimento de Van Pelt com ele, fez a justiça poética tal qual fez com Jane.ParaRed John, a morte libertaria Taylor, mas a morte de alguém que ele amava, o destruiria de diferentes formas possíveis.
Taylor olhava o cadáver de Van Pelt desprezado naquela banheira, ciente de nunca esqueceria aquele momento.Ao processar a visão do corpo de Van Pelt mutilado dentro da banheira, Taylor recuperou a voz e seu grito de desespero ao ver a mulher que amava retalhada, ecoou pelacasa trazendo todos até o banheiro, exceto Jane, ele refletiu por alguns segundos antes de ir.
Jane não correu em momento algum. Ele conhecia aquele grito, e caminhou lentamente até o banheiro buscando por palavras para consolar Lisbon, mas em seu íntimo ele torcia para estar errado quanto aquele grito, embora ele sempre fosse muito preciso com relação ao Red John.
As expectativas de Jane foram reduzidas a pó, quando ele viu o sorriso de sangue na parede, ele conhecia o desespero por trás daquela marca. Jane olhou para o corpo de Van Pelt, mantendo a postura, em seguida, aproximou-se do Taylor e olhando em seus olhosreconheceu a si mesmo, assim como reviveu a lembrança de si mesmo debruçado sobre o corpo de sua esposa e filha.Ambos foram corrompidos por sua culpa e sede de vingança, por quem havia tirado tudo deles.
         Taylor gritava e soluçava aos prantos, seu desespero aumentava e suas lágrimas caiam sobre o rosto de Van Pelt. Jane chamava Taylor para sair da dali, mas ele continuoudebruçado sobre o corpo nu de Van Pelt e teve que ser arrastado por Rigsby e Cho de perto do cadáver.
A visão de Van Pelt pálida esem vida, com o sangue pingando e a poça de sangue misturada a água deixaram Lisbon impactada. Ela visualizou a cena e sequer conseguiu reportar o crime para que a equipe forense fizesse a perícia no local.
Lisbon apenas saiu de dentro da casa, e tentou respirar, mas a cena em sua cabeça a sufocou de tal modo que caiu debruçada de joelhos no chão, ela estava perdida entre as lágrimas e gritos de ódio. Ela desejou matar Red John com as próprias mãos e desejar aquilo a fazia entender a ansiedade de Jane para matá-lo.
Lisbon estava pálida, em choque e com uma lágrima minando em seus olhos. Após muito relutar, ela deixou a lágrima rolar pelo seu rosto. Ela estava abalada e nenhum treinamento a havia preparado para aquilo. A dura e imparcial Lisbonparecia frágil e perdida com qualquer um.
Jane aproximou-se de Lisbon e se ajoelhou junto a ela e a abraçou, afagando seu cabelo. Ninguém nunca havia visto Jane em demonstração de afeto com ninguém, ele buscava não se apegar as pessoas, era sempre distante e seco evitando assim, qualquer aproximação.
Cho chamou a equipe forense para fazer a perícia e seguiu Rigsby até a área de serviço da casa de Van Pelt. Ele havia se afastado para chorar sozinho. Rigsby se apaixonou por Van Pelt no instante em que a viu, e ela o amou, mas a norma da CBI que impedia o relacionamento entre agentes da mesma unidade a impediu de correspondê-lo e quando ela conheceu Taylor, sentiu-se ligada a ele, de forma inexplicável.
         A entrevista do Taylor trouxe consequências devastadoras, e ele jamais se perdoaria por aquele erro.Sua imprudência custou a vida da mulher que ele amava.Ele nunca mais a veria, isso matou uma parte dele e encheu-o de ódio, dor e culpa.
         Seu coração seguia pesaroso, ele não deu uma palavra sequer sobre nada, mesmo na sala de interrogatório, ele parecia estar em estado catatônico.Seus olhos não enxergavam nada, não havia sequer um brilho, esperança ou possibilidades de superar aquilo, parecia que sua alma havia sido arrancada e a identidade de quem ele era houvesse esvaecido.
         No enterro, Taylor ficou no alto de cemitério olhando de longe, ele não queria fazer parte da cerimônia de despedida, era por causa dele que ela estava lá e o olhar de Rigsby e seus punhos cerrados para socá-lo a qualquer momento era a lembrança constante de sua culpa.
         A equipe da CBI desceu com o cachão de Van Pelt pelo caminho até seu túmulo, todos estavam exaustos, inconsoláveis e inconformados pela vida Van Pelt ter acabado daquela forma.
         A pedido de Jane, o corpo de Van Pelt foi vestido com o vestido azul que Jane havia recomendado que ela vestisse em seu encontro com Taylor, esse pedido, foram as únicas palavras de Jane. Mesmo para consolar Lisbon, ele havia se encontrado totalmente desprovido de palavras e raramente Patrick Jane não sabia o que dizer.
         Taylor ouviu cada palavra dita no enterro, ele engoliu cada uma com uma dor incalculável e com uma saudade que não pode ser descrita. Entre as lágrimas e dor, ele deixou escapar um sussurro, suas últimas palavras para Van Pelt:

— Descanse em paz... Meu amor.


¹Lettersfromthesky – Música internacional, que em português significa: “Cartas do céu”.

²Civil Twilight –é uma banda de rock Sul-Africano formada na  Cidade do Cabo, na  África do Sul, é constituída pelos irmãos Andrew e Steven McKeller, além de Richard Wouters, e Kevin Dailey.


3 comentários:

  1. gente,que isso...eu nao posso crer,serio mesmo que ela morreu?? ja sei é bem uma jogada do jane ne? ela ta bem viva,so fizeram isso pra q o red dos demonios saisse da cola do taylor.....cara eu to desolada,,chora rios aqui...

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  2. gente,que isso...eu nao posso crer,serio mesmo que ela morreu?? ja sei é bem uma jogada do jane ne? ela ta bem viva,so fizeram isso pra q o red dos demonios saisse da cola do taylor.....cara eu to desolada,,chora rios aqui...

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