01 dezembro 2015

Fanfiction: O MENTALISTA - Capítulo 14: Cool thing

      
   Jane contou a Lisbon sobre seu plano, ele temia que ela se machucasse tentando ajudá-lo e as últimas palavras de Van Pelt sobre ele não se importar com ninguém, o fez refletir, contudo, toda a impassibilidade de Jane era apenas encenação, no fundo, ele não apenas se importava com Lisbon, ele a amava, mas mantinha isso tão bem guardando dentro de si, que era difícil até mesmo para ele, encontrar seus sentimentos por ela.


         Se Jane demonstrasse afeição por Lisbon, ela estaria em perigo, qualquer ligação sentimental com alguém o tornava fraco e suscetível a usar quem ele amava contra ele.
 Jane não se achava digno de ser amado, e ele nunca soubera de nenhum sentimento da parte de Lisbon, a não ser pena ou gratidão por ele resolver tantos casos.Seria uma pena se ambos estivessem errados, sobre um não sentir nada pelo outro.
         Lisbon ficou a espreita da casa de Jane e ele entrou na casa armado com uma 12SummitTrap AT¹ que abriria um buraco em Red John quando ele o encontrasse. Ele nunca foi a favor do uso de armas, no trabalho em campo, nunca portou nenhuma arma ou sequer demonstrou interesse, contudo, seu ódio pelo Red John, o fazia capaz de tudo.

[...]
Ao entrar na sala de sua casa, onde havia marcado a reunião a fim de descobrir a identidade do Red John, Jane avistou os três suspeitos conversando entre si, como se aquela reunião fosse algo comum, mas eles tiraram o sorriso do rosto quando viram Jane com a 12 em suas mãos apontadas para eles.

— Tirem a camisa, deixem-me ver seus ombros. – Ordenou Jane a todos e Partridge foi o primeiro a obedecer e levantou a manga da camisa, permitindo que Jane visse a tatuagem da letra “T” em seu ombro.

         Jane avistou a tatuagem no ombro de Partridgee engatilhou para atirar, mas ouviu Bertram chamá-lo com cautela.

— Jane, olhe! – Pediu Bertram, apontando para o ombro do Xerife McAllister, que também tinha a tatuagem.

— Você! – Disse Jane encarando Bertram e continuou:

—Levante a camisa. – Ordenou Jane a Bertram, constatando que todos tinham a tatuagem com a letra T e antes que pudesse dizer algo, uma explosão aconteceu na sala, levando todos ao chão.

[...]

         Quando Lisbon ouviu o estrondo, entrou na casa e viu os pedaços de um corpo estraçalhado pela explosão e avistou Jane logo após os pedaços. Ele havia sido ferido, mas estava vivo.
         Apenas um corpo foi encontrado na casa, após a perícia, o corpo foi identificado como sendo de Brett Partridge. Logo, tanto o Xerife McAllister quanto o chefe da CBI, Bertram, haviam fugido durante a explosão, pois estavam sentados um pouco mais longe de onde a bomba havia sido plantada.
         O Red John não armaria uma bomba para matar a si mesmo, logo Jane sabia que Brett Partridge não era o Red John, deixando apenas Bertram e o Xerife McAllister como suspeitos.
         Bertram foi substituído por Lisbon que passou a chefiar toda a CBI. Jane passou alguns dias no Hospital e teve alta assim que melhorou. Havia um mandado para o Xerife McAllister, Bertram e Chris Keller, o policial que havia assassinado Olivia Pine.
Havia fotos e cartazes deles por toda a parte com a recompensa de 1 milhão de dólares que Taylor estava dando como recompensa por cada um deles vivos.
         Na Televisão, não se falava em outra coisa a não ser do cerco que colocaria fim ao legado de Red Jon. Todas as unidades da Califórnia e estados vizinhos, estavam em alerta.
         Jane voltou ao trabalho ainda mais ansioso, ele nunca havia chegado tão perto, e sabia que pegar o Red John seria questão de tempo, afinal, ele queria ser pego.
         Jane constatou que o que aconteceu na última cena de crime do Red John não foi um deslize, foi proposital, ele queria que Jane soubesse quem ele era, pois isso iniciaria uma nova fase do jogo doentio do Red John.
         Quando Jane entrou na CBI, avistou Taylor a sua espera. Lisbon havia comunicado a ele sobre a recompensa que Taylor estava dando, isso ajudaria muito e pelo olhar do Taylor, ele tinha algumas teorias.

— Você está bem, cara? – Indagou Taylor, vendo Jane com o rosto um pouco inchado.

— Estou vivo. Pena que Partridge não pode dizer o mesmo. Eu adoraria interrogá-lo.

— Você pode interrogar Chris Keller. – Disse Taylor com um sorriso, levando Jane a sorrir de volta.

         Jane encarou Taylor por alguns segundo e dizendo olá a Lisbon, Cho e Rigsby, disse tchau e se afastou.

— Aonde você vai? Mal chegou. – Questionou Lisbon.

— Eu quase morri. Vou tomar um chá com o Taylor. – Disse Jane, evasivo.

— Pois é, vamos tomar um chá. – Disse Taylor, nervoso.

— Okay. Posso ir também? – Pediu Lisbon.

— Você é um péssimo ator. – Brincou Jane com seu sarcasmo costumeiro.

         Jane e Taylor ficaram num total silêncio e não tiveram escolha, senão levar Lisbon. No caminho, nada foi dito dentro do carro. O que tornava Lisbon uma boa policial, era seus instintos.
         Lisbon sabia que não havia chá algum e o fato do Taylor oferecer 1 milhão de dólares por um dos acusados, deixava ele e Jane juntos muito suspeitos.
Ela estava certa.
Taylor dirigiu até um armazém abandonado. A entrada era guardada por Jeff, guarda costas do Taylor que pareceu feliz ao ver Taylor de volta. Se Jeff não estava fazendo a segurança do Taylor, quem estava?
         Lisbon entrou no galpão e avistou um cara amarrado a uma cadeira. Era Chris Keller, o policial que fazia parte da rede Red John. Taylor havia sido informado sobre o paradeiro do policial, assim que colocou 1 milhão de dólares pela cabeça dele.
        
— Uau! Olha o que temos aqui. – Disse Jane, aplaudindo.

— Eu não vou dizer nada. – Disse o policial com a boca cheia de sangue, pelo visto Jeff havia batido nele um pouquinho, mas ele ainda se recusava a falar.

— Você vai dizer, sim. – Insistiu Jane estalando os dedos.

 Lisbon encarou Taylor e Jane e pediu cautelosamente:

— Posso falar com vocês dois, em particular?

— O que foi Lisbon? – indagou Jane, impaciente.

— Você não vai fazer isso! – Ela proibiu Jane.

— Fazer o que? – Taylor indagou interessado.

— Hipnose². – Respondeu Jane, maquiavélico.

— Você não vai hipnotizar o Chris Keller! Jane, se fizer isso, nada do ele disser poderá ser usado no tribunal. Provas conseguidas de forma ilegítimas não serão consideradas legal. – Argumentou Lisbon.

— Você acha mesmo que esse cara vai chegar a julgamento? Lisbon, acorda. Esse cara pertence ao rede Red John, ele já está morto. – Argumentou Jane.

— Se o Red John matar ele, não será nossa culpa, mas devemos levá-lo a interrogatório na CBI, como manda as regras.

—Esse lance de hipnose, existe mesmo? – Taylor indagou cortando a conversa formal de Lisbon e permitindo que Jane se esquivasse.

         Jane ignorou Lisbon e se aproximou para hipnotizar Chris Keller:

—Você aprontou muito, hein rapaz? Um tira corrupto bem debaixo do nosso nariz. Imagine minha surpresa ao saber que não foi só você que cometeu alguns “erros” e se safou – Insinuou Jane.

— Eu não vou falar, nada! – Insistia Keller.

— Você se lembra do seu local preferido quando era criança? – Indagou Jane com uma foto da praia Bal Harbour³,que fica em Miami. Jane sabia que Keller era da Flórida e obviamente tinha brincado lá. Ele havia pego a foto da casa dele, na busca que a CBI fez em sua casa.

         Jane colocou a foto bem na cara de Keller e tocando em seu ombro. Levantou a manga da camisa do policial e sugeriu:

— Você e esse monte areia, você fazia tantos castelos. A sensação era tão boa, o vento sob seu rosto, a visão das ondas indo e vindo, indo e vindo, indo e vindo. – Disse Jane deixando a foto diante de Keller por mais um tempo.

— As ondas iam e vinham, iam e vinham – Jane continuou sugerindo.

         O policial permaneceu com os olhos fixos na foto e começou a resmungar as palavras de Jane: “Iam e vinham, iam e vinham”.

— O que significa a tatuagem da letra “T” que você tem no ombro? – Jane indagou sem rodeios ao perceber que Keller já estava sob hipnose.

— É a letra “T” de tigre. – Respondeu Keller,deixando Taylor intrigado. Até aquele momento, ele não acreditava que era possível hipnotizar alguém.

—O que significa tigre? – Jane continuou interrogando.

— A senha. – Respondeu Keller.

— Senha do que?

— Tigre, tigre. – Disse Keller olhando de relance para a sua tatuagem no ombro.


Foi a última coisa que Jane ouviu, antes do disparo que veio de uma janela, um atirador estava no telhado de um prédio vizinho, mas antes que Jane ou Lisbon pudesse ver o que havia acontecido, a cabeça de Keller, abaixou sobre seu ombro, ele estava morto.

— Deita no chão! – Gritou Lisbon jogando-se sobre Taylor, e levando-os ao chão do armazém. Jeff saiu pela entrada com uma arma em punho.

— Jane correu para fora, seguindo Jeff para ver de onde o tiro tinha vindo, mas viu apenas um cara de capuz ao longe com um rifle nas costas, saindo do local.

— Ele já foi. – Disse Jane, ajudando Lisbon a se levantar.

Taylor olhou para Keller, morto diante dos seus olhos. Ele estava em choque. A única testemunha da rede Red John havia sido abatida bem na frente deles e eles nada puderam fazer.

[...]

         Taylor e Jane não disseram nenhuma palavra sobre onde iam ou que estavam na posse de Keller, então, eles descartaram a hipótese de haver escutas e constataram que havia informantes de Red John por toda a parte.
         Lisbon comunicou a morte de Keller a central e foi para a sede da CBI para mais esclarecimentos. Jane e Taylor ficaram calados, refletindo sobre as palavras de Keller, até que Taylor quebrou o silêncio.

— Tigre, tigre. – Taylor resmungou.

— Estamos deixando algo passar. – Refletiu Jane, encarando o Taylor.

— É uma senha. Para quê se usa uma senha e uma tatuagem no braço? Isso parece coisa de irmandades.

—Irmandade¹? – Indagou Jane.

— Eu tenho um amigo que pertence à liga dosBruin Bear4, eles usam uma tatuagem e uma senha para identificar os membros betas da irmandade da UCLA5. Todos que fazem parte são muito unidos e ajudam um ao outro. – Disse Taylor.

— Mas é claro. Agora tudo ficou mais claro. – Comentou Jane.

— Tigre, tigre – Taylor resmungou novamente, levando Janea exibir um quase sorriso no banco do carona.

         Jane olhou para a estrada e encarando Taylor, fechou os olhos, lentamente e recitou:

—Tigre, tigre que flamejas nas florestas da noite. Que mão, que olho imortal, se atreveu a plasmar tua terrível simetria?

            Jane finalmente compreendeu o sentido do poema que Red John tinha recitado. A senha era as primeiras palavras da estrofe da poesia “The Tiger”, um poema lírico de Willian Blake, que se concentra na natureza de Deus e sua criação.
            Será que na cabeça do Red John, ele era Deus e todos aqueles que o seguiram, era seus discípulos, sua criação? Aquele pensamento foi apenas o gatilho emocional que o levaria ao sentido original.
         Jane sabia por que tanto Bertram quanto Xerife McAllister, Partridge e Keller tinha aquela tatuagem.Aqueles que possuíam a tatuagem, pertenciam a uma organização criminosa e corrupta onde os policiais que cometiam crimes, eram convidados a ser parte da seita secreta em troca de favores internos da policia e tudo que havia contra ele, evidências e testemunhas, desapareciam e ele era inocentado, o que justificava o envolvimento do noivo de Van Pelt com o Red John, ele era um membro da seita, nunca foi seguidor do Red John, a verdade é que ninguém sabia de fato quem era o Red John.
          Jane não tinha ideia da dimensão que era a seita, havia pessoas poderosas e do alto escalão, como juízes, defensores públicos, a procuradoria do estado, os policiais das unidades vizinhas e os próprios agentes da CBI. Nunca houve rede Red John, o que havia era uma seita, a organização Blake.
         Quando Jane comunicou suas teorias a Lisbon, sua primeira ação foi verificar sua unidade, constatando que Cho e Rigsby não tinham a tatuagem, mas após verificar algumas fichas de outros internos com acusações que desapareceram, Lisbon enquadrou seis agente da CBI que tinham a tatuagem e todos foram presos.
         Quando os seis policiais forma presos, outros intercederam por eles e logo, os suspeitos de pertencer a organização Blake sequer podia ser controlada. Alguns dias depois, agentes do FBI fecharam a CBI para investigação e o caso do Red John, saiu das mãos da força tarefa de Lisbon, eles estavam na rua, haviam sido afastados, até que houvesse uma apuração de quem pertencia a organização Blake ou não.
         Jane não aceitou bem o afastamento e se recusou a deixar seu posto da CBI, levando o responsável pela operação anti-blake a tirá-lo a força do prédio e no percurso, a xícara favorita de Jane foi lançada ao chão.
Triste por ver seu emprego e tudo que mais prezava arruinado, Lisbon, apenas contemplava os cacos da xícara caídos no chão. Ao assimilar o final da sua unidade e força tarefa que lhe custou anos de investigação, ela ajoelhou-se e juntou cada pedaço e guardou consigo.
Qualquer um ignoraria os pedaços da xícara no chão, mas Lisbon achava que aquela xícara merecia ser salva e que ela poderia devolvê-la ao Jane. Em seu íntimo, ela desejava salvar Jane, para ela, ele merecia muito mais que ele imaginava, contudo, para isso, ela deveria consertá-lo primeiro e descobrir como fazer isso, seria a mais difícil missão de sua vida.

[...]


Lisbon refletia sobre os últimos acontecimentos. Ela sabia que ser afastado do caso, não impediria Jane de pegar o Red John e naquela altura, ela não era mais nada. Não era agente, não era policial, era apenas alguém tentando ajudar um amigo Por Val Pelt, Lisbon abriu mão de sua carreira e se unindo-se a Rigsby, Cho e Jane, montaram uma operação particular, mesmo sabendo que todos podiam ser presos ou rebaixados por isso.
        
[...]

         O celular de Jane tocou:

— Eu soube que está atrás de mim. – Disse a voz do outro lado da linha.

— Sério? Quem te contou? Fica difícil saber com tantos aliados. – Disse Jane reconhecendo a voz de Bertram.

— Eu não tenho aliados, tenho ferramentas. – Disse a voz.

— Eu vou parar você e suas ferramentas. – Ameaçou Jane.

— Lembra que eu te disse que estaria presente quando você pegasse o Red John? – Indagou Bertram.

— Lembro e mal posso esperar.

— Eu já estou cansado, Jane. Você nunca conseguia chegar perto de mim. Eu não aguentava mais, espero que tenha gostado do meu presentinho.

— Olivia Pine? Ela era só um peão no seu jogo. – Comentou Jane.

— Você e eu sabemos que eu não cometo erros. Acha que eu não sabia que vocês chegariam mais cedo naquela casa? Advinha quem fez o chamado? Eu fiz. Acho que está na hora dos dois tigres se encontrarem para um confronto.

— Então me diga onde te encontrar. – Jane pediu, friamente.

—Me encontre no centro, no cruzamento das ruas 11 e K.

— Na Cathedral of the Blessed6?Sei onde fica. – Disse Jane.

— Vem sozinho, ou alguém vai morrer. – Disse Bertram e desligou.

         Jane não contou nada a Lisbon, mas Taylor ouviu a conversa e sabia do se tratava.

— Me empresta seu carro? – Pediu Jane.

— Claro. – Concordou Taylor.

         Jane saiu do armazém onde eles se reuniam e foi ao encontro do Red John. Taylor por sua vez, sabia que seu carro tinha GPS e seguiu Jane até a catedral levando a arma de Jeff, seu guarda costas com ele.

[...]

         Jane chegou sozinho a catedral, mas Taylor estava há apenas alguns minutos de encontrá-lo. A chegar, Bertram estava sentado em um dos bancos próximo a estátua de Jesus crucificado na cruz.
         Jane não tinha nenhuma arma consigo e Bertram ao perceber isso, abriu um sorriso meia boca e aproximou-se de Jane.

—Quem diria, hein? Jane e Red John, finalmente frente a frente. Espero que seja uma disputa justa, não quero que seja fácil como foi matar sua esposa e sua filha.

— Vai ser fácil para mim matar você. – Disse Jane, sem temores.

— E como você vai fazer isso Jane? Tá vendo isso aqui apontando pra sua cabeça? É uma arma automática com 16 tiros e você não tem nada. Espero que não ache que vai me hipnotizar.

— Não. Isso tiraria toda a graça.

— A sua filha era tão fraca que nem gritou. Ela aceitou a morte, Jane. Sua garotinha nem lutou pela vida, acho que ela sabia que a morte afastava ela de você, um charlatão barato com um péssimo gosto para mulheres. Você acha que eu não sei da sua paixonite secreta? A Lisbon não faz o meu tipo, mas pelo menos ela é durona, ao contrário da sua esposa que morreu gritando com um porco no abate.

—Se você vai me matar, faz isso logo, Red John, você é tão chato. Estou arrependido de ter conhecido você. Dê-me a honra que não ouvir sua voz nunca mais?

— É claro que dou. – Disse Red John engatilhando a arma.

— Adoro. – Disse Jane com um sorriso e olhando com o canto do olho para a retaguarda do Red John.

— Larga a arma, agora. – Ordenou Taylor.

— O que? Você é tão patético, Jane. Eu esperando a cavalaria e você vem com um ator meia boca como suporte. Não me leve a mal, rapaz, mas a Van Pelt não merecia tanto.

— Cala a boca! – Disse Taylor atirando na perna de Red John que caiu no chão, deixando sua arma no chão.

         Taylor chutou a arma para longe e aproximando-se do Red John, apontou a arma para sua cabeça, mas nada fez, apenas colocou a arma sobre o banco, se afastou e estendendo as mãos para Jane, consentiu dizendo:

— Ele é todo seu.

— Tigre, tigre? – Indagou Jane.

— Tigre, tigre! – Respondeu Taylor, zombando da senha que não significava mais nada. 

         O Red John se levantou e saiu correndo mancando da igreja, havia um grande parque natural próximo e Jane o deixou correr, dando a ele a ilusão de que escaparia, mas na verdade, ele queria mais emoção, tinhasido muito fácil e ele queria aproveitar cada momento.
         Após um tempo correndo, Red John já tinha perdido muito sangue e então ao cair na grama verde, próxima a um pequeno riacho numa praça, ficou caído e avistou Jane chegar por detrás dos raios do sol e olhou-o por alguns segundos, antes que Jane lhe dissesse as palavras tão esperadas.
        

— Eu nunca pensei que morreria assim, por favor, na cara não. Por favor, não atire na minha cara. – Disse Red John.

— Você sabe que eu não gosto de armas. – Disse Jane, com um sorriso.

— É claro que não. – Concordou Red John em suas últimas palavras.

— Isso é pela minha esposa, pela minha filha e por Van Pelt – Disse Jane, sentando-se sobre Red John e enforcando-o com suas próprias mãos, manteve seus dedos em seu pescoço e seus olhos fitos nos do Red John, até ver a vida esvair-se deles.

         Red John parou de lutar contra as mãos de Jane em seu pescoço e seus braços caíram ao chão maleáveis. Jane olhando para o corpo de Red John sem vida diante dele, sentiu paz pela primeira vez em longos anos, pois sabia, que ele nunca mais iria ferir ninguém.
         Ele cumpriu sua promessa de matar Red John com suas próprias mãos e por um segundo imaginoua presença em espírito de sua esposa e filha e desejou justiça para elas, para Van Pelt e todas as vítimas do Red John.
         Jane se virou e avistou Taylor por detrás dele. Em segredo, ele havia assistindo ao espetáculo de ver o último brilho nos olhos daquele que havia tirado a vida da mulher que ele amava. Taylor nunca havia admirado tanto uma pessoa, como admirava Van Pelt, ele nunca havia amado alguém como amava ela e com certeza, nunca havia sido amado com ela o amou.

Continua...

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¹ 12 SummitTrap AT - É uma espingarda projetada para o atirador que valoriza o desempenho. O DTS (Sistema de Ajuste Dinâmico), permite qualquer atirador adequar a arma ao seu estilo individual.

² Hipnose - É o estado semelhante ao sono, gerado por um processo de indução, no qual o indivíduo fica muito suscetível à sugestão do hipnotizador.

³BalHarbourPraia que fica na região norte de Miami Beach. Tem ondas que não são muito fortes, vegetação rasteira e uma trilha ao longo da praia.

4 Irmandade - Fraternidade, laço de parentesco entre irmãos. Amizade afetuosa e íntima entre pessoas diversas; confraternidade.

5BruinBear – Mascote da UCLA Universidade da Califórnia em Los Angeles.

6 UCLA –Abreviação para Universidade da Califórnia em Los Angeles. A UCLA é uma universidade americana localizada na região de Westwood, na cidade de Los Angeles.


7Cathedral of the Blessed - É uma catedral da Igreja Católica Romana nos Estados Unidos. É a igreja mãe e sede do Jaime Soto, bispo ordinário da diocese de Sacramento. A Catedral está localizada no centro no cruzamento das ruas 11 e K.

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