26 fevereiro 2016

Fanfiction: Sem Saída - Capítulo 11 - Despedida



Os meses se passaram, faltava apenas 24 dias para a chegada do nosso filho ou filha, havíamos combinado de que deixaríamos para saber o sexo apenas na hora do parto. Kathe estava cada vez mais linda, parecia que seu corpo se encaixava perfeitamente com a gravidez.

Provavelmente ela teria o bebê em dezembro, como previa a Dr.ª Camily. Seria antes do natal, o que significava que esse ano seria meu primeiro natal em família, na verdade, aquela era minha pequena família, mas era perfeita.
― Taylor o que acha desse? Pareço um Tom Cruz? – quis saber Al de smoking.
― Não me faça perguntas das quais não vai gostar das respostas. – falei ao me olhar no espelho ― Eu odeio essas roupas. 
― Acho bom passar a gostar, seu maldoso. – Al fazia caras e bocas no espelho se achando o “cara”.
― Não vejo necessidade se essa e a última vez que uso. – comentei enquanto tentava ajeitar a gravata do meu smoking.
Amanhã seria o baile de natal da escola e teríamos que ir socialmente elegante, o que não me agradou muito. 
― Não se engane, ainda tem a formatura e o seu casamento. – disse Al.
― Casamento? – o olhei.
 ― Sim, ou pretende namorar a Kathe para sempre? – ele me encarou.
― Não, claro que não... Só não pensava nisso agora, eu não estou preparado ainda – falei ao desistir da gravata e atirando.
― Serio? – Al riu ― Taylor meu amigo, você já está casado, só falta oficializar.
Me encarei no espelho meio confuso.
― É cara, você é um homem casado e não percebe – disse Al dando umas batidinhas em meu braço.
Isso me deixou pensativo, talvez eu nunca tivesse pensado em casamento por que Kathe não me pressionava ou tocava no assunto.
― Acha que ela pensa o mesmo? – perguntei a Al.
― Tenho certeza que ela quer casar. – comentou Al ― Ouvi uma conversa da Melody com ela sobre casamentos. 
― Não vai dizer que a Melody...
― É, eu vou pedi-la em casamento hoje. – disse Al me fazendo olha-lo. 
― Eu não acredito! – sorri incrédulo.
― Isso mesmo, vou me amarrar, cara. – ele parecia muito feliz.
― Cara, meus parabéns. – nos abraçamos.
― Obrigado e você não pense muito. – me aconselhou ele.
Era inacreditável saber que Al iria casar e justamente com Melody, sua primeira namorada oficial e uma garota maravilhosa. Tenho certeza de que serão muito felizes.
Agora só me restava decidir se faria o mesmo a respeito de mim e Kathe.
Moramos juntos há alguns meses e o nosso convívio é ótimo, logo teremos um filho e em algo Al tinha razão, somos praticamente casados. Porém só precisamos oficializar.
― Vou pedi-la em casamento. – comentei quando saímos da loja.
― Serio? – Al sorriu – Fez a coisa certa, e quando vai ser?
― Ainda não sei, vou pensar – falei.
― Uma dica: leve rosas vermelhas no dia. – disse ele.
― Por quê? 
― Sei que ela vai gostar. – ele sorriu.
― Ok.
Eu ainda não sabia quando faria isso, mas queria que fosse inesquecível.
Voltei para casa um pouco mais cedo, pois hoje o jantar seria por minha conta. Kathe havia saído com Melody e Liz para comprar os vestidos que elas usariam amanhã. 
Acabei jantando só, ela não havia chegado e sua demora me deixava preocupado. Então resolvi ligar, mas só dava desligado, tentei ligar para Melody e só me aliviou quando a mesma atendeu, porém ao ouvir o motivo de sua demora minha preocupação aumentou.
Melody apenas disse que Kathe passou mal, mas que já estavam chegando.
Só me tranquilizei quando o vi chegar em casa.
― Você esta bem, meu amor? – me aproximei preocupado.    
― Agora estou, mô. – ela sorriu ― Só preciso descansar.
― Venha, vou levá-la até o quarto. – a segurei enquanto íamos para o nosso quarto.
― Amor, relaxe. – pediu ela ao deitar na cama ― Eu já estou bem.
― Estou tentando. – respirei fundo.
― Tudo que preciso agora é apenas descansar. – ela sorriu 
― Tudo bem. – beijei seu rosto ― Estarei lá em baixo quando precisar.
― Ok.
― Te amo. – a beijei.
― Também te amo.
Sai do quarto a deixando descansar e voltei para onde estava Melody e Liz, as quais nem falei por conta da preocupação com Kathe.
― Me desculpem meninas, por não cumprimentá-las. – falei 
― Entendemos. – disse Melody.
― Agora me digam o por quê dela passar mal – as olhei.
― Encontramos Danny no shopping – disse Liz 
― E as duas discutiram, porém parece que essa tal é sua ex como a mesma disse – concluiu Melody.
― Como? Ela não foi embora? – senti a raiva me invadir.
― Ela chegou ontem. – disse Liz ― A vi chegando.
― Mais que vadia. – xinguei.
― Taylor, calma. – pediu Melody ― Olha, não conheço essa Danny, mas o que presenciei hoje sei que ela merece toda sua raiva e desprezo, contudo Kathe agora precisa de você. Acalme-se e fique com sua namorada.
― Mel tem razão Taylor, fica com Kathe que a gente tem que ir. – disse Liz.
Assenti tentando manter minha calma.
― Ela vai ficar bem, Taylor. – Mel me olhou confiante e sorriu ― Sei que vai.
― Obrigado. – sorri levemente.
― Vai la meu cretino, deixa que fecho a porta. – Mel beijou meu rosto.
Me despedi das duas e subi as escadas.
“Por que justo agora Danielle tinha que aparecer em minha vida, por que agora?”
Respirei fundo, pensar nessa garota afetava minha calma e tudo que me mantinha de bom humor.
Entrei no quarto e parei, a vendo dormir tão tranquilamente como se nada tivesse acontecido alguns minutos atrás.
Tirei minha calça e a camisa e deitei ao seu lado na esperança que minha mente desse um descanso e pudesse dormir.
O que ela faz aqui? Depois de tanto tempo precisava mesmo acabar com minha paz?
Droga, maldita hora que essa garota retornou a San Francisco.
Respirei fundo me virando para Kathe a vendo se mexer e se aproximar de mim.
Beijei seu rosto e o fitei por um logo tempo até o sono me dominar.
“Ela estava tão longe de mim, nunca conseguiria correr tão rápido quanto queria e desejava.
Vê-la ali parada com acalmaria em cada gesto seu me angustiava, eu queria inutilmente ser mais rápido e a tirar dali.
Embora gritasse ela não ouvia nenhuma palavra minha...”

(...)

Acordei assustado com o coração pesado e o corpo suado, nada naquele momento me tranquilizaria mais que encontrá-la dormindo ao meu lado.
Levantei da cama num pulo correndo para o banheiro e gritando por ela, cada cômodo da casa que não a encontrava me angustiava e perturbava minha mente.
Desci a escada correndo chamado por Kathe até chegar à cozinha e não a encontrar.
― Kathe! – a chamei desesperado ― Kathe!
― O que houve, amor? – ela abriu a porta me olhando preocupada.
Corri a abraçando forte para sentir que estava ali de verdade que seu calor não era ilusão criada em minha mente e que sua respiração em meu pescoço causando arrepios em meu corpo era mais uma prova de que estava comigo.
― Taylor, o que aconteceu? – quis saber Kathe preocupada, ainda presa por meus braços.
― Eu te amo. Eu te amo, amo mais que tudo. – falei e beijei rosto.
― Taylor. – Kathe segurou meu rosto entre suas mãos ― Eu te amo muito mais... Só me diz o que aconteceu?
Respirei fundo e abracei novamente.
― Vocês são tudo que tenho... Só fica comigo. – pedi num sussurro.
― Sempre estarei com você. – ela sorriu e beijo-me.
As cenas do pesadelo se repetiam várias vezes em minha mente, pareciam nunca ter fim.
Hoje eu queria passar o dia todo ao seu lado e foi o que fizemos, resolvemos almoçar fora em um restaurante o qual ela queria muito.
― Gostei daqui. – comentei enquanto almoçávamos.
― Não falei que gostaria? – ela sorriu.
― E acertou. – sorri.
Ao terminamos de almoçar, fomos passear um pouco pela cidade, coisa que nunca havia feito.
― Hoje está um lindo dia, não acha? – comentou ela.
― Só não mais que você. – a olhei e beije-a.
― Eu te amo. – ela tocou meu rosto.
Passamos o dia juntos, o que foi muito divertido, porém precisávamos ir para casa nos arrumar para o baile ou chegaríamos bastante atrasados. Eu sinceramente não fazia questão de ir, queria apenas ficar com ela todo tempo e me livrar daquele sentimento de perda que me invadia a cada instante que Kathe se afastava, porém quero que ela tenha tudo que uma adolescente normal deveria ter e por sua felicidade faço tudo.
A deixei em casa se arrumado dei uma falsa desculpa para que pudesse ir a alguns lugares antes de irmos ao baile.
Esperava por ela em frente a escada, olhava minhas mãos quando ouvi o som de seu salto nos degraus.
Ela caminhava em minha direção com o sorriso mais puro que já vi, seus cabelos longos, ruivos e cacheados perfeitamente estavam meio presos. Seus olhos safiras encontraram os meus e me vi em transe por alguns instantes apenas a observava e a mesma retribuía meu olhar.
Perguntei-me nesse momento qual deveria ser a minha reação, mas não obtive resposta, pois me encontrava hipnotizado por sua beleza.
― Amor. – ela sorriu ― São pra mim?
Entreguei o buquê de rosas para ela.
― São lindas. – ela sorriu novamente ― Obrigada.
Kathe pegou o pequeno cartão e leu, no mesmo instante vi sua expressão mudar e seus olhos lagrimejarem.
Ela me olhou com o sorriso mais lindo que já havia visto, deixando umas lagrimas teimosas escorem por seu rosto. Me abraçou e sussurrou em meu ouvido um “Eu te amo”.
Nunca havia pedido o controle do meu coração como naquele momento em que senti seus lábios nos meus, parecia que tudo era a primeira vez novamente e como um menino descobrindo o amor eu a beijei com tudo o que sentia por ela, intensamente, todo o amor que havia em mim.
Peguei a caixinha de veludo vermelho em meu bolso tirando o anel, peguei sua mão e o coloquei e a beijei.
― Eu te amo. – sussurrei e a beijei. 
― Eu também te amo.
― E você está muito linda. – sorri a olhando por completo.
― Obrigada, e você nem se falar. – ela sorriu e colocou uma das mãos na barriga.
― O que foi? – me preocupei pegando o buquê de sua mão.
― O bebe chutou. – ela sorriu ― Acho que vai ser um menino.
― Por que acha isso? – a olhei sorrindo.
― Tenho certeza que menina não chuta tanto assim. – ela riu ― E se for mesmo um menino já até sei como vou chamar.
― Como? – me aproximei.
― Tyler Gabriel, pra combinar com o nome do seu pai. – Kathe me olhou e sorriu lindamente.
― Muito espertinha você, mas se for menina eu que escolho. – falei e a beijei.
Ouvimos a campainha tocar.
― Chegaram. – falei indo abrir a porta.
— Oi, cretino. – disse Melody — Você está um gato, oh meu Deus!
— Haram. – pigarreio Al logo atrás dela.
— Mas o meu noivo ciumento é mais gato. – ela riu e mandou um beijo para ele.
— Sei. – disse.
— Minha nossa! Como você está linda. – ouvi a voz de Mel exclamar — Amor, vem ver como Kathe está diva.
— Uau! Muito linda mesmo. – Al me olhou — Cuidado Taylor.
— É o que mais terei. – a olhei vendo seu rostinho corado, amava quando ficava assim.
— Hey, que monte de macho feio. – disse Tom ao entrar com DJ — Só as mulheres estão lindas aqui.
— Nisso eu concordo. – falei risonho ao me aproximar de Kathe.
— E nós, é claro que somos lindos. – comentou DJ.
— Está todo mundo lindo, deixe disso, seus idiotas. – disse Melody e riu — Vamos tirar foto, que esse ano foi histórico. 
Tiramos várias fotos como Melody queria, aquele momento deveria ser eternizado como a mesma dizia e tudo deveria ser feito perfeitamente, como os bailes de adolescente eram antes de tudo isso com limousine, flores, roupas sociais e garotas como par.
Ao chegamos, saí da limousine e ajudei Kathe.
— Nosso primeiro baile, amor. – sorri e a beijei.
Kathe sorria nervosa enquanto caminhávamos.
— Calma, minha vida. – ri a olhando, amava seu jeitinho.
— A nossa mesa é aquela. – disse Al.
Sentamos à mesa.
— Nossa, amei a decoração desse ano. – comentou Liz.
— Graças a Mel. – disse Al.
— Arrasou, Mel. – falei junto com Tom e DJ.
— Obrigada, meninos. – ela riu.
— Que lindinho, a mesa dos fracassados. – ouvi a voz irritante de Nicole.
— A das vadias de campo e necessitadas de pênis é logo ali a sua direita. – falei sem olhá-la.
Todos me olharam e riram, Tom e DJ assobiavam feito retardados.
— Por essa ela não esperava. – disse Al gargalhando.
— É por isso que você tem meu respeito, Taylor. – comentou Melody – Meu cretino favorito. 
Ri de como pareciam uns idiotas com algo tao bobo.
— O velho Taylor está de volta. – sussurrou Kathe em meu ouvindo.
— Pra você nunca serei assim. – sussurrei e a beijei.
— Oh, que lindinho. – disse DJ tentando imitar a voz de Nicole e fazendo gestos gays.
Mostrei o dedo do meio para ele enquanto todos riam de suas palhaçadas.
— Vem amor, vamos dançar. – levantei estendendo a mão para Kathe que aceitou sem exitar.
Caminhamos ate a pista de dança.
— Te contarei um segredo. – disse ela sem graça — Não sei dançar.
— O quê? Como pode nunca ter me contado isso? – fingi estar surpreso e decepcionado.
— Taylor, seu bobo. – ela riu e bateu em meu braço.
— Não é difícil, amor. – sorri ao pegar em sua cintura — Mas acho que o nosso filho não me deixará me aproximar muito de você.
Kathe olhou para baixo e riu me deixando sem ar, eu amava tudo nela até um simples gesto seu me deixava fascinado.
— Quando olho nos seus olhos, tudo fica bem. – sussurrei em seu ouvido um trecho da musica — Em você encontro o meu paraíso...
Ela sorriu com os olhos lagrimejando.
— Não chora, meu amor. – pedi ao tocar seu rosto.
— É quase impossível, estou sensível. – disse ela e sorriu docemente.
— Eu te amo muito. – senti meu peito pesar e meu corpo suplicar para senti-la mais próxima de mim.
— Eu te amo muito mais. – sussurrou ela e a beijei como se fosse o nosso primeiro e ultimo beijo.
Olhei em seu olhos os quais tanto amava e sorrir.
— Quer senta-se? 
— Sim, me sinto um pouco cansada. – Kathe acariciou sua barriga.
— Vamos voltar pra mesa. – sorri, peguei em sua mão e a guiei de volta para a mesa.
Estava ali com ela, mas aquele maldito peso permanecia em meu coração e cenas do pesadelo rondavam minha mente a cada instante isso estava começando a me angustiar.
— Tudo bem, cara? – ouvi a voz de Al.
— Está sim, Al. – o olhei.
— Você ficou pensativo agora. – Al me olhava — Tem certeza mesmo?
Olhei Kathe conversando com Liz animadamente.
— Está sim, não se preocupe. – falei.
Al não insistiu, mas sabia que não tinha o convencido.
— Boa noite. – ouvi a voz falsamente doce de Danny chamando a atenção de todos à mesa — Não vão me convidar? Nem você, Taylor?
— Você não é bem-vinda aqui. – disse Tom.
— Você e eu temos algo a resolver. – levantei a encarando com fúria.
— Claro, meu bem. – seus olhos com deboche foram para Kathe.
— Não me chame assim. – a puxei pelo braço.
A raiva que sentia daquela garota era algo que não saberia dizer a proporção e muito menos o tamanho do meu desgosto e ódio.
— Você está me machucando. – reclamou ela e soltei seu braço.
— Você merece pior que isso. – falei frio a encarando — Que droga você faz aqui?
— Fui convidada como qualquer um aqui. – disse ela tranquilamente arrumando seu vestido.
— Qual é o seu joguinho Daniele? – quis saber rude.
— Uau, nossa que sexy! – ela se aproximou — Você fica mais sexy assim, todo bravinho.
— Não se aproxime de mim. – a empurrei.
— Que foi Taylor? Sei que ainda me ama, por mais que tente negar, eu sei. – disse Daniele convicta.
— Não Daniele, você esta errada. – a encarei — Não seja mais ridícula do que já é, você melhor que ninguém sabe que de mim tudo que terá é ódio. Faça um favor a todos e vá embora de uma vez por todas, será o melhor feito poe você.
Ela me olhou sem reação e surpresa ao mesmo tempo.
Dei alguns passos a deixando lá feito idiota.
— Taylor. – ela me abraçou pela cintura de tal forma que me impedia de andar — Não diz essas coisas pra mim. Eu te amo, nunca deixei de te amar. Será que nunca me entenderá?
Tirei seus braços de mim com brutalidade.
— Entender o quê? – gritei a encarando — Que pra você era mais fácil fugir com meu melhor amigo que ficar e enfrentar tudo?
— Eu estava grávida. – disse ela chorando sem me olhar — Victor só estava me ajudando, você não seria capaz de assumir o nosso filho.
— Taylor... 
Olhei para trás e vi Kathe nos olhando incrédula.
— Por que escondeu isso? – seus olhos tristes me encaravam.
— Não é verdade isso... – antes mesmo que pudesse terminar a frase ela saiu.
— Sua vadia mentirosa. – olhei Daniele furioso e fui atrás de Kathe.
Minha vontade era de quebrar a cara daquela vadia fingida, ela sabia que Kathe estava ali por isso disse tal mentira. 
— Kathe! Me espera. – pediu — Me deixa te explicar.
— Não quero te ouvir, Taylor. – disse ela enxugando o rosto.
— Não escondi nada de você, nunca transei com ela. – aprecei meus passos para me aproximar, entretanto ela tratava de caminhar mais rápido — Eu juro meu amor, ela mentiu, nunca transei com ela. Não esquece que te contei de Loranny.
Kathe parecia não me ouvir, nem mesmo o carro que se aproximava. Sem olhar, ela desceu da calçada e tudo que sonhei acontecia diante dos meus olhos e por mais que tenha corrido para salva-la não fui rápido o suficiente.
— Kathe! – gritei em desespero — Meu Deus!
Abaixei ao seu lado vendo todo a aquele sangue sobre seu corpo e seu rosto com cortes e pedaços de vidros.
— Kathe, meu amor, fica comigo. – supliquei chorando desesperado — Socorro!
— Por favor, meu amor, fica comigo. – pedi abraçando seu corpo — Você vai ficar bem, eu prometo.
— Ta-ylor... M-e me per-doa... – ouvi sua voz falha.
— Não me peça perdão, meu amor. Você não fez nada. – falei olhando seus olhos tão cansados — Fica comigo, só fica comigo.
— Eu te amo... – Kathe deu um leve sorriso.
— Eu te amo muito. – não conseguia ser forte, eu estava desesperadoc ela é meu tudo e vê-la assim me matava.
Suas lagrimas se misturavam com o sangue de seu rosto e então seus olhos se fecharam como se dormisse.
— KATHE! – gritei aos pratos — Por favor não... Não...
Abracei seu corpo ela era tudo que tinha, não podia e não queria perde-la.
— Saiam da frente! – ouvi a voz de Al — Meu Deus! Taylor.
— Chamem o socorro! – pediu Al.
— Taylor... – Mel me tocou no braço e tentou falar algo.
Não queria ouvir ninguém e não largaria Kathe, ninguém iria me tirar dela naquele momento. Que todos me deixassem ali com ela e minha dor, que me deixassem chorar até o fim, por que nada aliviaria minha dor agora.
Foi necessário Tom, Al e DJ me segurarem para conseguirem me afastar dela. Isso foi como me matar, eles não sabiam e jamais saberão o tamanho da minha dor e desejo que não saibam.

(...)

Parado na sala de espera, revivia tudo do começo ao fim sem parar, eu não tinha controle sobre minha mente nem de mim mesmo, meu choro havia sessado, mas a dor em meu peito crescia a cada instante.
— Taylor. – ouvi a voz de Rick.
 Quando o vi, abracei-o forte e não pude me conter.
— Chore filho. – ele retribuiu fortemente — Lhe fará bem, desabafe.
— Eu a perdi, a perdi. – repetia tentado me fazer acreditar.
Feito uma criança abraçado a Rick, chorei sentindo o conforto de seu abraço, ele era o mais próximo de um pai que já tive.
Todos estavam comigo, ansiosos por uma boa notícia e esperançosos para que esse pesadelo acabasse e que nossa linda e tão doce Katherine estivesse bem.
— E o bebê? – quis saber Rick.
— Estão tentando salvá-lo. – disse Al com Melody abraçada a ele.
— Posso perder meu filho... 
— Tenha fé, Taylor. – pediu Rick ao colocar sua mão em meu ombro.
— Parentes da senhorita Katherine Cullins? – quis saber um médico.
— Sou o noivo dela. – levantei rapidamente — Como ela está?
Ele me olhou por um momentos em silêncio.
— Eu sinto muito... Fizemos de tudo para salvá-la...
Sentei no mesmo instante, minha esperança não existia mais...
Meu mundo desabou embaixo dos meus pés. Kathe havia me deixado e levado minha vida junto.
Sentia que havia perdido tudo, minha vida, minha alma e tudo aquilo que ela me ajudou a ser. Não saberia viver sem ter seu carinho e amor, ela era a única esperança, o que me mantinha vivo, meu motivo para acordar todos os dias, meu maior tesouro. Katherine foi a única mulher capaz de me fazer feliz e esquecer meu sofrimento e a angústia a qual passei minha vida toda.
Imaginei um mundo com ela, seu sorriso doce nas manhãs, sua voz calma, seu olhar me prendendo facilmente e até mesmo o jeito como mexia nos cabelos ou ria quando a beijava várias vezes sem parar no rosto... 
A dor me espedaçava e me destruía por saber que serão apenas lembranças, as mais simples e inesquecíveis lembranças... Do maior amor da minha vida.

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