22 maio 2016

Fanfiction: Every Detail - Capítulo 39


Todos levantaram assustados do sofá. Eu não estava entendendo nada, não sabia como falar, como agir, não sabia fazer nada. Fiquei somente olhando para ele e tentando dizer a mim mesma que aquilo ali era um sonho, até me belisquei, mas nada.


- Marco... como... - falou meu sogro.

- É uma longa história - falou meu pai e logo foi recebido pelo abraço apertado do seu amigo, o Daniel. Papai recebeu abraço de todos, até mesmo de quem não conhecia.

- Você é o pai da tia Lua? - sussurrou Sophia para meu pai.

- Sou sim, querida – encaramos um ao outro. Eu ainda estava a chorar. - Não vai vim me abraçar querida - não aguentei e o abracei forte, pois não queria sair nunca daquele abraço.

- Como você está vivo? Você não morreu? Mas como? E a mamãe?

Passava a mão por todo seu rosto enquanto falava e choramos. Todos viam aquela cena e chorava. Apenas Sophia sorria.

- Desculpe, me desculpe minha filha, não queria isso para você. Ficar todos esses anos sem você foi a pior coisa da minha vida, mas agora está tudo bem, agora vai ficar tudo bem – beijou-me na testa.

- Marco, você está com fome? - minha sogra pergunta.

- Estou sim – ele pegou minha mão e me abraçou de lado, então fizemos nosso caminho até a mesa e comemos novamente enquanto conversávamos.

- E estou sabendo que minha filha está noiva - falou ele.

- É - falei meio tímida.

- Querida, eu vou falar tudo, ok? – assenti. Logo terminamos e fomos de novo para a sala - Eu sei que você pode me culpar - eu ia interromper, mas ele não deixou – deixa-me falar, depois você fala.

Fecho a boca novamente e assinto. Taylor se juntou a mim em uma poltrona, ela era larga e cabíamos eu e ele. Meu pai nos olhou e sorriu de leve, mas continuou.

- Como eu dizia, você pode me culpar por ficar longe de você esses anos, porém foi para seu bem. O acidente foi planejado - meu coração se apertou ao ouvir isso e inclinei meu corpo para frente. Taylor ficou passando a mão pelas minhas costas, e eu chorava - Sua tia tentou matar a mim e sua mãe, na verdade sua mãe não resistiu, morreu na mesma hora – murmurou hesitante e eu chorei muito - eu fiquei em coma por quase um ano. Acordei no hospital, não me lembrava muito bem de quase nada, foi ai que tudo foi voltando a partir da hora que o médico falou o nome de sua mãe, Marília. Lembrei-me de tudo, de você minha filha, da sua mãe presa no carro ao meu lado, eu chorando em desespero, rezando para não acontecer o pior. Só que tudo piorou quando o médico falou que ela morreu. Ele disse que eu recebia visita e eu quis saber de quem e fiquei sabendo que sua tia Ana ia de semana a semana no hospital. Então me partiu a ideia, disse para ele falar que eu havia falecido. Ela saiu de lá toda alegre, pensando que ia ficar com meu dinheiro, mas não. Eu via o que ela fazia com você, me desculpe, eu não podia estragar o plano de uma hora para outra. Eu estava sempre a chorar ao chegar onde comecei a morar, me culpava por você estar lá, tinha dias que eu saia da cama com um plano de tirá-la de lá. “Dai teve um dia que eu fiz isso, não queria saber se ela iria ver se eu estava vivo, eu só queria te ajudar. Entretanto quando eu cheguei e vi viaturas na porta de casa, desisti, a vi sendo presa e você sendo cuidada pela família do meu querido amigo.”

Encarou Daniel.

- Então decidi seguir com o plano. Como todos dessa sala sabem, eu sou federal, fiz de tudo para proteger você, tinha dias que mandava em torno de cinco homens vigiarem suas costas. E eu aumentei mais ainda quando soube que ela fugiu da cadeia. A mesma ficou anos sendo procurada, eu fiquei juntando peças, fazendo de tudo para encontra-la para que você ficasse protegida. Viajava pelo mundo a fora, e foi tanto assim que achei ela em Israel, ele conseguiu fugir, e voltou para cá, que foi no caso agora, ela despistava todos nós. Alguns dias depois recebemos notícias que ela estava em três lugares ao mesmo tempo, mandei uma equipe para todo lado, contudo ela não estava em lugar algum. Estava no hospital. Foi quando soube que você perdeu meu neto.

 Lembrar-se de tudo isso fez o meu choro se intensificar e fui abraçada por Taylor.

- Eu não aguentei, apenas pensei: Agora essa mulher vai morrer. Soube que você lutou com ela - sorriu de leve, assim como todos, apenas sorri fraco – Só que ela fugiu mais uma vez e fez Taylor de refém. Entretanto a desgraçada estava em minha mira, eu me posicionei no alto de um prédio, mirando bem em sua cabeça. Então tive minha vingança, dei um tiro na cabeça dela e esse tempo depois que ela morreu, fiz questão de contar para cada família que ela tentou roubar a notícia e deixar bem claro que ela estava no lugar onde deveria estar, pegando fogo. Mandei que a cremassem, queria ver o pó daquela mulher - em alguns momentos Deborah tampava o ouvido de Sol para ela não ouvir - e agora estou aqui, com minha filha que tanto esperei para abraçar, que tanto esperei para dizer que agora está tudo bem, meu amor. Papai está aqui.


[...]


- Pai, bem-vindo ao seu lar - falei chegando ao meu apartamento.

- E você minha querida - falou ele, no outro dia fomos todos para casa.

- Então, esse tempo eu ficarei aqui, mas vai ter dia que passarei com o Tay.

- Ah é, seu noivo. Eu ainda não me acostumei com a ideia de você casar.

Sorrimos um para o outro.

- Porém quero que você seja feliz - passou a mão por meus cabelos e beijou o alto de minha cabeça - sua mãe deve estar orgulhosa de você.

Meus olhos voltam a se encher de lágrimas.

- Ela está - murmuro e me levanto - quer comer algo?

- Sabe o que eu quero?

- Não, fala.

- Quero aquele bolo de frutas, soube que é uma maravilha. E também que seu noivo venha aqui – ri.

- Está bem, vou ligar para ele. Porque não faz assim: hoje tem jogo, vocês assistem, vai ser de tardezinha. Tem cerveja ai, vou preparar o bolo e alguns salgados, por enquanto que vocês conversam e assistem ao jogo, eu vou com as meninas ver como vai ser o bolo do casamento, pois só falta isso – achou graça da minha animação.

- Por falar nisso, quando vai ser seu casamento? Você ainda não me falou a data - foi me seguindo até a cozinha.

- Vai ser dia 25 de fevereiro - falei e olhei para ele – pai, desculpa tá, foi o único - ele me interrompeu.

- Tudo bem, querida. Vamos começar tudo de novo e seguiremos nossas vidas. Sua mãe está em um lugar melhor e você vai se casar, o dia tem que ser alegria. Sua mãe está lá em cima olhando por nós, nos protegendo. E outra coisa: quero netos - falou ele e rimos no final - sinto muito pela perda - falou ele me abraçando.

- Já superei e daqui a pouco teremos seus netos - ele paralisou.

- Como assim? Está grávida de novo? Porque se estiver, esse Taylor é rápido demais – corei no mesmo instante.

- Pai! - o repreendi.

- Desculpa filha – riu da minha cara.

- Não estou grávida, só que eu parei de tomar meus remédios, nós queremos ter um filho, e agora vai dar tudo certo.

- Um não, eu quero vários – levanto meus braços em forma de rendimento e rimos.

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