24 maio 2016

Fanfiction: Sem Saída - Capítulo 13 - Feliz ano novo




Cuidar de um bebe não é nada fácil e estava descobrindo isso na prática. Nos primeiros dias puder contar com a ajudar de Melody — que parecia saber tudo sobre bebes — ela passou algumas semanas dormindo aqui em casa.

Não sabia que teria de acordar durante a madrugada para trocar fralda ou alimenta-lo, isso quando ele não ficava doente, que era pior e mais preocupante, não durmo bem a dias e iria adorar me jogar na cama e dormir profundamente, mas meu filho precisa de mim.
— Até quando vai ficar me supervisionando? – quis saber enquanto trocava a fralda de Tyler.
— Só estou me certificando de que você está fazendo certo – disse Melody risonha.
— Difícil errar, faço isso há três semanas. – comentei.
— Mesmo assim, superpai. – ela riu.
Peguei Tyler no colo e caminhei em direção ao seu berço.
— Você precisa dormir – comentou Mel — Está com uma cara péssima.
— Obrigado por me lembrar – falei sarcástico a fazendo ri.
— Vai lá dormi que cuido dele – ordenou ela ao se aproximar.
— Eu poderia recusar, mas estou precisando muito – dei um beijo em Tyler e ela o pegou.
Exausto, era uma boa palavra para descrever como me sentia, trabalho, escola e cuidar de uma criança, isso tudo acabava comigo. Posso dizer que tenho pessoas que me ajudam, mas isso tudo não é dever e muito menos obrigação deles, porém sou muito grato.
Rick havia voltado a morar comigo agora que era apenas eu e Tyler, mudou seu turno para cuidar do meu filho durante a manhã enquanto Melody e Liz estão na escola durante a tarde. E uma delas cuida dele até quando chego do trabalho. Não nego que todo o tempo em que fico longe dele, conto as horas e os minutos para chegar em casa e o pegar no colo, é uma saudade inexplicável.
Acordei forçado pelo o barulho irritante do despertador, levantei meio sonolento e encontrei Melody no corredor.
— Onde pensa que vai, garanhão? – quis saber ela me olhando.
— Ver meu filho – falei sonolento.
— Não mesmo, ele está bem. Volte para o quarto e se arrume – ordenou ela me empurrando para o meu quarto.
— Para o quê? – quis saber.
— Hoje é véspera de natal, e o que temos Taylor? – ela me olhou cruzando os braços.
— Caralho, foi mal Mel. – sorri sem graça ao lembrar — Tanta coisa que tinha esquecido.
— Pois bem, eu te livrei de tomar uma surra dos meninos. Agora ande logo e vá se arrumar.
— Ok, ok – ri ao entrar no quarto.
Esse não era bem o plano que tinha para o natal desse ano. Achei que seria o meu primeiro natal em família, com Tyler e... Kathe.
Abri o armário à procura de uma boa roupa, queria estar bem apresentável para o primeiro natal do meu filho assim como os próximos, não quero que ele tenha lembranças de um pai triste e desprezado.
Encontrei as roupas dela na parte ao lado e seu perfume ainda estava lá, não minto em dizer que isso me machuca todos os dias, mas não fui capaz de tirar nada do que era seu do armário, não sou tão forte assim.
Tomei banho tentado ao máximo não pensar ou lembrar-se dela, mas parecia algo impossível. Não queria que meus amigos me vissem triste.
Depois de me vestir encarei-me no espelho por alguns instantes  imaginando o que Kathe diria depois de tanto tempo, e ri comigo mesmo por imaginá-la me dando uma bronca por ser tão idiota.
Tínhamos combinado de sair com Al, Melody e Rick para ver o coral na rua principal.
— Vamos, garotão? – disse ao pegar Tyler no colo — Você está um gatão, só podia ser filho do papai.
Ri com a carinha que ele fez.
— Vamos, Taylor? – me chamou Rick da porta.
Aproximei-me dele com Tyler no colo.
— Vocês dois estão muito bem. – comentou Rick.
— Ele é meu filho, teve a quem puxar – sorri convencido.
— Será que puxou a modéstia também? – disse ele risonho.
Descemos a escada, a casa toda estava enfeitada e todos estavam na sala de jantar, nunca havia visto tão bonita assim antes.
— O que é isso? – falei surpreso.
— Nós, ué. – disse DJ com cara de óbvio.
— Ele que saber o que fazemos aqui, tapado. – disse Tom e deu uma pedala em DJ.
— Comer, ué – disse DJ novamente com cara de óbvio.
Al deu outra pedala em DJ.
— Natal em família, é claro – disse Al e se aproximou.
— Mas e a de vocês? – quis saber enquanto Al pegava Tyler.
— Já passamos muitos com eles, esse ano e os próximos serão com vocês – Melody sorriu.
— Legal, chega de papo e vamos comer – disse DJ animado.
— Calma aí – o olha torto - esfomeado – Tom segurou ele, nos fazendo rir.
— Sinceramente, não esperava por essa surpresa – comentei sorrindo.
— Esse era o plano – disse Rick.
— Como o Tyler está lindo, gente. – comentou Liz ao pegá-lo de Al.
— Esse vai arrasar nas creches. – comentou Tom rindo.
— Fui eu que o deixei lindão assim – se gabou uma Mel risonha.
— E fui eu quem o fez – me gabei e ri.
Recebi uma tapa no braço de Melody.
— Você não muda mesmo, Taylor – disse Liz rindo.
— Pois é, não posso, tenho que ensinar meu filho desde pequeno – comentei sorrindo de lado.
— Meus filhos estão ferrados. Se o pai já me ferrava, imagina o que o pequeno Tyler fará com os mesmo, terão sorte se acharem uma mulher que queira casar com ele – dramatizou DJ nos fazendo ri.
— Calma cara, os seus filhos não vão ter problema com o pequeno ali, eles serão melhores que você – disse Tom debochando do DJ – Cara, você que é um péssimo pegador.
— Só não mando você se... Por que tem criança aqui e estamos no natal, mas deixa passar o ano novo – retrucou ele.
— Chega dessa conversa de maluco – disse Melody arrumando algo na mesa.
— Isso mesmo, o jantar vai esfriar. – disse Rick enquanto ajudava Mel.
— Vamos comer, amém –  DJ sorri feliz.
— Calma  – Al o repreende mais uma vez.
Fomos todos para a mesa e Al havia pegado Tyler de Tom. Eles não deixavam meu filho quieto, ficavam pegando ele com quem estivesse. Todos queriam ficar um tempo com Tyler. Sorri por saber que carinho e atenção não faltariam a ele.
— Amor, me dá ele para você jantar – pediu Mel.
— Não, pode deixar – Al sorriu.
Meu amigo realmente amava aquela garota e isso me deixa feliz, porque ele precisava de alguém assim e a merecia.
— Quem fez essa comida? – quis saber DJ de boca cheia.
— Não seja porco, David. – o repreendeu Liz.
— Rick, Liz e eu – disse Mel.
— Pois está bom demais.
— Isso dá para perceber através de você – comentou Al.
— Há quanto tempo essa criança não come, gente? – Liz olha DJ comendo e ri.
— Enquanto Meranie preparar aqueles venenos, nem tão cedo – diz ele.
— Ih, fodeu – Tom riu.
— Olha a boca, Tom – o repreendi.
— Foi mal – desculpa-se.
Jantamos todos naquele clima de gracinhas e rimos bastante, havia um bom tempo que não me sentia tão bem como hoje com meus amigos. Como eles mesmos disseram: minha família.
— Feliz natal – Liz me abraça.
— Feliz natal, Taylor – Melody me abraçou.
Peguei Tyler de Rick e nos despimos de todos.
— Feliz natal, tio. – sorri.
— Feliz nata, filho. – ele me deu um meio abraço e beijou o rostinho de Tyler.
— Vou colocá-lo no berço e já volto para te ajudar a arrumar – falei subindo a escada.
— Não precisa, vá dormir que amanhã arrumo isso – disse Rick.
Na minha situação não estou rejeitando boas ações.
Assenti e continue subindo os degraus.
Hoje Tyler dormiria comigo, não queria passar essa noite sozinho e ele era tudo que tinha agora de sua mãe.
O coloquei na cama e deitei ao lado olhando seu rostinho tão pequeno.
— Feliz natal, filhão – sorri, o deixando brincar com meus dedos.
Beijei seu rostinho e levantei indo vestir um moletom.
Noite de natal, a neve cai lá fora, e apenas eu acordado. Tyler dormia quietinho em seu lugar deixando-me como um pai bobo o fitar dormir, sentindo saudades da mulher que me fez o homem mais feliz de uma vida, a mesma quem sinto falta todos os dias e serei eternamente grato por tudo, inclusive ele.
“- Eu te amo – sussurrei ao beijá-la.
— Eu também te amo. – sussurrou ela.
— E você está linda. – sorri a olhando.
— Obrigada, e você nem se fala – Kathe sorri e coloca a mão na barriga.
— O que foi? – me preocupei.
— O bebe chutou. – ela sorriu — Acho que é um menino. ‘’
 Essa lembrança me fez sorrir e ao mesmo tempo sentir um peso no peito, aquela foi a noite em que a vi pela última vez, a noite em que a perdi.
“— Quando olho nos seus olhos, tudo fica bem – sussurrei em seu ouvido um trecho da musica — Em você encontro o meu paraíso.
Ela sorriu com os olhos lagrimejando.
— Não chora, meu amor – toco seu rosto.
— É quase impossível, estou sensível. – disse ela docemente.
— Eu te amo muito. – senti meu peito pesar e meu corpo suplicar para senti-la mais próxima a mim.
— Eu te amo muito mais – sussurrou ela e a beijei como se fosse o nosso primeiro e último beijo. ’’
Meu choro se tornou difícil de conter, talvez porque venho o prendendo e evitando por tanto tempo que já não consigo evitar. Eu a amo demais para conseguir me manter vivo sem poder ouvir sua voz, sua risada, sentir seu cheiro ou ver seu olhar. Chego a desejar todos os dias vê-la em meus sonhos e não permito que minha mente apague nenhuma lembrança sua, porque tudo isso e o nosso filho é o que me mantem vivo e me faz deseja acordar.

(...)

Acordei sentindo meu corpo dolorido e desconfortável, olhei em volta e não era o meu quarto, me preocupei com Tyler de imediato. Levantei da poltrona sentindo uma leve tortura, segurei na parede e fechei olhos respirando fundo.
— Você está bem? – ouço uma voz preocupada.
Meu coração se agitou em meu peito, fazendo minha respiração descontrolar.
Aquela voz... Meu cérebro estava começado a me enganar e meu coração feito idiota cair em suas armadilhas.
— Taylor, você esta bem? – quis saber ela — Amor, respondi, eu estou ficando preocupada.
 Respirei fundo tendo controlar o caos dentro de mim. Meu coração piorava a cada segundo e pedia que a olhasse desesperadamente.
Olhei na direção onde ouvi sua voz e não acreditei no que os meus olhos viam, eles deveriam esta me enganando mais uma vez, se aproveitando de mais um momento fraco meu.
Kathe sentou cuidadosamente na cama ainda me olhando preocupada.
Sem que pudesse perceber, meus pés havia me levado até ela e minha visão embaçada com as lágrimas que insistiram em cair justo quando queria vê-la.
— O que houve, Taylor? – ela tocou meu rosto com carinho — É por minha causa? Eu estou bem.
Eu podia senti-la, não era um sonho, Kathe estava ali em minha frente...
Abracei-a sentido seu cheiro e o calor do seu corpo. Eu desejei tanto esse momento.
— Senti tanto medo... – falei num sussurro.
—Eu também, meu amor – disse ela num sussurro me abraçando mais forte.
— Eu te amo, te amo muito. – falei olhando seu rosto com alguns pequenos ferimentos.
— Eu te amo muito mais – Kathe me beijou.
Kathe estava comigo e não era um sonho e muito menos uma ilusão, ela estava ao meu lado deixando-me ouvir sua voz e sentir seu calor. Permitindo-me respirar aliviado e dizer que tudo foi apenas mais um sonho em que me fez acordar com o coração pesado.

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