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Fanfiction: Diário de Uma Paixão - Capítulo 52






*** Carol POV ***


Cheguei em casa depois de meia hora no carro chorando. Cheguei arrasada, mas as palavras do meu pai não saiam da minha cabeça. Eu precisava enfrentar tudo isso de cabeça erguida se eu realmente gostasse dele… e é claro que eu gosto!

James me ligou no mesmo dia para falarmos sobre alguns trabalhos que estavam por vir. Na verdade, eu faria algumas fotos daqui dois dias, então foi o que conseguiu me animar. Ele nem tocava no nome de Taylor, era como se ele não existisse na minha vida. Melhor assim do que escutar bobagens todos os dias…

Christian sumiu! Nunca mais falou comigo ou James sobre trabalho, deve ser porque descobriu que eu estava namorando Taylor oficialmente, então…

Taylor me ligava a todo momento para saber se eu estava bem e com certeza para conferir se eu ainda ficaria com ele depois do que aconteceu. Enquanto isso eu pensava em alguma maneira de resolver isso tudo. Eu me sentia humilhada, exposta, rejeitada pelos pais de quem eu estava completamente apaixonada. Parecia que tudo conspirava contra nós e que de repente tudo poderia virar flores se os pais dele concordassem com o nosso relacionamento.



***



Dois dias depois estava no estúdio para um ensaio fotográfico. Sairia em todas as revistas de moda mais importantes do mundo, sim, eu estava começando a ficar em destaque. Enquanto trabalhava eu pensava na minha vida pessoal e em como resolvê-la e finalmente tive uma ideia super arriscada, que exigiria muita coragem da minha parte.

No intervalo das fotos, bem longe de James, liguei para Tarik.

-Tarik?
-Oi Carol, tudo bem?
-Tudo e você?
-Tudo bem. E ai?
-Estou ligando para pedir um grande favor.
-Mais um? Pode falar.
-Pois é, estou abusando, eu sei. Mas, por favor, preciso que você me diga quando Taylor não estará na casa dele, quero ir lá.
-Quando Taylor não estará? E se ele não estará por que quer ir lá?
-Quero falar com os pais dele.
-Oh Deus, não…
-Por quê? Eu preciso.
-Carol, de verdade, quer um conselho?
-Não, não quero. Preciso da sua ajuda, Tarik, não preciso de mais conselhos, desculpe.
-Oh Deus, ok. Amanhã eu vou sair com Taylor para resolver umas coisas do próximo filme, vamos ficar a tarde toda fora.
-Próximo filme? Taylor não me disse nada.
-Ele vai te falar… Então, eles ficarão sozinhos.
-Ótimo! Makena estará lá?
-Bom, aí eu já não sei, talvez sim, talvez não.
-Ok, ok! Muito obrigada.
-Pelo amor de Deus, não vai fazer nada que se arrependa depois, tá?
-Pode deixar, Tarik. Confie em mim.

E assim meu plano dava o primeiro passo. Eu precisava saber exatamente o que dizer e o que fazer. Eu precisava ter essa conversa em particular. Eles tinham que entender os meus sentimentos por Taylor.



***



Nem consegui dormir de tão nervosa. Acordei cedo, tomei café e um banho. Já fiquei pronta às 10 da manhã, tamanha era a minha ansiedade, sendo que eu só poderia ir até a casa de Taylor à tarde, quando seus pais finalmente estariam sozinhos. Resolvi relaxar e ouvir música até dar o horário.

Às duas da tarde em ponto estava dentro do carro, mas sem coragem de dar a partida. Ainda bem que as palavras do meu pai não saiam da minha cabeça e foram elas que me fizeram seguir até a casa dos Lautner. Eu tremia dos pés a cabeça e a vontade de chorar já era grande.

Para me ajudar, Tarik me deu o celular da Makena, ela que me ajudaria a entrar no condomínio sem ser barrada. Assim que cheguei liguei imediatamente para ela.

-Makena?

-Carol, tudo bem?
-Como sabe que sou eu?
-Tarik passou o seu celular para mim.
-Ah… e então, posso entrar?
-Olha, não sei o que pretende fazer, mas eu gosto e confio em você.

Como ela poderia ser tão doce? Doce como o irmão. Pelo visto ninguém puxou os pais.

-Obrigada – eu disse e o portão do grande condomínio se abriu.

Estacionei na vaga de visitantes e caminhei até a maior casa da rua. Toquei a campainha rezando para que eles não atendessem, mas já era tarde demais.

Deborah Lautner parada na minha frente, sem entender o que eu fazia ali, me olhou dos pés a cabeça.

-Caroline?

Engoli seco e respondi.

-Boa tarde, Sra.Lautner, posso falar com vocês?
-Quer falar conosco? O quê?

Ela mantinha a mão na porta. Ela não queria que eu entrasse, claro.

-É sobre Taylor e prometo que será rápido.

Ela não disse nada, simplesmente abriu a porta me dando passagem. Eu finalmente estava no ambiente dele. O cheiro de Taylor estava pela casa e isso fazia com que eu tivesse mais ainda vontade de chorar. Daniel estava sentado na sala e se assustou com a minha presença. Imediatamente ele se levantou e disse:

-Caroline?

Parece que eles haviam decorado bem o meu nome.

-Boa tarde, Sr.Lautner.

Ele não respondeu, claro, ao invés disso, Deborah disse:

-Você disse que ia ser rápido, desculpe, mas estamos ocupados.

Respirei fundo e consegui forças para começar a falar.

-Provavelmente vocês já sabem o que me fez vir até aqui. Vocês não me conhecem direito e é por isso que quero me apresentar, já que sou a namorada de Taylor.

Daniel parecia impaciente e Deborah cruzava os braços. Eu continuei.

-Eu tenho 26 anos e moro aqui perto. Meus pais moram em New Jersey, eu e meu irmão nascemos lá. Meu pai é engenheiro e minha mãe dona de casa. Eu também sou formada em Engenharia, mas nunca exerci a profissão. O meu maior sonho sempre foi ser modelo, bom, eu amo fotografia e consequentemente fotografar. Eu tenho um agente, que se chama James e além de ser meu agente é um grande amigo da família.

Respirei fundo e continuei.

-Tudo o que temos hoje é fruto do trabalho do meu pai, que aos 65 anos ainda trabalha e muito. Temos uma vida muito boa e eu tive uma educação baseada nos valores da família. Por isso e por muitos outros motivos, estou aqui para explicar-lhes que estou com Taylor porque gosto dele. Eu me apaixonei.

Nesse momento não aguentei e comecei a chorar.

-Eu não preciso dele para ser famosa ou para ter dinheiro. A fama eu já conseguiria com a campanha da Bench e com outros trabalhos e dinheiro eu e minha família temos o suficiente para vivermos bem. Estou com ele porque foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. Ele é inteligente, engraçado, persistente e lindo por fora e por dentro. Vocês fizeram um bom trabalho.

Suspirei e continuei sem me importar com a quantidade de lágrimas que caía em meu rosto.

-Eu não sou oportunista, não sou uma garota de programa de luxo, não quero ficar famosa à custa dele e muito menos me aproveitar de qualquer coisa desse tipo. Estou aqui porque eu havia decidido sair do país, depois que terminasse o namoro, claro. Eu queria ficar longe de todas essas coisas horríveis que falam de mim e de tudo que me deixa triste e humilhada. Bom, estou aqui por que meu pai insistiu para que eu provasse a vocês que não sou isso que dizem. Pode parecer difícil de acreditar em alguém que mal conhecem, mas estou sendo muito sincera, estou aqui com o coração aberto.

Deborah já estava com os braços descruzados e me olhava com pena. Daniel continuava onde estava e eu percebi que nada tinha adiantado. Eles não disseram uma palavra.

-Obrigada por me receberem…


Foi o que consegui dizer antes de sair correndo de lá.

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