05 julho 2017

Fanfiction: Uma Noite - Capítulo 6




BASES
Um mês depois


É, eu tenho que dar mão a palmatória. Taylor não é nada do que inicialmente pensava, não que eu hoje confie nele, longe disso, mas o danado me surpreendeu o suficiente para que baixasse a guarda e lhe desse uma chance real.

Ele não é um completo babaca.

Ele tem senso de humor, é gentil, mas é bagunceiro, porém gosta de ajudar, e também pode ser um tanto invasivo, daquele tipo bem furtivo. Taylor quase sempre está em meu apartamento. Sorte dele que estou curiosa e estamos fazendo essa coisa de conhecer um ao outro. E, para dizer a verdade, eu gosto de observá-lo e conhecer as pequenas coisas que somente podemos enxergar quando olhamos atentamente ou estamos íntimos.


Taylor calça 46, e devo dizer, o mito sobre a proporção é real. Eita, calma lá, também não é como se ele precisasse de um carrinho de mão para ajudá-lo a caminhar.

Taylor não pode ficar parado por muito tempo.

Seu joelho sempre está balançando quando ele está sentado.

Ele torce os lábios quando está focado em algo e franze a testa quando está chateado.
Ele fala com a televisão. O que em parte é engraçado e um saco ao mesmo tempo, principalmente quando vemos um filme e ele acredita ser o narrador.

Ele também rói as unhas, algo que me dá nos nervos e eu disse isso.


— Você não deveria roer as unhas. É feio, além de ser nojento — repreendo, com o olhar cerrado na direção dele, quando o vejo roer a unha enquanto mexe no celular.

Taylor me olha de forma indulgente.

— É mania — diz, como se isso explicasse tudo.
— Mania se perde, tonto.
— Eu já tentei, babe, mas não consigo.
— É melhor conseguir se quiser me beijar de novo.
— Você sabe. Eu escovo os dentes.
— Bem, espero que a escova seja boa assim, porque é única coisa que vai beijar se continuar com essa nojeira. Topei a troca de saliva, não de unhas.

Mantenho minha expressão séria para ele ver que falo a sério.

— Isso é injusto, Lana.

Ele bufa, aborrecido, quando sigo olhando.

— Acha que gosto disso? Que se pudesse já não teria parado? Eu já tentei de muitas formas, até passei uma porra amarga que minha mãe disse ser bom e nada.

Penso por um minuto, e então, sorrio animada com minha ideia. Paro na frente dele, coloco as mãos em seus ombros, inclinando-me sobre ele e olho determinada.

— Façamos um trato então - Ele fica curioso. 
— Que trato?
— Toda vez que sentir vontade de roer as unhas, você me beija.
— Toda vez? — repete.
— Uhum!
— E se não estiver perto quando a vontade bater?
— Então eu acho que terá uma motivação a mais para vir me ver.
— Só a boca?

Levanto uma sobrancelha sugestiva.

— Tá valendo agora?
— Só se escovar os dentes.
  
Motivação é tudo, meus amigos!

Minha boca vive com efeito botox, não que eu ligue, claro. Porém, devo confessar que estou um pouco desapontada por ele não tentar me beijar em lugares mais... privados.

Mas, verdade seja dita, ando aproveitando meus momentos com Taylor.

Tivemos jantares agradáveis e até cineminhas... em casa.

Honestidade é uma das bases fundamentais para a construção da confiança em qualquer relacionamento. E nós estamos aplicando isso aqui. Isso não quer dizer que seja fácil. Taylor não está à vontade com alguns aspectos dessa empreitada, embora esteja relevando (ele ganhou pontos por isso), mas eu tampouco estou cedendo quando se trata de nós dois fora dos domínios do meu apartamento. Estou disposta a conhecê-lo e dar essa chance a ele, bem, a nós, no entanto, isso não significa que quero exibi-lo ou que mudei minha opinião sobre os bundinhas de ouro e creio que nunca aconteça. Posso ceder, posso relevar e até ignorar meu orgulho rangendo os dentes para mim. Não há nada de mau nisso, sobretudo, quando faz mais bem do que mal. Entretanto, eu não estou caindo de cara desse jeito insano, sem seguras garantias de que o quê estamos fazendo aqui é verdadeiro.

Taylor, de início, tentou argumentar com a opção de usarmos nossos amigos para badalarmos por aí, e claro, não rolou. Não estou colocando minha privacidade em risco. E a coisa piorou quando chegou o dia de ir à médica. Eu não estava negando meus porquês de não podermos ir juntos, mas Taylor não queria entender. Resultado: brigamos.


E como será quando o bebê nascer, Lana?

Ele tem os braços cruzados sobre o peito e a expressão feroz.

Isso tudo já está começando a me encher o saco.

Não sei, Taylor. Quando chegarmos lá veremos — ranjo para ele demonstrando meu aborrecimento e, em seguida, agarro minha bolsa e me adianto para porta. Eu vou na frente, porque não posso me atrasar para consulta e por sua culpa já estou com o tempo estourando. Espere 10 minutos depois que eu entrar e então você entra.
— Não tenho certeza se isso está valendo a pena.

Ele está com raiva, mas eu também estou.

O que deveria ser um dia relaxante, com a expectativa girando entorno das novidades sobre o bebê, se transforma em um dia estressante e cheio de aborrecimento.

— Eu disse as regras. Se quiser desistir, vá em frente.


Taylor não desiste. Eu, estranhamente, me sinto aliviada.

Ele, no entanto, fica quase uma semana sem entrar em contato comigo, e quando reaparece na minha porta, me dá um beijo que me desossa e me deixa ébria.

Nossos amigos são outros quinhentos.

Eles não opinam a respeito e evitam se intrometer.
Bem, não posso dizer que não ficaram chocados quando aparecemos juntos no sítio (cada um foi em seu carro, claro), um dia depois de eu ter socado Taylor.
  
— É bom ver que estão se dando uma chance.

Bel lava as mãos na pia ao meu lado enquanto eu bato o mousse de chocolate.

— Ele apareceu ontem no apartamento...
— Corajoso — diz com sublinhada admiração.

Rio, batendo meu ombro no dela.

— Palhaça... Ele veio com essa ideia de “me conheça” e eu não achei ruim. E também estamos tendo um bebê, ainda que não fiquemos juntos como um casal, teremos de conviver como pais dele ou dela. É bom conhecermos um ao outro um pouco que seja.
— Isso que tentamos dizer ontem — lembra.
— Sei. Não estou caindo de amores. Ele me atrai, não estou negando isso, o sexo também é muito bom, mas só isso não basta para um relacionamento dar certo.

Bel ergue a sobrancelha.

— Mas é parte do caminho. Uma muuuuuito boa.

Balanço a cabeça concordando e, em seguida, transfiro o mousse para as taças e começo a montagem. Bel pega uma cerveja e se debruça no balcão, bebendo um gole.

— Eu entendo o porquê de pensar como pensa sobre os caras como ele, também é o meu pensamento, bem, quase. Mas, como Luigi disse ontem, nem todos são escrotos.
— Estou aberta para ser surpreendida — pisco.


Bel tinha um ponto, porém, eu também tenho um.

Realmente prefiro não me envolver com artistas, se puder evitar.

Uns preferem mais velhos a mais novos.
Uns preferem morenos a loiros.
Uns preferem anônimos a famosos.
Estou nesse último time.
Taylor é minha exceção e até o momento estou bem com isso.

Estamos avançando devagar. Um verdadeiro trabalho de formiguinha. E não, não parei de buscar falhas que me façam dar marcha ré. Há defeitos, porém nada que me faça querer desistir, acho graça até e fico admirada com minhas sutis descobertas.

Eu até fiz Taylor maratonar a saga Crepúsculo comigo.

Muito clichê, eu sei.

Mas, qual é?

Não é todo dia que se pode assistir a um longa com o próprio ator do filme.

Foi divertido e, particularmente, interessante, para dizer o mínimo.

Eu estava pipocando enquanto Taylor corava constrangido.

Ele tímido é uma gracinha do tipo que a gente quer apertar e morder, e como toda boa brasileira que se preze, isso me fez querer pôr as mãos nele. Toquei mesmo!


— Nossa Senhora, você tava gostoso aí — sussurro de onde estou, deitada no tapete de costas para ele no sofá, olhando para o Jake com um peito muito pelado em Eclipse.
— E agora estou o quê?

Olho pra trás em seu rosto fingido.

— Não é isso. É só que no filme você estava mais... — pauso, olhando de volta para televisão. — Ou talvez seja o Jacob. Ele é o melhor personagem de todos os tempos.

Taylor faz cócegas em meu pé, e eu rio batendo o pé nele.

— Pare com isso, tonto — ralho, rindo.
— Jacob não existe, eu sim.
— Existe pra mim — resmungo baixinho.
— O quê?

Decido deixar minha paixão por Jacob Black pra lá.

— Deve ter sido difícil chegar naquele corpo.
Ele ri. — Oh, se foi. Mas eu queria o papel, então.
— Por que não manteve?
— Está reclamando?
— Não, você ainda tá gostoso. Prefiro assim, na verdade.

Mas bem que ia gostar de deslizar a língua por aquele abdômen trincado de Lua Nova e Eclipse, penso maliciosa, porém mantenho o pensamento apenas para mim.

— O papel exigia um físico mais forte, e como bem pode imaginar, manter aquele corpo exigia sacrifícios. Então quando a franquia terminou, eu relaxei e fui feliz.


Nova descoberta: Taylor sem graça tenta desviar atenção.

Ele bem que tentou beijar a merda fora de mim e, embora sua boca fosse um inferno de boa, não rolou, claro. Eu quis ver tudo e morri de chorar com Amanhecer parte 2.
  
— Você acha que Meyer fará algo só sobre Jacob e Renesmee? — pergunto, com a cabeça em suas pernas, depois que ele consola minha nostalgia com o final do filme.
— Não sei, mas acho que ela nunca desconsiderou a ideia.

Puxo meu corpo para cima sentando em seu colo.

— E você interpretaria o Jacob de novo?
— Talvez.

Olho carrancuda.

— Não existe talvez, tonto.

Seus braços se envolvem ao meu redor e ele sorri.

— Babe, não tenho como afirmar qualquer coisa. Provavelmente é algo que vá cogitar com carinho, se ocorrer. E sim, há muitas chances de fazê-lo caso surja oportunidade, mas nada disso depende só de mim. Jacob foi um personagem que gostei muito de fazer.
— É bom mesmo, porque se acontecer e você recusar, estará morto pra mim.


Resolvido isso, eu quis ver outros filmes que ele fez, mas Taylor se recusou. Então fiz a única coisa que me sobrava fazer e me entreguei ao sacrifício de beijá-lo.

Depois de nos familiarizarmos nesse tempo, chegamos ao momento que eu temia.

Olho para meu reflexo no espelho e respiro fundo.

Então é isso, estou mesmo indo conhecer seus pais.

Não, por favor, não confunda as coisas.

Taylor e eu não somos um casal, por isso me recuso a usar a palavrinha com “s”. No entanto, estamos tendo um bebê. Preciso conhecer a família paterna do nosso brotinho.

Okay, okay...

A verdade verdadeira?

Em parte é por isso sim, mas em outra estou me redizendo essas palavras para acalmar meus nervos estalados desde esta manhã, quando ele anunciou o jantar. Eu aceitei, pois, inevitavelmente, uma hora terei de conhecer sua família. E ainda que Taylor e eu não estreitemos laços amorosos, será bacana que sua família tenha uma boa impressão de mim.

E se não tiverem?

Checo meu visual. Estou um encanto, maquiagem no ponto, meu cabelo escuro solto com um topete em cima. Um vestidinho de verão agarra meu corpo, desses soltinhos, mas chique. Não há barriga ainda, nem sinal. Nos pés, sandálias nude para combinar.

Eles terão de me engolir, concluo sorrindo.

Pego minha bolsa de mão e encontro Taylor na sala. Desta vez, não tive como recusar sair com ele sem um briga. E eu não quero brigar. Então cá estamos.

Ele segura minha mão dando um aperto quando paramos num semáforo.

— Não estou te levando para igreja, menina bonita.

Taylor está me olhando com um sorriso de lado.

— Eu sei.
— Meus pais são legais. Garanto.

Não respondo.

— Não precisa ficar nervosa.
— Não estou — minto.

Ele assente, sorrindo, mas não diz nada.

Taylor disse mais cedo que seus pais estão ansiosos para me conhecer, já eu não posso dizer o mesmo. Esse lance sempre colocaria os nervos de qualquer um a flor da pele.

Sobre a reação de seus pais ao descobrirem que serão avôs, foi como esperado.

Decepção. Sermão. Resignação.

No entanto, isso não significa necessariamente que eles têm de gostar de mim.

E por que raios me preocupo com isso?

Balanço a cabeça espantando qualquer pensamento nessa direção.

Eu só tenho que dizer oi, responder uma coisa e outra, comer e tchau.

Foi quase.

Qual a sua idade?

Isso é sua irmã me interrogando.

22.

Estamos na sala, Taylor ao meu lado. Nos reunimos aqui depois do jantar delicioso que sua mãe ofereceu. Ao que parece, há uma espécie de ritual para essa coisa toda.

Primeiro, conheça a garota que está com o seu filho, com um sorriso nos lábios.

Está certo que eu quase vomitei de nervoso, mas engoli de volta. Eca!

Segundo, seja amável dizendo o quanto ela é bonita e que estão felizes por tê-la lá.

O primeiro é totalmente verdade, já o segundo eu não confio muito.

Terceiro, guarde o interrogatório para depois do jantar e brinde a garota com uma indigestão.

Nisso, eu acredito totalmente.

MAS...

Eu tenho minhas próprias regras.

Primeiro, sorria, elogie os donos e a casa.

Segundo, coma tudo, repita se for o caso, e elogie mais.

Terceiro, não dê muito conhecimento ao inimigo e fuja o mais rápido que puder.

Estou tentando o último já faz um tempo.

Falei um pouco sobre a minha família e conheci um pouco a deles, e agora, eles acham que estamos prontos para irmos para coisa pessoal. Não penso assim.

— E você trabalha?
— Sim — respondo lacônica.

Sua mãe, Deborah, continua me olhando, assim como seu esposo e a filha (essa me fuzila), e desiste quando percebe que não estou completando a informação.

— Lana é uma excelente cozinheira — Taylor diz.

Olho para ele sem entender e, em seguida, para seus pais.

Encolho os ombros. — Eu gosto de comer.

Seus pais riem. Sua irmã, ao contrário, parece um gavião me espreitando. Essa garotinha acha mesmo que espremer os olhinhos miúdos pra mim irá me assustar. Rá!

— Isso é bom. Talvez possa ensinar meu filho a não morrer de fome.
— Mãe!
— Estou mentindo? Nem você come o que faz, querido.

Deus do céu, nunca o deixaria na cozinha.

— Pelo menos ele come muito bem — digo e todos me olham, e na mesma hora eu fico roxa percebendo como isso soa. — Comida. Ele come muita comida.

Sua irmã dá uma risadinha.

Jesus, só eu estou achando isso estranho?

— Claro que é comida, querida — sua mãe diz, sorrindo.

O pai não fala muito, mas não me intimida.

Makena continua me encarando.

Será que ninguém ensinou a ela que é falta de educação encarar?

— Então, — ela começa. — Como vocês se conheceram?
— Ah, sim! Por favor, Lana, conte-nos. Taylor não nos disse muito quando anunciou que vai ser pai e, como pode imaginar, ficamos um pouco loucos.

Sorrio para Deborah, ela realmente soa animada.

— Nossos amigos. Tarik namora uma das minhas melhores amigas, e quando eu retornei do Brasil, ela me convidou para ir num jogo para nos apresentar e Taylor estava lá.

— Foi amor a primeira vista então?

Taylor ri.

— Longe disso mãe. Lana me olhou como se eu fosse um verme...
— Não fiz isso não! — protesto um pouco alto, inconformada, meu olhar cerrado, girando para ele sem me importar com quem nos assistia.

Ele segura meu queixo entre o polegar e o indicador.

— Babe, eu tive de trabalhar dobrado para conseguir um olhar seu.
— Não sei da onde tiraram que temos de lamber suas bundas só porque é famoso.
Ergue as mãos, brincando. — Não me olhe assim. Eu nunca disse isso.
— Precisa?

Eu ia debater mais, mas a risada alta de seus pais me cortou e me fez olhá-los.

— Desculpe querida — Deborah diz, rindo.

Daniel se recupera primeiro, mas ainda sorri parecendo satisfeito.

— É muito bom saber que não é mais uma dessas garotas deslumbradas.

Hein?

Taylor afunda as costas no sofá, relaxado, e me puxa com ele, apoiando a lateral de minhas costas em seu peito, o braço sobre meus ombros. Ele fica confortável. Eu idem.

Há algo nessa aproximação aquecida que me faz sentir segura.

— Obrigado, pai.
— Filho, você precisa de alguém que goste de você por quem você é, não pelo que pode oferecer com sua carreira. — Me olha. — Não me interprete mal, Lana, mas como pai me preocupe que meu filho acabe se envolvendo com alguma garota alpinista social que apenas o quer pela fama. Isso acontece muito no meio dele. Não podemos dizer que somos ingênuos quanto a isso. Meu garoto é um homem incrível e não o quero vê-lo machucado por causa de uma garota que não sabe apreciar suas qualidades e o homem que ele é.

— Daniel tem razão — Deborah diz. — Não sabe como é bom saber que não é uma dessas garotas. Nada contra elas, mas, como Daniel disse, meu filho merece alguém que esteja com ele por ele e não por sua fama.

Taylor bufa uma risadinha com nossa piadinha interna.

Cogito fazer a felicidade de seus pais, mas não acho que parte da minha opinião pessoal sobre a fama de seu filho e, consequentemente, ele, os deixará felizes da vida.

Isso pode ser mais irônico?

A conversa torna a fluir, agora, em torno do bebê.

Dou-lhes toda informação que tenho.

— Se quiser companhia para ir à consulta quando Taylor não puder, por favor, me chame que irei com maior prazer. Ou se quiser ajuda para comprar as coisinhas do bebê.
— Obrigada, Deborah. É muito gentil da sua parte. Pode ter certeza que farei.
— Makena também adoraria, não é querida?
— Claro mãe — resmunga. — Mas não se esqueça que estudo fora.
— Oh, é mesmo? — Me animo. — E o que faz?
— Veterinária.
— Isso é bem legal.

Tento fazer contato com a monstrinha, mas ela não colabora.

Deborah chama minha atenção. Dá dó de ver o esforço que faz para não me constranger com indelicadeza da filha ciumenta. Eu não ligo, sem brincadeira.
— Confesso que estava receosa antes de te conhecer, Lana — ela dá uma risadinha constrangida. — Não dá pra conhecer alguém em uma noite, mas gosto do que vejo.
— Eu também gosto, Deborah — pontuo sincera. — Mas não faltará oportunidade de nos conhecermos melhor. Podemos marcar um almoço? Ou outra coisa que preferir?

Sua expressão registra a felicidade do seu sorriso radiante.

Os dedos de Taylor escovam a pele do meu braço e eu me aconchego mais contra ele, realmente apreciando esse momento família com seus pais e a monstrinha.

— Das namoradas sérias que meu irmão trouxe para conhecermos, e não foram tantas assim, dá pra contar nos dedo de uma mão. Eu só gostei de uma.
— Boa coisa que é ele quem tem que gostar então — pisco.
— Makena você está passando do limite — Taylor grunhe.

Toco seu joelho dando um apertão suave, sorrindo. Ele não relaxa.

— Não, tudo bem, — volto minha atenção pra ela e ela segura meu olhar. — É encantador esse cuidado que tem com seu irmão, Makena. De verdade. Se eu tivesse um irmão, também morreria de ciúmes. E Makena, Taylor e eu não estamos namorando.
— Pensei que estivessem super apaixonados, afinal, terão um bebê.
— Makena, por favor!
— O que mãe? Taylor nunca traz suas peguetes aqui.

Tensão, crua e sufocante, vibra de Taylor se misturando ao constrangimento de seus pais. Eu não fico brava. Na verdade, acho graça toda essa birra de Makena comigo.
Lambo os lábios, muito relaxada contra Taylor, com uma expressão gentil.

— Eu não sou peguete, nem namorada de Taylor. Sou a mãe do filho dele, Makena. É por isso que ele me trouxe para conhecer vocês. Imagino que irão querer conhecer nosso bebê e ter uma relação próxima com ele ou ela. É importante nos conhecermos para que tenhamos uma boa convivência e possamos estabelecer um nível de confiança.

— E faz muito bem — Deborah concorda.
— Makena é muito apegada a Taylor — Daniel explica.
— Ciúmes — Deborah acrescenta e dá um olhar para filha, que a ignora. — Mas garanto que pôr debaixo dessa casca dura tem uma garota maravilhosa.

Foco Makena. A danadinha (eu espero mesmo que seja só ciúmes – que Deus me ouça – e não ódio porque ela não foi com a minha cara), volta a abrir o livro que ela quase não largou no tempo em que estive aqui e começa a ler. E advinha? Sou a porra da autora!

— Livro bacana — não resisto, rindo por dentro.

Deborah e Daniel parecem tão envergonhados. Taylor só está puto mesmo.

Ela me olha sobre o livro.

Juro que a peste teve uma super ideia aonde ela irá super me foder.

Ela fecha o livro e o põe de lado.
— Então... você não é namorada do Taylor, não está apaixonada por ele, mas está tendo um filho com ele. Como isso tudo aconteceu mesmo?

Taylor faz menção de responder, mas eu o paro.

Seus pais não dizem nada. Eles parecem interessados nessa história. 

— Uma Noite.
— Uma noite? — repete.
— Makena, você está sendo inconveniente — Taylor range.
— Não sei por quê. Eu só estou curiosa como chegamos aqui, com alguém que claramente declara não estar apaixonada por você, mas terá seu bebê.
— Isso não é da sua conta.

Fico muda. Os irmãos parecem prontos para essa briga.

— Chega disso vocês dois — Deborah toma as rédeas da situação. — Makena, seu irmão e Lana têm direto de não falarem sobre o relacionamento deles se não quiserem...
— Não, eu quero — interrompo. — Por favor.

Ela me dá um olhar e um meio sorriso então assente.

Não estou chateada, mas também não estou saltitando. 

Seguro o olhar de Makena e me inclino para frente.

— Eu não tiro seu direito de ficar desconfiada e chateada. Como disse, se eu estivesse na sua posição, talvez seria até um pouquinho mais malvada — rio. — Você não me conhece e eu não te conheço. Então Makena, o mínimo que posso dar a você e a seus pais é minha sinceridade... É verdade que não estou apaixonada pelo seu irmão, bem como ele não está por mim. Não sou o rolinho dele nem nada do tipo. Mas eu gosto dele e ele de mim... O que aconteceu com nós é algo que prefiro manter em nossa privacidade.

— Lana. — Ignoro Taylor.
— Nós decidimos pelo bebê, e claro, por nós mesmos, tentar nos conhecermos melhor e quem sabe um relacionamento sério. Não há enganos de nenhuma parte.
— Eu não vejo mal nenhum nisso, você vê Daniel?
— Não.
— Isso me faz lembrar meus pais. Eles tiveram um casamento arranjado e construíram o amor deles no dia-a-dia. E duram até hoje. Meus avôs também foram assim.
— Os tempos são outros, mãe! — Makena contradiz.
— Amor continua sendo amor, Makena, não importa o tempo.
— Sua mãe está certa Makena — assinalo. — Taylor e eu não estamos morrendo de amores um pelo outro, mas nos gostamos e temos uma forte disposição para tentar, que é mais do que duas pessoas precisam para construírem algo bom juntas.

Depois dessa, seus pais são meus.

Makena... Bem, já disse que seus pais gostam de mim?

— Não vai ficar? — pergunto quando Taylor me deixa no apartamento.
— Hoje não. Preciso voltar. Tenho umas coisas para fazer.
Me aproximo dele, deslizando a mão em seu peito, meu sorriso sedutor.
— Seus pais são legais. Gostei deles, mesmo da pestinha — rio.

Ele sorri, mas, homem, não sinto verdade nisso.

Taylor não está feliz desde que deixamos a casa de seus pais. Ele não disse nada. Ele parece terrivelmente calmo e contido. O que me diz que boa coisa não é. 

— Não brigue com sua irmã.
— Não vou.

Não acredito.

— Ela só está com ciúmes, e você estaria igual ou pior se fosse o contrário.

Ele assente. Eu não posso lê-lo.

— Te vejo amanhã, menina bonita.

Taylor me amolece toda com seu beijo derretedor de calcinha e sai.

É, a noite foi particularmente interessante e estou feliz com ela, mas enquanto fito a porta por onde ele saiu, não posso deixar de me sentir frustrada. Eu pensei que hoje seria diferente, até coloquei uma lingerie novinha em folha, que está me pinicando pra caralho. Mas, ei, é aquele tipo de peça que não ficamos dentro por muito tempo, e eu achei...

Bufo, com a cabeça baixa e as mãos no quadril.

Mais uma vez ficarei chupando o dedo.

Meus planos de ser fodida até a morte indo para o ralo.

****

Furo Taylor, com meus olhos de águia carente ft. subindo pelas paredes, que está descontraído no sofá de frente para a televisão vendo um jogo sem importância.

Cinco, malditos e mal dormidos, dias se passaram desde o jantar com seus pais (tirando o mês que já foi), e ele não fez nenhuma ridícula tentativa de me seduzir. Estou prontíssima para ser pega e levada para cama, sem limite de duração!

Taylor não está enxergando um palmo diante do nariz ou talvez seja de propósito mesmo, para me punir por alguma coisa que ele crê que eu devo ou só me aborrecer.

Sem brincadeira, qual o problema desse palhaço?

Será que essa coisa toda de conhecer matou seu tesão?

Penso nisso por um minuto.

Nada morreu nele, mas está morrendo em mim: paciência.

Taylor não esconde sua animação quando damos um amasso poderoso, mas ele não está indo além, nem sequer tentando. Ele sempre dá um jeito de esfriar as coisas.

Não estamos no amor nem no sexo, pelo menos, no feito, porque no pensado já é outros quinhentos. Ele não me toca intimamente já faz mais de UM MÊS.

Tá, tá, tá... estou aproveitando todo esse lance de conhecer e tals.

Taylor segue subindo em meu conceito.

Taylor, na verdade, tem um punhado de pontos comigo.

Mas cadê a parte divertida?

Tenho necessidades aqui. Necessidades que podem e DEVEM ser supridas!

Talvez Taylor esteja querendo obedecer ao ritual americano de encontros. Eles têm algo parecido com fases. São as bases. Isso mesmo! Como as bases do beisebol.

Primeira base, beijo.

Segunda base, amasso da cintura pra cima e mão no peitinho.

Terceira base, conhecendo os países de baixo.

Home Run, vale tudo.

Taylor e eu fizemos todas numa tacada só. Isso seria o quê? E o mais importante, nos deixa aonde? Reiniciamos as bases? Não, não e não! Não mesmo!

Passamos todas as bases, ganhei a porra toda e quero meu prêmio.

Levantei hoje disposta a ser reivindicada ou reivindicar. Nem mesmo enjoei como venho fazendo quase todas as manhãs. Isso é um bom sinal, certo? Coloquei um short jeans curtérrimo, blusa curta soltinha cobrindo apenas meus seios doloridos sem sutiã.

Prontíssima para ser devorada!

Mas pelo andar da carruagem, terei eu mesma de cantar essa bola.

Me movo para ele, inclino-me beijando sua boca até que ele sente isso chegando, a mensagem clara “você está sendo reivindicado garotão” e deslizo de joelhos entre suas pernas. Taylor coloca sua atenção em mim, confusão registrando em seu rosto bonito.

Ele está de boné, jeans e camiseta.

Sorrio para ele segurando seu olhar enquanto desafivelo sua calça e o pego na boca.

Não preciso de palavras.

Estou cheias delas.

Hoje, neste exato momento, quero ação e ser cheia de outra maneira.

Uso minha boca nele, mantendo meus olhos nos seus, até que ele detona. Bebo tudo sem falsa modéstia. Lambo tudo, deixando-o limpo e duro o suficiente para brincar de novo.

Segurando-o rente aos meus lábios, pergunto:

Agora podemos ir ao home run?

Taylor ri e, em seguida, se ergue e me puxa para cima em seu corpo. Minhas pernas o abraçam e sua boca pega a minha então ele começa a caminhar para o quarto.

Coisas caem.

Empurro seu boné longe.

Meu coração troveja com emoção enquanto palpito entre as pernas.

Minhas costas afundam no colchão e Taylor cai sobre mim, com os braços ao lado escorando seu peso. Minhas pernas não vacilam ao redor dele, pressionando forte.

Eu sinto ele. Suspiro de prazer.

Taylor olha em meus olhos, sua intensidade me sugando para dentro dele.

— Sim, minha menina bonita, podemos ir para home run.
Oh, cara, eu quase morro de alívio para, em seguida, morrer de prazer.

2 comentários:

  1. Acompanhava essa fic pelo blog da autora, porém o blog está aberto exclusivamente a leitores convidados, sinto muita falta, fiquei completamente viciada no história.
    Continuem postando ela por favor!!!!

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    1. Essa fic é muito viciante, né? Hahaha, te entendo.
      Vamos postar assim que ela liberar mais capítulos. Beijão

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