11 agosto 2017

Fanfiction: Amor no Caribe - Capítulo 5






Pisquei várias vezes antes de responder. Uma celebridade ali, na porta do meu quarto pedindo para entrar. 

- Claro! - Respondi.

Abri mais a porta para ele passar. Era visível o quanto ele estava envergonhado.

- Desculpe! Você já estava dormindo… - Ele disse reparando na minha camisola.

“Puta merda!”, Pensei. Só naquele momento me lembrei que estava de camisola! Até que era comportada, mas, ainda assim, uma camisola.

- Ai, meu Deus! Só um minuto! - Falei e corri até a minha mala.

Peguei uma roupa mais decente e fui até o banheiro me trocar. “Deus me dá forças… me dá forças…”, eu repetia esse mantra enquanto colocava a roupa porque, afinal, o cara era gato! Saí do banheiro e fui até a janela onde ele estava parado parecendo uma estátua.

- Hey… - Falei.

Ele me olhou de cima a baixo e desviou o olhar.

- Se quiser, pode ir dormir. Eu fico aqui sentado. - Ele disse sentado-se à mesa que havia no quarto.

- Dormir? Agora que você me acordou vai ser difícil… - Brinquei.

- Eu realmente sinto muito… - Ele lamentou.

- Tudo bem! Quer beber alguma coisa? Tem refrigerante! - Falei indo em direção ao frigobar.

- Um refrigerante ia bem… - Respondeu.

Peguei duas latinhas de Coca e dei uma para ele.

- Obrigado Julie… 

- De nada, Taylor…

- Julie do quê? - Ele perguntou.

- Julianne Baker. Taylor do quê? - Perguntei também.

Ele riu alto.

- Do que está rindo? - Questionei.

Acho engraçado encontrar alguém que não sabe nada sobre mim… - Disse se divertindo com a situação.

- E por isso não vai falar seu sobrenome? - Insisti.

- Lautner. - Respondeu dando um gole no refrigerante.

Ele me olhava tão intensamente que quase perdi os sentidos! Por que as celebridades tinham esse poder? A única pessoa famosa que eu já tinha visto na vida foi a Britney Spears em uma sorveteria de Los Angeles e eu quase desmaiei, na época. Meu pai ainda brigou comigo porque dizia que era frescura e blá blá blá. Mas, uma coisa é ver Britney Spears com 14 anos e outra coisa bem diferente é ver esse tal de Taylor Lautner aos 23.

- Posso perguntar a sua idade? - Ele disse quebrando do silêncio.

- Você já perguntou… - Falei rindo e continuei: - Vinte e dois…

- Sou um ano mais velho… - Ele completou.

“Ótimo!” Pensei.

- Por que você escolheu um lugar tão público para passar as férias? - Perguntei, curiosa.

- Eu gosto muito de praia e queria conhecer Punta Cana, por isso escolhi vir para cá. Eu soube que esse resort era bem tranquilo. - Ele respondeu. 

Ele explicou com tanta calma que eu fiquei nervosa só de imaginar alguém tão famoso no meio de “simples mortais”.

- Legal você não deixar de fazer o que qualquer “anônimo” faria. - Comentei.

- Eu tento, mas, confesso: nem sempre dá certo… - Taylor lamentou. 

Eu senti que o assunto o incomodou um pouco e, então, resolvi mudar o clima.

- Vou colocar uma música antes que eu caia no sono… - Falei levantando-me para pegar meu Ipod.

- Depois desse vinho, me bateu um sono também… - Ele disse, bocejando.

“Eu sou tão chata assim que ele já está com sono?” Pensei.

- Desculpe se eu sou o tipo de pessoa que te dá sono… - Brinquei.

- Ah, não! Não é nada disso! O meu sono é de cansaço mesmo! - Respondeu.

- Eu sei… tudo bem! - Falei, sem jeito.

- Como eles demoram!!! - Taylor reclamou jogando a cabeça para trás enquanto fechava os olhos.

“Demoram para quê? Para transar?” Pensei e ri de mim mesma.

- É chato esperar… - Ele completou, rindo.

- Eu que o diga! Eu sou a que sempre espera! - Reclamei, rindo também.

- Sério??? - Ele me olhou, incrédulo.

- Sério! Por que não acredita? - Questionei, sem entender o espanto.

- Porque você não merece ser a pessoa que sempre espera… - Ele disse me encarando.

“Oh Deus, me ajude!”

- Obrigada! Mas, quem disse que a vida é fácil? - Brinquei tentando disfarçar o nervosismo.

- Eu também sofro nessa vida, Julie! Já esperei muito… - Ele disse.

- Fala sério! Você? Esperar? Até parece… - Eu disse, em tom de desconfiança.

“Quem é a idiota que faz um cara desse esperar, meu Deus?” Pensei, com raiva.

- Sério! E esperei muito, tá? E o que está acontecendo agora é o maior exemplo de todos! Olha eu aqui esperando de novo! A única diferença é que hoje estou em ótima companhia… - Ele disse dando o sorriso mais lindo do mundo.

“Jesus amado! Ele vai me matar desse jeito!” Pensei tentando respirar normalmente.

- Obrigada! E eu agradeço também pela sua companhia... - Respondi quase sem voz. Eu não sabia mais disfarçar o nervosismo.

Ele sorriu e me olhou de cima a baixo. “Sim, ele vai me matar!” Gritei em pensamento.

- Quer mais uma coca-cola? - Perguntei, nervosamente.

- Quero! Preciso ficar acordado e cafeína é bom para isso. - Respondeu.

Fui até o frigobar novamente e percebi que os olhos dele continuavam em cima de mim. Só que, dessa vez, ele não me intimidava mais como antes, mas, ao mesmo tempo, ainda me deixava nervosa, o que não fazia sentido algum.

- Vocês não parecem americanas. - Ele observou.

- Como assim? - Perguntei, sem entender.

- Você e sua irmã têm uma beleza diferente... - Explicou.

- E esse diferente é bom ou ruim? - Perguntei bastante interessada na resposta.

- Bom… - Ele parecia hesitante em explicar. 

“Ok, eu admito! Ele voltou a me intimidar! E ele não vai mesmo explicar esse ‘diferente’? Que droga!”

- Meu pai é americano e nossa mãe é brasileira. - Respondi com tristeza e frustrada por ele não ter continuado a falar. 

- Ahhhh está explicado! - Ele respondeu com um sorriso malicioso.

- Pois é… - Falei em tom normal fora por fora, mas, morrendo de curiosidade por dentro.

- As mulheres brasileiras são bem bonitas! - Ele finalmente falou.

- Concordo plenamente! Gostaríamos de ter nascido lá… - Respondi tentando disfarçar meu sorriso de satisfação.

- Vocês têm a beleza delas e isso já é muito bom! - Ele falou, me encarando.

“SOCORRO! Ele me acha bonita! Ele me acha bonita! VOU MORRER AGORA!” Eu gritava por dentro.

- Obrigada! - Agradeci tentando controlar minha respiração e manter o tom da minha voz normal.

- Você não tem namorado? Quer dizer, eu não acredito que duas garotas tão bonitas estejam solteiras… - Ele perguntou.

Sorri nervosamente.

- Não temos tempo para essas coisas... - Menti.

- Idem! - Ele disse, rindo.

- Você também é bonito e está sozinho! - Retruquei. 

“Não acredito que disse isso!”

- Solteiro sim. Sozinho, nunca… - Ele falou em tom sarcástico.

“Ai, que metido!” Pensei.

- Homens… - Falei revirando os olhos e ele riu.

De repente, a porta do quarto se abriu. Alice e Teddy nos olharam envergonhados dando risadinhas sem graça.

- Oi, gente! - Alice nos cumprimentou, na maior cara de pau.

- Oi… - Respondi quase bufando.

- Desculpe a demora, cara! Vamos nessa? - Teddy dirigiu-se ao Taylor, todo sem jeito.

- Então, finalmente podemos ir, bonitão? Muito obrigada! - Taylor ironizou fuzilando Teddy com o olhar.

Quando estava no canto do quarto pegando meu celular, percebi que Taylor estava logo atrás de mim. Ele, então, aproximou-se ainda mais e disse bem perto do meu ouvido, quase sussurrando:

- Obrigada pela companhia, Julie. Desculpe ter acordado você.

“Eu me arrepiei toda! Por que ele era tão lindo?” Pensei.

- Imagina! Sem problemas! - Falei, nervosa.

- Vamos à praia amanhã? - Convidou. 

“Por que ele continuava tão perto?”

- Claro! - Respondi, prontamente.

- Até amanhã, então. Boa noite. - Ele disse aproximando-se para beijar meu rosto.

Eu senti uma sensação de desmaio quando os lábios dele tocaram a minha bochecha. Teddy e Alice conversavam distraídos na porta do quarto. Graças a Deus eles não viram nada.



- Boa noite. - Respondi, quase sem voz.

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