23 agosto 2017

Fanfiction: Diário de Uma Paixão - Capítulo 61








*** Carol POV ***

Mais de uma semana sem vê-lo e meu coração parecia que ia quebrar a qualquer momento. O que eu mais fazia era trabalhar e escrever no meu novo diário. Rose me acompanhava em tudo, já que Tarik estava com Taylor em Santa Fé.

Taylor me ligava todos os dias até os cinco primeiros dias, depois passou a ligar menos vezes. Fazer um filme não é nada fácil e ele me dizia que chegava ao quarto do hotel tarde e cansado. Eu como não queria ser a namorada que sufoca dava o espaço que ele precisava para trabalhar e seguir com a vida dele, mas tenho que admitir que sentia falta de um “Eu te amo” todos os dias.

Com o passar das semanas os meus trabalhos foram acalmando e Rose me incentivou a ir para Santa Fé. Até me animei com a ideia, mas como novas campanhas estavam surgindo James pediu para que eu ficasse em Los Angeles, pelo menos por mais uns dias.

Quase todos os dias eu ia ao apartamento de Taylor para falar com Gloria e saber se estava tudo bem. Além disso, ficar lá me fazia bem, já que o cheiro dele estava por toda parte.

-Sra. Castro, a senhora cuida muito bem de tudo. O Sr. Lautner é um homem de sorte – dizia Gloria enquanto eu tomava uma xícara de café
-Gloria, por favor, me chame de Carol. Me sinto uma velha quando me chama de senhora.
-Ah ok, sinto muito.
-É, eu faço isso por ele – continuei.
-Desculpe a pergunta, mas vocês vão se casar?- acabei rindo.
-Ai Gloria, não. Estamos namorando e morando “de vez em quando” juntos, só isso.
-Mas, ahm, a senhora gostaria de casar com ele?

Eu sorri pelo “senhora” e pela pergunta.

-Gostaria. Se ele me pedisse em casamento, eu com certeza aceitaria.

Gloria sorriu e suspirou. Seria realmente um sonho, mas era muito, muito cedo para pensar nisso.



*** Taylor POV ***



Os dias passavam rápido! Eu estava empolgado com as filmagens e com as pessoas que conheci. Todos os dias nós saíamos para jantar e nos divertíamos muito, já que o filme era de comédia e os atores ajudavam no divertimento do dia a dia.

O que mais me deixava sem dormir nos últimos dias era a aproximação de Melanie. Ela queria minha companhia para tudo e já estava ficando chato. Adam dizia que eu estava a fim e ela também e Tarik de cara feia comigo por achar que eu estava fazendo algo de errado.

Por outro lado, eu mal falava com a Carol por telefone. Nossas agendas estavam super lotadas e eu chegava todo dia cansado. Às vezes me sentia culpado, mas outras vezes não. O que estava acontecendo comigo?

-Taylor – disse Tarik, abrindo a porta do meu quarto.
-Nossa, a privacidade passou longe – resmunguei.
-Bom, vamos ter uma folguinha das filmagens. Vamos para L.A – falou empolgado.
-Ah é?
-Sim.
-Ok.
-Nossa, nem parece animado.
-Ué, por mim tudo bem, preciso pular de alegria?
-Eu estou pulando. E é por Rose, estou com saudade dela. Mas pelo visto você…
-Chega, Tarik! Para de ficar falando que eu estou diferente.
-Você está diferente, Taylor. Fica para cima e para baixo com a Melanie e todos já estão comentando.
-Comentando o quê? Não estou fazendo nada.
-Imagina se sai na mídia que você está sendo visto com ela e a Carol vê? Adeus namoro.
-Como você exagera. Não vai sair nada na mídia.
-Ah! E se a Carol vem aqui para ficar com você uns dias? E daí escuta todo mundo comentando sobre a Melanie, não quero nem ver.
-A Carol não vem, ela está cheia de trabalho.
-Ok Taylor, quem avisa amigo é. Bom, e ai? Vai pra L.A ou não?
-Claro que vou.

Fiquei perturbado com o que Tarik me disse. Tomei um banho gelado para esfriar os ânimos, mas eu não podia mais negar que Melanie habitava meus pensamentos constantemente. Ela não é como a Carol, é mais menina, mais despojada e fala muito! Mas ao mesmo tempo ela me seduz, é super linda e tem muito, muito carisma. Balanço a cabeça e penso: a Carol tem tudo isso e muito mais.

Peço o serviço de quarto para conseguir jantar uma noite em paz e quando batem na porta.

-Melanie? – disse assustado.
-Oi,e ai? Vamos jantar? – ela disse empolgada.
-Ah hoje não, obrigado.
-Não vai comer nada?
-Vou, mas aqui no quarto.
-Ai, então posso te acompanhar? Porque não quero jantar sozinha.
-Sozinha por quê? E os outros?
-Vão para um boliche e eu não quero ir.
-Ah… bom, pode ser - fiquei sem graça e dei espaço para ela entrar.

Jantamos e tomamos vinho, coisa que eu normalmente não faço. Ficamos contanto piada e rindo, mas depois a conversa ficou séria.

-E ai? Você tem namorada?
-Tenho…
-Ah é? Onde ela está?
-L.A…
-Ah, e ela deixa um gato como você sozinho?

Engoli seco e sorri.

-Ela tem o trabalho dela.
-Mesmo assim, eu não deixaria você disponível se fosse meu.

Essa frase me fez arrepiar. Sorri sem graça.

-E você? Tem namorado? – perguntei curioso
-Não, estou disponível.

Ela disse dando um gole no vinho e eu fiz o mesmo.

-Bom, eu já vou - ela disse se levantando e eu a acompanhei, mas ela se virou para dizer – Ah, a não ser que você queira companhia para dormir.

Ela disse isso mesmo? Eu a olhei assustando e rindo.

-Ahm… acho que não… - respondi
-Acha?
-Melanie, por favor, eu já estou bastante encrencado.
-Encrencado por namorar ou por estar a fim de outra mesmo namorando?

Wow. Ela era direta.

-Pelos dois.

Nos olhamos por uns segundos e de repente fui atacado com um beijo. Um beijo que ficou cada vez mais intenso. Os hálitos de vinho se misturavam e eu já estava ficando louco… Melanie tinha o corpo mais magro, mas era perfeito de qualquer forma. Eu não conseguia mais pensar e em minutos já estávamos transando. Ela tinha uma camisinha na bolsa, o que me fez reparar que ela já estava preparada para isso, mas me tranquilizei, afinal, eu estava transando com uma desconhecida e precisava me proteger.

Fizemos o convencional, mas foi o suficiente para eu gozar em pouco tempo e ela também. Eu fui até o banheiro para tirar a camisinha e colocar minha roupa. Quando voltei, ela também já estava vestida. Eu não sabia o que dizer.

-Foi muito bom - ela disse cortando o silêncio.
-Você deve me achar um canalha…
-Por quê?
-Porque eu sou comprometido e mesmo assim transei com você.
-Eu não me importo, afinal, eu sou solteira.

Senti minha garganta queimar e comecei a ficar nervoso.

-Melanie, acho melhor você ir…
-Eu vou. Amanha podemos repetir a dose?
-Que? Ahm… - eu não sabia o que dizer.
-Repetir o que fizemos agora – ela disse se aproximando e pegando na minha cintura.
-Não sei… estou bem, bem confuso.
-Você só tem 23 anos, não é fase de se confundir.

Ela me deu um selinho e saiu do quarto. O que mais me deixava triste é que eu tinha gostado e não estava arrependido, mas ao mesmo tempo estava triste em saber que eu magoaria a Carol e que ela não merecia isso. Eu a amava ainda… ou não…



***

Dois dias depois eu e Tarik chegamos à LA. Ele me deixou no meu apartamento e foi encontrar Rose em algum lugar.

Em casa, falei com Gloria e fui tomar um banho. Quando entrei no meu quarto haviam girassóis e um cartão.

“BABY,

WELCOME HOME!

ESSES GIRASSOIS SAO PARA ILUMINAR O SEU DIA. MAIS TARDE NOS VEREMOS E EU FINALMENTE VOU MATAR TODA A SAUDADE QUE ME MATA A CADA DIA.

AMO VOCÊ,

CC”

Suspirei e joguei o cartão na cama. Sentei, coloquei as mãos na cabeça e disse em voz alta.

-O que foi que eu fiz? Por que estou sentindo isso? Não era o que eu deveria sentir.

A noite chegou e parecia que Gloria preparava algo.

-Gloria, o que está fazendo?
-Preparando o jantar. A Sra. Caroline chegará logo, espero que gostem do cardápio.

Fique olhando e não disse nada. Fui para o quarto e me deitei. Alguns minutos depois a porta do quarto se abre. Era ela.

-Baby! – ela disse pulando na cama e me abraçando.
-Oi – foi o que consegui falar.
-Como foi a viagem? Que saudade de você – ela dizia enquanto me dava beijos na boca e no pescoço – ri.
-Que animação!
-Claro, muitos dias sem te ver é um castigo.
-Ahm, a viagem foi boa, mas cansativa.

Ficamos conversando e com o passar da noite transamos, claro. Totalmente diferente da noite anterior, muito, muito melhor, mas então, por que eu ainda sentia algo pela Melanie?

Estava deitado quando Carol saiu do banheiro com uma nova lingerie, dizendo:

-Olha o que eu tenho aqui – ela disse tímida.

Ela tinha em uma mão o frasco de KY e na outra o famoso vibrador.

Eu sorri tímido e pela primeira vez não senti vontade de fazer, talvez pelo o que tinha acontecido entre mim e Melanie e por saber que ela fazia aquilo por mim, para o meu prazer.

-Ahm… wow… você está linda, mas não precisamos usar isso - falei
-Não quer? Tem certeza?
-Tenho.

Ela me olhou com cara de interrogação e eu completei.



-Podemos fazer outras coisas - eu disse sorrindo e mais uma vez ela se entregou a mim.

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