22 setembro 2017

Fanfiction: Amor no Caribe - Capítulo 12








- E ai casal? – gritou Alice ao entrar no quarto.

Eu gelei e fiquei com a cor de um pimentão.

- E ai, casal que é profissional no baralho - Taylor ironizou

Eu olhava para Alice com raiva, mas rindo ao mesmo tempo. Eu sabia exatamente o que ela queria e do que ela era capaz. 

Começamos a jogar o bendito baralho e entre uma cerveja e outra Alice solta:

- Taylor, quando você vai nos convidar para ir à sua casa em Los Angeles?

Se eu já estava nervosa, fiquei ainda mais. Olhei para Alice indignada com a pergunta e disparei:

- Tay, ela está brincando - falei tentando sorrir.

- Não estou brincando – ela insistiu

- Quando querem ir? – Taylor respondeu sério

Ah meu Deus, eu só podia estar em um pesadelo.

- Wow! Ah sei lá, qualquer dia! – Alice respondeu

Eu estava tão séria que poderia assustar qualquer um com a minha cara. Teddy ria. Aqueles dois tinham tramado tudo!

- Eu e Teddy vamos no Nice Guy, não é Teddy? – Alice disse rindo

- Claro, eu até já fiz as reservas! – Teddy respondeu

Eu não podia acreditar! Taylor ficou mudo. Era óbvio que ele não estava confortável com aquela situação.

- Julie, não é para convidar ninguém, hein. Nem o Peter! – Alice disse e eu franzi o cenho sem entender o que ela disse

Taylor me olhou rapidamente, como quem diz “Peter?”.

- É um rolo da Julie… - Alice disse revirando os olhos

Ah meu Deus! Dessa vez ela foi longe demais, mas eu não tinha coragem de dizer nada. Aliás, eu sempre fiquei ao lado da minha irmã em qualquer situação, então, eu só podía entrar no jogo dela.

- Alice, eu gostaria que não falasse da minha vida pessoal assim… - falei séria

Taylor continuava me olhando, mas não aguentou e disse:

- Eu gostaria de saber mais sobre sua vida pessoal.

Por dentro eu gritava. Alice me olhava como se tivesse ganhado na lotería.

- Minha vida não é tão interessante assim - respondi

- Eu tenho certeza que é - Taylor continuava me encarando

- Hey gente! Eu sei que a Alice não vai chamar o Peter, não se preocupem. E aí? É a sua vez de jogar, Taylor – Alice cuspia as palavras, como ela era boa nisso!

Continuamos a nossa “jogatina”. Depois do nome “Peter”, Taylor ficou sério. Mal ele sabia que o tal de Peter só fazia parte da imaginação da Alice. E mal ele sabia que ela não tinha parado por aí.

- Taylor, me fala seu número - Alice disse na maior cara de pau pegando o próprio celular

Olhei para ela e engoli seco.

- Me dá o seu e eu te mando uma mensagem de volta – ele respondeu.

- Wow! Isso tudo é medo de me dar o seu número? A Julie me passa… fala Julie! – Alice disse séria

Ela sabia que eu não tinha o número dele.

- Ahm… eu não… - ia falar, mas Taylor me interrompeu.

- Eu não estou com medo de dar meu número – ele disse

- Então dá logo, ué! – Alice falou rindo.

Eu estava tão nervosa com a situação que mal conseguia respirar.

- Eu passo para vocês depois… - Taylor respondeu sério.

Ó Deus! Ele realmente não queria passar o número dele. Alice o olhou sem acreditar no que tinha acabado de escutar e soltou:

- Espero que minha irmã não tenha dado o número dela para você! 

É, o clima tinha esquentado. Teddy percebeu e disse:

- Alice, vamos? Estou com sono.

Olhei para os dois rapidamente e disse:

- Teddy, eu posso sair se quiser e você dorme aqui.

- Claro que não! Teddy pode voltar de onde veio – Taylor ordenou e eu dei um sorriso tímido

Alice saiu do quarto bufando e eu tive que encarar Taylor.

- Wow, que noite – falei suspirando alto.

- Sua irmã é sempre assim? – ele perguntou rindo

- Assim como? – perguntei como se não entendesse

- Assim, direta – respondeu.

- Sim, sempre. – falei e ele ficou quieto.

Deitamos na cama para dormir, mas dormir foi a última coisa que fizemos. E quando eu finalmente já estava quase pegando no sono, ele disse:

- Julie, quem é Peter?

Eu estava tão sonolenta, mas despertei completamente com a pergunta.

- Uma pessoa… - respondi nervosa.

- Eu sei que é uma pessoa. Alice disse que ele é o seu “rolo”? – ele perguntou franzindo o cenho

- Mais ou menos.

Eu não sabia o que dizer!

- Você não ia me contar? – perguntou.

- Eu não imaginei que estava interessado em saber – retruquei.

Ele ficou quieto. Ficou olhando para o teto, mas de repente soltou:

- Eu também tenho uma pessoa em LA.

Rapidamente eu levantei e sentei na cama.

- O que? – perguntei

- Um “rolo” também.

- Eu sabia que vc tinha namorada – falei em alto e bom som

- Eu não tenho namorada, Julie! Acabei de dizer que é um rolo.

- Ah que ótimo! – falei com raiva.

Eu me levantei rápido e comecei a me vestir.

- Aonde você vai? – perguntou.

- Vou dormir na praia – falei alterada

- Julie! Por favor, deixa de besteira – ele ria

- Besteira? Você tem um rolo, me conhece, me beija, transa comigo e isso é besteira? – falei

- Mas você tem um rolo e fez tudo isso também! – retrucou

Mentira realmente é uma merda! Eu não podia dizer que Peter não existia, muito menos agora.

- Ótimo! Então eu volto para o meu rolo e você para o seu. Tchau! – falei bufando e saindo do quarto.



**



Para onde eu iria? Teddy e Alice estavam no meu quarto e eu não iria acorda-los.

- Que merda! Que raiva! Eu sabia! – eu falava alto enquanto caminhava até a praia

Estava vazio, claro. Sentei na primeira cadeira que vi e fiquei olhando para o mar, ou melhor, o que eu conseguia ver, porque estava muito escuro.

Foi então que a primeira lágrima rolou. Faltava pouco para eu não viver mais aquele conto de fadas com o príncipe encantado de Hollywood. Aliás, eu jamais viveria de novo, porque o príncipe já tinha dona.

- Julie?

Me assustei com a voz dele atrás de mim, mas não virei para olha-lo.

- Eu não quero conversar – falei.

- Mas eu quero – insistiu e sentou na cadeira ao lado.

Eu virei o rosto.

- Julie, eu errei ok, mas eu de verdade não tenho nenhum compromisso. Com ninguém – explicou.

- Você não me deve explicações – eu disse.

- Acho que devo - ele disse

- Não, você não deve. Daqui algumas horas você nem vai mais me ver. Nunca mais! Você não tem nenhum contato meu, nada. Não sabe onde eu moro, não sabe meu telefone e eu sei menos de ainda. Então, explicações é o que você menos me deve.

Eu cuspia as palavras. Eu estava com raiva de saber que nunca mais o veria. O único cara que me fazia rir de verdade. O único que parecia ser perfeito para mim, mas perfeição não existe. Ele me olhava sério e suspirava a cada palavra minha. E eu virei mais uma vez o rosto para o outro lado.

De repente, ele se levantou e foi embora. E daí eu comecei a chorar de verdade. Eu odiava me sentir daquele jeito e levaria uns meses para me recuperar. Tentei fechar os olhos para dormir, mas eu estava morrendo de frio. Virei para um lado, para o outro e nada. Foi então que mais uma vez eu me assustei.

- Julie?

Ó Deus, era ele de novo. Abri os olhos e disse:

- O que quer? – perguntei séria.

Ele sentou ao meu lado, forçando um espaço na cadeira.

- Não cabem dois aqui – reclamei

- Claro que cabe! – respondeu rindo

- O que quer, Taylor? – insisti.

- Não dá para perceber? – ele disse olhando nos meus olhos.

- Se está com pena porque eu estou no frio, pode voltar para o seu quarto. Eu sei muito bem me virar! – falei incisiva.

- Eu não estou aqui por pena – respondeu.

- Que bom – ironizei

- Estou aqui porque eu não consigo ir embora - ele disse

- Sinto lhe dizer que você terá que ir embora desse lugar - ironizei de novo.

- Não estou me referindo ao lugar…

O que ele queria, hein? Virei o rosto, mas não adiantou. Ele estava tão perto que o meu corpo inteiro arrepiou. 

- Você disse que arrepio na sua idade não era mais de frio - falou rindo.

Eu não consegui me segurar e ri também, mas discretamente.

- Como você é cretino – falei.

- Eu não sou cretino e você sabe. 

- Não, eu não sei.

De repente, ele tentou me beijar, mas não deixei.

- Vai recusar um beijo meu? – perguntou.

- Não consigo beijar pessoas comprometidas – respondi.

- Julie, eu já disse que não sou comprometido. E o tal de Peter, hein? – perguntou

- Eu não beijo o Peter há séculos! Eu não tenho nada com ele – eu precisava colocar um ponto final nessa mentira.

- Eu também não beijo há muito tempo! – ele disse e eu gargalhei

Ele aproveitou para fazer carinho no meu braço.

- Melhor não fazer carinho em público - eu sabia provocar.

- Não tem ninguém aqui – respondeu.

- Celular com uma câmera tem em todo lugar hoje em dia - eu disse.

- Como você é chata – falou rindo.

Eu não aguentei e comecei a rir.

- Julie, deixa de ser boba, vem aqui.



E então, ele me puxou com força, para um dos melhores beijos da minha vida.

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