22 setembro 2017

Fanfiction: Amor no Caribe - Capítulo 12









*** POV Alice ***



Eu estava tão brava com o “superstar” que entrei no quarto bufando!

- Por que está assim? – Teddy perguntou.

- Por que seu amigo super celebridade não pode dar o telefone dele para minha irmã? Transar com ela ele quer, né? – falei séria.

- Alice, calma! Taylor é super cauteloso com essas coisas. E ele precisa ser assim – respondeu.

- Já estamos aquí há quase uma semana, ele dorme com a minha irmã. Já tem intimidade com ela, então, por que não? Ela não é uma estranha, Teddy. Nem fã dele ela é – expliquei.

- Calma, eu já disse para ter calma. A única coisa que eu tenho certeza é que ele está muito envolvido. Ele gosta de ficar com a sua irmã, isso é fato – ele disse me abraçando.

- A única coisa que eu tenho certeza, Teddy, é que a única pessoa que vai sair magoada dessa história é a Julie - eu disse triste.

- As coisas vão se acertar. Não estamos no nosso país, na nossa cidade. Em Los Angeles, tudo vai se acertar… quer dizer, para mim e para você, disso eu tenho certeza – ele falou me abraçando ainda mais.


Como ele podia ser tão lindo?



- E aquele rolo dele? – perguntei na maior cara de pau.

- Ele não disse nada sobre isso - respondeu

- Sei… - bufei

- E esse tal de Peter? – Teddy perguntou

- Peter não existe, eu que inventei. Homens só funcionam na pressão, então eu inventei essa história para que Taylor veja que minha irmã tem mais opções. Por favor, não diga a ele que é mentira – Falei

- E você precisou inventar que sua irmã tem mais opções? – perguntou sem entender.

- Minha irmã só não tem mais opções porque não quer. Porque todos os caras da faculdade dão mole para ela – confessei.

- Só para ela? – Teddy falava enquanto beijava meu pescoço

- Para ela e para mim – falei rindo e ele me atacou

Era o nosso penúltimo dia no resort. Eu tinha certeza que veria Teddy muitas vezes em LA, mas Julie provavelmente não veria o lobinho por muito tempo.





*** Julie POV ***





Eu não resisti. Não tinha como. Voltei para o quarto com Taylor e transamos. Foi tão bom que com o passar das horas eu só ficava pior! Pior por ter que ir embora do paraíso. Pior por ter que esquecê-lo. Pior por saber que não o veria mais a não ser se fosse ao cinema ver algum filme que ele fizesse. Era triste, mas eu tentava me concentrar para aproveitar cada momento. Ele era tão carinhoso e isso piorava ainda mais as coisas.

Estávamos deitados e eu estava quase dormindo. Estava exausta. Eu só não conseguia dormir porque ele me fazia arrepiar a cada toque. Ele não parava de me tocar nos braços, pernas, barriga, beijava meu ombro, cheirava meus cabelos. Era como se quisesse a qualquer custo levar uma lembrança minha.

- Você não dorme? – resmunguei.

- Não consigo – respondeu.

- Por quê? – perguntei me virando para ficar de frente para ele.

Ele olhou para os meus seios, olhou para mim de novo e sorriu. Rapidamente eu os cobri com o lençol.

- Como você é sem vergonha, Lautner – reclamei rindo.

- Difícil dormir assim – explicou rindo ainda mais.

- Eu coloco a roupa. Pronto! – falei e levantei colocando a roupa.

- Como você é dramática, Julie. Já pensou em fazer teatro? – ironizou.

- Já pensei sim, mas agora não ia querer mais. Imagina trombar com você por aí? Deus me livre – brinquei.

- Eu não faço teatro, eu faço cinema – contestou

- Jura? Eu nunca vi – eu sabia provocar.

- Você devia ser mais antenada, então! – retrucou.

- Eu me interesso só por filmes de primeira linha – brinquei e ele gargalhou.

- Aposto que nem ao cinema você vai – disse gargalhando.

- Não vou mesmo, não tenho tempo – falei séria.

- Você precisa aproveitar mais. Você tem cara de ser nerd – ele disse.

- O que acha que eu estou fazendo nesse resort? Aproveitando, meu caro! – respondi.

- Você está nesse exato momento, toda vestida do meu lado, ou seja, não está aproveitando nada – falou.

- Você é bom, não perde uma – eu disse rindo.

- Obrigada por reconhecer – respondeu.

- E é convencido também, como toda celebridade – falei, revirando os olhos.

Ele sorriu ainda mais e me puxou para um beijo, mas antes de me beijar olhou no fundo dos meus olhos e disse:

- Você é especial, Julie. 

Automaticamente os meus olhos encheram d’água, mas eu me mantive forte.

- Obrigada - foi o que consegui responder.

Para mim, ele era mais que isso, mas eu não podia dizer o que realmente estava sentindo. 



**



O nosso último dia de resort foi igual aos outros, só que mais triste. Eu e Alice sabíamos que tudo estava acabando. Alice fazia planos com Teddy: Nice Guy, Blind Dragon, apartamento do Teddy, casa do Taylor, etc. Eu nem me envolvia em nada. Aqueles planos não eram meus. Taylor ficava calado e também não se esforçava para me envolver em nada.

No final do dia, eu e Alice fomos para o quarto para arrumar tudo, afinal partiríamos em algumas horas. Teddy não saía de lá. Ficava ajudando e rindo. Eu estava tão feliz por ela, minha irmã era decidida, confiante, então só podia ter um cara como Teddy ao lado dela. Ele simplesmente topava tudo! Era só ela dizer e ele fazia. A história deles ia longe. Enquanto isso, Taylor ficou no quarto dele, talvez arrumando a mala ou talvez falando com o tal “rolo” que deixou em Los Angeles. 



**



Eu engolia a vontade de chorar ao ver as malas prontas. Teddy e Alice foram dar a sua última volta pelo resort e eu fiquei no quarto olhando para o nada. Eu já estava pronta. Pronta para viajar e voltar para LA. Infelizmente o nosso voo não era o mesmo, ou seja, talvez seria sorte nos vermos no aeroporto, mas com certeza isso não aconteceria.

De repente, ouvi umas batidas na porta. Respirei fundo e fui. Eu sabia que era ele.

- Oi - ele disse sorrindo de leve.

- Oi – respondi com um sorriso mais largo, como se estivesse feliz.

Abri mais a porta para que ele entrasse e fechei.

- Eu não vou demorar muito, está quase na hora! – ele disse

- Pois é - foi o que consegui responder.

Ele se aproximou de mim, pegou em minha cintura, encostou sua testa na minha e disse:

- Obrigado por esses dias, Julie. Como eu já disse, você é muito especial.

Eu ia parar de respirar!

- Obrigada, Taylor. Você também é especial. – respondi com um nó na garganta.

E então, ele me beijou. Um beijo longo, molhado, com vontade. Se não parássemos com certeza transaríamos, mas não tínhamos tempo para isso. Ele se afastou um pouco e disse:

- Eu preciso ir. Teddy já está lá embaixo com o motorista.

- Eu quero me despedir dele! – falei

- Ele está com a sua irmã, você o verá em breve. A história deles vai longe! – ele disse rindo.

E eu continuei séria. Ele não queria que eu fosse até o carro, claro. Era mais cômodo se despedir de mim assim.

- Claro que sim – respondi.

- Bom, eu preciso ir… tchau! – ele disse me dando um selinho demorado e saindo das minhas vistas.

Era isso então? Minhas férias terminaram assim, com deliciosas lembranças que eram como facas no meu coração.

Comecei a chorar e lembrei que tinha uma garrafa de vinho aberta no frigobar. Eu não me importava de viajar bêbada. Peguei um copo e comecei a tomar o vinho super gelado. As lágrimas vinham como cachoeira.

Depois de alguns longos minutos, Alice entra no quarto com os olhos marejados. Ela sempre foi mais forte que eu e, além disso, não tinha muitos motivos para chorar.

- Eles já foram… - ela disse

- Imaginei - respondi

- Está bebendo vinho? – perguntou

- Sim.

Alice estava com um envelope nas mãos e disse:

- Para você.

Eu a olhei sem entender e peguei o envelope. Quando abri vi uma carta com uma letra que eu nunca tinha visto antes. Era dele.

Olhei para Alice e ela sorriu indo para a sacada. Aproveitei para me jogar na cama e ler o que estava escrito.

“Julie,

Estou trancado aqui no quarto no nosso último dia juntos, para tentar descrever o que estou sentindo. Eu realmente não esperava conhecer você e não esperava o que isso poderia causar. Eu vim para esse resort, de férias, longe de tudo e de “quase” todos para ter um momento mais meu, sem holofotes, sem paparazzi, etc. E de repente eu me deparo com uma linda mulher de 23 anos, que nem sabe quem eu sou! Olha que maravilha!

E desde o momento que eu te vi fiquei encantado. Eu não conseguia falar muito porque você me deixava nervoso. O seu jeito, sua beleza, enfim, tudo era perfeito demais e eu sabia que ia acabar me envolvendo além do que eu poderia imaginar.

Bom, essa carta é para dizer o que eu não consigo dizer em alguns minutos antes de ir para o aeroporto, porque eu prefiro beijar você nesse meio tempo. Eu prefiro sentir o seu cheiro e o seu toque. E respondendo melhor a sua pergunta de ontem: eu não conseguia dormir porque eu sabia que eu tinha pouco tempo para aproveitar e eu já tinha certeza de que eu não queria mais ir embora. E eu não estou falando de ir embora do resort. Eu quero conhecer melhor a Julianne Baker, a moça de Los Angeles que me encantou. 

Por isso, espero que você aceite o meu convite para o próximo final de semana. O convite não está nessa carta, mas está no seu celular, na mensagem que eu acabei de mandar pelo Whatsapp. Aproveita para guardar o meu número e anotar o meu endereço. 

Vejo você em alguns dias… 

Você é especial. 

PS.: E dê um recado para a sua irmã: Teddy está completamente apaixonado por ela.

Muitos beijos,

T. ”. 





FIM

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