11 outubro 2017

Fanfiction: Diário de Uma Paixão - Capítulo 68







*** Carol POV ***


Fui do hotel até o aeroporto chorando. Tarik dizia que eu precisava ser forte, pelo menos até chegar em casa, porque se algum paparazzi me visse chorando seria um prato cheio para a mídia.

Respirei fundo e passei maquiagem de novo. Tentei ficar normal e sorrir, para disfarçar a minha dor. Depois de algumas horas de voo, chegamos em LA. Rose insistiu muito para ficar comigo em sua casa, mas eu realmente não queria a companhia de ninguém. Eu queria ficar sozinha e chorar a vontade.

Assim que cheguei em casa, larguei a minha pequena mala no chão e no chão eu também fiquei. Chorei como nunca havia chorado antes. Porque eu o amava desse jeito? Porque eu tinha me apaixonado por ele? Porque eu lhe dei uma chance? Eu nunca, nunca deveria tê-lo beijado naquele bar… que ódio!

De tanto chorar adormeci no chão mesmo. Acordei de tarde com uma baita fome. Tentei comer alguma coisa, mas não consegui. De repente, lembrei que era o dia de folga da Glória e que eu poderia ir ao apartamento de Taylor sem precisar me despedir dela ou dar alguma explicação. Peguei uma mala grande vazia e fui até o apartamento.

Abrir aquela porta quase me fez desmaiar de tanta tristeza. O cheiro dele ainda estava em todo lugar... a pior parte foi entrar no quarto. Eu precisava ser forte.

Entrei no closet e peguei tudo o que era meu… roupas, sapatos, perfumes, calcinhas… tudo! Joguei as coisas na mala, estava com pressa. Como eu tinha decorado o apartamento, eu havia espalhado fotos nossas juntos pela casa em vários porta-retratos. Comecei a tirar as fotos e deixar todos os porta-retratos vazios. Eu ia secar de tanta lágrima que saía dos meus olhos.

Levei a mala para a sala e continuei a tirar as fotos de lá também. Passei por todos os cômodos para me despedir. Ia ser difícil ficar sem ele. Ia ser impossível esquece-lo e apesar do que ele fez, eu, por algum motivo, o queria perto de mim. Queria que ele entrasse por aquela porta e me pedisse perdão, mas é óbvio que isso não aconteceria. Provavelmente ele foi comemorar o fim do nosso namoro nos braços da produtora. Eu já a imaginava rindo de mim, rindo de felicidade por conseguir ficar com ele, literalmente. Será que ela era bonita? Morena? Loira? Ai Deus! Por que eu me interessava? Preciso tirar esses pensamentos da minha mente… ou tentar.

Saí correndo do apartamento e pensei em tudo o que falaria para a minha família, para a mídia e para o meu empresário. Cheguei em casa e liguei para James… ele seria o primeiro a saber.

-Oi James.
-Oi Carol, tudo bem?
-Tudo.
-Está em Santa Fé?
-Não e é por isso que liguei. Preciso contar as novidades – tentei parecer animada e normal.
-Novidades?
-É… eu e Taylor não estamos mais juntos - senti um nó na garganta ao dizer isso.
-Não? O que aconteceu?
-Nada! Eu terminei, não gostava dele de verdade – menti.
-Wow! Nossa, você soube disfarçar então, porque eu nunca te vi tão apaixonada - ele disse e meus olhos encheram d’água.
-Pois é, eu gostava dele, mas percebi que ele não é para mim, ele é muito menino ainda.
-Entendo… bom, ok, já falou com os seus pais?
-Ainda não, você é o primeiro a saber. E eu preciso de um favor: quero que administre as minhas redes sociais, ok?
-Ok.
-Não quero mais mexer nisso, ainda mais depois do fim do relacionamento, a mídia vai cair em cima.
-Tudo bem… continuo postando algumas fotos, só para atualizar o seu perfil certo?
-Isso mesmo.
-Ok.
-Obrigada, James.
-De nada. Nos vemos em 3 dias, certo? Temos desfiles e fotos.
-Certo, até lá.

Seriam três dias de tortura até começar a trabalhar de novo e tentar me distrair.





*** Taylor POV ***





Saí do estacionamento e fui direto para o quarto. Uma hora depois Tarik bateu em minha porta.

-Tenho que admitir que eu nunca vi você com essa cara - ele disse.
-Eu não estou bem, definitivamente.
-Eu sei, mas cara, não há nada que você possa fazer.
-Eu vou tentar me explicar, eu preciso. Ela precisa saber que aquele imbecil fez tudo de propósito – falei alterado.
--Taylor, ele não fez nada, quem fez foi você. Ele só deu um empurrão para maior burrada da sua vida.
-Você também não, por favor.
-Estou falando a verdade, e você sabe que sim. Bom, segue a sua vida. Você é jovem, a Carol não é a última mulher da face da Terra e nem a única interessante que vai aparecer na sua vida.
-Pode até ser, mas vai demorar muito para eu me apaixonar por alguém como eu me apaixonei por ela.
-E eu espero que seja a última vez que você faz esse tipo de coisa, de verdade.

Olhei para Tarik com lágrimas nos olhos.

-Como foi até o aeroporto? – perguntei.
-Ela foi chorando o caminho todo, mas eu dei um toque, disse que a mídia ia cair em cima se algum paparazzi a visse chorar assim.

Coloquei as mãos na cabeça. Estava com vergonha de mim mesmo.

-Eu também disse a ela que nós esperaríamos ela falar com a mídia. Isso tem que partir dela – completou.
-Eu sei – respondi.
-E o que ela vai falar só Deus sabe – falou.
-Isso tudo não me interessa. O que mais me deixa nervoso é saber que aquele cara vai atrás dela.
-Vai mesmo, mas Taylor, deixa ela seguir com a vida dela. Se não for ele, vai ser outro.
-Nem ele, nem outro, nem que seja a última coisa que eu faça na vida – falei me levantando.
-Para com isso, você tem a sua carreira, tem muito trabalho pela frente e vai conhecer muita mulher nesse caminho.
-Vou conhecer varias, mas não vou querer nenhuma – Tarik ri.
-Tá bom…
-Estou falando sério. Você não acredita em mim, nem ela vai acreditar, mas eu vou lutar.
-Você só vai lutar porque tem uma rixa com esse cara há muito tempo. Se fosse outro, deixaria passar.
-De jeito nenhum. Nem ele, nem ninguém. Eu sou a última pessoa que pode pedir para que confiem em mim, mas eu vou provar que eu estou arrependido… só ainda não sei como.
-Bom, boa sorte, então. Você vai precisar – Tarik disse e saiu do quarto.

Peguei meu celular e olhei todas as fotos dela. A maioria eram da praia. Se eu mesmo não me perdoava, como ela ia me perdoar?



*** Carol POV ***



Três dias depois eu estava de volta ao trabalho. Eu precisava ocupar a minha mente. A pior parte era chegar em casa e ficar sozinha, pensando nele. Eu estava pela metade. Eu me sentia incompleta. Meu diário era meu único companheiro:



Eu perco o chão
Eu não acho as palavras
Eu ando tão triste
Eu ando pela sala
Eu perco a hora
Eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco as chaves de casa
Eu perco o freio
Estou em milhares de cacos
Eu estou ao meio
Onde será que você está agora?

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