03 março 2018

Fanfiction: O Gatoro Da Casa Ao Lado - Capítulo 1





Acordei antes das seis, me viro e vejo as horas no meu despertador, indica ainda seis e meia da manhã. Não consegui dormir ontem de modo algum, os novos vizinhos fizeram barulho à noite toda, e olha que eles moram do outro lado da rua. Minha rua costuma ser muito silenciosa, tem dias que as oito não se ouvem nem as crianças.


Eu gosto desse sossego, me lembra do bairro onde eu morava no Brasil.


Caminho até minha janela, abro uma brecha, há um caminhão de mudanças já descarregando caixas e mais caixas. Estreito meu olhar para dentro da casa, vejo alguns vultos e logo a silhueta de uma mulher aparece. Tento focar mais um pouco para ver se vejo minha futura vizinha quando meus olhos se distraem e olha para outro lado, parado ao lado do caminhão olhando para mim tem um rapaz provavelmente da minha idade usando apenas um jeans surrado segurando uma caixa. Seu olhar me causa arrepios e logo fecho minha cortina. Sacudo minha cabeça tentando me livrar do susto de ter sido pega no flagra.


Estou tão cansada, mas sei que se tentar dormir de novo eu perderei o horário, então vou pra cozinha e ajudo minha mãe a preparar o café da manha, afinal meu irmão inventou de trazer Dan e Natan, que inclusive é meu namorado, pra dormir aqui em casa. Diferente dos novos vizinhos, eles não fazem tanto barulho, a não ser quando inventa aquelas competições de pum e arrotos.


-Argh - eu me sinto enojada só de pensar.


Vou até o quarto dele e os vejo dormindo, me seguro na porta pra não chamar o Natan, e traze-lo para o meu quarto. Da última vez que ele dormiu aqui eu o trouxe para o quarto de madrugada quando já estavam todos dormindo, na esperança de enfim perder minha virgindade, o que não deu muito certo. Acabei ficando com a consciência pesada por meus pais estarem dormindo ao lado do meu quarto, vai que eles escutavam algum gemido e viessem ao meu quarto.


Pra falar a verdade o Natan tem sido um fofo, namoramos desde que me mudei pra cá, ele é meu segundo namorado e eu tenho certeza que amo ele, prova disso "Alicia".


- Argh!


Outro momento nojento na minha vida, ela vivia dando em cima dele, e mesmo antes de começarmos a namorar eu já sentia ciúmes deles juntos. Eu sei que não posso competir, afinal foi ela quem tirou sua virgindade, é ate normal, mas o que não é normal é ela no dia seguinte fazer o mesmo com meu irmão e depois fazer uma comparação idiota do pau deles. As coisas só ficaram pior depois que eu e Natan começamos a namorar, ela engatou um namoro com meu irmão também e até hoje eu sofro com esse tormento de cunhada se esfregando com meu irmão em todo canto da casa e ainda ficar oferecendo sua irmã pra cima do meu namorado.


- Mereço.


- Merece o quê? - Minha mãe fala saindo do quarto.


- Nada, só estava pensando alto.


- O que você faz acordada tão cedo assim? - Minha mãe pergunta pegando minhas mãos e me levando pra cozinha.


-Eu não consegui dormir ontem à noite, os vizinhos novos estavam fazendo muito barulho, e eu não preguei os olhos – falei, bufando de cansaço.


-Ah querida, eu vou falar com eles hoje, não se preocupe. - minha mãe fala, passando a mão no meu rosto.


-Quem vai falar com quem? - Meu pai aparece na cozinha, abrindo a geladeira.


- A Kath não dormiu ontem por conta dos novos vizinhos, então falei pra ela que vou falar com eles hoje.


-Nem pensar! O homem da casa sou eu, então eu vou falar com eles. Pode deixar, docinho. Papai resolve isso pra você. - Meu pai fala com tom de macho alfa da família, o que não nos convence muito depois do "docinho".


-Ok, ok, se você acha que pode resolver, então pode ir lá.- minha mãe fala, pegando a faca. - Mas saiba que eu vou estar de olho em você, eu sei muito bem que só chegaram dois ontem: uma mulher e o garoto. O que se supõe que não exista uma terceira pessoa, ou seja, o pai, então você fala e eu observo. - minha mãe fala girando a faca como uma louca psicótica fazendo meu pai engolir seco.


-Ok querida, você virá comigo.


Meus pais tem uma relação muito linda, são amigos, companheiro um do outro, meu pai é xerife da cidade, trabalha em um departamento da policia onde morávamos lá no Brasil, e quando recebeu sua tão sonhada promoção nós nos mudamos pra Lima, Ohio e desde então ele governa essa cidade com mãos de ferro, e muitos desentendimentos com minha mãe principalmente quando ele tem que atender alguma ocorrência no qual envolve mulheres. Minha mãe tem uma floricultura e sempre vive lotada, ela tem o melhor sorriso do mundo.


Estou aqui no pé da mesa olhando atentamente os dois discutir como e quando irão lá falar com os vizinhos, minha mãe quer levar algo pra eles comerem, já meu pai quer leva sua espingarda.


- Ok, enquanto vocês discutem quem vai ou quem não vai, eu vou lá no quarto do Steven acordar o Natan.- saiu com um sorriso no canto da boca só de pensar em acordá-lo com um beijo.


-Nem pensar. - meu pai interrompe a discussão dos dois.


-O quê? Ele é meu namorado, eu só vá lá acordar ele e os meninos também.


-Você? Em um quarto cheio de meninos nus? - Meu pai se aproxima de mim com olhar de bravo. - Nem morta. Eu acordo eles. - Ele se aproxima da escada e então grita - Os três para baixo agora! - eu me assusto e minha mãe também.


-Pai. – exclamo incrédula - Você tá doido? O que o Natan vai pensar?


-Que eu sou o dono da casa e já tá na hora desses marmanjos acordarem.


-Mas pai eu podia ter ido lá acorda-los – argumento.


- É querido, para que esses gritos, afinal o Natan e Kath já devem ser bem íntimos.


Oh merda!


Meu pai olha pra mim arregalando os olhos.


-Você... E ele, vocês dois... Natan! - Ele sobe bufando de raiva, e eu corro atrás, tentando impedi-lo.


- Pai, para! Eu não fiz nada, eu juro.


Eu passo por ele e entro no quarto de Steve, eles já haviam se levantado, estavam se trocando, menos o Natan que ainda estava de cueca. Me assusto quando vejo e fico paralisada, ele no entanto quando me vê só de camisola, sorri descaradamente.


-Oi gatinha, posso ajuda com alguma coisa?


-O que você acabou de dizer? - meu pai entra e quando o vê assim, seus olhos cospem fogo. Eu fecho meus olhos e Natan engole sua saliva totalmente com medo. Meu pai se aproxima dele o pegando pelo pescoço.


-O que você fez com o meu docinho? - meu pai fala com tanta raiva que o Natan mal consegue falar.


-Eu...e... eu...não fiz nada - Nathan fala.


-Pai, o que houve? - Steven pergunta.


-Ele desonrou sua irmã. - Meu pai fala soltando Nathan.


-O quê? - Steven avança e começa a socar Nathan.


-Para! - minha mãe entra no quarto gritando, com uma colher de pau na mão.


-A Kath não fez nada com ele, eu falei aquilo brincando com você. Agora se você tiver machucado esse garoto, eu juro por deus que mato você, Carl. - Ela fala apontando a colher em direção a ele.


-Mãe, sua brincadeira quase custa a vida dele. - Eu falo indo em direção do Nathan e o abraçando.


- Você está bem?


-Agora com você abraçada a mim eu estou sim.


Meu pai olha em volta e vê que Nathan ainda esta só de cueca


-Kath.


Minha mãe o puxa para fora do quarto.


Eu saí em seguida depois de me certificar que ele estava bem. Vou para meu quarto pra me trocar.


Eu desço em seguida e vejo meu pai e o Nathan sentados mesa lado a lado civilizadamente. Vou até o encontro dele, mas meu pai coloca seu braço envolta dele na tentativa de não me deixa sentar lá.


Reviro os olhos e vou sentar perto de Dan, e Steven. Tomamos café e depois vou com os meninos para a aula estamos no ultimo ano então tudo tem que ser perfeito e uma briga com meu pai e meu namorado definitivamente não vão me desestruturar. Peço pra que Steve passe na casa da Madison e da Mia, ele bufa um pouco, mas concorda.


Pegamos as meninas e vamos direto para a aula, chegamos e lá sinto meus cabelos voarem quando Alicia passa por mim correndo, indo em direção ao meu irmão.


- Nojo.


- Eca.


- Urgh.


Mia, Madison e eu falamos juntas.


- Como seu irmão consegue namorar isso? – Madison me pergunta. 


- Tem gosto pra tudo. – Mia diz.


- Não, você quis dizer, tem mau gosto pra tudo, isso sim. – digo rindo. Fecho a porta do meu armário e caminho junto a elas.


Nathan esta ao lado do seu armário com Dan rindo do casal de pombinhos.


- O que foi? Nunca viram os dois praticamente se estuprarem aqui? – Pergunto, não disfarçando minha raiva.


Nathan se aproxima de mim e me aperta em seus braços, eu me sinto bem, adoro quando ele faz isso. Ele me envolve em seus braços e então me beija, eu sinto formigamentos na barriga, deve ser amor, afinal são um ano de namoro e se não for amor é o que então? Eu me entrego ao seu beijo, penso toda vez que ele faz isso que pode ser nosso último, que besteira a minha.


-Quando você vai deixar de ser ciumenta no que diz respeito à Alicia e a mim? - Ele me pergunta se afastando e pegando minha mão.


-Não é ciúme, é excesso de proteção. Além do mais, Alicia não é afim de você, mas a songa da irmã dela sim. - Nós dois rimos e vamos em direção à sala de aula. Alicia passa por nós e dispara:


- O que houve, Kath docinho? Parece que nem transou ontem! - ela dispara. – Ops, me esqueci, vocês não transam. - Alicia fala levantando risos no corredor. E então entra na sala.


Eu me encolho e largo minha mão da do Nathan.


-Ei, não fica assim, qual foi. Não precisa se preocupar com esse pé no saco, inveja mata e você sabe disso. Nós não precisamos transar para ser um casal. Nós somos um e somos os mais felizes que tem nessa escola de merda. - Ele diz pegando meu rosto com suas mãos. Eu respiro aliviada.


- Vou para aula. - Nathan me da mais um beijo e vai. Eu fico olhando ele desaparecer entre a multidão, me viro eu vejo uma pessoa me encarando. Ele é alto, moreno, corpo atlético, cabelos escuros espalhados pra cima, e um olhar decisivo. Eu tremo e entro na sala sem olhar pra trás.


No meio da sala eu travo.


Pera... Não... Deve ser engano.


Não deve ser o meu novo vizinho.


Minha primeira aula acaba e vou para segunda, procuro Nathan pela escola, mas não o encontro. Viro-me e me esbarro em Derek, que ri do nosso esbarrão.


-Uou, vai com calma ruivinha - Derek fala, não contendo o riso.


-Derek, desculpa, estava distraída procurando o Nat. - Eu falo rindo também.


- Ah, eu o vi no campo treinando.


- Droga, eu esqueci que ele tem treino hoje. Estou meio desorientada hoje. - Eu falo balançando minha cabeça.


-O que houve?


-Eu não dormi ontem, meus vizinhos novos fizeram barulhos com musica e martelos, etc. Estou um caco – falo, jogando os ombros para o lado.


-Hum, eu soube, o cara inclusive está aqui hoje. Ele é meio estranho, quase não falou com ninguém e se apresentou apenas como Nick.


Eu tremi quando ouvi esse nome


Sabia que era ele.


- Hum, e quem é ele? Ele mora só com a mãe? Porque não vimos seu pai - perguntei curiosa.


-Não sei. Como eu disse, ele apenas disse seu nome e se sentou na cadeira de novo. Algumas meninas tentaram, em vão, falar ou se ofereceram pra ele.


- Essas seriam?


-Amanda e Vick. - Ele me olha de lado.


-Sabia! Boa sorte pra ele, então.


Derek e eu andamos um pouco, conversando sobre coisas que Alicia já havia nos feitos, como o dia em que ela tentou desesperadamente ficar com Derek na festa de 17 anos dela, foi patético. Estudamos na mesma sala, Derek vai à frente enquanto eu paro pra tomar água. É fácil falar dele, Derek, assim como Madison e Mia, foram meus primeiros amigos desde que cheguei aqui na cidade, mas eu sempre o achei muito tímido. No começo eu o olhava diferente, afinal como resistir a um garoto loiro de olhos azuis, boca vermelha e um sorriso que te destrói. Bom foi difícil, sempre achei que fossemos namorar, mas ele preferiu ficar calado. E depois que eu o beijei sem permissão, ele se afastou um pouco de mim. No começo não entendi, as meninas me diziam que ele ficou com vergonha porque era ele que devia ter feito isso comigo primeiro, mas eu me adiantei e ferrei tudo. Depois eu e Nathan começamos a sair e logo engatamos no namoro, deixei Derek de lado porque Nat ficava com ciúmes quando ele chegava e me rodopiava nos seus braços. Hoje somos apenas amigos.


Entro na sala e a figura a seguir me deixa completamente imóvel.

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