16 junho 2018

Fanfiction: O Garoto Da Casa Ao Lado - Capítulo 5





Era sábado de manhã, dia de ir pra escola. Sim, sábado eu também ia para o colégio, mas em vez de ir pra estudar eu ia pra treinar com as lideres de torcida. Daqui a duas semanas seria o campeonato de Futebol Americano dos meninos e precisávamos treinar muito para não fazer feio. Eu estaria saltitando se não fosse por um único problema.

Eu ainda estava com uma puta enxaqueca!

Arrumei-me com minha roupa de panicat: saia azul com listras laranja, blusa de manga longa azul com branca, e o nome da nossa equipe Sereias, deixando parte da minha barriga de fora. Faço um rabo de cavalo e enrolo uma fita azul no cabelo, não estou muito boa hoje para usar maquiagem, então só termino de passar desodorante e perfume, e minha cara seca e lavada... Isso me bastava.

Desci para a cozinha, encontrei meus pais de novo se beijando, isso me enjoava.

- Eca. - Falei indo ate a geladeira.

- Opa, bom dia pra você também, senhorita mal humor. - Minha mãe diz se afastando do meu pai.

- O que é isso? - Meu pai perguntou, seus olhos esbugalharam quando me viu com o uniforme do time. Meu pai nunca gostou dessa ideia de eu ser líder, isso pra ele implicaria em caras gritando meu nome, falando e fazendo gestos obscenos... Ele não estava enganado.

- Minha roupa de líder de torcida. –Falei, bebendo o suco

- Eu estou vendo, mas é impressão minha ou isso fica mais curto a cada dia? E além do mais, você está de castigo, não pode sair para treino algum. 

- Ah não, é porque eu fiz uma modificações. E paizinho, é um treino para os jogos principais da região, não posso faltar, me põe de castigo outro dia. - falei rindo.

- Katherine. - Meu pai engrossa a voz

- Ela está brincando, meu amor. Nossa, vocês dois estão afiados hoje, hein. - Minha mãe vem até minha direção tocando meu rosto. - Você sabe que o que fez foi errado, não é? - assenti que sim. - Nós não vamos te proibir de ir ao treino, ele é importante para a escola e para o seu futuro também, mas não me traga mais problemas Kath, o da outra noite já nos basta. - dei um beijo nela e passei reto pelo meu pai, Steven desceu e se junto a nós no café da manhã que ainda me desci feito pedra. Depois de nos despedirmos, Steven me ofereceu carona até a escola, já que ele também ia treinar. 

- Vou procurar a Alicia. - Steven salta do carro e me deixa lá. Ajeito minhas coisas pra sair e ir ao treino, quando vejo meu novo vizinho vindo em minha direção.

- Eu acho que devia existir uma lei em que proibissem as lideres de torcida de nos torturar em pleno sábado. - Nick disse se aproximando de mim e me dando uma secada. Meu rosto corou. 

- É só uma sainha. - sorri sem jeito. 

- Uma que deixa qualquer cara de quatro. - vi um sorriso malicioso em seus lábios, limpei minha garganta e sorri forçado. 

- Veio assistir a treino?

- Na verdade eu me inscrevi para o time, vim assistir aos treinos. - encarei Nick surpresa.

- Uau, boa sorte então. - estendi minha mão para Nick apertar, mas em vez disso ele a beijou. Olhei hipnotizada para dentro daquele mar de olhos castanhos. Um bipe me trouxe a realidade, recolhi minha mão e olhei pra trás. Era Nathan chegando para o treino na sua moto. Soltei um suspiro feliz por vê-lo depois de dois dias. Deixei Nick parado no mesmo lugar e fui até Nathan.

- Gatinho. - pulei nele passando minhas pernas em volta de sua cintura. Nathan me segurou, me apertando mais contra ele e lhe dei um beijo apaixonado.

- Senti saudades, não te vejo desde que... - ele para pra olhar Nick encostado tranquilamente em seu carro. - Desde que aquele ali te tirou da festa. Ele não tinha esse direito, você é minha namorada e não dele. - sorri boba para a crise de ciúmes dele. Não deixei Nathan falar mais nada, apenas o beijei.

- Ele só queria ajudar, seu bobo. Além do mais você estava muito bêbado, não sei se você esqueceu, mas meu pai tem uma espingarda! - Nathan me pôs no chão, passou o braço em meus ombros. 

- Ok, você me convenceu com a espingarda. 

Nathan e eu seguimos para dentro do colégio, passamos por Nick, Nathan cumprimentou ele que fez o mesmo. 

Quando chegamos ao campo, encontro Alicia e suas amigas já treinando, afinal ela era a capitã, era a que chegava mais cedo aqui. Olho para os bancos e vejo Mia e Madison, me despeço de Nathan e vou até elas. 

- Oi - cumprimento elas, jogo minha bolsa no chão e me sento.

- Hey, achei que não viesse. - Madison diz me abraçando, no canto de sua boca a um pequeno inchado causado pelo briga.

- Ué, só porque dei uns bons socos na vadia ali e meu pai me pôs de castigo? – ri. Madison tentou rir também, mas sua boca pareceu doer.

- A surra que nós demos e tomamos talvez sirva pra elas se tocarem que nós três aqui somos “O Bicho”. - Mia estende a mão e fazemos um Hi- five. Me acomodei mais próxima a elas e logo Mia me contou sobre a noite.

Seus pais foram busca-la no pronto socorro, Peter levou ela, depois de a mesma rasgar parte da blusa de Amanda, deixando ela quase nua na festa. Mia também me contou que dez minutos depois Amanda chega ao mesmo Pronto-Socorro, acompanhada de Alicia, Vick e Nathan que as levou até lá. Engoli a pontada de ciúmes e deixei pra lá. Mia me contou que ela e Amanda quase se estapearam novamente, só não fizeram porque um médico muito gato veio atende-las e as duas se ocuparam demais puxando a atenção dele pra elas. Mia só fez para provocar ciúmes e raiva em Peter, e deu certo. Seu pai a deixou uma semana sem Vídeo Game. O fim da vida pra ela.

- E agora? O que eu faço? Como vou sobreviver sem meu Guitar Hero? É assim que ele diz que me ama? Eu sou a única filha dele, caralho. - Mia e seus dramas.

Madison me contou que Dan a tirou de cima de Vick, que a levou para se limpar e que lhe deu um pouco de enxaguante bucal para que tirasse um pouco do bafo de álcool. Os pais de Dan chegaram junto com a polícia e ela teve que fica sentada olhando Dan andar de um lado para outro enquanto a policia colocava o pessoal pra fora. Dan a levou pra casa e por incrível que pareça, seus pais nem sabem do ocorrido.

- Essa é a parte boa de ter pais caretas, eles não trocam o celular como nós. Não vêm fotos nem vídeo. Se não forem até lá contar ou mostrar a eles, então tudo passa limpo. - Mad ri. Seus pais são bem caretas mesmo, tem o mesmo celular que só atende e envia SMS.




Começamos ao treino de líderes. De um lado do campo os meninos treinam Futebol Americano, e do outro nós treinamos sobre os olhares rígidos de Alicia e sua trupe.

Gritos e mais gritos são o que mais ouvimos. Aquilo já estava me irritando, meus nervos estavam à flor da pele. Hora ou outra Alicia e suas comparsas olhavam para nós com raiva. E se sorriamos em provocação, elas puniam não só a nós, como toda a equipe.

- Kath, docinho, eu inventei um passo novo e quero que você o faça! -Alicia, sempre Alicia.

- E qual vai ser? - Minha voz saiu ofegante.

- Eu o batizei de "voou da virgem" - ela fez sinal de aspas quando falou o nome. Um silêncio se instalou naquele campo.

Eu sinceramente não acredito no que ouvi.

- Como é? - Eu fale cerrando meus punhos. - Você está louca, Alicia? -Arquei minha sobrancelha.

Outra vez um silêncio volta a se instalar no meio do campo.

Steven e os meninos até pararam com o treino.

Alicia ri. 

- Qual foi, docinho, eu estou brincando... Qual é. - Alicia fala deixando transparecer seu constrangimento. – Ok, ok, eu estava só brincando, o nome do passo é helicóptero. Ele é fácil, você só vai que tomar cuidado quando os meninos te jogarem a alguns metros a mais de altura. - Ela fala, deixando escapar um riso sarcástico no canto da boca.

- Quantos metros? - Mia pergunta.

- Não sei... Talvez um ou dois metros a mais do permitido. - Alicia respondeu com desdém.

- Você está louca? - Madison grita, empurrando Alicia, que por pouco não cai. - Ela pode se desequilibrar lá em cima, pode ser que um dos meninos não consiga e ela acabe caindo. E eu vou te falar só uma coisa garota. - Agora Mad se aproxima de Alicia aponta o dedo em seu rosto e dispara. - Se minha amiga se machucar nesse salto, eu acabo com sua vida, piranha! - Ouvi ao fundo alguns cochichos, risos abafados e até mesmo alguns “uhhh”.

- Ela não vai cair! Isso se ela for mesmo forte - Ela então volta seu olhar para mim. - Você é forte, não é mesmo, Kath? – Indaga.

- Vamos logo treinar esse salto. - Finalizo arrastando meus pés até o centro do campo.

Quem eu quero enganar, eu estou em pânico, meu coração está cada vez mais acelerado, sinto um frio enorme na barriga.



* * *



Quatro horas de treino!

Foi esse nosso tempo. Nunca estivemos tão cansados em toda nossa vida... Eu, Mia e Madison estávamos estiradas no chão do campo, não sentíamos nossas pernas.

- Eu estou a.ca.ba.da. Meu Deus, aquela louca vai matar a gente. - Mia grita pra todos ouvirem, ela não era lá tão normal como vocês devem pensar, deve ser por isso que a amo tanto.

- Eu juro que vou socá-la... E aquela historia ridícula de que minha coreografia não estava boa? Eu suei dia e noite, nem transar com meu namorado eu pude por conta dessa coreografia dos infernos. E ela me diz que não está boa? É isso mesmo? - Madison bufa irritada. Eu entendo ela, Mad sempre foi a melhor na dança e na música também. Seja qual for a ocasião, aqui no colégio ela sempre cantava ou nos ensinava uns passos de dança e então nos apresentamos. Era sempre assim: Mia era a doida, era ela sempre que nos tirava de casa pra fazer “zoação” na rua, e fora nos momentos de seus ataques que ela queria estuprar Peter no corredor da escola, o que nos levava a serias crises de risos. Mad era a dançarina a cantora e eu bem, era apenas o crânio, a garota que tirava dez e passava cola pras amigas. Cada uma tinha sua simplicidade, seu dom, ou seja lá o que for. O que era verdadeiro mesmo é nossa amizade. Isto nada abalava.

- Se vocês estão cansadas, imagina eu que tive que segurar meu lanche da manhã no estômago toda vez que me jogavam no ar como se eu fosse um boneco... Alicia ainda me mata. - Eu falo frustrada.

- Ela só quer te ver na pior, Kath. - Mia fala dado um suspiro. Na real ela estava, ela estava cansada das coisas absurdas de Alicia assim como eu.

- Isso logo vai acabar. É nossa ultima apresentação e logo: tchau escola. Tchau Alicia e suas cobras, tchau mundo cruel de Mckinley high. - Madison diz, nos arrancando gargalhadas.

- Por que vocês não vão lá em casa hoje? Podíamos fazer uma noite do pijama. 

- Boa ideia, Kath. Eu topo. - Mia se estira no chão para descansar.

- Mas você não estava de castigo? - Mad questiona

- Eles não vão proibir de vocês irem lá, meu pai adora vocês, ele nunca colocaria vocês pra fora. - conclui. 



* * * 



- Sem chances, mande elas pra casa, você está de castigo. - Olhei incrédula para meu pai. Como ele pensa que vou mandar minhas amigas pra casa. Olhei para minha mãe pedindo ajuda.

- Mãe! - mamãe tomou mais do seu refrigerante e antes de falar limpou a boca de um jeito engraçado.

- Kath, docinho, você sabia que estava de castigo.

- Não, eu não sabia. Nós não entramos em um acordo sobre isso ainda. – exclamei.

- Não precisa de acordo algum para te colocar de castigo. - meu pai diz.

- Claro que sim, e seria só depois, tipo, bem depois mesmo. - cruzei os braços, irritada.

- Kath, é melhor você mandar suas amigas para casa. - mamãe diz.

- Eu não vou as mandar embora. - falei me exaltando. De repente ouvimos um pigarro atrás de nós. Praguejei aos céus já sabendo de quem se tratava.

- Kath, eu e Mia já vamos, está tarde, então... - me virei para minha amigas, Madison e Mia estavam com vergonha e eu me amaldiçoei por fazê-las passar por isso.

- Me desculpa. - falei indo abraçar elas.

- Não precisa. Além do mais, nós também estamos de castigo, então, é melhor ir pra casa.

- Vocês também estão de castigo e mesmo assim vieram pra uma noite do pijama? - meu pai questionou.

- É só uma noite do pijama aqui na sua casa, senhor Mitchel. - Mia disse com um sorriso envergonhado.



- Nós só iriamos comer, falar besteira e dormir depois. - Madison disse recolhendo suas coisas. Me despedi das minhas amigas e sem dizer nada, subi para meu quarto batendo com força a porta. No meio da noite, pude sentir meu pai entrar e me cobrir, ele depois tentou me dar um beijo na testa, porém ainda brava, puxei o edredom cobrindo minha cabeça. Papai saiu do quarto suspirando. E eu soltei outro triste suspiro pelo ocorrido de hoje. Enviei uma mensagem para minhas amigas me desculpando.



* * * 


- Querido não faça isso... Nicolas para agora!

- Eu não posso... não posso mais ficar aqui mãe. Ela me enlouquece.

Acordei atordoada, ouvi gritos vindos da casa ao lado. 
Fui até minha janela e na espreita observei os vultos que ia e vinham de lá. Meus olhos ainda estavam pesados pelo sono, mesmo assim os forcei e pude enxergar. 
Nick e sua mãe brigavam sério, ela tentava passar a mão em sua cabeça e acalma-lo, ele por sua vez se esquivava. Não entendi muito bem o que acontecia ali. Porém quando um jato de vento entrou pela minha janela me revelando, vi Nick parado, me observando outra vez sua casa,

Petrifiquei e mesmo depois dele fechar a cortina do seu quarto, ainda continuei lá parada, olhando. Aos poucos soltei meu ar, e quando me vi mais calma, voltei para minha cama me amaldiçoando por ser tão xereta.



Droga, ele vai achar que sou louca.
Ou pior, que sou gamada nele.

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