30 junho 2018

Fanfiction: O Garoto Da Casa Ao Lado - Capítulo 7






Caminhei até a casa da Mia. Madison também estaria lá. Cheguei a casa e não me atrevi a sentar-se à mesa com os demais, vergonha estampava meu rosto e a maldita vontade de chorar. Mamãe sempre sabe quando algo de errado aconteceu, ela sente isso. Mesmo não sendo minha mãe biológica, ela sempre sente. Preferi sair correndo e vir para casa da minha melhor amiga, a ter que olhar na cara da minha família e gritar o que eu fiz. 

Toquei a campainha e logo a mãe da Mia veio abrir para mim. 

- Kath querida, venha, entre. As meninas já estão a sua espera. - Maggie é, fora a minha mãe, claro, a mãe mais linda que vi na vida. 


Seu sorriso sempre branco e maternal sempre me lembra do sorriso da minha. Mia e ela não se parecem, puxou ao pai, para desagrado da mãe, porém o amor é o mesmo e, mesmo Mia sendo meio ou totalmente louca, as duas se dão até melhor que eu e minha mãe. Óbvio que se juntar nossas mães, a dona Constance, mãe da Madison, ela ganharia sempre. 

- Vou subir. - dei um beijo em sua bochecha e subi correndo. Parei com a mão na maçaneta. Ouvi a risada delas do outro lado e de novo um sentimento de culpa se espalhou. Segurei as lágrimas e abri a porta do quarto. Minhas amigas olharam pra mim ainda rindo. Dei um sorriso branco e frio. 

- Escolhe: Jaqueta de couro ou body Preto? - Mia jogou as duas peças em mim. Olhei para cada peça e depois para sua calça preta. 

- Nem um, nem outro. Top branco e aquela sua camiseta azul escuro. 

Joguei as roupas de volta. Mia bufou não gostando muito, então completei. 

- E não se esquece da botina prata e das pulseiras de caveira... Cabelo solto, claro. - pisquei pra ela que sorriu satisfeita. Sentei-me na beirada da cama e me virei para Mad. 

- Que cara é essa? Parece que aprontou. - Mad pende o pescoço para o lado enquanto me analisa. Engulo a seco e logo as imagens da manhã me vem em mente. O beijo, os suspiros, o pôr do sol. Nick. 

Merda. 

- Eu... Só estou cansada, não dormi bem. – menti, desviando o olhar do dela. 

- Seu vizinho gatinho de novo? Ele passou a noite martelando foi? - Mia chega e logo faz um gesto com as mãos. Mad e eu tapamos a boca controlando o riso. 

- Sua vadia, você é louca? - Mad joga um travesseiro nela. 

- Só trabalho e falo com fatos, querida... E quando eu digo que aquele ali tem um puta pau... Ah minhas caras, ele tem sim. 

Engasguei imaginando. Madison riu mais ainda. 

- Sua vaca, você vai para o inferno com esses pensamentos. 

- Mad querida, inferno eu já vivo, você não viu? Eu ainda estou sem meu Guitar Hero, meu bem. Isso é um inferno com direito a larvas flamejantes e o próprio diabo em forma de namorado me atazanando e me invejando com o Guitar Hero dele. - Mia exclamou fazendo drama. Jogou-se na cama terminando de vestir a camiseta. 

- Ok, senhora dramática, chega de dramas, eu vou te dar um drama e um inferno maior que esse seu. - bati em sua bunda. 

- E qual é? 

- Não qual é, e sim quem? - Mia e Madison arquearam as sobrancelhas. - Colégio e Alicia Brian. - fui até sua escrivaninha. - Quer o lenço para chorar agora? 



Mia e Madison fizeram drama agora juntas. Minhas amigas não queriam ir para o colégio, então tive que apelar dizendo que ia ligar para os seus namorados dizendo que eles estavam de castigo... Ou seja, sem sexo. Com as duas bebezonas prontas para ir para o colégio, partimos indo até o ponto de ônibus. 



* * * 



Passei todo primeiro tempo fugindo de Nick. Toda vez que ele vinha eu literalmente fugia. Até Nat percebeu que eu estava estranha. O suor percorrendo em minha testa, o tremor das minhas mãos, minha garganta o tempo todo seca. Bastava Nathan se encostar e eu já me assustava ou tinha um mini ataque. A culpa rasgando minha consciência, olhava para Nathan sorrindo em uma guerra de bola de papel com meu irmão e os amigos, aquele sorriso que me desmanchava, agora me maltrata. Respirei fundo e me levantei do banco, andei a passos curtos ate o vestiário feminino, alicia e suas comparsas olharam feio e eu logo tratei de lhe da um bem foda-se seguido de um dedo do meio. Passei pelo vestiário masculino e para meu azar... 

- Fugindo de mim? - travei no mesmo canto quando tentei fugir novamente dele. Virei-me para ele com meio sorriso gélido nos lábios. 

Nick me olhou com aquele maldito olhar dele. 

E eu de novo fiquei petrificada olhando feito boba par ele. 

- Não. - disse quase como um engasgo. 

- Não é o que parece. - Nick pôs uma mecha do meu cabelo para trás. 

- Eu só estava com pressa. 

- Durante todo o primeiro tempo? - ele ri desacreditado. 

Dei de ombros. 

- Você mente mal, Katherine. - o pronunciar do meu nome em sua boca me arrepiou inteira. Traguei duro desejando mais do que tive pela manhã. Nick pareceu perceber e veio até a mim. Suas mãos acariciando meu rosto pronto para me dar o que eu queria. 

- Kath? Ai está você. - a voz de Mia tirou todo o ar restando de meus pulmões. 

Que Deus seja bom e ela não tenha visto nada. 

Nick suspirou parecendo irritado, me afastei dele sem olha-lo. 

Como eu imaginava, ela me olhava com aquele olhar dela de questionamento. Revirei os olhos pronta para mais uma mentira. 

- Um maldito cisco, odeio quando isso acontece, parece que tem navalhas em mim. - menti descarada. 

- Sei. - Mia pareceu meio incerta se acreditava ou não. - Oi Nick, os meninos estão te esperando no campo. - Nick olhou de novo para mim e eu apenas me mantive com minha cabeça abaixada. Foi só o tempo de ele sair e logo vi os pés de Mia batendo impaciente no chão, seus braços cruzados e sua cara de vai desembucha, não enrola eu descubro tudo. 

- Me desculpa. - não tive outra chance a não ser chorar. Mia descruzou os braços sem saber o que se passava. 

Era isso, eu trai meu namorado, beijei meu vizinho e agora só quero, só penso, só desejo... Não posso... 

- Eu sou podre, Mia. Sou pior que Alicia e sua trupe... - Mia me abraçou ainda sem entender, talvez ela até soubesse, mas preferiu me levar pra casa dela, ligar pra Mad, faze-la matar o último tempo e quando juntas, eu desabei e desabafei tudo. Contei tudo, a fuga antes do amanhecer, o passeio, a casa, o telhado, o pôr do sol e por fim o beijo. E o desejo de mais e mais. Minhas amigas abriam a boca incrédulas e não conseguiam falar nada. Eu me senti mais suja ainda por ter sido a única das três a fazer tal ato. 

Deixei a casa de Mia um pouco menos culpada. Segui até a minha, não tive coragem de olhar para casa ao lado, apenas puxei meu bolo de chaves e destranquei a porta. Ouvi vozes vindo da cozinha e segui até lá, meus pais estavam na bancada conversando, seus rostos serenos, talvez por quererem saber do porque eu não tomei café com eles, talvez por já saberem que eu fiz merda, talvez por saberem que a filha deles... 

Se continuar fazendo isso, você vai ficar louca igual à mãe biológica. 

São muitos talvez. 

Eu adentrei um pouco mais, porém uma risada me fez travar no caminho. 

Eu conheço essa risada, ouvi-a hoje pela manhã. 

Permaneci estática sem saber pra onde correr, meu pai havia me visto e estava me dando olhares pra que eu adentrasse mais a cozinha. Respirei fundo e tive que mandar minhas pernas não fraquejarem. Foi quase impossível, e ficou pior quando entrei e vi o seu rosto sereno com um meio sorriso em seus lábios. 

Um silencio pairou na cozinha, os sorriso malicioso de Nick se juntou ao embrulho no meu estômago. 

O pigarro do meu pai me tirou do transe. Caminhei até a geladeira. 

- Só vim pegar o suco. - Tentei a todo custo controlar a tremedeira em minhas mãos. Meus dedos lisos pelo suor só complicavam. 

- Nick veio jantar conosco, sua mãe viajou a trabalho, então o convidei. 

Mamãe veio para perto de mim. Tirou uma mecha de cabelo do meu rosto e beijou minha testa. 

- Vocês estudam na mesma classe, não é? - papai pergunta. 

- Sim. - respondemos juntos. 

Sentei-me desconfortável ao seu lado. Um samba se formava em meu coração. Vi a hora de ele parar e eu morrer ali mesmo. 

- Kath, me ajuda nos exercícios de química às vezes. - Ele me olha de solai-o. - Somos ótimos nisso. 

Tranquei a respiração, prendi minhas mãos na cadeira e tenho quase certeza que por meros dez segundos eu desmaiei. 

- Kath é ótima mesmo, não só em química como em outras matérias também, fora que é uma ótima dançarina. - mamãe enaltecia o meu currículo para Nick. 

- Sei disso. - ele pisca pra mim. 



Foi inevitável. Meu sorriso torto entregou meu estado que agora estava calmo e relaxado. 

Sim. Nick Parker me deixa... 

Calma, aturdida. 

Serena, envergonhada. 

Boba, complexidade. 

Eu ficava paralisada, hipnotizada. 

Steven chegou para jantar. Seu olhar ia de mim para Nick e depois para nossos pais. Indagando e questionando com os olhos do por que Nick está aqui. Papai virou-se para Nick e os dois continuaram a conversar sobre carros. 

Steve se se senta à mesa e logo me envia uma mensagem 

Steven ia digitar mais alguma coisa, porém o rosnar do meu pai interveio. 

- Desliguem isso agora. - Steven e eu colocamos nossos telefone no bolso. 

Mamãe chegou com o jantar e como nas outras noites, nos fartamos com comida boa, uma conversa sem sentido, mas que nos aliviava do estresse. O som da risada dos meus pais era algo divino. Mesmo tendo Nick aqui, e alegrando meus pais, eu ainda estava meio insegura. Nervosa ou até mesmo medrosa. 

Mamãe e eu acompanhamos Nick até a porta. Demos boa noite a ele e depois minha mãe sobe para seu quarto. Esperei ela subir e só então pude soltar o suspiro tortuoso que guardei pra mim. Encostei a cabeça na porta e soltei outro suspiro. 

- Ele estava no vestiário com você, não estava? - paralisei frio e congelada. Cinco de segundo de paz, foi só o que tive. 

- Ele não estava comigo. 

- Alicia disse... 

- Que se foda sua namorada fofoqueira. - esbravejei me virando pra ele. - Eu não tenho nada com ele, e nunca terei! Pare de ouvir os venenos que sua vadia te diz. - passei dando- lhe um belo empurrão. Steven permaneceu parado no mesmo local. 

Subi para meu quarto e bato com toda força a porta. 

Inferno de garota. 

Inferno de dia. 

O banho não me foi prazeroso. Vesti a camiseta do Nat também. Virar de um lado para outro em busca de um sono também não veio. Não me restou alternativa. 

Peguei meu binóculo e fui até a janela. De lá pude ver uma silhueta masculina, ombros largos, um corpo moreno digno de um verdadeiro pecado, seus olhos eram perceptivos para mim. Era como se ele me esperasse. 

Nick é o pecado em forma de adolescente. 



* * * 


Narrado por Nick 



Esperei até as luzes da casa se apagarem por completo, e depois de uma hora esperando, resolvi subir até o quarto dela. Fui pela lateral da casa, subi na cerca que dá ao quarto dela, tentei a todo custo empurrar a janela do quarto dela, mas estava trancada. Não pude fazer nada a não ser fica vendo ela pela janela. Tão perfeita, pude ver a cor da sua calcinha, fecho meus olhos e me imagino tocando seu corpo, beijando sua boca, sentindo sua respiração ofegante em mim... 

EU A QUERO. 

Eu vou tê-la, isso você pode apostar. 

Tiro meu celular do bolso e tiro uma foto, iria aproveita-la ao máximo. 

Kath tem que conhecer o melhor de mim... E Deus queira que ela se contenha com isso.

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