07 julho 2018

Fanfiction: O Garoto Da Casa Ao Lado - Capítulo 8





Sento-me no mesmo lugar.

Olho paro o lado e vejo que a cadeira ao qual Kath senta ainda está vazia.

O sinal toca e aos poucos um por um entram na sala, menos ela. Começo a me preocupar, onde ela estaria? Será que aconteceu algo em sua casa?

A professora entra, e segundos depois meu peito se acalma, lá estava ela, seu sorriso logo encheu meu coração, hoje seria perfeito, nem mas nem menos.

Ela percorre os olhos em volta da sala. Começo a me perguntar por que, o que será que ela procurava, aquilo me angustiava e eu não estava gostando muito disso... Seus olhos pararam de encontro com o meu, não consegui segura um meio sorriso.



Seus olhos se estreitaram ao ver sua cadeira ao lado da minha, ela veio andando devagar, seus olhos juntos aos meus, suspirei agraciado. Olhei para ela e dei meu melhor olhar, eu pude sentir sua inquietação. Isso era perfeito!

A professora começou a aula, mas sua inquietação não me deixava ficar sossegado.

Virei-me pra ela e lhe puxei papo.

- Bom dia, Katherine.

- Bom dia, Nicolas.- ela sorri meio sem graça. Ponho minha cadeira para mais perto da dela. Vejo que ela se assusta.

- Bom, Katherine, você sabe que eu sou novo aqui em Lima, e gostaria de saber se você poderia me leva para conhecer a cidade? Eu ficaria muito grato.- Seus olhos se alarmaram, e vejo que ela está pensando. Para o seu bem espero que seja sobre os locais que ela me apresentará.

- Bem, é... Nick, eu... - não esperei ela completar a frase e logo lanço uma apelo a ela.

- Eu não tenho amigos... Sinto-me só - me afasto e abaixo minha cabeça.


Ela me olha, eu sei que sou bom nisso...mas cara hoje eu fui foda.


- Ok... Eu... Posso sim. - Ela me sorri.- Podemos ir depois da aula se preferir. - Ela toca meu braço.

- Seria perfeito.




***



KATH



O dia passou rápido, durante o tempo todo, Nick não saia de perto de mim, eu já estava nervosa. Pelo menos ele não tocou no assunto "Beijo". Em compensação, não me deixava ficar perto dos meus amigos, as únicas que eu ainda falava era com Mia e Madison e foi só quando fui ao banheiro.

- O que esta acontecendo.? - Pergunta Madison

- Eu não sei, Nick hoje não larga do meu pé, ele me pediu para ir com ele apresentar a cidade, mas tá me enlouquecendo. - Digo entre suspiro.

- Mas porque você fez isso, Kath, você tá louca... Já imaginou se o Nat sabe disso. - Mia me fala arregalando os olhos.


- Tá, eu sei, mas...mas ele me pediu com carinho, gente... E logo ele só precisa de amigos só isso. E outra, os meninos hoje não vieram, estão no campo para o jogo deste fim de semana. Por favor, não contem para eles.- Eu peço, juntando minha mãos.

- Tudo bem. - Elas dizem. Saiu do banheiro e me esbarro em Nick, ele estava me esperando.

- Sabe, eu acho que seria legal se fôssemos dar essa volta agora.

- Agora? Mas a gente tem aula, esqueceu?

- Não, mas você nunca matou uma aulinha sequer? - Ele me pergunta mordendo os lábios.

- Claro que não, isso é errado.- Digo incrédula.

- Não. - Ele ri alto.- Quem disse que é errado? Se fosse, por que muitos fariam, então? Vai, vamos lá, deixa de ser medrosa. Você vai estar comigo, eu te protejo se sentir medo. - Ele toca minha mãos, meu coração acelera. Mesmo contrariada, não consigo dizer não. Pego sua mão e o acompanho. 

Não vou conseguir.

Ele aparece do meu lado, segura minha mão.

- Eu vou pular primeiro e depois você pula. - Eu confirmo com a cabeça. Ele pula e me pede pra pular também. Eu recuou um pouco, sinto uma adrenalina em meu peito, angustia e medo... Olho para os lados e não vejo ninguém. Então, como num impulso, fecho meus olhos e pulo. Quando os abro, eu vejo que estou nos braços de Nick, eu não consigo conter meu suspiro e sorrio para ele. Ele me retribui fazendo o mesmo. Nick me coloca no chão e corremos até seu carro, em questão de segundo estamos fora do colégio. Nick dirigi que nem aqueles atores de filme de ação, agora sim me sinto uma fugitiva. Corremos o máximo que pudemos, Nick vira para mim, me pergunta se estou bem, eu confirmo com a cabeça, mas na verdade ele está dirigindo tão rápido que meu estomago embrulha. Tento controlar a ansiedade, mas é impossível.

Ele percebe minha agonia e segura minhas mãos, eu suspiro aliviada.

- Pra onde vamos? Não podemos ficar correndo o dia todo. -Nick pergunta

- Tá. Bem eu... Vamos começar indo devagar com esse carro. - digo rindo, Nick assenti e diminui a velocidade. Uns quatro quarteirões da escola, descemos do carro e fomos a pé durante toda a caminhada. Levei-o para a sorveteria, ao parque, livrarias, shopping, até na prefeitura. Por fim, olho para o relógio e vejo que já está ficando tarde. Meu celular toca e vejo que é Derek no telefone, me afasto de Nick que está entretido dando de comer a uns pássaros.

- Alô? - Minha voz soa nervosa.

- Kath, onde você está? - Ele me pergunta desconfiado, já imagino que ele saiba.

- Perto da prefeitura - bato com a mão na testa.

- O que esta fazendo ai, era para estar na aula. - Ele parece um pouco frustrado.

- Eu vim só dar uma volta. - Eu me embaralho.

- Com quem? - Ele me indaga. Mordo os lábios.

- Sozinha. – minto.

- Não minta. - Ele parece serio.

- Com o Nick... Mas como você sabe que não estou na aula?
- Mia e Mad me contaram.

- Derek, por favor, quem mais sabe? - Eu me aflijo.

- Ninguém, só eu. Por favor, Kath, não faça besteira, ele não é para você.

- Eu só estou passeando, só isso. Não tem nada demais.

- Nada demais matar aula, né.

- Desculpa, tenho que ir. Tchau Derek. - Desligo o celular, quando me viro, Nick esta atrás de mim com expressão séria.

- Está ai há quanto tempo? - Eu pergunto.

- Não muito, quem era no telefone? - Ele pergunta

- Um amigo.

- Que amigo? - Sua expressão me assusta.

- Por que quer saber? - Indago.

- Curiosidade, não vai me dizer?

- Não! Minha função é lhe mostra a cidade, não te contar sobre minha vida.- Ele não gostou da resposta, sei disso pela o suspiro abafado que ele me deu.

-Ok. Vamos, está tarde.

- Ok.


Ele dirigiu o percurso todo calado, aquilo me afligia, ele era sinistro. Lindo, mas sinistro. Eu não conseguia parar de olhar para sua boca.

- O que foi? Por que tá me olhando assim?. - Nick me surpreende, mordendo os lábios

- Nada, só estava distraída. - Falo me recompondo.

- Nos meus lábios.- Ele rir. Fico sem graça.

- Não... Não, eu só estava pensado.

- Eu adorei nossa tarde.

- É eu também, Nick... Quer dizer, foi legal.

- Uhum... Obrigado.

- Não tem de quê.

- Posso te fazer uma pergunta?

- Sim. - ele para o carro no parque perto de casa.

- Eu posso te beijar?

O quê?

- Nick... Eu... Eu, não posso e nem quero. - Eu digo tentando medir minhas palavras, em vão.

- Hm... Não pode e nem quer. E naquela manhã você queria? Ou só queria saber como era beijar o vizinho? - ele então soca o volante me fazendo da um pulo.

- Por que? Por que você não me quer? - Ele soca de novo o volante, não uma, mas duas vezes.

- Para... - eu gritei amedrontada. - Eu quero descer, Nick. - Me volto para a porta tentando abri-la, em vão.

- Não, você não vai.- Ele grita comigo me puxando para perto dele. Num minuto eu estava numa luta para me libertar dele, gritava para que alguém me ouvir, mas tudo era em vão, ele tapou minha boca com suas mãos.

- Xiu! Calma não precisa gritar, nem se estressar, meu docinho. - Eu gelei, meus sentidos me disseram para não gritar mais, só que o medo não me permitia parar de chorar.

- Por favor, eu preciso ir, me deixa ir. - Eu o suplicava.

Ele acariciou meus cabelos, beijou minha testa, fez carinho em meus braços, me deixando arrepiada. Cheirou meu pescoço, agarrou meus cabelos em suas mãos, ate que eu gritasse de dor... Não me restava mais nada. E quando menos esperei sua boca havia invadido a minha.

Sinto minha carne ser sugada inteira para dentro de sua boca quente, nossas línguas travaram uma briga intensa, suas mãos começaram a desenhar o formato de meu corpo, começou pelo meu pescoço e foi até minha cintura. Então ele me puxa para seu colo, retirei seus lábios do meu e o olhei com a mesma intensidade que ele me olhava, eu quase morri de excitação. Percorri meus dedos em seu peito, levantei sua blusa e vi seu esplendoroso peitoral.

Caramba, era tão perfeito. Eu tenho quase certeza de que babei encima dele.

Sua mão de novo agarrou meus cabelos, me fazendo levar minha cabeça pra trás de prazer... Eu não podia fazer quilo, era errado, muito errado. Mas eu não ligo... Nick me puxa suavemente para mais perto dele, ele para de puxar meus cabelos com força e agora começa a acaricia-los. Ele me beija mais, e escuto o seu gemido, ele devora minha boca com mais gosto, sussurra coisas sem sentidos, chupa minha boca, meu queixo, lambe meu pescoço, então ele me suspende pra cima no intuito para que eu passe minha perna direita e assim possa ficar encaixada nele. Sinto o volume em suas calças, eu senti vontade de abrir seu zíper, agarrar seu pênis e o fazer enlouquecer... Mas eu não fiz isso, eu apenas me deixei ser beijada... Nosso momento foi interrompido por seu celular. Nick me empurra pra trás me segurando pelo pescoço, eu tentei lutar para que ele me soltasse, mas seus olhos eram de ira para o celular. Não sei o que diabos ele viu no celular que o deixou tão atordoado.

- Nick, eu não posso respira... Nick... Nick. - Eu gritava, mas ele apertava o celular em suas mãos com tanta raiva... Ele não disse uma palavra, apenas me aproximou de seus lábios e me beijou de novo, me soltou de suas mãos, beijando meu pescoço.

- Me desculpa, eu sou culpado. Me desculpa, eu sou culpado... - Ele repetiu isso várias e várias vezes enquanto beijava meu pescoço freneticamente, aquilo me deixava assustada.

- Nick, já chega. Nick, para - Eu gritei e dei um tapa em sua cara. Nick ficou imóvel, ele não se mexia. Pouco a pouco ele virava sua cabeça, seus olhos estavam vermelhos de ódio, pude sentir minha vida passar em instantes. Eu não pude pensar em nada a não ser... Beija-lo

Nick me deixou a uns metro antes da minha casa, eu não consegui encara-lo, apenas desci e rezei para que ele não falasse nada...e ele assim fez. Quando desci, ele apenas fechou a porta atrás de mim e foi embora.

Suspirei aliviada, entrei em casa. Meus pais estavam na sala assistindo, rezei outra vez para que eles não tivessem sabendo da minha escapulida. Dei um oi a eles, me perguntaram se eu já tinha comido, minha garganta quase fala: 


Não, mas quase fui comida!


Eu apenas neguei com a cabeça e os deixei sozinhos de novo, subi para meu quarto e quando entrei eu quase voltei pra trás.

Eu já sabia o que seria... Ele já sabia, só me restava confirmar o que os seus olhos ditavam sobre mim.

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